Um título enganador

Governo arrisca pagar milhões se não relançar TGV até Março

Não é verdade.
Quem vai pagar são os mesmos de sempre: os contribuintes.
É para eles o peso da responsabilidade, das consequências da desgovernação socialista.
Ao contrário do que disse Almeida Santos, o “povo” contribuinte não partilha nem sofre com o governo as consequências da crise. Ao governo nada acontece.
Têm dúvidas?
Vejam os resultados das sondagens e digam-me se os eleitores (o que não é o mesmo que dizer os contribuintes) pretendem responsabilizar o governo ou não.

Desculpem apontar o óbvio, mas…

Será que já se poderá dizer sem rodeios que um dos problemas do partido que Sócrates construiu é a elevada percentagem de gente incompetente que o enche e que com ele aceita trabalhar? Incompetente como em “não têm a menor noção como gerir uma nota de 5 euros”. Incompetente como em “pode-se sempre aumentar os impostos”. Incompetente como em “não se percebe como funcionam mas parece que se pode sempre pedir aos mercados que comprem dívida estatal”?
Já se poderá dizê-lo sem que em redor baixem os olhos, envergonhadamente, os praticantes do “cuidadinho como o politicamente correcto”?
Ainda não é altura de apontar o dedo e pedir responsabilidade política e pessoal pelo desgoverno a que isto chegou?

E não me esqueci dos milhões dos meus concidadãos que votaram duas vezes nesta maioria.
Incompetentes.

Concurso para o TGV (Lisboa-Poceirão) foi anulado

Negócios:

O despacho dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas justifica a decisão com “a significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal” após a data de lançamento do concurso, que se traduziu “em dificuldades acrescidas na obtenção de fundos pela iniciativa privada e no agravamento do custo associado à obtenção do próprio financiamento”.

Agora digam-me lá se esta gente não tem andado a gozar com a malta?
Aguardo para ver as fantasias que vão ser incluídas no próximo OE e quão disponível estará a oposição (descontando já a extrema esquerda) para evitar que a palhaçada continue à conta dos nossos bolsos.

Notícias bota-abaixistas

Via Businessweek:

Portugal may be slipping behind Spain and Ireland in the dash to cut budget deficits, and credit conditions in the economy are the tightest since the height of the global financial crisis in 2008, JPMorgan Chase & Co. said.

“Spain and Ireland look to be tracking their fiscal objectives for the year,” said David Mackie, chief European economist at JPMorgan, in an e-mailed note. While Greece has shown “some slippage,” in Portugal “the situation looks more worrisome, with the lack of budgetary progress reflecting faster expenditure growth than would be consistent with the fiscal objective.”
(…)
Portuguese government spending, excluding interest payments, rose 5.7 percent in the first seven months of the year, while total income increased 3.6 percent, Portugal’s Finance Ministry said last month.

É urgente para quem?


Para os que trabalham usando as suas capacidades e competências, para os que poupam, para os que investem e empreendem, para os que pagam cada vez mais impostos, para os que alimentam a crescente fome de recursos estatal?
Para os que se ocupam a gastar impostos, taxas e contribuições, para os que tratam de gastar os resultados do investimento dos que arriscam, para os que gastam os frutos da prudente poupança das famílias, para os que ao longo de décadas transformaram o estado num monstro cada vez mais esfaimado?

Este cartaz, colocado (pelo menos) em Setúbal pela associação de munícipios da região é um exemplo do pensamento (generalizado no país) dos que se outorgam o direito de saber, melhor que cada um de nós, o que fazer com o nosso dinheiro. Dos que em nome da “justiça social” ou de outra treta sem fundamento nem concretização nos dizem que lhes entregar o nosso dinheiro é a melhor forma de contribuir para melhorar o nosso presente e futuro.

Que a demonstração que a realidade do país e das contas públicas fazem das capacidades destes gastadores dos dinheiros estatais em desbaratar recursos leve à conclusão contrária não só é esquecida como publicitam o seu contrário. Querem mais gastos estatais. E urgentemente.

Que proclamem a exigência, o direito a usar ainda mais recursos retirados aos contribuintes deve ser visto por aquilo que é: o medo de perderem poder numa altura em que o medo e a incerteza crescem entre os mais vulneráveis, os que não têm como resistir ao poder de coacção do estado para impor quer cada vez mais e complexa legislação quer mais e maiores taxas. Ou seja, precisam do medo de quem lhes paga as contas para se confortarem do medo de perderem o controlo dos recursos que o país ainda lhes entrega. Precisam que não haja quem se oponha a que uma parte cada vez maior do fruto do seu trabalho, poupança e investimento seja malbaratado por quem contribuiu para o estado a que isto chegou.
É urgente que paremos de confortar a sua fome por cada vez mais daquilo que não é, por direito algum, seu.

