Deve Ser Isto O Tal Simplex / As 35 Horas Não Têm Custos Adicionais

Da notícia abaixo (fonte), retiro duas coisas:

  1. Deve ser isto o tal simplex do estado que nesta legislatura conta com mais 31 mil pessoas. Parece ser impossível emagrecer o estado: numa altura em que as tecnologias de informação deviam tornar muitas funções redundantes, sem nenhum incentivo ao aumento de eficiência, o monstro leviatã não para de aumentar. Compra de votos ou efeito da lei de Parkison? Independente da resposta, o contribuinte pagará.
  2. Eu ainda sou do tempo em que o PS garantia que as 35 horas não aumentariam a despesa; e em que o Presidente da Felicidade Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma das 35 horas com a ressalva de que a despesa não pudesse aumentar. O mínimo que se exige é que o Senhor Doutor Mário Centeno e o Presidente da Felicidade partilhem de imediato o prémio Nobel da economia.

Como recordar é viver, deixo duas notícias dos longínquos anos de 2016 e 2017, retiradas daqui e daqui.

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A Opressão Fiscal Leva Ao Estado Policial

Via Iniciativa Liberal, as notícias recentes ilustradas na imagem abaixo retratam bem a opressão fiscal que o estado português impõe aos seus cidadãos contribuintes.

Como alguém disse “os impostos não são o preço a pagar para viver numa sociedade civilizada; são sim o preço a pagar para não se ir para a prisão“. Quem não acredita nisto, pode experimentar não pagar os seus impostos para ver o que lhe acontece.

Não TAP Os Olhos

Ora bem. Num ano em que a TAP – uma empresa em que eu sou obrigado a ser accionista (como todos os Portugueses) – teve um prejuízo recorde de 118 milhões de euros, esta decidiu distribuir 1,171 milhões de euros de bónus por 180 pessoas (fonte e fonte).

Acresce a curiosidade da mulher de Fernando Medina, Stéphanie Sá Silva, que tendo trabalhado apenas oito meses na TAP em 2018, foi a única pessoa do departamento jurídico a ser contemplada com um bónus, cujo valor foi de 17.800 euros. (fonte). Stéphanie Sá Silva tem ainda a particularidade de ser filha de Jaime Silva, ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas durante o primeiro Governo de José Sócrates (fonte).

O Que Seria Preciso Acontecer Em Portugal Para o PS Ter Um Mau Resultado Eleitoral?

Nas eleições legislativas de 2011, já depois do governo do PS na altura liderado por José Sócrates ter levado o país à bancarrota e ter feito um pedido de ajuda à troika, o PS obteve 28% dos votos dos Portugueses.

Vejamos os factos e acontecimentos abaixo e imaginemos como seria caso tivessem acontecido com um governo de direita:

  • 116 vítimas mortais em incêndios em 2017
  • Furto de material militar em Tancos
  • Portugal em vias de se tornar o quinto país mais pobre da União Europeia, devendo ser ultrapassado em 2019 pela Hungria e pela Polónia
  • Injecção recorde de dinheiros públicos em bancos
  • Carga fiscal em máximo históricos
  • Cativações do orçamento de estado em máximos históricos
  • Investimento público em mínimos históricos
  • Degradação generalizada dos serviços públicos
  • Número recorde de greves numa única legislatura
  • Nepotismo sem precedentes com mais de 40 familiares do PS nomeados para o governo

Interrogo-me eu: o que seria preciso acontecer em Portugal para o PS ter um mau resultado eleitoral?

 

O Voto Será Secreto, Mas o Meu Não É: Domingo Votarei Iniciativa Liberal

Foram precisos mais de quarenta anos de democracia em Portugal para que pela primeira vez num boletim de voto se possa votar num partido liberal. O voto será secreto, mas o meu não é: Domingo votarei com plena convicção e plena satisfação na Iniciativa Liberal.

Não só a Iniciativa Liberal é o partido que melhor representa os princípios e ideias liberais, como também me parece o partido com as melhores pessoas, com o melhor programa e com a melhor campanha eleitoral. A Iniciativa Liberal veio de facto trazer uma lufada de ar fresco ao panorama socialista, bafiento e anacrónico que era o espectro político português que ia desde o extremamente socialista até ao socialista. Portugal, de facto, tem a particular infelicidade de até os partidos da direita serem de esquerda; e qualquer passo por mais pequeno que seja para a direita dá direito ao rótulo “neo-liberal“, algo equivalente a malvado sem coração que quer destruir a humanidade e o universo. O espectro partidário existente em Portugal e o atraso do desenvolvimento e a pouca riqueza produzida não são uma coincidência. Como a Iniciativa Liberal tem vindo a comunicar, países comparáveis com Portugal que aplicam políticas mais liberais são países  que têm maiores crescimentos económicos e melhores salários.

Independentemente do resultado que a Iniciativa Liberal venha a ter, creio que só o facto de ter trazido para o debate e difundido ideias liberais; e que já tenha tanto incomodado o establishment e a intelligentsia nacional, que já é uma grande vitória e uma grande realização. Cito aqui, o último artigo do Carlos Guimarães Pinto, presidente da Iniciativa Liberal, n’O Observador:

Não é do resultado eleitoral da Iniciativa Liberal que têm receio: é das ideias que transmitimos e do risco de que essas ideias, independentemente desse resultado, comecem a ter acolhimento e apoio. […]

A ideia de que as pessoas devem ter controlo sobre o seu próprio destino é perigosa para aqueles cujo modo de vida é controlar o destino dos outros. Retirar esse controlo aos políticos é deixá-los impotentes, incapazes de continuar a beneficiar da utilização abusiva desse poder. […]

A ideia de que o atraso económico português tem causas próprias é perigosa para quem teve responsabilidades diretas de governação nos últimos 20 anos e prefere colocar a culpa do seu fracasso numa qualquer fatalidade externa. Países expostos ao mesmo fatores externos que Portugal foram capazes de se desenvolver e oferecer melhores condições às suas pessoas, expondo a incompetência e oportunismo daqueles que oferecem alternância sem oferecerem alternativa. […]

Estas ideias tão inovadoras como simples, que permitiriam ao país libertar-se da influência nefasta do pior das suas elites, geraram uma reação que até para as minhas expectativas mais optimistas foi desproporcionada. Para votar na Iniciativa Liberal não é preciso concordar com todas. É suficiente achar que seria útil trazer estas ideias para a discussão. Que dos 21 eurodeputados eleitos em Maio ou dos 230 deputados em Outubro, ter pelo menos um da Iniciativa Liberal traria algo de bom para a discussão política no país. É por isto que acredito que liberais, e não só, devem votar Iniciativa Liberal.

Os meus parabéns e agradecimentos ao Carlos Guimarães Pinto e a toda a sua equipa – fico a torcer por um bom resultado da Iniciativa Liberal!