De mau a pior

Os números do PIB são cada vez piores.

PIB

Mas, pior do que isso, é o que o INE nos diz na nota breve da Estimativa Rápida, de resto perfeitamente antecipável.

  1. O consumo privado abranda. Aqui não há problema algum. Problema haveria se o consumo privado acelerasse. Significaria muito provavelmente uma nova diminuição da taxa de poupança das famílias e, aí, sim, estaríamos em piores lençóis do que estamos.
  2. Grave mesmo é o investimento ter acentuado a queda. Em cadeia, contraiu -1,0% no 1.º trimestre; em termos homólogos contraiu -2,0% no 1.º trimestre. Quanto terá contraído no 2.º trimestre? (Vamos ter de esperar pelo final do mês para sabermos). Há um ano, no mesmo trimestre, o investimento aumentou em cadeia +1,4% e em termos homólogos +5,2%.
  3. O problema do investimento é que sem ele não apenas o crescimento corrente fica comprometido, como também o crescimento futuro. Estima-se que a quantidade de investimento que vem sendo feita não seja suficiente para compensar o consumo de capital fixo, pelo que é a estrutura de toda a economia vai esclerosando e a sua capacidade definhando, definhando, definhando…
  4. O problema do investimento é que o investimento é a assunção de risco e se o risco e a incerteza estiverem a aumentar, ou, estando a incerteza a diminuir, o que se espera não for exatamente favorável à atividade económica, o investimento para. Escolham qual das duas caracterizações define melhor o contexto em que vivemos.
  5. As exportações abrandam.
  6. As importações abrandam mais do que as exportações (pudera! com o investimento a cair a pique!) e, por isso, mas só por isso, as exportações líquidas de importações melhoram o seu contributo para o crescimento.
  7. Em suma: temos o que resta de crescimento a ser dinamizado exclusivamente pelo que resta do consumo privado, que não podia, como é óbvio, manter-se a crescer acima do PIB e até mesmo do rendimento disponível das famílias por muito mais tempo.
  8. Mas é com o consumo privado que o governo conta para ganhar eleições para estimular o crescimento e é para o estímulo do consumo privado que o governo usa a margem de manobra de que dispõe para ganhar eleições alimentar o crescimento. Ou contava.
  9. Conservando-se o crescimento registado nos últimos 3 trimestres, teremos um crescimento anual de +0,8% em 2016, um poucochinho abaixo do pressuposto do OE2016 (ou seja, menos de metade). A probabilidade de o abrandamento prosseguir não é, pelo que se disse atrás, negligenciável. Qualquer redução marginal na taxa de variação em cadeia nos próximos dois trimestres reduz o crescimento anual para +0,7%.

Há nisto tudo fortíssimos danos auto-infligidos. Vamos pagar bem caro todo este desvario.

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A austeridade trouxe mais desigualdade? Sim. Ou melhor: não

Todos os partidos tentam ler os dados da maneira mais favorável aos seus argumentos. Com o PS de Sócrates, a manipulação foi levada a uma espécie de paroxismo. Com efeito, não se tratava já de argumentos, mas de «narrativas», como Sócrates, o mentiroso por antonomásia, gostava de dizer: o que ele dizia não eram aldrabices, eram as suas «narrativas», diferentes das «narrativas» dos seus adversários, que por seu turno não deveriam ser confundidas com verdades.

Neste quadro mental, a verdade é que é uma mentira. De facto, não há verdades nem mentiras. Há apenas narrativas que, porém, só têm uma hipótese de funcionar: é a de haver otários que acreditem que há verdades e mentiras, para poderem tomar uma narrativa pela verdade. Este bacanal de relativismo acaba mal, como se vê, não sem antes revelar toda a má-fé que o anima.

Vem tudo isto a propósito de uma das «narrativas» mais propaladas dos últimos anos: a austeridade aumentou muito a desigualdade. 

