TINSTAAFL

There Is No Such Thing As A Free Lacerda.

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Hipocrisia é…

Secretário de Estado dos EUA é o mais alto representante do poder executivo norte-americano a visitar a cidade devastada pela bomba atómica. Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 reforçaram a importância de um mundo livre de armas nucleares.

… ser até ao presente o único utilizador de armas nucleares com fins militares – concretamente para submeter um adversário já vencido – fazer-se acompanhar do representante do país vitimado no local do memorial de uma das duas detonações, e simultaneamente fazer-se acompanhar do restante G7, que integra mais duas potências nucleares (a França e o Reino Unido) e mais dois membros (Alemanha e Itália) da partilha de armas nucleares no âmbito da NATO (todos naturalmente signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares), enquanto vêm todos em coro apelar ao desarmamento e queixar-se das armas nucleares dos outros.

O conta-gotas dos Panama Papers

Abriu a corrida aos Óscares

Uma candidatura forte, pondo toda a carne no assador, para a nova categoria de Hipócrita em Papel de Destaque pela sua participação no blockbuster “Sei o Drone que Comandaste no Verão Passado”.

É que isto de chorar on cue não está ao acesso de qualquer um, e a Academia pela-se por um bom bocado de overacting.

Belém Gourmet

gourmet

Um triste espectáculo

Estabelecida de uma vez para sempre a equívoca legitimidade de um governo e fragilidade do acordo entre o PS e o radicalismo, era precisa uma oposição séria. Ora chamar “usurpador”, “golpista” e “fraudulento” a Costa não é uma oposição séria. Nem propor uma revisão constitucional para repetir eleições imediata ou indefinidamente, como Bruxelas costuma fazer. Nem organizar reuniões com “reputados” constitucionalistas, politólogos, personalidades sem descrição exacta e um triste séquito partidário. Nem, sobretudo, permitir que lunáticos da seita continuem a destemperar na televisão e nos jornais, coisa que só beneficia António Costa e o autoriza a tomar, por contraste, o arzinho de estadista responsável e tranquilo, coisa que evidentemente impressiona o povo e o solidifica a ele.

Vasco Pulido Valente, no Público.

Um final de mandato com dignidade

No seguimento da sucessão de eventos recentes que bem se conhece, resta ao presidente da república uma margem relativamente estreita de cenários ao seu alcance, em torno daquela que muito provavelmente vai ser a última decisão relevante da sua carreira política.

No desfecho de um primeiro cenário, após mais ou menos faits divers cerimoniais em torno de uma eventual exigência (e uma recusa mais que provável, de forma mais ou ou menos declarada) de garantias adicionais ao partido socialista e apoiantes do seu governo, ficará para a história remetido ao legado de ser o presidente da republica que teve que engolir o grande sapo que já demonstrou ser para si o dar posse a um governo apoiado pela extrema esquerda parlamentar, condenado-se assim a conviver nos anos vindouros com a azia irreparável que herdará do facto.
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