Vitória de Pirro

António José Seguro vai ganhar as autárquicas?
Provavelmente.
Parabéns a António Costa, provável futuro Primeiro Ministro.

Frédéric Bastiat

Lorsque la Spoliation est devenue le moyen d’existence d’une agglomération d’hommes unis entre eux par le lien social, ils se font bientôt une loi qui la sanctionne, une morale qui la glorifie.

Nascido a 30 de Junho de 1801.
Continuar tão actual no Portugal de 2013 diz muito sobre o que escreveu e do estado a que este país chegou.

Bocejo

Na sequência da posição oficial do PS segundo a qual serão outros a resolver o que Sócrates legou (base para o seu programa de putativa alternativa governamental), o Sr. socialista que portou a voz de António Seguro, disse:
”                                                     .”

A sério. Foi isso que não ouvi.

Pode ser que venha por aí, abrindo caminho pelo nevoeiro

No PS a luta pela herança do anterior Secretário-Geral aquece estes dias de nevoeiros matinais. Talvez a meteorologia explique estes acessos de saudosismo socialista que leva aos jogos florais que vamos vendo entre a Frente dos Verdadeiros Herdeiros de Sócrates e a Verdadeira Frente de Sócrates Herdeira. Ao intervalo o resultado é um empate, mas o espectáculo de falta de vergonha de muitos dos que colaboraram, apoiaram e governaram com o estudante parisiense promete mais e melhores jogadas desenhadas pelos estrategas de ambas as equipas, perdão…, Frentes.
O PS não aprendeu nada com os passados 10 anos e anseia pelo Messias que emergindo do nevoeiro volte a prometer criar (qual devindade de poderes infinitos) 150.000 novos empregos numa só legislatura e levante em êxtase o Nobre Povo.

Entretanto, caso os Verdadeiros Crentes não tenham reparado, de tão distraídos que andam com estes jogos florais, os impostos continuam a aumentar (leia-se “factura sobre a despesa estatal que era suposto ser paga pelos marcianos“). Já me disseram que tenho de deixar de dizer “esbulho” porque torno-me incompreensível para os socialistas de todos os partidos.

Estou indignadíssimo

Com quem ajudou a que o resultado do esforço de quem trabalha, investe, poupa e paga impostos tenha sido malbaratado durante décadas. Estou indignado com muitos dos que hoje, esta semana, este ano, descobriram este adjectivo. Tivessem memória e estariam indignados com as escolhas que fizeram, quando puderam optar e votaram nas utopias e falácias que lhes ofereciam sem etiqueta de preço. Tivessem memória e lembrar-se-iam dos muitos que sempre avisaram que chegaríamos a este estado de penúria se não se tentasse atalhar caminho noutra direcção. Faço, por isso, minhas as palavras que ouvi há pouco a um exaltado manifestante: “tenham vergonha, pá!”.

Indignados ou não, serão os mesmos de sempre a pagar a factura deixada pelos incompetentes que saciaram a ambição de poder e as suas clientelas penhorando o dinheiro dos contribuintes.

Coisas que me apoquentam numa manhã de Verão

Alertado pelas numerosas entrevistas televisivas com futuros ex-Governadores Civis dou-me conta que o fim destas repartições estatais e dos correspondentes cargos de representação do estado central pode levar ao caos.
Sem Governadores Civis como se aprovarão os concursos (sorteios promocionais)? Que será das muitas instituições, associações, agremiações várias que recebiam transferências das empresas, vindos das sobras não entregues desses concursos (vulgo reversões) de acordo com a escolha dos serviços dos G.C.?
Sim, era (também e quase só) para isto que serviam os governos civis.