Declarações Que Envelheceram Mal

Deixo aqui algumas declarações de personalidades que representam a nata da sociedade Portuguesa e que nos irão liderar nestes tempos de crise.

“Uma eventual propagação [do Coronavirus] não é uma hipótese neste momento a ser equacionada.”

– Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, 15 de Janeiro de 2020 (fonte)

“O novo coronavírus pode ter consequências bastante positivas na agricultura portuguesa e nas exportações de produtos nacionais para os mercados asiáticos.”

– Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura, 5 de Fevereiro de 2020 (fonte)

“Portugal tem hoje a capacidade para reagir a estas situações imprevistas sem comprometer a sustentabilidade das nossas contas públicas.”

– Mário Centeno, ministro das Finanças, 4 de Março de 2020 – quando já existiam 6 casos confirmados em Portugal (fonte)

P.S.: Sobre o doutor Mário Centeno, Ronaldo das Finanças, há que referir que foi capaz de prever no seu plano macroeconómico de 2015 que seriam criados 466 empregos em 2019 como resultado das “políticas de promoção do papel da lusofonia e de apoio às comunidades portuguesas no mundo.”

Retrato do Bloco de Esquerda em Tempo de Crise

Deixo aqui alguns tweets recentes, que ilustram bem o tipo de gente miserável e execrável que compõe o Bloco de Esquerda (fonte, fonte e fonte).

A cereja em cima do bolo, são estes tweet que entretanto já foram apagados:

Que este partido reúna cerca de 10% dos votos em Portugal é um mistério para mim.

Disparidade Salarial Entre Homens e Mulheres

Celebra-se hoje o Dia Internacional da Mulher. Por tradição, a comunicação social e os políticos aproveitam este dia para alimentar o mito da desigualdade salarial para trabalho igual com títulos deste género:

  • Diferença salarial entre homens e mulheres cai 80 cêntimos para 148,9 euros em 2018 (fonte)
  • Mulheres ganham menos 14,5%, em média, e as mais qualificadas menos 26,1% (fonte)

Em Portugal, estes estudos são liderados pela entidade com o nome Orwelliano CITE – Comissão para Igualdade no Trabalho e no Emprego, entidade essa paga com os impostos de todos nós. Vejamos o que escreve a CITE sobre a disparidade salarial de género em 2016 (fonte):

De uma forma generalizada, as mulheres ganham menos que os homens para realizarem trabalho igual ou de valor igual. As causas para as disparidades salariais entre homens e mulheres são múltiplas, complexas e muitas vezes interligadas, podendo incluir fatores estruturais, legais, sociais, culturais e económicos, como sejam as escolhas e as qualificações escolares e profissionais, a ocupação profissional, o setor de atividade, as interrupções na carreira, a dimensão da empresa onde se trabalha, bem como o tipo de contrato de trabalho e a duração da jornada.

Curiosamente, logo o parágrafo seguinte, escrito também pela própria CITE desmonta a base da conclusão que é a falácia do “trabalho igual“:

As mulheres encontram-se sub-representadas em determinadas profissões e setores de atividade, bem como nas áreas de gestão e em cargos de decisão onde os níveis salariais são mais altos (mesmo em setores nos quais estão relativamente bem representadas). Frequentemente, quer os setores de atividade, quer os empregos nos quais as mulheres predominam caracterizam-se por serem menos valorizados e mais mal remunerados.

Isto é, as mulheres predominam em empregos e sectores de actividade  que são menos valorizados pelo mercado. Dito isto, ninguém se choca com a notícia abaixo (fonte) em que o emprego de um licenciado é mais valorizado pelo mercado do que o emprego de um não licenciado. Da mesma forma, os políticos não promovem leis ou estratégias para combater a desigualdade entre licenciados e não-licenciados ao contrário do que acontece com a “desigualdade salarial de género” (ver aqui ou aqui). Curiosamente, cerca de 60% dos licenciados em Portugal são do sexo feminino (fonte) e isto também – e bem – não choca ninguém .

Também aparentemente ninguém se choca com este tipo de desigualdades de género (fonte e fonte):

Para desmontar o mito de uma vez por todas, se fosse verdade que as mulheres recebessem um salário menor para um trabalho igual, onde estão os empresários e empresárias que só contratam mulheres?

A Saúde É Um Direito… Mas O Preconceito Ideológico E A Agenda Política Estão Primeiro

A saúde é um direito“. Este slogan é muito bonito, mas na altura de passar das palavras aos actos, a esquerda privilegia o seu preconceito ideológico e a sua agenda política.

Qual deve ser o objectivo do ministério da saúde? Parece-me óbvio que é deve ser fornecer o melhor serviço de saúde possível (em qualidade e tempo de resposta) ao utente, não descurando a racionalização de custos (uma vez que nada é na realidade gratuito). Do lado do utente, quando este precisa de serviços de saúde o que é que ele pretende? O melhor serviço de saúde possível (em qualidade e tempo de resposta) ao melhor preço.

