Bom Ano & Boas Leituras!

A todos os leitores deste blogue, deixo os votos de um excelente ano de 2021!

Um novo ano é sempre uma boa oportunidade para boas leituras. Assim, deixo aqui uma sugestão de livros muitíssmo recomendados:

Obras Essenciais

  • A Lei / The Law – Frédéric Bastiat (disponível de forma gratuita em inglês aqui)
  • O Estado e Outros Ensaios – Frédéric Bastiat (disponível em português aqui e inclui A Lei referida acima).
  • Economia Numa Lição / Economics In One Lesson – Henry Hazlitt (disponível em português aqui; e de forma gratuita em inglês aqui)
  • Basic Economics – Thomas Sowell (disponível em inglês aqui)
  • For a New Liberty, The Libertarian Manifesto – Murray Rothbard (disponível de forma gratuita em inglês aqui)
  • The Road to Serfdom – Friedrich Hayek (disponível de forma gratuita em inglês aqui)
  • Atlas Shrugged – Ayn Rand (disponível em inglês aqui)
  • Anatomy Of The State – Murray Rothbard (disponível de forma gratuita em inglês aqui)

Obras Adicionais

  • Discrimination and Disparities  – Thomas Sowell (disponível em inglês aqui)
  • We The Living – Ayn Rand (disponível em inglês aqui)
  • Economic Facts and Fallacies – Thomas Sowell (disponível em inglês aqui)
  • Liberty Defined: 50 Essential Issues That Affect Our Freedom – de Ron Paul (disponível em inglês aqui)
  • America’s Great Depression – Murray Rothbard (disponível de forma gratuita em inglês aqui)
  • Free to Choose – Milton Friedman (disponível em inglês aqui)
  • Animal Farm / O Triunfo dos Porcos – George Orwell (disponível em inglês aqui)
  • 1984 – George Orwell (disponível em inglês aqui)
  • Economics for Real People: An Introduction to the Austrian School – Gene Callahan (disponível em inglês aqui)
  • Capitalism: The Unknown Ideal – Ayn Rand (disponível em inglês aqui)
  • What Has Government Done to Our Money? – Murray Rothbard  (disponível de forma gratuita em inglês aqui)
  • Anthem – Ayn Rand (disponível em inglês aqui)
  • Meltdown: A Free-market Look at Why the Stock Market Collapsed, the Economy Tanked, and the Government Bailout Will Make Things Worse – de Thomas Woods (disponível em inglês aqui)

Bom Ano & Boas Leituras!

Socialismo vs Realidade e Factos

Qualquer teoria deve ser validada e confrontada contra a realidade e contra os factos. Por mais bonita que seja retórica que os partidos à esquerda apresentam (por exemplo que as suas medidas pretendem acabar com a pobreza), a realidade e os factos demonstram que são precisamente as suas políticas que mais pobreza criam.

O gráfico abaixo (retirado do Eurostat) coloca Portugal uma vez mais na cauda da Europa, quer em euros (valores absolutos) quer em paridade do poder de compra padrão (em inglês – Purchasing Power Standards, PPS) no que se refere ao rendimento bruto mediano por hora. Estes dados são de 2018, pelo que em 2020 Portugal estará com certeza pior.

Insanidade é continuar a aplicar as mesmas políticas e esperar resultados diferentes.

O Estado: O Grande e Verdadeiro Explorador Do Proletariado

Basta ter um salário de cerca de 1000€ que se considerarmos apenas IRS, Segurança Social e IVA, o trabalhador entrega mais de metade do seu rendimento anual – produto do seu trabalho – ao estado.

Elaborando:

  1. Utilizando os escalões de IRS para 2021 que ficam inalterados face a 2020 (fonte). A “grande benesse” que o governo anunciou na redução da retenção na  fonte e que se traduz nuns magnanimes 1 a 2 euros por mês (fonte) em nada alteram o tributo que o trabalhador tem que prestar ao estado.
  2. Considerando o rendimento anual, portanto 14 salários mensais.
  3. Considerando para efeitos de Segurança Social, não apenas os 11% que aparecem no recibo de vencimento, mas também os 23,75% que entidade empregadora é obrigada a pagar ao estado. Isto na realidade trata-se apenas um artifício contabilístico, uma vez que a) é óbvio que o valor pago pela entidade patronal é obtido pelo valor do trabalho produzido pelo empregado; e b) tanto para o empregado como para a entidade empregadora é completamente indiferente se ambas as parcelas de segurança social fossem pagas apenas pelo empregado ou apenas pela entidade empregadora.
  4. Considerando que o trabalhador gasta tudo o que sobra, portanto o rendimento anual subtraído do IRS e Segurança Social em consumo (o destino último de toda a produção) e que paga a taxa normal de IVA de 23%. Esta simplificação excluí outro tipo de impostos, como o IMI, Imposto Sobre Veículos (ISV), Imposto Único de Circulação (IUC), Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), Imposto do Selo, etc.