O que eu penso ou deixo de pensar sobre a desigualdade, estando subentendido que nos estamos a referir à desigualdade na distribuição de rendimentos, deveria ser indiferente para o que se segue. Para que não sobrem equívocos, porém, e até mesmo porque não é excessivamente difícil de enunciar, aqui fica um primeiro princípio: nada tenho contra a desigualdade na distribuição de rendimentos, se ela corresponder à remuneração dos factores nas transações de mercado, isto é, se resultar da troca livremente consentida entre as partes, e tenho tudo, se resultar da extorsão ou de qualquer forma de apropriação ilícita, como é o caso da corrupção nos cargos públicos, bem ilustrado por um célebre primeiro-ministro do Partido Socialista, que aguarda em liberdade vigiada a formação da acusação. Era mais simples dizer que aquilo a que me oponho é à extorsão e a qualquer forma de apropriação ilícita, sendo óbvio que a sua prática institucionalizada tem como subproduto aquilo a que se chama desigualdade na distribuição dos rendimentos.

Mas a questão aqui é mesmo, deixando de lado a natureza da desigualdade, a de tentar saber se a «narrativa» que afirma que ela aumentou muito nos últimos anos, em resultado da austeridade, é verdadeira, como será levado a crer quem leia e ouça apenas as notícias e o que a esquerda toda em coro estentoricamente proclama, ou simplesmente mais uma «narrativa» dirigida a otários.

Googlando apanha-se logo uma orgia de notícias de jornalistas ultrajados com o aumento das desigualdades. Algumas são de antologia. Esta, por exemplo.

DN

 

É do Diário de Notícias, do dia 25 de maio de 2015. O engraçado que é, uma notícia cujo título é imediatamente negado na entrada (lead).

Ou esta, com uma pedante qualquer no Expresso a dar lições de moral e estatística ao então primeiro-ministro Pedro Passos Coelhos, com direito a epígrafe erudita e tudo.

Expresso

 

Trouxe ou não trouxe? A resposta não é nada fácil, ao contrário do que a veemência de grande parte dos jornalistas e da totalidade das esquerdas faria supor.

Os dados não são inequívocos. Há dois tipos de métricas comumente usadas para tratar a desigualdade na distribuição dos rendimentos. O primeiro tipo envolve a comparação entre extremos. Por exemplo: pega-se na quantidade total de rendimento anual dos 20% mais ricos e divide-se pela quantidade total de rendimento anual dos 20% mais pobres. O quociente do primeiro total sobre o segundo é uma medida padrão da desigualdade. Se é muito elevado, há grande desigualdade. Se aumenta, aumenta a desigualdade. Em Portugal é maior que a média europeia (5,2), mas está muito longe de ser o mais elevado. Além disso, aumentou em 2010, 2011, 2012 e 2013, tendo caído já em 2014, e previsivelmente terá caído também em 2015.

S80:S20

Aqui impõe-se um esclarecimento. Os dados são do INE. O INE tem o cuidado de informar em nota na página de onde eles são extraídos:

Os dados referentes ao ano n são recolhidos pelo ICOR realizado em n+1. 

Já o Eurostat usa os dados do INE, mas refere-os ao ano da recolha de dados, isto é, a um ano sempre à frente do que está nas tabelas do INE. Naturalmente que esta diferença pode induzir erros de análise, tratando-se de uma série de dados no tempo. A série que reporto é a correta, do INE.

Em todo o caso, sim, os dados parecem sugerir que a desigualdade na distribuição de rendimentos aumentou pelo menos em parte dos anos de austeridade (2011, 2012,2013), embora tenha também aumentado no ano de orgia financeira de 2010.

Sucede que este tipo de métrica enferma de um defeito: generaliza para a totalidade da população a partir de uma observação que na realidade respeita apenas aos extremos dessa população, isto é, à relação entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.

E porque esta medida está afetada pelos extremos, recorre-se quase sempre a uma métrica complementar, mais rigorosa, embora menos intuitiva: o Coeficiente de Gini.

O cálculo do Coeficiente de Gini mede a relação entre as todas as quotas acumuladas de população ordenada pela escala crescente do rendimento e as respetivos quotas de rendimento.

