Quem se lembra de Passos Coelho ?

No período mais complicado do governo de Passos Coelho, Rui Rio tratou de marcar presença em eventos da oposição e não hesitou em reunir-se publicamente com António Costa para “preparar futuros pactos de regime”.

Hoje o PSD está, por culpa própria, numa fase difícil, mal posicionado contra um adversário que deveria ser fácil de bater. Neste cenário, Passos apareceu para dar a cara na campanha.

Ache-se o que se achar das convicções políticas de ambos, qualquer que seja a avaliação dos dois enquanto governantes, há uma diferença de estatura moral que só um cego não vislumbra.

Carlos Guimarães Pinto, Presidente do partido Iniciativa Liberal

Image may contain: 2 people, close-up

Partilho com gosto este texto do CGP sobre as diferenças entre Passos Coelho e Rui Rio. Apesar de achar que Passos Coelho errou em muita coisa e não conseguiu as importantes reformas que o país precisava, sempre defenderei a sua posição de estadista num dos períodos mais difíceis da história do país (o qual foi herdado e não criado por ele).

Foi com várias das ideias liberais que Passos Coelho defendia (sendo que poucas aplicou depois) antes de ser Primeiro-Ministro que eu comecei a pesquisar e a aprender mais sobre Liberalismo. Tinha 15 anos na altura. E aos poucos a minha forma de ver a política começou a mudar. Passos Coelho não é Deus algum, nem sequer um ídolo, mas é alguém que tem muito valor e, infelizmente, pouco reconhecimento neste país. Quando socialistas do “círculo vermelho” (comentadores, intelectuais, etc. que dominam a comunicação social) dizem que a Iniciativa Liberal, da qual faço parte, é um grupo de órfãos de Passos Coelho nunca considero isso uma ofensa. É um elogio. E deve ser orgulhosamente recebido e usado.

Anúncios

Portugal e Grécia são os únicos países europeus pobres que ficaram mais pobres desde 2007

Apesar de estarmos pior quero deixar um elogio ao governo actual e, um muito maior ainda, ao governo anterior que, apesar de não terem feito todas as reformas necessárias, não foram nas cantigas da esquerda radical (de uma ala do PS, BE e PCP).

Felizmente, apesar de Portugal ter regredido, ficou muito longe de estar tão mal como a Grécia. Basta olhar para a diferença no gráfico.

Agora, convém perceber o que não fizemos e não estamos a fazer para estarmos a ser completamente ultrapassados pelos países de leste. Estamos na cauda da Europa. Convém perceber e corrigir rápido.

A hipocrisia da intervenção do PCP e do BE

Excerto deQuociente de ingerênica, por José Diogo Quintela.

“Em princípio, quem pensa assim é do BE ou do PCP, partidos que, a pretexto da ingerência externa, querem que tudo fique na mesma. Para já, é caricato queixarem-se de ingerência num país onde se ingere tão pouco. Depois, é estranho serem os dois partidos a protestarem contra a ingerência, quando grande parte da sua ideologia implica ingerência do Estado na vida de cada português, desde a escola para onde temos de mandar os filhos, até aos hospitais onde podemos ser tratados, passando pelas informações que o fisco recolhe sobre o que fazemos com o nosso dinheiro.

A explicação é simples. O problema do BE e do PCP não é com a ingerência em si. O problema é, especificamente, com a ingerência dos EUA. Quando a ingerência é russa, chinesa ou cubana, é-lhes indiferente. A americana é que faz espécie. É impressão minha ou, quando um país é o único a ser criticado por uma acção que vários praticam, estamos perante xenofobia? Enfim, não sou especialista em opressão & vitimização, deixo ao cuidado de um dos grémios de activistas que se ocupam destes temas, para que faça o escarcéu online e a queixa da praxe ao organismo público competente.

O argumento usado pela extrema-esquerda é o do direito do povo venezuelano à autogovernação. Em princípio, estou de acordo. Sucede que o povo venezuelano já exerceu o autogoverno. Foi em 2015, numas eleições parlamentares que Maduro perdeu. No seguimento da derrota, Maduro inventou uma Assembleia Constituinte ilegítima, sequestrando a soberania ao povo. Neste momento, a ingerência é praticada por Maduro.”

Todos os partidos do sistema apoiaram o socialismo na Venezuela

Ontem no debate das europeias com os candidatos dos partidos que já têm assento parlamentar (dar voz aos mesmos…) Nuno Melo do CDS disse: “Paulo Portas nunca esteve com gestos em relação a Maduro ou a Chávez.”

Será que Melo fala deste gesto?