Quer do ponto de vista do ministério da saúde quer do utente, deveria pois ser irrelevante se os recursos humanos e materiais que prestam os serviços de saúde são públicos ou privados. Não consigo perceber de todo o argumento de que, se for possível prestar o mesmo (ou melhor) serviço numa entidade privada a um preço equivalente (ou mais baixo) que este deve ser recusado por parte do ministério da saúde. Objectivamente neste caso, o ministério da saúde não está a servir o utente, está a servir exclusivamente o preconceito ideológico e a agenda política dos partidos de esquerda.

Sobre os partidos de esquerda que curiosamente são os que mais berram defendem que “a saúde é um direito“, vejamos o seu sentido de voto no passado dia 20 de Fevereiro sobre a proposta abaixo do CDS-PP (fonte).

De referir que a proposta refere que apenas nos casos em que é ultrapassado o Tempo Máximo de Resposta que é definido pelo próprio ministério da saúde, que o estado deve permitir aos utentes aceder a essa consulta noutro hospital à sua escolha, seja este público, privado ou social.

Isto é, não só o ministério da saúde não consegue cumprir os tempos máximos de resposta que ele próprio define, como não aceita recorrer a outros hospitais (públicos, privados ou sociais) já depois dos tempos máximos de resposta terem sido ultrapassados para providenciar os serviços de saúde ao utente – ainda que o custo seja o mesmo. No entanto, “a saúde é um direito”.

Os políticos de esquerda, esses, continuarão a recorrer aos hospitais privados quando precisarem de serviços de saúde. O socialismo é muito bom… …mas para os outros.

Portugal Cada Vez Mais Na Cauda Da Europa: Os 10 Países Que Entraram Na União Europeia Em 2004 Estão Prestes A Utrapassar Portugal No PIB Per Capita

República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Malta e Chipre. Estes dez países que entraram na União Europeia em 2004, e que começaram de um ponto de partida muito mais baixo e desfavorável que Portugal, estão prestes a ultrapassar Portugal no PIB per capita (Jornal de Negócios). E isto apesar de toda a propaganda diária do governo que descreve um “milagre” Português.

Este notícia é tão mais supreendente quando neste conjunto de países se incluem oito países do Leste Europeu, que viveram sob o jugo comunista até 1989; e que apenas aderiram à União Europeia há 16 anos.

Ao mesmo tempo que estes factos nos embaraçam e entristecem, também nos dão esperança. O crescimento económico destes 10 países demonstram que com políticas diferentes, é possível criar riqueza e prosperidade; e que, não é uma fatalidade que Portugal se torne a curto prazo no país mais pobre da Europa. Agora o que não se pode, é continuar com as mesmas políticas e esperar resultados diferentes – isso é a própria definição de insanidade.

Leitura complementar:

Polónia Ultrapassa Portugal Em Poder De Compra

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Polónia, que esteve sob o jugo comunista até 1989, ultrapassou Portugal em termos de poder de compra em 2019.

Por cá, continuaremos a ouvir diariamente o malabarista e papagaio António Costa a repetir até à exaustão que estamos a convergir com a União Europeia.

Um Grande Estado Mamão

Basta ter um salário de 750€ que se considerarmos apenas IRS, Segurança Social e IVA, o trabalhador entrega mais de metade do seu rendimento anual ao estado.

Elaborando:

  1. Usando as taxas de IRS para 2020 descritas aqui e considerando o rendimento anual, portanto 14 salários.
  2. Considerando para efeitos de Segurança Social, não apenas os 11% que aparecem no recibo de vencimento, mas também os 23,75% que entidade empregadora é obrigada a pagar ao estado. Isto na realidade trata-se apenas uma manobra contabilística, uma vez que a) é óbvio que o valor pago pela entidade patronal é obtido pelo valor do trabalho produzido pelo empregado; e b) tanto para o empregado como para a entidade empregadora é completamente indiferente se ambas as parcelas de segurança social fossem pagas apenas pelo empregado ou apenas pela entidade empregadora.
  3. Consirando que o trabalhador gasta tudo o que sobra, portanto o rendimento anual subtraído do IRS e Segurança Social em consumo (o destino último de toda a produção) e que paga a taxa normal de IVA de 23%. Esta simplificação excluí outro tipo de impostos, como o IMI, Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, etc.

Comecemos por fazer os cálculos tendo em conta apenas o rendimento anual, o IRS e a Segurança Social. Podemos então construi os dois gráficos abaixo. O primeiro descreve a percentagem do rendimento anual do trabalho que fica para o trabalhador e a percentagem que vai para o estado. O segundo gráfico inclui também o valor do rendimento anual do trabalho que fica com o trabalhador, e o valor do rendimento anual que vai para o estado no eixo do lado esquerdo.

Se apenas contabilizarmos o IRS e a Segurança Social, constatamos que ganhando cerca de 3500€ mensalmente, se entrega ao estado metade do rendimento anual. Posto de outra forma, quem ganha 3500€ por mês, trabalha meio ano (de 1 de Janeiro a 30 de Junho) para o estado para apenas pagar o IRS e a Segurança Social.