Comecemos por fazer os cálculos tendo em conta apenas o rendimento anual, o IRS e a Segurança Social. Podemos então construir os dois gráficos abaixo. O primeiro descreve a percentagem do rendimento anual do trabalho que fica para o trabalhador e a percentagem que vai para o estado. O segundo gráfico inclui também o valor do rendimento anual do trabalho que fica com o trabalhador, e o valor do rendimento anual que vai para o estado no eixo do lado esquerdo.

Se contabilizarmos apenas o IRS e a Segurança Social, constatamos que ganhando cerca de 3500€ por mês, se entrega ao estado mais  de metade do rendimento anual. Posto de outra forma, quem ganha 3500€ por mês, trabalha meio ano (de 1 de Janeiro a 30 de Junho) para o estado para apenas pagar o IRS e a Segurança Social.

Consideremos agora que o rendimento que sobra para o trabalhador é todo ele gasto em consumo à taxa de IVA normal de 23%. Obtemos então os dois gráficos abaixo. À semelhança dos dois gráficos acima, o primeiro descreve a percentagem do rendimento anual do trabalho que fica para o trabalhador e a percentagem que vai para o estado. O segundo gráfico inclui também o valor do rendimento anual do trabalho que fica com o trabalhador, e o valor do rendimento anual que vai para o estado no eixo do lado esquerdo.

Se contabilizarmos então também o IVA, neste caso basta ganhar pouco mais de 1000€ mensalmente, que se entrega ao estado metade do rendimento anual. Posto de outra forma, quem ganha cerca de 1000€ por mês, trabalha meio ano (de 1 de Janeiro a 30 de Junho) para o estado para apenas pagar o IRS, a Segurança Social e o IVA. Quem ganha 4000€ por mês, entrega quase dois terços do seu rendimento anual ao estado, trabalhando de 1 de Janeiro a 31 de Agosto apenas para pagar IRS, Segurança Social e IVA.

A certa altura os trabalhadores devem questionar-se se vale a pena se esforçarem mais e para quem é que estão de facto a trabalhar.

E isto sem contabilizar a enorme quantidade de taxas e taxinhas que o estado é pródigo em criar (ver 150 Maneiras de Esmifrar o Contribuinte), como IMI, ISV, ISP, IUC, ISP, IMT, Imposto do Selo, etc.

O Estado é de facto o grande e verdadeiro explorador do proletariado!

Notas:

  • Para quem quiser, disponibilizo os meus cálculos com os gráficos acima aqui (versão corrigida de um erro no cálculo do IVA a entregar ao estado – o post foi actualizado em conformidade).
  • Este post é uma actualização do post Um Grande Estado Mamão que apresentava os cálculos para 2020.

Portugal Na Cauda Do Investimento Público De Todos Os Países da OCDE

Em Portugal parece que os partidos de esquerda são grandes defensores do investimento público e do seu tal grande efeito multiplicador.

Pois bem, Portugal tem actualmente a taxa de investimento público mais baixa de todos os países da OCDE. Portanto, mais uma página de austeridade virada.

Leitura complementar: Investimento público de Costa só deverá igualar o de Passos em 2020

Portugal: Um País Cada Vez Mais Pobre E Cada Vez Mais Na Cauda Da Europa

As políticas socialistas têm-se revelado um grande sucesso, com Portugal a ficar cada vez mais na cauda da Europa (ler aqui e aqui). A OCDE publicou hoje as suas projecções de crescimento económico para os anos de 2020, 2021 e 2022, e sem surpresa, no conjunto dos 46 países analisados, Portugal é o país com o pior crescimento económico previsto para o conjunto dos três anos. É obra – muitos parabéns à geringonça e em particular ao António Costa.

De acordo com estas previsões, em 2022, o PIB de Portugal será 5,1% inferior ao PIB registado em 2019.

Insanidade é aplicar as mesmas políticas e esperar resultados diferentes. Não obstante, os portugueses parecem sofrer do Síndrome de Estocolomo – cada povo tem os governantes que merece.

