Edward Snowden On The Election Of Trump

Uma declaração de Edward Snowden sobre a eleição de Donald Trump que subscrevo inteiramente:

“This is the thing I think we begin to forget when we focus too much on a single candidate. The current president of the United States, President Barack Obama, campaigned on a platform of ending mass surveillance in the United States. He said no more warrantless wiring tapping. He said he’d investigate and end criminal activities that had occurred under the prior administration…. And we all put a lot of hope in him because of this. Not just people in [the United States]…but people in Europe and elsewhere around the world. It was a moment where we believed that because the right person got into office everything would change. But unfortunately, once he took that office we saw that he actually didn’t fulfill those campaign promises.”[…]

“We should be cautious about putting too much faith or fear into elected officials. At the end of the day, this is just a president.”[…]

“If people want to change the world, they should look to themselves instead of putting their hopes or fears in a single person. This can only be the work of the people. If we want to have a better world we can’t hope for an Obama, and we should not fear a Donald Trump, rather we should build it ourselves.”

É Preciso Virar a Página Deste Ciclo De Austeridade. Podemos Crescer 2,6% Ao Ano Com Uma Nova Política.

A Comissão Europeia publicou hoje as suas previsões económicas de Outono de 2016 de onde é retirada a tabela abaixo (clicar na imagem para ampliar).

economicforecast_autumn_2016

As previsões de crescimento para Portugal para 2016, 2017 e 2018 são respectivamente 0,9%, 1,2% e 1,4%, abaixo da média da previsão quer para a Zona Euro (1,7%, 1,5% e 1,7%) quer para a União Europeia (1,8%, 1,6% e 1,8%).

As previsões de crescimento da Comissão Europeia de 0,9% para 2016 e 1,2% para Portugal em 2017 contrastam com as previsões do governo que constam no orçamento de estado para 2017 que são de 1,2% para 2016 e de 1,5% para 2017. De notar ainda que o valor de crescimento previsto no plano macroeconómico do PS era de 2,4% em Abril e Agosto de 2015 (ver tweet acima); e de 1,8% no orçamento de estado de 2016 apresentado em Fevereiro deste ano.

Além disso, em relação ao défice, a previsão da Comissão Europeia é de 2,7% em 2016  – um valor acima quer do valor de 2,2% para 2016 (que constava no orçamento de estado para 2016) quer do valor de 2,4% (que consta do orçamento de estado para 2017). Para 2017, a Comissão Europeia prevê um défice de 2,2% bem acima do valor de 1,6% que consta do orçamento de estado para 2017.

Para Que Serve Um Banco Público?

Para que serve um banco público? Entre outras coisas para seguir “orientações políticas” por parte dos nossos ilustres, iluminados, isentos e super-competentes governantes usando o dinheiro dos contribuintes – Caixa Geral de Depósitos arrisca perdas de 900 milhões no caso La Seda.

Há precisamente dez anos, a Caixa recebeu orientações políticas para entrar numa aventura industrial luso-espanhola que se revelou um erro. Investimentos e créditos dados dentro do comportamento de risco que na época eram habituais no sector. E hoje chegou a factura.

Mário Centeno: “Não há falta de números, há é falta de números que agradem à Comissão Europeia”

Mário Centeno, no debate parlamentar hoje referente ao Orçamento de Estado para 2017, respondeu à exigência de mais informação  por parte da oposição nos seguintes termos:

“Não há falta de números, há é falta de números que agradem à oposição.”

Bem pode Mário Centeno tentar responder da mesma forma ao mesmo pedido da Comissão Europeia depois desta ter identificado riscos e discrepâncias no Orçamento de Estado para 2017 e de ter solicitado informação adicional:
comissaoeuropeialetter

Carga Fiscal Inalterada Em 2017

A página da austeridade é uma página que custa a virar. Depois de Mário Centeno, António Costa e o Governo repetirem sucessivamente em alta e viva voz que se iria verificar uma redução da carga fiscal em 2017, a UTAO veio afirmar ontem que:

“Para 2017, encontra-se projetada uma manutenção da carga fiscal, mantendo-se também inalterada face a 2016 a estrutura da carga fiscal.”