Quando se está a calcular o Coeficiente de Gini fica a saber-se, por exemplo, que percentagem de todo o rendimento vai para os 1% mais pobres, para os 10% mais pobres, para os 20% do meio da tabela ou para os 1% mais ricos; que percentagem de rendimento vai para qualquer segmento da população ordenada. Todos esses valores são dispostos numa curva – a curva de Lorenz – com esta forma.

lorenz

Na horizontal, temos dispostas quotas acumuladas de população, que está, como se disse, toda ordenada segundo a escala crescente do rendimento: assim as percentagens devem ser lidas como os 0% mais pobres da população, os 25% mais pobres, os 50% de menores rendimentos, etc. Na vertical, está a respetiva percentagem do rendimento total.

No país da linha azul, reina a mais completa igualdade. Os 1% iniciais da população ordenada ficam com 1% do rendimento, os primeiros 2%, os primeiros 3%, os primeiros 4%, etc., ficam com idêntica porção de rendimento. Igualdade absoluta. É uma ideia a que só consigo associar sítios desconfortáveis para viver, como um cemitério, por exemplo.

Na linha um pouco mais abaixo, já não é bem assim. Enquanto por definição no país da igualdade absoluta 50% da população fica com 50% do rendimento, na linha laranja os primeiros 50% da população ordenada só recebem 26%. Na linha verde, a desigualdade rendimentos começa a ser gritante: os primeiros 50% da população, ou os 50% menos ricos, só recebem 7% do rendimento.

Mas o que vem a ser o misterioso Coeficiente de Gini? É um número que sintetiza toda a informação contida naquelas curvas. O número é igual à área que fica a baixo da reta da igualdade, até à curva que se quer medir, a dividir pela totalidade da área abaixo da reta da igualdade.

Parece muito artificioso, mas não é. Começa até a ser intuitivo, a partir daqui. O quociente que se obtém para a linha laranja é evidentemente menor do que o quociente que se obtém para a linha verde. Quanto mais distante for a linha da reta da igualdade maior será o quociente, quer dizer, o Coeficiente de Gini. Quando no extremo oposto da igualdade o rendimento vai todo para um só indivíduo e o resto da população tem conjuntamente um rendimento nulo, atingindo-se o máximo do Coeficiente de Gini, o valor só pode ser igual a 1, pois as duas áreas são rigorosamente idênticas. No ponto de partida da igualdade absoluta o valor só pode ser igual a zero, pois a área do numerador é igual a zero.

O país da linha laranja tem um Coeficiente de Gini igual a 0,392…, ou 39,2, se o exprimirmos numa escala de 0 a 100 em vez de 0 a 1. É um valor mais elevado mas ainda assim da ordem do português. De facto, é um valor bastante próximo do português em 2003. O país da linha verde tem um valor de 66,2. Um pouco superior, não muito mais, ao valor estimado para Angola, a África do Sul ou o Botswana.

Esta forma engenhosa de medir a distribuição do rendimento é mais exata do que a primeira, visto que sintetiza informação sobre o rendimento de toda a população, e não apenas de sub-grupos nos extremos, mas muito difícil de comunicar. Eu tive de me socorrer de 9 parágrafos e um diagrama. Muito longe da simplicidade da primeira métrica, que admite paráfrases curtas como: os 20% mais ricos recebem seis vezes mais do que os 20% mais pobres. E, porém, é uma medida mais completa e mais precisa.

gini

 

Se recorrermos a ela, não, no final do ajustamento, no final do período de austeridade Portugal era um país mais igual do que antes.

Orgulhosamente sós

No último ano, Portugal é o único país da Área do Euro que viu aumentar o nível das suas taxas de juro de longo prazo. Todos os outros estão sob o efeito anestésico do QE. Em Portugal, não chega. Seria preciso dose aumentada.

TJ10A

Faltam aos países do gráfico a Grécia e a Estónia. A Grécia porque foi o país que maior redução registou na taxa de juro a 10 anos (351 pontos base), de modo que incluí-la levantava problemas de escala na construção de um gráfico com um mínimo de leitura. A Estónia porque, segundo a fonte dos dados, o BCE, não tem títulos de dívida conformes à definição de «taxa de juro de longo prazo».