António Costa de 2020 vs António Costa de 2015

O António Costa de 2020 realça a importância de Portugal ser um estado de direito:

Já o António Costa de 2015, estava-se a literalmente a borrifar para o estado de direito (fonte e fonte).

Como é que se chamam mesmo os seres sem espinha dorsal?

PAN: O Partido Das Taxas e Taxinhas

Sempre que o PAN faz uma proposta, recomenda-se que os portugueses guardem as suas carteiras. Depois da grande causa das embalagens de Take-Away, o PAN encontrou mais uma grande causa nas viagens aéreas – e que grande sentido de timing. Sugiro que o PAN altere com urgência o nome para Partido das Taxas e Taxinhas (PTT).

A notícia acima foi retirada daqui.

Leitura complementar:

Taxas e Taxinhas: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Mais uma taxa para vossas excelências pagarem, cortesia do PAN com o apoio do Partido Socialista que está sempre à procura de novas maneiras de esmifrar o contribuinte – seja através de um novo imposto ou nova taxa, seja através do aumento de um imposto ou de uma taxa existente. Nesta nova página de austeridade que se vira, os contribuintes são brindados com uma taxa de 30 cêntimos em embalagens de take-away (fonte).

Ocorrerá provavelmente na cabeça dos leitores a seguinte pergunta: “E existe alguma taxa ou imposto que desce para compensar esta nova taxa?” A resposta a essa questão é: não – paguem e calem. Trata-se de apenas mais uma taxa a adicionar a esta lista crescente de impostos  que vai crescendo sempre pelas desculpas razões mais nobres que o governo invoca: “ambiente”, “saúde”, “segurança”, “cultura”, “solidariedade”, “justiça social”, “interesse nacional”, “interesse estratégio” … – a lista é extensa; é só escolher uma qualquer que sirva para justificar o imposto.

Leitura complementar: 150 Maneiras de Esmifrar o Contribuinte

TAP: Um Caso Crónico do Socialismo Português

Noruega: o sexto país do mundo com maior PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de 37,5% (fonte), e que devido ao petróleo que detem, possui um fundo soberano que excede um bilião de euros (fonte), algo que dá cerca de 190.000 euros por cada um dos seus 5,3 milhões de habitantes.

Norwegian Air: uma companhia aérea rentável antes do COVID-19 (fonte). Tendo sido afectada pela pandemia, pediu ajuda governamental que foi recusada. após o governo Norueguês ter concluído que “conceder ajuda financeira à Norwegian Air não seria um uso responsável de fundos públicos” (fonte). De seguida, a Norwegian Air entrou em insolvência (fonte).

Portugal: quadragésimo país do mundo em termos de PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de cerca de 140% (fonte), e sem qualquer fundo soberano. Se dividirmos a dívida pública por cada um dos 10 milhões de habitantes, cada português (mesmo os que nasçam hoje) tem uma dívida de 26,8 mil euros.

TAP: uma companhia aérea que já não era rentável antes da pandemia (fonte). Quer António Costa, quer Pedro Nuno Santos acham que ter uma companhia de bandeira justifica enterrar na TAP fundos ilimitados, mesmo num ano de particular dificuldade para o país, e em particular para o Serviço Nacional de Saúde. Assim, em plena pandemia, o governo PS decidiu injectar na TAP 1700 milhões de euros (fonte), mil e setecentos milhões de euros!!! Para colocar em perspectiva, o orçamento da saúde em 2020 foi cerca de 11 mil milhões de euros (fonte).

Destaque-se, que com a pandemia, a aviação foi um dos piores, senão mesmo o pior sector afectado, sendo que o impacto no sector se irá sentir durante muitos anos. Mas é no pior sector que se podia investir, que durante uma crise pandémica o governo português decide enterrar mil e setecentos milhões de euros dos contribuintes… e isto numa empresa que não era rentável mesmo antes da pandemia.  E isto, pasme-se, foi feito pelo governo do PS (apoiado pelo PCP e pelo BE) sem o governo nunca ter disponibilizado o plano de liquidez da TAP (fonte).

Somos de facto um país muito rico… em políticos medíocres e pobres.

PS: Cereja em cima do bolo, vejamos um outro negócio que está em grande declínio na era digital: o correio tradicional. Vamos ver então, em plena pandemia, onde podemos injectar dinheiro que não se tem para fazer um daqueles “bons negócios” para o contribuinte que só o Pedro Nuno Santos sabe fazer – nos CTT.