Resultado de imagem para portas e maduro

Basta uma rápida pesquisa no google sobre Portas e Maduro e o que não falta são vários “gestos”, palavras amigáveis, etc.. Algumas delas bastante recentes. Ora, Portas ter-se enganado uma vez e apoiado quem não devia é normal, é humano (infelizmente aconteceu muito mais do que uma vez). Agora Nuno Melo em pleno debate mentir sobre isto é que é muito mais grave. Nenhum dos partidos do sistema tem as mãos limpas sobre o assunto Venezuela, todos à sua maneira apoiaram a implementação progressiva do socialismo que estava a ocorrer naquele país. As consequências estão à vista. E as pessoas têm memória.

“A culpa é do Passos Coelho…”

Quem o ouve falar até quase que acredita que o Sr. Centeno não é Ministro das Finanças há quase quatro anos. Temos a Carga Fiscal em máximo histórico (35,4% do PIB em 2018, superou o recorde também de Mário Centeno de 2017). É a chamada neoausteridade.

Mas a culpa? “A culpa é do Passos…”

Aprovado o Simplex da aldrabice

Muito bom o texto do Tiago Dores, deixo aqui um excerto:

Entretanto, amanhã comemora-se o 25 de Abril. Tempo para celebrar mais uma grande conquista da democracia portuguesa: a proposta para legalizar os convites para viagens feitos por entidades privadas a titulares de cargos públicos, elaborada pela Comissão Eventual para o Reforço da Transparência. A partir de agora é tudo à balda em termos de ofertas de empresas privadas aos políticos. Tanto é que depois da paralisação dos motoristas de matérias perigosas, os próximos a avançar para a greve vão ser os testas-de-ferro: não tarda deixa de haver trabalho para estes clássicos intermediários de negociatas obscuras. A ideia que dá é que esta nova lei é uma espécie de Simplex para a aldrabice. É um Trafulhex. Ou um Moscambilhex, vá. (…)


Mas atenção. Uma consulta mais atenta a esta proposta revela grande visão dos nossos parlamentares. Hoje em dia quando uma empresa paga a um político está a fazer lobby. À medida que o Estado toma conta de uma parte cada vez maior da economia o lobbying aumenta porque as empresas ficam mais dependentes do Estado para fazer negócios. Com as empresas mais dependentes do Estado para fazer negócios só as que têm capacidade financeira para fazer lobby sobrevivem. Resta pois um Estado gigante e meia dúzia de empresas que fazem lobby. Ao fim de algum tempo as relações entre o Estado e estas empresas são tão intrincadas que já só se vive de lobbying. Na prática, deixa de haver lobbying. É só tudo o Estado. Calhando está-se a legislar com este cenário em perspectiva.


Ao que parece, esta proposta de lei vai contar com a abstenção do PSD e com o voto favorável do PS e PCP. O que no caso do PCP é bastante compreensível. O partido tem mesmo de aceitar todas as viagens que lhe forem oferecidas. Caso os comunistas tivessem de pagar do próprio bolso cada vez que revisitam a União Soviética estalinista não conseguiam financiar o partido nem com uma Festa do Avante bi-diária. É que parecendo que não estas viagens dos comunistas ao reino da utopia acabam por sair bem caras. E ironicamente quem paga o preço mais alto é quem não embarca nelas.

A direita mexe-se em Espanha

No debate de ontem em Espanha, Rivera, líder do Ciudadanos, foi o grande vencedor e o principal líder da oposição ao governo socialista. No entanto, também é de realçar o pequeno confronto que houve “à direita”, entre os Cs e o PP (de relembrar que o Vox não esteve no debate, mas certamente terá resultados altos). Copio para aqui um excerto do bom resumo que o Observador fez do debate. Para mais detalhe ver aqui.

Albert Rivera, porém, não se preocupou apenas com atacar Pedro Sánchez — a certa altura, também atirou contra Pablo Casado. “Onde estava o senhor Casado quando o PP subiu o IVA e IRPF? Eu digo: no assento parlamentar a votar favoravelmente”, lançou Albert Rivera, do Ciudadanos ao líder do PP. “Senhor Casado, se chegarmos a um acordo no futuro, vamos de ter mudar a sua política, de Rajoy e Montoro, por políticas liberais que baixem os impostos”, continuou.


E depois rematou com um ataque ao PP — que tem autoria da ministra das Finanças socialista, Maria Jesús Montero, que já o tinha dito em fevereiro deste ano — perguntando a Pablo Casado: “Sabe onde está o milagre económico do PP? Na prisão”, disse, segurando uma fotografia de Rodrigo Rato, ministro da Economia e vice-Presidente de Governo de José María Aznar, e atualmente preso por crimes de corrupção.

Resultado de imagem para rivera casado debate