O gráfico supra, sendo muito interessante, esconde alguma informação, pois não nos mostra o que se passou dentro do intervalo entre junho de 2015 e junho de 2016. De modo que deve ser complementado com o seguinte.

Vidas

Uma vez mais, excluem-se neste caso 5 países, para não carregar demasiado o gráfico. Atrás já se evidenciou que o único onde as taxas de juro de longo prazo estão agora mais elevadas do que há um ano é Portugal. Agora interessa sobretudo ver que foi a partir de janeiro que nos separámos da Europa. Nem países como a Itália, que transpiram saúde financeira, ou a Espanha, que vai vivendo sem governo, nos acompanham.

Isto é absolutamente inédito. Nem em 2010/2011 foi assim. Vá-se lá saber porquê.

Não confundir as costas do canalha com o canalha do Costa

Talvez António Costa tenha contraposto, como disse ontem que o fez, ao argumento de um défice sem Banif de 3,2% o argumento de um défice sem ajudas em geral ao sistema financeiro, incluindo a mega-ajuda ao Banif, de 2,8%. Se o fizesse, estaria apenas a invocar o critério usado durante todo o período de ajustamento para avaliar a evolução do saldo orçamental. Não por acaso. A ideia nesse critério é expurgar do saldo o ruído criado por intervenções anómalas, extraordinárias e muito vultosas, por forma a obter uma medida mais adequada do andamento do défice global.

Se o fez, fê-lo no mais completo segredo, evitando cuidadosamente deixar qualquer rasto do feito, até mesmo na carta que enviou a Juncker sobre o assunto, ela própria, vá-se lá saber porquê, inicialmente destinada a permanecer excluída do escrutínio da populaça.

Compreende-se. Um patriota verdadeiro, ao contrário do tal canalha a que se referia Samuel Johnson, faz o que tem a fazer em recato e não anda por aí alardear as injustiças do estrangeiro e a entusiasmar as massas contra o inimigo.

Não sei se nesta história das sanções tudo se explica por incompetência, ou há mais qualquer coisa muito grave

Imaginem que eu governava e era um defensor incondicional da pátria, olhava para 2015 e (imaginava que) dali vinha risco de sanções, e que tal risco não podia, terminantemente, desse lá por onde desse, porvir de outras circunstâncias quaisquer que não o resultado orçamental de 2015. O que fazia eu, o patriota?

Concentrava toda a minha atenção e esforço na recolha de argumentos possíveis para demonstrar que o facto de o meu país não ter ficado com o défice dentro do limite de 3% do PIB para encerrar o Procedimento por Défices Excessivos (PDE) na data determinada pelo Conselho Europeu, com competência para o fazer e sancionar um eventual incumprimento, se ficou a dever a factores perfeitamente atendíveis, que nada têm a ver com a evolução efectiva do saldo orçamental.

Felizmente, há fortíssimos argumentos, extraordinariamente fáceis de apresentar e comunicar, para facilitar a tarefa ao empenhado governante patriota. Há outros, complementares e não menos atendíveis, mas menos fáceis de articular, pelo menos em termos de comunicação com o público em geral, tão importante neste caso.

Vejamos. Desde 2009 que a notificação do Procedimento por Défices Excessivos, dos institutos estatísticos nacionais ao Eurostat, passou a integrar um quadro suplementar, que calcula o efeito integral das intervenções governamentais de apoio ao sistema financeiro, tendentes a empolar indevidamente os resultados do ano em que sucedem, por serem muito vultosas e de natureza obviamente extraordinária.

O Eurostat recolhe essa informação, valida a informação enviada pelo INE (ou não) e, depois, publica-a no seu site. E o que diz a informação enviada pelo INE e já publicada (em Abril) no site do Eurostat sobre o impacto orçamental das intervenções do governo português de apoio ao sistema financeiro para o ano de 2015? Diz, em síntese, isto:

PDE Quadro suplementar

Ou seja, que o  cômputo completo do impacto orçamental, essencialmente extraordinário, das intervenções do governo português de apoio ao sistema financeiro em 2015 ascendeu, em termos líquidos, a 2.823 milhões de euros, avultando aí a resolução do Banif (2.337 milhões) e os juros líquidos imputáveis a operações de financiamento análogas anteriores (480 milhões). Isto é, ascendeu a 1,6% do PIB, pelo que o défice recalculado sem aquele impacto foi de 2,8% do PIB.