Leitura ComplementarUma grande martelada no OE2017

Descredibilidade Colossal

Abril de 2015. A pedido de António Costa, o grupo de sábios economistas abaixo assinava e publicava o documento Uma Década Para Portugal:

  • Mário Centeno (coordenador)
  • Fernando Rocha Andrade
  • Sérgio Ávila
  • Manuel Caldeira Cabral
  • Vítor Escária
  • Elisa Ferreira
  • João Galamba
  • João Leão
  • João Nuno Mendes
  • Francisca Guedes de Oliveira
  • Paulo Trigo Pereira
  • José António Vieira da Silva

O Partido Socialista fazia deste documento a sua grande bandeira para se apresentar como alternativa:

Este documento foi revisto em Agosto de 2015 com o Estudo Sobre O Impacto Financeiro Do Programa Eleitoral do PS e serviu de base para toda a tese da campanha eleitoral do PS e da sua apresentação enquanto alternativa de governação.

Este documento foi várias vezes questionado e criticado aqui neste blog (ver aqui, aquiaqui ou aqui). Foi feito também um apelo para a disponibilização do modelo subjacente (que entre outras coisas previa que fossem criados 466 empregos em 2019 devido aos efeitos da “promoção da lusofonia“) que nunca foi tornado público.

Nada como testar e avaliar o modelo e a sabedoria dos sábios que elaboraram o tal documento contra a realidade. Para tal, referencio os seguintes documentos:

Vejamos então as previsões para o crescimento do PIB para 2016 no gráfico abaixo.

crescimento_pib_2016

Dos 2,4% de crescimento do PIB previstos para 2016 no Plano Macro económico do PS inicial, e que mesmo em Janeiro de 2016 foi revisto para 2,1%, o próprio governo prevê agora em Outubro de 2016 apenas 1,2%, muito abaixo quer do valor verificado em 2015 (1,6%), quer do valor previsto pelo próprio Partido Socialista caso a coligação Portugal à Frente se mantivesse no governo (1,7%).

Analisemos então o desempenho dos sábios economistas para 2017.

crescimento_pib_2017

Dos 3,1% de crescimento do PIB previstos para 2017 no Plano Macro económico do PS inicial, o governo prevê agora em Outubro de 2016 apenas 1,5% – menos de metade do valor previsto inicialmente; e mais uma vez, abaixo quer do valor verificado em 2015 (1,6%), quer do valor previsto pelo próprio Partido Socialista caso a coligação Portugal à Frente se mantivesse no governo (1,7%).

Finalmente, para prestar a devida homenagem e tributo aos sábios economistas do PS, deixo aqui um gráfico que contem os valores do crescimento do PIB previstos entre 2016 e 2019 no seu cenário macro económico revisto em Agosto de 2015 com três séries:

  1. A cor de rosa, a previsão do crescimento do PIB entre 2016 e 2019 com as medidas propostas pelo Partido Socialista
  2. A laranja, a previsão do Partido Socialista para o crescimento do PIB entre 2016 e 2019 caso a coligação Portugal à Frente continuasse no governo
  3. A vemelho, os últimos valores previstos pelo Partido Socialista quer para 2016 quer para 2017.

crescimento_pib_2016_2019

Com tal desempenho, é apenas justo que os portugueses reiterem a sua confiança no governo da geringonça; e que os venerados autores do documento Uma Década Para Portugal sejam promovidos a ministros, secretários de estado e a reputadíssimas figuras destacadas dentro do partido socialista, e que mais tarde sejam colocados nas universidades para ensinarem estes modelos tão bonitos aos estudantes àvidos de conhecimento.

