“Abrir Caminho Para Uma Sociedade Socialista”… e Pobre

Três pedidos de ajuda internacional (fonte); uma dívida pública que ronda os 140% do PIB (fonte); e um país cada vez mais pobre em relação aos restantes países da União Europeia… tendo em 20 anos descido da 15º posição da UE (a 27) em paridade de poder de compra para 19º – tendo Portugal sido ultrapassado pela Eslovénia, Malta, República Checa há dez anos atrás e mais recentemente (em 2019) também pela Lituânia e pela Estónia (fonte).

O tal caminho para a sociedade socialista não tem produzido grandes resultados, e parafraseando uma citação muito popular, “insanidade é continuar a aplicar as mesmas políticas e esperar resultados diferentes”.

Leitura complementar: Portugal está a ser “ultrapassado no PIB ‘per capita'” pelos 10 países que aderiram à UE em 2004?

Excesso de Mortalidade em Portugal

Os casos e mortes por COVID-19 têm tido uma atenção, relevância e importância tal, que as outras doenças e mortes por outras causas tem passado para segundo plano.

O excesso de mortalidade em Portugal em 2020 não relacionado com o COVID-19, não deixa pois de chocar e de revoltar. Faltará ainda contabilizar o efeito de todos os rastreios que foram adiados ou que simplesmente ficaram por fazer, algo cujo efeito só será possível observar a médio-longo prazo.

Entre 2 de Março [de 2020] quando os primeiros casos de COVID-19 foram diagnosticados em Portugal e 18 de Outubro, foram registadas 72519 mortes no território nacional, um aumento de 7936 mortes em relação à média dos últimos 5 anos. Destas mortes, 27,5% (2198) foram causadas por COVID-19.

A fonte deste post é este relatório do INE.

Leitura complementar:  Culpa do excesso de mortalidade não é do calor. Explicação “plausível” é menos cuidados de saúde

Em Cada Geração Há Um Grupo Selecto de Idiotas…

Merece ser vista e revista esta excelente intervenção de Toni Cantó, deputado dos Ciudadanos nas cortes gerais de Valência, contra o Comunismo defendido pelo partido Podemos.

Em cada geração há um grupo selecto de idiotas convencidos que o fracassso do colectivismo se deve a não ter sido dirigido por eles.

Cá em Portugal infelizmente, também não nos faltam grupos de idiotas a defender as mesmas ideias comunistas do Podemos.

Proibição de Circulação Entre Concelhos – Todos os Animais São Iguais, Mas Uns São Mais Iguais Do Que os Outros

Este país às vezes parece um sketch dos Monty Python.

Por um lado temos o governo a passar uma medida inconstitucional, uma vez que não se pode proibir a circulação entre concelhos sem declaração do estado de emergência – inconstitucionalidade essa confirmada pelo Presidente da República (ver notícia abaixo).

Por outro lado, a medida inclui um grande conjunto de excepções, o que leva a crer que o vírus seja altamente selectivo e dotado de particular inteligência (quem sabe, pode ser que um dia ainda chegue a ministro):

José Gomes Mendes, Secretário de Estado do Governo PS, Ameaça Camilo Lourenço e Defende a Censura

À esquerda, tudo é permitido, tudo é tolerado. Na passada Sexta-Feira, José Gomes Mendes, professor universitário (* suspiros *) e secretário de estado do planeamento, escreveu no facebook do Camilo Lourenço em resposta a um post muito crítico sobre a ministra da saúde o seguinte:

Basta. Nem tudo é possível em democracia. E o meu recado não é só para ele, é também para aqueles que lhe dão espaço nos seus canais informativos. Estou para ver se assobiam para o lado.

Não sei o que é pior: se a ameaça não só para o Camilo Lourenço mas para os meios de comunicação social; se a defesa em pleno século XXI da censura em Portugal.

À esquerda, tudo é permitido, tudo é tolerado. Imaginem se um episódio igual a este tivesse acontecido durante o governo de Passos Coelho, e certamente os leitores se recordarão de toda a espécie de insultos por parte da esquerda e da comunicação social ao governo de direita da altura.

Leitura complementar: Coisas que um secretário de Estado não pode dizer

Portugal É o Quarto Pior País da OCDE em Termos de Competitividade Fiscal

Como já é habitual, Portugal está sempre do lado errado dos rankings. Por mais páginas de austeridade viradas e maravilhas proclamadas pelos partidos da geringonça, o facto é que Portugal não é de todo competitivo e atractivo num mundo cada vez mais global .