O próprio Eurostat explica em nota de contextualização deste mapa e da informação que ele veicula que ela é crucial, por exemplo, para os países que estão em programas de ajustamento da UE-FMI, pois as metas que estes traçam descontam justamente o impacto das intervenções de apoio ao sistema financeiro, para que se possa definir e apreciar com algum rigor as dinâmicas orçamentais, sem o enviesamento e a distorção que intervenções envolvendo elevados montantes e de natureza não recorrente são susceptíveis de causar.

E assim que o INE produz o tal mapa e o envia, não me calo, insisto, insisto e volto a insistir que o défice de 2015 sem o Banif e custos associados a operações similares foi 2,8% do PIB, além, obviamente, de invocar o histórico de consolidação orçamental praticamente sem paralelo na Europa do meu país nos últimos anos.

Vão agora sancionar-me essencialmente por causa do Banif e de custos associados a apoios concedidos ao sistema financeiro, ainda por cima, no caso destes, em boa medida recuperáveis e com lucro, à medida que o sistema financeiro me devolver, também com elevados juros, os apoios concedidos? Era só o que faltava.

Uma coisa é certa: estando realmente preocupado com o que pode vir a suceder ao meu país não me ponho a cantar desde Janeiro, com a apresentação de um  Esboço de Orçamento, que o défice foi de 3,2% sem o Banif, dois meses antes de ser devida a notificação a Bruxelas, e não insisto, insisto, insisto em todas as ocasiões possíveis nesse valor, mesmo quando ele é recusado por outras avaliações competentes.

Mas isso sou eu, que até nem governo, nem nada.

Há gente assim

taralhoco

A Comissão Europeia explica ao governo de Portugal que se quiser evitar sanções deve adoptar medidas para garantir que há consolidação orçamental ESTE ANO: este, não os anteriores. Desde Fevereiro que Bruxelas escreve em TODOS os documentos respeitantes a Portugal que Portugal está ESTE ANO, este, não os anteriores, em risco de «não cumprir as disposições do Pacto de Estabilidade e Crescimento», pelo que «será necessário adoptar medidas adicionais em 2016 e 2017». Os socialistas e os artistas de circo do Bloco entram em apoplexia, espumam e garantem que a Maria Luís é culpada de tudo. Estão trancados no filme de propaganda que montaram mistificando até à náusea a natureza das coisas, na esperança de transformar as próprias coisas nas fantasias da sua propaganda. Já Sócrates dava a sensação às vezes de ter passado a acreditar na versão fantástica da realidade que construía. Isto pelo menos tem a graça de transformar a geringonça num amontoado anárquico de baratas tontas frenéticas e sem rumo a disparar coisas sem nexo entre si e com o quer que seja. A culpa das sanções, a impor na condição de o governo, este governo, não o anterior, NÃO adoptar este ano, este, não o anterior, medidas para eliminar o risco em que se encontra de violar o Pacto de Estabilidade este ano, este, não o anterior, é da Maria Luís. Não se tratem, não. 

Querem ver que afinal depende mesmo deste governo Portugal escapar a sanções?

Tarados

The European Commission on Tuesday will give Spain and Portugal three more weeks to take steps to correct their excessive deficits and avoid fiscal sanctions, an official familiar with the EU deliberations told Reuters.

Não me parece que esta notícia seja possível, pois caso contrário estaríamos perante a campanha de mistificação mais hipócrita e perigosa a que um governo português se entregou, das que me lembro, e já são muitas.

Ora, António Costa não é capaz disso. Além de que António Costa é conhecido por ser um político muito arguto. Um génio da táctica e dos golpes. Não ia cometer semelhante blow contra si próprio.