A única coisa que consegue tramar o socialismo é a realidade.

Momento Insurgente Memória (3)

Corria a longínqua data de 26 de Janeiro de 2016 quando o João Galamba, um dos sábios economistas que assinou o Cenário Macroeconómico do PS defendia assim no twitter a discrepância entre a previsão do crescimento do PIB por parte de outras instituições com a previsão do crescimento do PIB por parte do governo, que na altura ainda se encontrava nos 2,1%.

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No mesmo dia, o sábio João Galamba confirma um impacto positivo das medidas do orçamento de estado do governo da geringonça de pelo menos 0,5% do PIB em 2016.

tweet_galama_26jan2016_2

Essencialmente, a teoria do reputadíssimo economista João Galamba é que as empreas de rating Fitch e Moody’s se baseavam num cenário base (de um governo PaF) para um crescimento do PIB entre 1,6 e 1,7%; e que não contabilizavam o impacto positivo das medidas do orçamento de estado do governo da geringonça.

No dia em que o PS concede que o crescimento do PIB em 2016 ficará pelos 1,2% do PIB, abaixo do cenário base e bem abaixo das previsões do governo; podemos confrontar a tese de João Galamba com a realidade e concluir que as medidas do orçamento de estado do governo da geringonça tiveram de facto um impacto no crescimento do PIB;  só que em vez do impacto positivo no valor de +0,5% do PIB previsto pelo João Galamba, o impacto foi na realidade negativo no valor de exactamente -0,5% do PIB; isto é, um efeito multiplicador com 100% de precisão, mas com sinal errado.

Se por algum acaso o João Galamba ler este post, aproveito para lhe recomendar de forma entusiasta a Pós-graduação em Escola Austríaca da Economia no Porto.

Momento Insurgente Memória

A propósito do crescimento revisto em baixo pelo governo para 1,2% em 2016 e para 1,5% em 2017, O Insurgente Memória recorda um tweet do Partido Socialista quando este se encontrava na oposição e “vendia” uma alternativa que consistia no “virar da página da austeridade” e num ciclo de crescimento virtuoso:

Um Voto de Desconfiança dos Mercados

No momento em que escrevo este post, a taxa de juro nos mercados da dívida pública portuguesa a dez anos supera os 3,5% (fonte) – mais precisamente 3,503% – o que representa um máximo de sete meses.

O gráfico abaixo representa a evolução da taxa de juro a dez anos da dívida pública portuguesa desde que o governo da geringonça tomou posse (o gráfico exclui o dia de hoje).

pt10years

Por comparação, apresento também o gráfico da taxa de juro a 10 anos da dívida pública espanhola durante o mesmo período; e que no momemto em que escrevo este post, regista o valor de 1,018% bem menos de um terço do valor da taxa de juro portuguesa.

spain10years

Mas, Mas… Onde Está o Crescimento Prometido Pela Geringonça?

Eu ainda me recordo da longínqua data de 21 de Agosto de 2015, quando os sábios economistas do PS no seu Estudo Sobre o Impacto Financeiro Do Programa Eleitoral do PS prometiam um crescimento de 2,4% para 2016 e de 3,1% para 2017 como se pode verificar no quadro abaixo.

planops21aug2015

No Orçamento de Estado de 2016, Mário Centeno, então já no governo, reduziu a previsão do crescimento para 2016 para apenas 1,8% (resultado dos acordos à esquerda?). Apesar de todas as previsões de outras instituições que apontavam para um crescimento do PIB perto de 1%, o governo da geringonça sempre defendeu estoicamente as suas metas.

Eis que finalmente, o Excel de Mário Centeno parece ter cedido. De acordo com o Observador (destaques meus):

O Governo espera que a economia portuguesa só cresça 1,2% este ano [2016], menos um terço do que o estimado no Orçamento para 2016 e no Programa de Estabilidade. Este valor é pior que nos cenários mais negativos simulados pelo Governo tanto no orçamento deste ano, como na carta enviada em julho à Comissão Europeia na defesa contra as sanções. No próximo ano [2017], a economia não deve crescer mais que 1,5%, menos que o verificado em 2015 (que foi de 1,6%).