Só faltou acrescentar “social”

O líder do CDS-PP, Paulo Portas acusou hoje o Governo de dar mais poder às grandes superfícies, mas esquecer-se de tomar medidas para mais «justiça» junto dos produtores que esperam mais de 120 dias pelo pagamento dos seus produtos.
«(…)a grande superfície vende rapidamente e é dinheiro em caixa, mas o agricultor só é pago 120 ou 140 dias depois»

Seguindo o raciocínio, presumo que Paulo Portas gostaria que o governo (este ou outro em que ele participasse) legislasse sobre prazos de pagamentos ou outras “injustiças” no funcionamento dos mercados.
Pequenas coisas como estas declarações dizem muito sobre quem as faz.

Sócrates, socialistas de toda a espécie e a defesa do interesse nacional

No Finantial Times:

Colonial folly is not dead.(…)
Either the government really thinks it would be bad for PT or it simply wants to keep a Portuguese champion in Brazil. Both are terrible reasons to throw the deal into disarray and its own credibility to the wind.

Na SIC-N, Telmo Correia defendeu a intromissão estatal na PT merecendo a total concordância de Bernardino Soares.
Assim vai este país de esquerdistas.

Os marcianos que paguem a crise

O PCP continua a tentar fazer crer a quem lhe prestar atenção que os serviços e produtos providenciados por empresas estatais são grátis – ou deveriam sê-lo.
Agora promoveram um abaixo-assinado contra a cobrança de estacionamento no novos parques da estação ferroviária de Setúbal. Como se propõem pagar pelas obras que foram feitas, pela manutenção das mesmas e pelos serviços prestados? Não sabem nem lhes interessa.
Claro que não lhes interessa para nada que muitos dos milhões de euros que fazem com que Portugal esteja na situação trágica em que está se devam aos deficits abissais das empresas estatais ligadas aos transportes – como a CP ou a REFER. Claro que não têm nada a dizer sobre as causas desses deficits a não ser que para remediar as consequências se deveriam aumentar impostos, criar novos impostos e, claro, gastar ainda mais em obras ou outros projectos que expandam o sector público estatal ou favoreçam grupos cujos interesses estejam ligados à expansão da despesa estatal. Nada disto Vos parece contraditório com os discursos dos dirigentes comunistas que incessantemente disparam contra “os interesses do grande capital”? Claro que é.

Infelizmente, noutros partidos a situação não é muito diferente, como temos podido verificar nos últimos anos de governo do Partido Socialista ou nos cuidados que os dirigentes do PSD sempre têm tido em não perder, também eles, o rumo socialista apontado pela Constituição que impõe a intervenção estatal em todos os aspectos da vida dos cidadãos.
Nada no discurso e prática dos governos dos últimos anos defendeu os contribuintes. Quem trabalha, poupa e investe apenas pode contar com a sanha destruidora de riqueza que caracterizou a intervenção dos governos (deste em particular), do estado e dos seus funcionários, na vida de todos nós.
Para mal dos nossos pecados, os marcianos ainda não se dignaram a pagar as facturas dos disparates feitos em todos estes anos de estatização dos recursos dos portugueses. Creio bem que não será ainda neste momento trágico que o FMM (aka, Fundo Monetário Marciano) se dignará a provomer a solvência das empresas estatais ou do OE nacional.

Recordando desconhecimentos

Hoje dei por mim a ver na televisão uma Sra. Deputada do PCP a ser entrevistada na qualidade de relatora da comissão parlamentar de Ética sobre liberdade de imprensa (creio ser esse o nome da comissão).
Rita Rato é o nome da deputada comunista responsável por relatar as conclusões da referida comissão.
Ao ouvi-la falar sobre a diminuição da liberdade de expressão em Portugal recordei-me das palavras da Sra. Deputada do PCP em entrevista ao CM, após ser eleita:

– Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
– Não sei que questão concreta dos direitos humanos…

– O facto de haver presos políticos.
– Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa.

– Mas isto é algo que costuma ser notícia nos jornais.
– De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião séria e fundamentada.

– No curso de Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?
– Não, não abordámos isto.
(…)
– Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?
– Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.

– Mas foi bem documentado…
– Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.

– Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?
– Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa…

Tenho a certeza que a Sra. Deputada já satisfez a necessidade de saber mais sobre muitas outras coisas, sobre outras experiências. Como o exercício da liberdade de expressão em países como Cuba ou na Coreia do Norte, referências duradouras do PCP.