Capas de Jornal Que Envelheceram Mal

Porque recordar é viver, convém lembrar como a comunicação social portuguesa celebrou apresentou a vitória do Syriza na Grécia em 2015.

Aguardemos pois pelas capas dos jornais de amanhã.

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A Vitória do Syriza É Um Sinal de Mudança Que Dá Força Para Seguir a Mesma Linha?

Em 2015, a esquerda (em particular a Portuguesa) rejubilava com a vitória do Syriza. Prometia-se “o bater do pé à União Europeia” e o fim da austeridade. António Costa reagia assim:

Quatro anos de mais austeridade grega depois, os gregos já não acreditam em histórias da carochinha Tsipras, e depois das eleições de hoje, o governo do Syriza será substituído por um governo de Direita que pode vir a ter maioria absoluta.

Na Europa, Portugal e Espanha ficam cada vez mais isolados à esquerda.

Vá, António Costa: se a vitória do Syriza dava força para seguir a mesma linha, a derrota do Syriza dá-te força para o quê?

Geringonça a Destruir o Serviço Nacional de Saúde (II)

Mais um dia, mais uma notícia que reflecte bem o estado de degradação dos serviços públicos e especificamente do Serviço Nacional de Saúde. Felizmente, a página da austeridade está virada. Cerca de 18%, ou 45.183 pessoas (as pessoas não são números!) estavam à espera para serem operadas há mais tempo do que o recomendado. Este número contrasta contra o número de 22.467 pessoas que em 2015 se encontravam nas mesmas condições, isto é, no tempo do malvado Passos Coelho.

Avante, Geringonça!

A imagem acima foi retirada daqui.

O Partido Socialista é o Partido do Mundo Que Mais Acredita Que Os Portugueses Acreditam No Governo

No dia 25 de Junho, o jornal Público cometeu um erro amador, em que leu um estudo de forma contrária, e vem vez de noticiar que “Portugal é o terceiro país do mundo onde menos se acredita no Governo” noticiou erradamente que “Portugal é o terceiro país do mundo onde mais se acredita no Governo”, notícia essa que foi entretanto corrigida – ver aqui.

Essa versão inicial errada da notícia foi rapidamente difundida por vários meios de comunicação social e foi de logo aproveitada pelo partido socialista para efeitos de propaganda – o mesmo partido que anuncia desde 2016 a viragem da página da austeridade e que nos brinda com uma carga fiscal recorde. Pode-se ler no maravilhoso tweet do partido socialista, entretanto apagado, o seguinte:

Os portugueses são dos que mais acreditam na política. O estudo é da fundação dinamarquesa Aliança de Democracias que revela ainda que #Portugal é o 3º país do mundo onde os cidadãos sentem que a sua voz faz diferença.

E quer o PS policiar as fake news…

A imagem acima foi retirada daqui.

Compra De Votos

“Palavra dada é palavra honrada”. Apesar do governo se ter comprometido em 2016 a manter a regra de redução de trabalhadores da função pública de uma entrada por duas saídas, o facto é que nesta legislatura o número de funcionários públicos aumentou 26.000 (fonte).

Deve ser isto o tal simplex e o tal aumento da eficiência do estado. Enviem lá a conta para o contribuinte.

Terrorismo Fiscal

A ler, Carlos Guimarães Pinto, no jornal Eco com o seu artigo “Terrorismo Fiscal“:

A Encyclopædia Britannica define terrorismo como o uso sistemático de violência de modo a incutir medo, obtendo efeitos psicológicos para além do círculo das vítimas, tendo em vista atingir um certo objetivo político. Nas últimas semanas ficamos a saber que a Administração Tributária estava a organizar cobranças de dívidas nas auto-estradas, inspecções a casamentos onde questionam os noivos, e uma equipa secreta para seguir e fotografar contribuintes. Tudo isto à margem dos tribunais e beneficiando do privilégio da execução prévia, ou seja, da possibilidade de executar dívidas antes de elas serem comprovadas pela justiça. As notícias destas iniciativas saíram todas no espaço de alguns dias. Algumas acabaram canceladas.

[…]

Com uma dívida pública a aumentar, uma população envelhecida e os jovens a deixar o país, a pressão para arrebatar impostos aos que ficam aumentará cada vez mais. Sem colocar um travão à despesa e ao poder discricionário do Estado, o terrorismo fiscal alimentado por radicais ideológicos continuará a aumentar. Esta opressão fiscal continuará a afastar investidores, empresários e trabalhadores altamente qualificados, precisamente as pessoas que o país precisa para sair da armadilha da pobreza em que as políticas socialistas o meteram.