Consideremos agora que o rendimento que sobre para o trabalhador é todo ele gasto em consumo à taxa de IVA normal de 23%. Obtemos então os dois gráficos abaixo. À semelhança dos dois gráficos acima, o primeiro descreve a percentagem do rendimento anual do trabalho que fica para o trabalhador e a percentagem que vai para o estado. O segundo gráfico inclui também o valor do rendimento anual do trabalho que fica com o trabalhador, e o valor do rendimento anual que vai para o estado no eixo do lado esquerdo.

Se contabilizarmos então também o IVA, neste caso basta ganhar 750€ mensalmente, se entrega ao estado metade do rendimento anual. Posto de outra forma, quem ganha 750€ por mês, trabalha meio ano (de 1 de Janeiro a 30 de Junho) para o estado para apenas pagar o IRS, a Segurança Social e IVA. Quem ganha 4000€ por mês, entrega quase dois terços do seu rendimento anual ao estado, trabalhando de 1 de Janeiro a 31 de Agosto para pagar IRS, Segurança Social e IVA. A certa altura os trabalhadores devem questionar-se se vale a pena se esforçarem mais e para quem é que estão de facto a trabalhar.

E isto sem contabilizar a enorme quantidade de taxas e taxinhas que o estado é pródigo em criar (ver 150 Maneiras de Esmifrar o Contribuinte), como IMI, IMT, ISP, IA, Contribuição Audiovisual, etc.

Quem de facto explora os trabalhadores?

Para quem quiser, disponibilizo os meus cálculos com os gráficos acima aqui.

Escalões De IRS Para 2020

Fazendo serviço público, disponibilizo aqui as tabelas dos escalões de IRS para 2020 (fonte).

De referir que o governo actualizou os escalões de IRS para 2020 em apenas 0,3%, abaixo da inflacção que o governo estima para 2020 entre 1,2% e 1,4%, facto que só por si representa um aumento encapotado de impostos (fonte).

Fazendo as contas para o rendimento mensal bruto necessário para atingir cada escalão (contabilizando o efeito no rendimento colectável do máximo entre 4104€ e as contribuições para a segurança social; e depois dividindo o valor por 14 meses), obtemos a tabela e o gráfico abaixo.

Em Portugal, quem ganha até 9125,79€ por ano (651,8€ mensais) está isento de IRS (fonte).

De referir também que em Portugal, quem ganha 2934€ por mês é considerado super-rico, atingindo o sexto escalão de IRS e é sujeito a uma a taxa marginal de IRS de 45%. De facto, excluindo à Bélgica, Portugal é o país da União Europeia onde mais cedo se atinge a taxa marginal de 45% (fonte).

De referir ainda que, em termos de progressividade, 84% de todos os agregados familiares portugueses (dos que têm menos rendimentos) pagam apenas 16% de todo o IRS. Os 16% dos agregados familiares portugueses com maiores rendimentos pagam 84% de todo o IRS. Mais supreendente (ou talvez não) é que os cerca de 2500 agregados familiares com maiores rendimentos (representando apenas 0,1% de todos os agregados familiares portugueses), sozinhos pagam cerca de 8,5% de todo o IRS (fonte). Enfim. Para a esquerda, o IRS nunca será suficientemente progressivo.

Disponibilizo os cálculos que serviram de base às tabelas e gráfico acima aqui.

Portugal É O País Com O Pior Crescimento No Grupo Dos 15 Países “Amigos Da Coesão”

Via Jorge Costa no Facebook:

É oficial: a Grécia passou a Portugal o testemunho do pior crescimento económico no Grupo dos 15 Países da Coesão. Vamos ver o Governo a celebrar isto. E os média também. E se continuarmos assim, felizes e contentes na mediocridade, em breve seremos o país mais pobre da União Europeia. Já fomos ultrapassados pela R. Checa, Estónia, Lituânia, Malta, Eslovénia e Eslováquia. Agora já só faltam 7: Bulgária, Grécia, Croácia, Letónia, Hungria, Polónia, Roménia. O que é preciso é sermos pobres e resignados. Ou mesmo contentes com a nossa sorte, se alinharmos com o Governo.

Recorde-se que os países que fazem parte dos “amigos da coesão” e que “exigem exigem manutenção do orçamento da UE” (fonte) são também conhecidos como “os países receptores líquidos do orçamento da União Europeia”.

Portugal Na Cauda Do Crescimento Na União Europeia

A comissão europeia publicou hoje as previsões de crescimento do Inverno de 2020. Novamente, Portugal aparece na cauda da lista perdendo terreno para os países comparáveis e que mais directamente concorrem com Portugal.

A este própósito vale a pena analisar estes dois gráficos abaixo (retirado daqui) sobre a evolução do PIB per capita e sobre a média do crescimento anual entre 2008 e 2018 de um conjunto de países Europeus onde se inclui Portugal.