Portugal Sempre Do Lado Errado Dos Rankings

Segundo dados do Eurostat publicados ontem, Portugal tem a sexta electricidade mais cara da União Europeia em valores absolutos, e a electricidade mais cara de toda a União Europeia em relação ao poder de compra.

De salientar, que à semelhança dos combustíveis, mais de metade (cerca de 55%) do que os consumidores pagam em electricidade são taxas e impostos (fonte).

Em relação ao gás natural, a situação a similar. Em Portugal o preço do gás é o sexto mais alto da União Europeia em valores absolutos, e o terceiro mais alto em relação ao poder de compra.

Portugal… sempre do lado errado dos rankings.

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A Fórmula de António Costa: Mais Impostos, Impostos Mais Altos, Menos Liberdade e Menos Concorrência

António Costa será provavelmente o primeiro-ministro português mais impreparado de sempre, e assentaria bem como comissário da União Soviética ou como ministro de Nicolás Maduro. Sempre que for necessário limitar a liberdade económica; criar impostos; aumentar impostos; e aumentar a influência e poder do estado em detrimento da liberdade individual, podemos sempre contar com o António Costa.

Numa carta aberta intitulada “45 anos da Revolução dos Cravos – renovar a promessa europeia” que é assinada por António Costa e pela líder do SPD Andrea Nahles, o primeiro-ministro português defende o seguinte:

  • As grandes empresas recebem grandes lucros sem pagar a justa parte dos impostos” – de destacar o uso da a palavra “recebem”, como se os lucros caíssem do céu. Se as empresas obtêm lucros é porque conseguem produzir bens e serviços que os clientes valorizam acima dos custos de produção; e se alguém pensa que ser empresário é algo fácil, pois bem – que coloque as mãos à obra em vez de publicar cartas.
  • Não pode haver dumping salarial: Aqueles que não cumprem as regras devem ser sancionados.” –  o que é o “dumping salarial“? Se áté no próprio país, dependendo do contexto e da produtividade do empregado existem naturais diferenças salariais, como é que entre países diferentes não existirão diferenças ainda maiores? De referir ainda que hoje em dia, as empresas competem num mercado global que vai muito para além da União Europeia.
  • António Costa e Andrea Nahles manifestam-se frontalmente contra a concorrência […] entre políticas fiscais dos diferentes Estados-membros” António Costa pretende limitar a liberdade dos estados membros de terem a sua própria política fiscal, e também evitar que outros estados membros possam ter impostos mais baixos. Já que nós temos impostos altos, os outros países também têm que ter.
  • “Os líderes do PS e do SPD propõem uma tributação mínima de todas as empresas e um imposto digital.– lá está, socialista que é socialista procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista. A única preocupação é sempre onde ir buscar mais dinheiro aos contribuintes. Nunca passa pela cabeça dos socialistas reduzir a despesa.

Uma carta de António Costa nunca ficaria completa sem os lirismos e os lero-leros do costume e António Costa não desilude incluindo na carta abstrações e delírios do género: “a promessa europeia“; os “partidos conservadores e liberais até se empenham em ajudar partidos antieuropeus e populistas de extrema direita a chegarem ao poder“; a “necessidade de decisões corajosas e de ações firmes”; e a cereja em cima do bolo: “Há 45 anos os portugueses deixaram bem claro quão grande é a conquista desta Europa comum de liberdade, de paz e de justiça para todos nós. Queremos renovar essa promessa. Para o benefício das pessoas em Portugal, na Alemanha e na Europa como um todo“.

Enfim, muito deprimente.

António Costa, O Campeão dos Jobs for the Boys

António Costa pode não ter conseguido virar a página da austeridade, mas o seu governo já conseguiu o estatuto de Campeão das Nomeações:

Nos três anos e meio de mandato, o Governo de António Costa já fez 3.282 nomeações — 2.342 delas para gabinetes ministeriais e 940 para altos cargos de órgãos da administração pública, noticia o Correio da Manhã. Se pegarmos em todos os dados para os gabinetes, isso corresponde à nomeação de cerca de duas pessoas por dia (1,9 por dia) entre 26 de novembro de 2015 — dia da tomada de posse — e o passado 23 de abril.

A comparação com os dois governos anteriores, de Passos Coelho e José Sócrates, não é exata, já que a estrutura governativa é diferente, e o espaço temporal também é diferente. Ainda assim, o CM faz as contas tendo em consideração os números que foram divulgados em meados de 2018 pela revista Sábado e conclui que o atual Governo tem uma média de nomeações para os gabinetes muito superior: no caso de Passos Coelho, era de 1,45 nomeações por dia, e no de José Sócrates de 1,48 nomeações por dia.

A imagem acima foi retirada daqui e o texto foi retirado daqui.

Leitura complementar: WhatsApp-Check: Governo já fez mais de três mil nomeações?

