Iniciativa Liberal: A Alternativa ao Socialismo é o Liberalismo

Os Portugueses não conseguirão imaginar outra realidade que não o socialismo, uma vez que é a única experiência que viveram nestes 45 anos de democracia. Nestes 45 anos, o país passou por três bancarrotas (fonte); em termos de desenvolvimento económico está em vias de se tornar no quinto país mais pobre da União Europeia (fonte); e os portugueses trabalham quase meio ano para o estado apenas para pagarem impostos (fonte).

Portugal é dos estados mais centralizados da Europa (fonte); assistimos a um nível de corrupção e de nepotismo sem precedentes; e o estado intromete-se  cada vez mais em todos os aspectos da vida dos cidadãos.

O trabalho e o empreendedorismo são desencorajados pelas altas taxas de imposto, pela elevada burocracia e pela lentidão do funcionamento da justiça. Enriquecer em Portugal através do mérito do trabalho, engenho e risco de cada um, além de ser algo extremamente difícil é visto como algo de mau. A principal preocupação dos políticos não é a criação de riqueza, mas sim a distribuição da riqueza produzida (como uma quadrilha a dividir o saque).

O caminho do socialismo é o caminho da escravidão e do empobrecimento. A alternativa ao socialismo é o liberalismo. Só através do liberalismo é possível realizar todo o potencial de cada ser humano, e está mais que demonstrado que políticas liberais se traduzem em maior desenvolvimento humano e económico (ver aqui).

Assim, foi com grande satisfação que participei hoje no Porto no evento de apresentação do programa da Iniciativa Liberal, presidido pelo Carlos Guimarães Pinto. Pela primeira vez em 45 anos de democracia, teremos como opção no boletim de voto, um partido assumidamente liberal e com um programa eleitoral assumidamente liberal também – um facto só por si assinalável.

Aproveito então para partilhar e dar a conhecer aos leitores deste blogue o programa eleitoral da Iniciativa Liberal:

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Stand-up Comedy: “O PS é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade”

António Costa daria um bom comediante. Ontem no frente a frente com Assunção Cristas conseguiu afirmar sem se rir que “Há uma coisa que os portugueses sabem quanto ao PS desde que Mário Soares o fundou: é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade“.

E que quereria António Costa dizer com esta afirmação? Ora vejamos:

Primeira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1977, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Segunda Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1983, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Terceira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 2011, Primeiro Ministro: José Sócrates, Partido Socialista

O legado do partido socialista em Portugal está mais do que assegurado.

Rui Rio: Um Erro de Casting

Vi ontem parte do frente-a-frente entre Rui Rio e Jerónimo de Sousa. Foi um debate algo maçudo, mas houve um momento que me deixou bastante perplexo. A certa altura, Rui Rio gaba-se de ter sido ele pessoalmente a inscrever no programa eleitoral do PSD a medida de penalizar fiscalmente as empresas privadas que pratiquem maiores discrepâncias salariais. E qual foi a sofisticada explicação que Rui Rio deu para defender esta medida? Simplesmente porque “não achava justo“.

Jerónimo de Sousa usou a mesma sofisticada argumentação para defender as 35 horas no sector privado (porque achava que era “um avanço civilizacional”) e um salário mínimo de 850 euros (porque achava que para ter uma vida condigna, um trabalhador devia ganhar no mínimo esse valor).

Chegamos a um ponto em que um político, porque acha uma coisa justa ou injusta, porque gosta ou não gosta de determinada coisa – e ainda que diga respeito apenas a terceiros; se sentem no direito de legislar no sentido de proibir, obrigar ou penalizar essa mesma coisa.

E é isto a nata da classe política em Portugal. Sem inteligência, sem pensamento crítico, sem preparação técnica e com toques ditatoriais. Basta ter uma opinião sobre determinada coisa que é suficiente para transformar essa opinião em lei, sem ter em conta as liberdades individuais e a realidade económica. É bem verdade que por detrás de um político auto-proclamado “defensor da liberdade” está na realidade um pequeno tirano.

A noticia abaixo é sobre o bloco de esquerda, mas com Rui Rio a liderar o partido social democrata, podem substituir Bloco por PSD que a notícia fica igual.

Leitura complementar: Podem Começar Com o Benfica

Um Problema de Falta de Crescimento

Quando António Costa e companhia dizem que Portugal está a crescer acima da média da união europeia, estão a omitir dois factos indissociáveis muito importantes:

  1. A média do crescimento da união europeia tem sido penalizada pelo desempenho fraco das grandes economias, especificamente da Alemanha, da França, do Reino Unido e da Itália – países que estão num campeonato acima de Portugal (fonte).
  2. Em relação ao conjunto dos 28 países que constituem a União Europeia (incluindo a Alemanha, França, Reino Unido e a Itália que têm um crescimento muito pequeno), Portugal regista apenas o 20ª lugar. Existem 19 países em 28 a crescer mais do que Portugal, sendo que essa lista de 19 países inclui países que estão no mesmo campeonato que Portugal. De facto, Portugal caminha para se tornar no quinto país mais pobre da União Europeia (fonte).

