Desplante e Falta de Noção do Partido Socialista

Notícias que marcam a actualidade e que demonstram bem o desplante e a falta de noção do partido socialista.

Notícia número um (retirada daqui). Já lá vai mais de uma legislatura, mas o fantasma de Passos Coelho ainda assombra a família socialista. Tendo o PS encontrado o SNS “em estado de grande debilidade”, qual foi a maior e a mais emblemática que medida o PS implementou? A redução do horário de trabalho dos profissionais de saúde de 40 para 35 horas.

Notícia número dois (retirada daqui). Santos Silva… mais um político de carreira, que nunca teve que trabalhar a sério numa empresa e que nunca criou um emprego que fosse a não ser para os boys do partido. Foi ministro de ambos os governos de José Sócrates que conduziram o país à bancarrota… e enfim, diz que um dos problemas das empresas nacionais é a “fraquíssima qualidade da gestão”.

Estivesse o PIB nacional indexado ao desplante do partido socialista e seríamos provavelmente o país mais rico do mundo.

Ficando Para Trás, o Quarto de Século Socialista

Leitura muitíssimo recomendada de João Caetano Dias no jornal online Eco com o seu artigo Ficando Para Trás, o Quarto de Século Socialista.

Nos últimos 25 anos da nossa democracia, o Partido Socialista esteve sempre no poder excepto em dois momentos, os períodos do pântano e da troika.

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Os orçamentos de estado, no Quarto de Século Socialista, são quase todos iguais. Aumentam-se uns quantos impostos, aumenta-se sempre a despesa pública, distribuem-se alguns milhões adicionais para alguns ministérios como resposta à pressão mediática, às causas do momento ou à necessidade de satisfazer alguns grupos de interesse. Geralmente, anunciam-se 2 ou 3 “medidinhas” aparentemente bem intencionadas de combate à fuga fiscal e à corrupção e inventa-se uma taxa de inflação futura para iludir sindicatos e permitir aumentar o encaixe com o IRS de forma mais ou menos imperceptível para a maioria da população.

Não há uma única alteração estrutural com impacto positivo a longo prazo. Bem pelo contrário, segue-se a velha máxima de Reagan sobre a forma de olhar para a actividade económica: “If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops subsidize it”. O alojamento local estava a mexer? Mais impostos. O desemprego continua a baixar? Novas leis laborais, mais restritivas. Os transportes públicos estavam em queda? Mais subsídios.

A incoerência sobre a forma com que se apresentam medidas fiscais é permanente. Aumentam-se impostos sobre combustíveis, bebidas açucaradas, tabaco ou alojamento local com o objetivo declarado de diminuir a procura. Aumentam-se impostos sobre toda a economia, e argumenta-se acaloradamente, que esses aumentos não afectam negativamente o crescimento.

Em resumo, Portugal é latino mas tem impostos superiores aos escandinavos. É pobre com impostos de rico. E não cresce de forma sustentada, entre outros motivos, porque tem uma fiscalidade que asfixia o sucesso. Temos excesso de socialismo e escassez de liberalismo. A consequência do Quarto de Século Socialista é o Portugal medíocre, estagnado, na cauda da Europa e sem futuro que as futuras gerações vão herdar.

Em Casa Onde Não Há Pão… Não Há Alternativa À Suborçamentação

Leitura imprescindível deste artigo do do Carlos Guimarães Pinto no jornal online Eco “Em casa onde não há pão… não há alternativa à suborçamentação” que descreve na perfeição a situação do país.

A conclusão é clara: não há economia para suportar a despesa pública que muitos gostavam que Portugal tivesse. O modelo económico dos últimos 20 anos não permite o crescimento da economia e sem economia não há dinheiro para serviços públicos.

Noutras paragens, países que adotaram um modelo económico mais liberal têm (surpreendentemente para alguns) uma despesa pública por habitante mais elevada. A Irlanda é um bom exemplo disso: tida como exemplo de liberalismo económico, ainda assim gasta perto do dobro da despesa pública por habitante de Portugal. Pode fazê-lo porque a certa altura decidiu criar um regime amigo das empresas, do investimento e da criação de emprego, o que permitiu que a economia crescesse, abrindo espaço para melhorar serviços públicos.

Por aqui o governo adota a estratégia inversa: se algum setor tem uma réstia de sucesso, trata de o esmifrar até deixar de ter. Nos últimos anos esses setores foram o imobiliário e o turismo que, consequentemente, acabam por ser os mais castigados neste orçamento. É este o nosso modelo económico: criar dificuldades generalizadas a todas as empresas e dificuldades adicionais às que estiverem a ter sucesso temporário. Tudo isto para ir sustentando medidinhas dirigidas a certos grupos para comprar votos suficientes para ir ganhando eleições. Muitos, iludidos e sem perceberem que existe uma alternativa, acabam mesmo por vender o seu voto pelas migalhas do PS.

O envelhecimento da população só agravará o cenário. A saúde vai exigir cada vez mais dinheiro para tratar de uma população cada vez mais velha e doente, a segurança social terá que ir buscar receitas a outros lados e os recursos necessários para apoiar pessoas em fim de vida irão crescer exponencialmente.

Se hoje já há queixas de suborçamentação, nos próximos 20 anos essas queixas só se irão agravar. Sem uma transformação do modelo económico continuaremos nesta situação paradoxal: gastamos mais do que a economia pode pagar, mas menos do que muitos precisariam. Para lá da propaganda e da política das medidinhas, os problemas continuarão orçamento após orçamento porque em casa onde não há pão… não há alternativa à suborçamentação.

Deve Ser Isto A Tal Viragem Da Página Da Austeridade E A Tal Página Da Prosperidade Que Escrevemos Juntos

Neoausteridade: (latim neo- + austeritas, -atis) substantivo feminino – austeridade muito severa, mas da boa, quando aplicada pelo partido socialista.

Leitura complementar:

Finalmente, Um Orçamento Constitucional

Foram precisos mais de 40 anos, mas finalmente é apresentado um orçamento que a concretizar-se será a primeira vez na história da democracia em que de facto “são previstas as receitas para cobrir as despesas“.

Embora discorde na íntegra da proposta do orçamento do estado para 2020 – mais um orçamento socialista sem nenhuma visão estratégica para o país; sem nenhuma reforma estrutural; que torna o país menos competitivo; que aumenta a carga fiscal; e que basicamente se limita a manter o status quo; aplaudo o facto de prever um excedente orçamental.

A notícia acima foi retirada daqui.

Centeno Dr. Jekyll vs. Centeno Mr. Hyde

Coisas que não se inventam:

O Eurogrupo, o conselho informal dos ministros das Finanças da zona euro, que é presidido por Mário Centeno, o ministro português, decidiu censurar o projeto de plano orçamental português para 2020, o chamado esboço orçamental, que o próprio Centeno enviou para Bruxelas em meados de outubro último.

A notícia e imagem acima foram retiradas daqui.