Dia da Liberdade

Neste dia em que se celebra a “liberdade” em Portugal, gostava só de deixar aqui algumas reflexões:

  1. Graças à gestão dos sucessivos governos, cada cidadão Português – incluindo os bébés que nasçam hoje – deve aos credores do estado Português cerca de 25.000 euros (fonte). Este valor, ao qual incorrem juros, terá que ser pago forçosamente com impostos futuros.
  2. Em média em 2019, cada trabalhador Português terá que trabalhar 166 dias, isto é, desde o dia 1 de Janeiro até ao dia 15 de Junho – praticamente meio ano –  apenas para poder pagar os seus impostos (fonte).
  3. Entre 180 países analisados no índice de liberdade económica de 2019 da The Heritage Foundation, Portugal encontra-se na 62ª posição, portanto abaixo do primeiro terço do conjunto de países do ranking a nível mundial. Se considerarmos apenas os países Europeus, Portugal está na 30ª posição entre 45 países da Europa – portanto no último terço. (fonte).
  4. Apenas no período entre 2000 e 2018, em termos de PIB per capita, Portugal foi ultrapassado por seis países da União Europeia: Estónia, Lituânia, Eslováquia, Eslovénia, República Checa e Malta. Já em 2019, Portugal deverá ser ultrapassado pela Hungria e pela Polónia, e brevemente deverá ser ultrapassado também pela Letónia. Portugal irá tornar-se a curto prazo então no quinto país mais pobre da União Europeia actualmente constituída por 28 países (fonte).

Uma nota final para assinalar o facto do governo Português actual ser suportado por dois partidos – o PCP e o BE – que defendem, apoiam e baseiam a sua idealogia nos regimes mais totalitários e mais sanguinários que o mundo alguma vez já conheceu, tendo estes regimes despojado, escravizado e condenado à pobreza, à miséria e ao sofrimento populações inteiras, e que em 100 anos deixa um legado de 100 milhões de mortes (fonte). De referir ainda que estes dois partidos obtêm sistematicamente entre 15 a 20% dos votos dos eleitores Portugueses.

Bom feriado a todos.

Páginas de Austeridade Que Se Viram (IV)

Segundo notícias que circulam hoje (ver aqui e aqui), o estado prepara-se para aumentar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar pelos contribuintes através da revisão do coeficiente de localização que irá acontecer até Agosto deste ano.

Mais páginas de austeridade que se viram…

Campanha Eleitoral Financiada Pelos Contribuintes

Muito interessante o gráfico abaixo retirado daqui que revela os orçamentos dos diferentes partidos com assento parlamentar para a campanha das eleições para o parlamento europeu.

É curioso observar que a grande maioria dos partidos esperam que as subvenções estatais, pagas com o dinheiro de todos nós contribuintes, cubram a maior parte do orçamento da campanha eleitoral. Mesmo o CDS-PP que não prevê receber ajudas estatais, tem despesa orçamentada suficiente para poder vir a beneficiar delas caso venha a eleger um deputado, de acordo com a lei eleitoral.

E ainda dizem que não há margem para cortar nas despesas do estado.

Relativamente aos partidos “mais pequenos”, o orçamento é o seguinte (fonte e fonte):

  • Chega / Basta – 500 mil euros de orçamento, prevê receber 400 mil euros de subvenções estatais.
  • Aliança – 350 mil euros de orçamento, prevê receber 350 mil euros de subvenções estatais.
  • PDR – Partido Democrático Republicano – orçamento de 62.500 euros, não prevê subvenções estatais.
  • Iniciativa Liberal – orçamento de 28.000 euros, não prevê subvenções estatais. Aliás, tanto quanto tenho conhecimento é o único partido que assume publicamente que não aceitará subvenções do estado para a sua campanha eleitoral, mesmo no caso de eleger um eurodeputado (fonte).
  • PCTP-MRPP – orçamento de 16.000 euros, não prevê subvenções estatais.
  • Livre – orçamento de 11.650 euros, não prevê subvenções estatais.
  • PURP – Partido Unido dos Reformados e Pensionistas – orçamento de 5.000 euros, não prevê subvenções estatais.
  • PNR – Partido Nacional Renovador – 1.800 euros de orçamento, não prevê subvenções estatais,
  • PTPPartido Trabalhista Português – 1.000 euros de orçamento, não prevê subvenções estatais.

De entre os “partidos pequenos”, destaque para os orçamentos a coligação Basta e para o partido Aliança com um orçamento superior ao do CDS-PP e que contam cobrir na sua grande maioria com subvenções estatais.

De referir ainda que além da imoralidade das subvenções estatais, estas subvenções servem para defender e proteger os partidos grandes já confortavelmente instalados no mundo político português e para criar barreiras à entrada de novos partidos.

Leitura complementar: Europeias. Partidos contam gastar 4,9 milhões de euros na campanha eleitoral

A Melhor Razão De Sempre Para Uma Ministra Não Responder A Uma Pergunta

Podem observar no clip abaixo a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a revelar toda a sua classe e todo o respeito que tem pelas instituições democráticas deste país.

#nãomeapetece