De notar que quer em 2016, quer em 2017, o próprio governo parece admitir que o crescimento será menor do que o crescimento verificado em 2015 com o austeritário governo PaF. De notar ainda, como referiu aqui o Carlos Guimarães Pinto, o próprio Partido Socialista, assumia – ver tabela acima – que com um governo PaF, o PIB cresceria 1,7% em 2016 e 1,7% , um crescimento do PIB superior ao crescimento do PIB previsto agora pela geringonça.

A realidade é de facto tramada para o socialismo.

Costa Descreve O Seu Ideal De Sociedade Usando Definição Comunista

António Costa, no debate quinzenal que se realizou esta Quinta-Feira, definiu o que para ele é uma “sociedade decente” usando a seguinte frase (fonte – recomenda-se a visualização do vídeo):

É uma sociedade onde cada um contribui para o bem comum de acordo com as suas capacidades, e cada um recebe de acordo com as suas necessidades”.

Comparemos pois a frase de António Costa com a frase de Karl Marx:

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Se dúvidas havia sobre o quão à esquerda se encontra o actual PS, creio que estas ficam dissipadas.

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Entretanto Nos Mercados

Retirado da página do facebook da GoBulling:

A dívida da República Portuguesa a dez anos possui uma taxa de juro implicta que corresponde a quase o triplo da Monarquia Espanhola (3.25% versus 1.15%), e o diferencial entre ambas começou a aumentar desde o final do Verão de 2015 e parece caminhar para o máximo de doze meses a 2.28%.

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O que se terá passado no final do Verão de 2015?…  Assim de repente vem me à cabeça um governo começado pela letra ‘G’ e que acaba com ‘onça’.

IRS – Um Imposto Nunca Suficientemente Progressivo

Sobre o aumento da progressividade do IRS que parece estar a ser preparada no orçamento do estado para 2017, recupero parte do meu post IRS – Um Imposto Que Para A Esquerda Nunca Será Suficientemente Progressivo.

No primeiro grafico, elaborado com dados a partir daqui podemos constatar que o top 0,1% das famílias em Portugal paga 8,4% de todo o IRS (pagando em média 304.118€); o top 1,1% paga 28,3% de todo o IRS (pagando em média 58.497€); o top 3,4% paga 47,7% (quase metade) de todo o IRS (pagando em média 34.573€); o top 5,4% paga 57,7% (quase dois terços) de todo o IRS (pagando em média 21.768€); e o top 16,1% paga 84% de todo o IRS (pagando em média 10.267€).

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Analisando pelo lado das famílas com menos rendimentos, o bottom 65,6% das famílias no seu conjunto pagam apenas 4% de todo o IRS (pagando em média 111€) e o bottom83,8% das famílas pagam 16,1% de todo o IRS (pagando em média 350€).

irs_pago_familias_menos_rendimentos

Juntando os dois gráficos, observa-se que 84% de todas as famílias (aquelas com rendimentos menores) pagam apenas 16% de todo o IRS enquanto que apenas 16% das famílas (aquelas com maiores rendimentos) pagam 84% do total de IRS; sendo que 0,1% das famílias (precisamente 2.343 famílas) com maiores rendimentos paga em IRS mais do dobro do conjunto do IRS pago por 65,6% das famílas (precisamente 3.034.586 famílas) com menores rendimentos.

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Isto não é progressivo o suficiente?

Hoje o Partido, Amanhã o País

Provavelmente o orçamento do Partido Socialista (que parece não conseguir socializar o seu passivo entre os seus militantes) foi elaborado pelos mesmos autores do seu cenário macro-económico.

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Notícia retirada daqui e imagem retirada daqui.

