Gira vs Lime

Bicicletas Gira e trotinetes Lime. Disponíveis em Lisboa. Não são dois meios de transporte substitutos mas são concorrentes. Além das óbvias diferenças de design, há um importante factor que os distingue: a forma de financiamento. As Gira são financiadas pelos nossos impostos, as Lime por privados.

Porque a Câmara Municipal de Lisboa não tem de se preocupar com a eficácia económica do projecto, não só pode gastar cerca de 3 milhões euros/ano (23 milhões em 8 anos) como também cobrar irrisórios preços pelo uso das bicicletas.

Já a Lime tem de cobrar valor superior pelas trotinetes. A inovação desta empresa está na forma como evitou a necessidade de investir na instalação de postos de carregamento destes veículos eléctricos: colaboração de pequenos empreendedores.

Ainda outra vantagem das Lime é poder deixar a trotinete em qualquer lugar.

Se ideia da Lime falhar quem fica a perder são os seus investidores. Com as Gira já estamos a perder.

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Más escolhas dos brasileiros

Amanhã, na primeira volta/turno das eleições presidenciais, brasileiros estarão preocupados com o país se tornar (outra vez) numa ditadura. E com razão. O poder político terá sempre tendências para tentar controlar pessoas livres.

Mas Bolsonaro só tem grandes hipóteses de ganhar pelas acções da esquerda de Lula da Silva. Claro que para alguns ainda há ditaduras-chic…

#somosTaxi? Não!

Em dia de manifestação dos taxistas no centro da cidade de Lisboa, alguns destes motoristas usavam t-shirts com a hashtag (que modernos!) #somosTaxi e praticamente todos carros tinham bandeirinhas com essas duas palavras.

Então porque não investirem esse dinheiro numa app que faça real concorrência à Uber, Cabify, etc? A resposta é simples: isso significaria que tinham de oferecer um serviço de melhor qualidade e sujeitarem-se ao escrutínio dos seus clientes (através de avaliações).
Melhor que concorrer em pé de igualdade, será fazer tudo para “eliminar” a concorrência. A nossa liberdade de escolha não tem qualquer valor para os taxistas. Mas… e para vocês? Mesmo que não usem aquelas plataformas digitais, querem viver num país livre?

Ricardo Robles renuncia ao mandato

Observador:

Ricardo Robles renunciou ao mandato na Câmara de Lisboa e também ao de membro da comissão coordenadora concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda (BE).

Boas notícias! Ricardo Robles pode assim continuar o seu trabalho na reabilitação de prédios, para o qual já mostrou ter talento.

Não só poderá obter mais benefícios financeiros, como também Lisboa continuaria a ter cada vez menos prédios devolutos. Isto se reformulação das leis defendidas pelo Bloco de Esquerda o permitirem…

Ricardo Robles e rendas “acessíveis”

Ricardo Robles, engenheiro civil de formação e – agora sabemos – de profissão em part-time, tem um investimento no sector imobiliário que lhe está a causar algum mal-estar político e mediático. Catarina Martins, coordenadora do partido Bloco de Esquerda, já veio em defesa do seu único vereador na Câmara de Lisboa.

Resultado imediato será a desistência de voltar a colocar prédio no mercado (inicialmente com preço de venda de € 5,7 milhões). Ricardo Robles pretende, agora, dividir com a irmã (co-proprietária) o imóvel de 11 apartamentos e 3 lojas, cabendo a cada um dar destino que melhor entender. Para os apartamentos de Robles fala-se de aluguer a rendas acessíveis. Mas quão acessíveis?

Assumindo Robles metade do valor em dívida, € 500.000 [(350.000+650.000)/2], o custo de financiamento para, por exemplo, empréstimo a 30 anos (vereador tem já 41 anos de idade) e spread de 5%, será de € 2.710,48/mês. A este terão de ser adicionados custos com seguros, manutenção, IRS (sobre os rendimentos dos contratos de arrendamento) e IMI.

Estimo que rendas, para Robles não ter prejuízo, terão de ficar a um valor mínimo de € 750/mês. Dado que ele e irmã optaram por remodelar prédio com apartamentos entre 25 e 41 metros quadrados julgo que poucas pessoas terá disponibilidade para pagar tanto por residência permanente tão pequena. Rendas acessíveis? Talvez não…

Celebrar Ricardo Robles, especulador imobiliário

A polémica recente cabe a um vereador da Câmara Municipal: Ricardo Robles, do Bloco de Esquerda.

Resumindo: em 2014, comprou, em parceria com a irmã, prédio à Segurança Social por € 347.000, fizeram obras de cerca € 650.000, arrendaram um (1) apartamento a antigos moradores por €170/mês e em 2018 colocaram o dito prédio à venda por € 5.700.000.

Se não fosse Ricardo Robles um neo-comunista do Bloco de Esquerda, hoje todos estaríamos a celebrar o feito de mais um empreendedor português. Vá… nem todos. E é aqui que se centra o interesse da notícia: se prédio fosse, por exemplo, de militante de partido à direita, estariam já socialistas, comunistas e neo-comunistas a lançar acusações de especulação imobiliária, sendo o próprio Robles dos primeiros a atirar umas “pedras”.

Sim, Ricardo Robles é especulador imobiliário. E devemos celebrá-lo! Não só porque poderá lucrar da iniciativa. Até podia perder dinheiro e mesmo assim deveríamos bater-lhe palmas. É que apenas alguns estão dispostos a arriscar o seus rendimentos e património em negócios com incerto retorno financeiro. Muitos preferem o conforto de rendimento estável e relativamente certo (mesmo que pouco), conjuntamente com a verborreia de opiniões anti-capitalistas. Especialmente a “esquerda caviar” do Bloco de Esquerda.

Ricardo Robles e irmã especularam que comprando um prédio degradado e investindo na sua recuperação poderiam ter retorno superior aos custos dos empréstimos necessários para financiar o projecto. Mesmo com a intenção inicial de arrendamento, o objectivo foi sempre de especular que as futuras rendas obtidas superariam o valor da prestação bancária. Por outras palavras, Robles entrou neste negócio com a expectativa de lucrar. Ele e seus colegas neo-comunistas não o percebem (aliás, a sua retórica é completamente contrária) mas acções falam mais que palavras.

Ricardo Robles agiu para benefício pessoal e da sua família. Muito bem! Aqui vemos umas das maravilhas do capitalismo: beneficia até os seus maiores críticos.

Políticas “Pepsi”

Já viram a nova publicidade da Pepsi Max?

Fez-me imediatamente lembrar um post do Bruno Alves com quase uma década mas, infelizmente, ainda actual: “Os políticos deviam ser como a Coca-Cola”