A tabela abaixo, elaborada pela Tax Foundation e publicada a semana passada, coloca Portugal como o quarto pior país da OCDE em termos de competitividade fiscal (fonte), posição essa que se mantem desde 2018 entre 36 países analisados.

Desdobrando os diferentes componentes do índice, Portugal ocupa entre os 36 países analisados:

  • 34ª posição em termos de impostos sobre as empresas
  • 31ª posição em na componente de impostos sobre o rendimento das pessoas
  • 32ª posição em termos de de impostos sobre o consumo
  • 18ª posição em relação aos impostos sobre a propriedade

Avante, partidos da geringonça! O último lugar da tabela está ao vosso alcance.

O Chucha-lismo Continua Em Grande Em Portugal

Bem dizia Frédéric Bastiat há mais de cem anos atrás, que entre trabalhar e viver do seu próprio trabalho; ou viver do trabalho alheio, o homem preferia viver do trabalho alheio. E desde que o homem descobriu que o podia fazer de forma “legal” influenciando as leis, o homem tem se tornado mais sofisticado na apropriação (aka saque) do trabalho do outro, sempre em nome de grandes valores e do bem estar da sociedade geral.

Não obstante terem conseguido a introdução da lei da cópia privada, de terem obrigado as empresas de streaming a incluir no seu catálogo 30% de conteúdo local, como a a chucha-lice não tem fim, eis que conseguiram agora obrigar as empresas de streaming a pagar uma taxa de 1% dos respectivos proveitos, taxa essa que reverterá para os parasitas do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e que servirá para “a financiar a escrita, produção, distribuição e exibição de obras de cinema e televisão em Portugal” – portanto, artistas de grande gabarito cujas obras ninguém pretende sustentar de livre vontade.

Certamente continuarão a tentar enganar o papalvo, dizendo que quem paga a taxa são as empresas e não os clientes – como se as empresas tivessem outra fonte de rendimento.

De realçar que as empresas de streaming são principalmente estrangeiras, e cuja adesão é inteiramente voluntária.

Feliz Dia da Libertação de Impostos 2020!

Celebra-se hoje em Portugal, dia 11 de Junho, o Dia da Libertação de Impostos – um dia que certamente deveria ser feriado todos os anos. O Dia da Libertação de Impostos representa o dia em que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (apenas para pagar impostos e assim cumprir as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si. Na prática, somos todos trabalhadores do estado durante cerca de meio ano.

O gráfico abaixo representa a evolução do número de dias de trabalho necessários apenas para o pagamento de impostos desde 2000 (fonte, fonte, fontefontefonte, fonte , fonte, fontefonte, fonte e fonte).

Para terminar este post, deixo aqui dois pensamentos:

Escravidao.png

A Presunção do Conhecimento

Um sábio conhece os limites do seu conhecimento; já para um ignorante, o seu conhecimento não tem limites.

Depois de Mário Centeno em 2015 ter previsto a criação de emprego à unidade (!!!) com quatro anos de antecedência (o plano macro-económico do PS em 2015 previa a criação de 466 empregos em 2019 como resultado das políticas de promoção do papel da lusofonia), temos agora António Costa Silva que sozinho, em dois dias, definiu um plano para Portugal para 10 anos! (fonte)

Sem surpresa, a mesma pessoa que em 2018 afirmou que “não valia a pena investir em Portugal” (fonte) chega à conclusão que o que Portugal precisa é de “mais estado na economia” (* suspiros *).

Este planeamento central a esquadro top-down tem funcionado muito bem para Portugal que tem sido sistematicamente ultrapassado por outros países que partiram de uma base muito mais pobre: Eslovénia, Chipre, Estónia, Lituânia e Eslováquia (fonte).

Até dá quase para ter saudades da União Soviética, em que os planos quinquenais tinham a duração, passe a redundância, de apenas cinco anos.

O que este país precisa é de mais liberalismo e de menos socialismo. Acredito e confio bem mais em dez milhões de pessoas a definirem os seus próprios destinos e a fazerem as suas próprias escolhas do que em qualquer plano saído da poltrona de um gabinete ministerial.