Subvenções Vitalícias (Todos Os Animais São Iguais, Mas Alguns São Mais Iguais Do Que Outros)

Graças à revista Visão, é conhecida a lista dos 332 políticos têm direito a subvenções mensais vitalícias.  Estas subvenções foram criadas em 1985 pelo  governo do Bloco Central (PS/PSD) sendo na altura Mário Soares (PS) primeiro-ministro e Carlos Mota Pinto (PSD) vice primeiro-ministro.

Tinham direito à subvenção vitalícia todos membros do Governo (primeiro-ministro incluído), deputados e juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira, desde que tenham exercido os cargos ou desempenhado funções após o 25 de Abril de 1974, oito ou mais anos consecutivos ou interpolados. Ou seja, bastava que os titulares que trabalhassem oito ou 12 anos para terem direito à subvenção (fonte).

O sistema de subvenções vitalícias foi suspenso a partir de 2005,pelo Governo de José Sócrates, mas tal não impediu que José Sócrates recorresse a ela, recebendo actualmente o ex-primeiro ministro todos os meses a módica quantia de 2.372,05€.

Como diria George Orwell: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros“.

A lista pode ser obtida aqui ou clicando na imagem abaixo.

Subvenções Vitalícias

Mais Austeridade Depois De Virada A Página Da Austeridade

Aparentemente, a austeridade é daqueles livros que por mais páginas que se virem, se fica sempre na mesma. De qualquer maneira, como é apresentada pela geringonça será apresentada como “austeridade boa“. Imagem abaixo retirada daqui.

austeridade

E Eis Que Finalmente O Excel De Mário Centeno Começa A Ceder, Ou Talvez Não

O Excel de Mário Centeno parecia resistir estoicamente a todas as previsões e revisões de outras entidades (Banco de Portugal, OCDE, FMI, União Europeia), mas parece ter finalmente cedido hoje, 29 de Junho de 2016 (fonte)…

Centeno_Contas

…ou talvez não! António Costa, esse grande estadista que desvaloriza as previsões de outras instituições com a acutilância, sofisticação e leveza capturada na frase “as previsões uns dias são melhores, uns dias são piores“, já veio desmentir hoje (29 de Junho de 2016) o seu ministro Mário Centeno, garantindo que “se houver mudanças no cenário macroeconómico, apenas incidirão sobre evoluções futuras da economia. Quanto a 2016, os dados estão lançados e dão contas certas.” (fonte).

Costa_Contas

Afinal em que ficamos: o Excel maravilha de Mário Centeno resiste ou não resiste?

A Constatação do Óbvio

A constatação do óbvio, agora por Subir Lall, chefe da missão do FMI em Portugal (fonte):

“Subir Lall, adverte que o regresso às 35 horas de trabalho na função pública poderá implicar o pagamento de horas extraordinárias e pode significar que o sector público está sobredimensionado.”

“Presumivelmente, em alguns sectores o trabalho que tem de ser feito vai continuar a ter de ser feito. Se o tempo de trabalho é reduzido, então, o pagamento vai ter de ser extraordinário”, advertiu, recomendando que se faça uma “revisão da implementação específica [da medida] para ver se pode ser feita de uma forma neutral”.

Outra questão levantada por Subir Lall é que, “se todo o trabalho que era feito em 40 horas pode agora ser feito em 35 horas, isso pode sugerir um certo nível de sobredimensionamento em algumas partes do sector público”, o que, por sua vez, “aponta para a necessidade de uma reforma mais ampla do sector público se agora conseguir fazer mais com mesmo”.

35horas

Leitura complementar: A prova dos 35

Partido Libertário Português

PLPServe este post para divulgar o processo de constituição em curso do Partido Libertário Português (PLP). O Partido Libertário Português defende três valores fundamentais: vida, liberdade e propriedade; e tem página no Facebook aqui, conta do twitter aqui e site aqui.