E o que prometia o PS em 2015? Que era possível crescer 2,6% ao ano…

Mesmo com a melhor conjuntura económica de que há memória (juros baixos, bom desempenho da economia mundial, boom do turismo, baixos preços do petróleo) e que não seria possível prever no plano macro-económico do PS de 2015, o PS apenas uma vez foi capaz de atingir o valor de 2,6%. De facto, o PS prepara-se para terminar a legislatura em 2019 a crescer apenas 1,7% (fonte), portanto um valor inferior ao crescimento registado pelo governo de Passos Coelho em 2015 de 1,8%.

Confrontemos o que o PS prometia no seu plano macro-económico em 2015 com a realidade:

Como se pode verificar no gráfico, não obstante uma conjuntura económica excepcional:

  1. Nem uma única vez o PS conseguiu atingir o crescimento previsto no plano macro-económico nos quatro anos em que governou o país.
  2. Não obstante toda a retórica da “devolução de rendimentos” e da “viragem da página da austeridade”, o PS irá acabar a legislatura em 2019 a crescer menos do que o governo de Pedro Passos Coelho em 2015.
  3. Ainda depois de todas as políticas da “devoluçaõ de rendimentos” e da “viragem da página da austeridade”, o PS irá terminar a legistatura com um crescimento do PIB igual ao do cenário base, isto é, o crescimento que o próprio PS previa para Portugal em 2019 caso a coligação Portugal à Frente estivesse no governo.

Só posso imaginar a frustração de António Costa e dos sábios economistas do PS que elaboraram o plano macro-económico. Certamente estarão a preparar um pedido de desculpas público, ou pelo menos a prepararem-se para reconhecer publicamente que erraram. Esperarei sentado.

António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Na entrevista que António Costa deu à SIC no dia 4 de Setembro, o primeiro-ministro afirmou que “Os portugueses estão a pagar menos mil milhões de euros de impostos do que em 2015“. Obviamente, esta declaração tem que ser falsa, não só porque a carga fiscal atingiu um valor recorde em 2018 (ver aqui), como dado o crescimento económico, mesmo que a carga fiscal se tivesse mantido, o valor arrecadado em impostos seria forçosamente maior. Uma mentira, repetida milhares de vezes, continua a ser uma mentira. Esta mentira é confirmada pelo Polígrafo aqui e pode ser verificada também no portal Pordata.

Também com ajuda do polígrafo, analisemos a grande viragem da página da austeridade com que António Costa brindou os portugueses:

2017

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (na altura chamada de “actualização”) – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 3,2%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou entre 0,8% e 8,8%.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova taxa de 0,7% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário entre 600 mil e um milhão de euros.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova sobretaxa de 1% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário superior a um milhão de euros.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou entre 5 e 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto sobre a cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 3%.
    Novo imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas gerou aumento de 15 a 30 cêntimos por cada garrafa.
  • Aumento do imposto de selo sobre o crédito ao consumo em 50%
  • Aumento do imposto sobre o alojamento local de 15% para 35%

2018

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos – fonte
  • Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) aumentou taxa da derrama estadual de 7% para 9% para empresas com lucros anuais acima de 35 milhões de euros.
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou entre 0,94% e 1,4%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,4% em média.
  • Imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou entre 1,4% e 1,5%.
  • Imposto sobre cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 1,5%.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,07% para 0,08% e de 0,09% para 1% consoante o prazo do crédito.

2019

  • Aumento da taxa de carbono sobre combustíveis – fonte
  • Sacos de plástico ficam 50% mais caros – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou cerca de 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,08% para 0,128% e de 1% para 1,6% consoante o prazo do crédito.

O António Costa toma os portugueses por parvos?

O PSD Não É Um Partido De Direita

Agradeço o esclarecimento (algo que já era mais do que óbvio) de Rui Rio sobre o posicionamento político actual do PSD. Rui Rio afirma que “o PSD não é um partido de direita”. O presidente do PSD afirma ainda que  “disputa mais eleitorado ao PS do que ao CDS”.

Caro Rui Rio:

  1. Se conseguisses manter o eleitorado que votou em Pedro Passos Coelho em 2016 já fazias muito. Acho que te devias focar primeiro no “eleitorado do PSD”.
  2. Admitindo que há uma grande parte do eleitorado Português que se assume e revê politicamente à direita, porquê desprezar e empurrar estes eleitores para o CDS-PP e para a Iniciativa Liberal? O PSD está numa posição tão confortável que pode abdicar assim destes votos?
  3. Socialismo por socialismo, as pessoas tendem a preferir o partido original e não a cópia.

A imagem acima foi retirada daqui.

Que Modelo Desejamos Para Portugal: Holanda, Irlanda e Luxemburgo OU Cuba e Venezuela?

Ontem no debate com Assunção Cristas, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou orgulhosamente que “não queria que Portugal seja uma Holanda, Irlanda ou Luxemburgo.” Comparemos então Portugal com esses países (cortesia da Iniciativa Liberal e do CDS-PP):

Pois bem, a Catarina Martins, actriz de formação, não deseja um modelo semelhante a estes países para Portugal. Certamente a Catarina Martins preferirá países que implementaram as políticas que ela defende, designadamente Cuba e a Venezuela, onde os cidadãos são todos igualmente pobres e miseráveis (com excepção da classe dirigente porque “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”). Aproveito para partilhar algumas fotos desses paraísos socialistas que a Catarina Martins deseja implementar em Portugal.

Leitura complementar: Ideologia de Género