A propósito dos valores que este partido defende, vale a pena recordar o vídeo “A Filosofia da Liberdade“.

Read My Lips

Não haverá medidas adicionais.” – António Costa, 27 de Junho de 2016 (fonte). Aqui fica o registo para memória futura:

António Costa garantiu hoje como definitivo que não vão necessárias quaisquer medidas adicionais para cumprir as metas do orçamento do Estado para 2016. Num discurso, esta manhã, nas jornadas parlamentares do PS que decorrem nos Açores, o primeiro-ministro anunciou que serão hoje conhecidos os números da execução orçamental de abril e maio, que permitem garantir de vez que não haverá plano B.

MedidasAdicionais

Unidos Podíamos

Claramente um visionário, Pablo Iglésias disse depois de votar aos jornalistas: “Vamos ganhar, mas, em qualquer caso, mantenho a mão estendida ao Partido Socialista” Operário Espanhol (PSOE), afirmou o líder do Unidos Podemos, sublinhando que “ninguém quer” a realização de terceiras eleições. (fonte)

iglesias

Vale a pena analisar o número de votos ganhos e perdidos em relação à eleição anterior que teve lugar em Dezembro de 2015 (com 99,99% dos votos contados – fonte):

Resultados_Variação

Aqui ficam também os resultados finais (fonte):

ResultadosFinais

Margaret Thatcher On Further European Union Integration: No, No, No

Depois da vitória do Brexit, vale a pena recordar o discurso de Margaret Thatcher em 1990 relativo ao aumento da integração na União Europeia.

Palavra Dada É Palavra Honrada

Dezembro de 2015: Centeno promete que governo não usará mais dinheiro público para salvar bancos (fonte).

Centeno_Promete

Junho de 2016: Recapitalização da Caixa pode chegar aos 5 mil milhões (fonte).

Centeno_Recapitalização

Conclusão: Ou a Caixa Geral de Depósitos não é um banco, ou Mário Centeno mente descaradamente.

Ideia via Jorge Libertário.

Não Brinquem Com Os Números, Respeitem As Pessoas

Agosto de 2015: o PS colocava cartazes onde uma pessoa que perdeu o emprego durante o governo de José Sócrates se queixava da falta de subsídios que atingiam 353.000 desempregados (fonte).

Desempregados_353000

Junho de 2016: Já com a geringonça a todo o vapor, a Segurança Social deixa sem prestações quase 377.000 desempregados (fonte).

Desempregados_377000

Ideia via o Lobo Neoliberal.

Feliz Dia Da Libertação De Impostos 2016!

Assumindo que a carga fiscal é sensivelmente igual à do ano passado (e uma vez que não consegui encontrar nenhum estudo relativamente a 2016), celebra-se hoje em Portugal, dia 12 de Junho, O Dia da Libertação de Impostos. O Dia da Libertação de Impostos representa o dia em que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (apenas para pagar impostos e assim cumprir as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si. Na prática, somos todos trabalhadores do estado.

O gráfico abaixo representa a evolução do número de dias de trabalho necessários apenas para o pagamento de impostos desde 2000 (fonte, fonte, fontefontefonte e fonte).

DiasDeLibertaçãoDeImpostos

Escravatura

House Of Cards: Did Google Manipulate Search for Hillary?

Um vídeo algo perturbador sobre a possiblidade da Google ter manipulado os resultados de pesquisa do seu motor de busca de modo a favorecer a Hillary Clinton.

Adenda: A Google responde e nega qualquer tipo de manipulação.

Mais Uma Página Da Austeridade Virada

Depois do preço ter subido 11 cêntimos por litro (sendo que destes, 8 cêntimos correspondem a um aumento do ISP e do respectivo IVA), eis que a geringonça nos brinda com estas “boas notícias” da descida de um cêntimo. Está pois virada mais uma página da austeridade.

Combustiveis

Leitura complementarE agora já se pode descer o ISP? (9)