My kind of debate

Em 1980, as Primárias do Partido Republicano, George Bush (pai) e Ronald Reagan responderam a uma pergunta sobre imigração ilegal.
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Trump y sus muchachos

Daniel Hannan é dos políticos e polemistas europeus mais extraordinários – provavelmente ganhou “sozinho” o referendo ao Brexit. Este texto renova essa evidência. Aliás, vou assumir aqui e desenvolver amanhã no Expresso online: muita oposição a Trump é feita não só com motivações erradas, como Hannan descreve, mas de forma contraproducente de tal forma que alimenta Trump e a sua base de apoio.

Tem de se sempre fazer o disclaimer: dou muito pouco por Trump (não sei como é que um liberal, como sou, o poderia apoiar) mas há formas de se lhe opor que são autofágicas – por exemplo quando passam pelo exibir de enormes double standards. Depois não se queixem.

Costa quebra acordo com o Bloco

António Costa ao colocar na Concertação Social a redução da TSU dos empregadores quebra o exposto no acordo de governo com o Bloco de Esquerda. Extraordinariamente o próprio Bloco não quis lembrar a questão.

Na “Posição conjunta” assinada entre PS e Bloco sobre a “solução política” da XIII Legislatura, lê-se:

BlocoPS.png

(número 3 do anexo)

De António Costa, claro, espera-se tudo. Parece que o estou a ver com o seu sorriso cínico a afirmar “como acordado não constou do Programa de Governo”- estranho é a sempre reinvindicadora Catarina Martins ficar calada.

Palavra dada, palavra honrada.

Ler também: Costa quebra acordo com Os Verdes

Costa quebra acordo com Os Verdes

António Costa ao colocar na Concertação Social a redução da TSU dos empregadores quebra o exposto no acordo de governo com Os Verdes. Extraordinariamente os próprios Verdes não quiseram lembrar a questão.

Na “Posição conjunta” assinada entre PS e PEV sobre a “solução política” da XIII Legislatura, lê-se:

verdesps

(artigo VI, número 2)

De António Costa, claro, espera-se tudo. Parece que o estou a ver com o seu sorriso cínico a afirmar “como acordado não constou do Programa de Governo”- estranho é a sempre reinvindicadora Heloísa Apolónia ficar calada.

Palavra dada, palavra honrada.

 

Afinal, o “apoio” aos bancos dá lucro ao estado

CoCos já renderam ao Estado €1280 milhões em juros

Ressalvando que na minha opinião o estado não deveria ser uma agência de crédito, fartei-me (ou não 😉 ) de explicar isto no Parlamento quando fui membro da Comissão de Orçamento: o “apoio” do estado à recapitalização da banca (aliás provocado por novos rácios de crédito que o mesmo estado impôs) era concedido com juros e condições tais (por exemplo ao nível do condicionamento da gestão nesses bancos) que incentivava que os bancos devolvessem o dinheiro o mais depressa possível.
Da nossa esquerda ouvi sempre que era uma vergonhosa ajuda aos bancos, patrocinada pela direita dos interesses (naquela conversa típica de quem está ideologicamente cego e não dispensa a arrastar o adversário político para a lama com o ataque pessoal). É triste que possam agora ser aqueles que nunca quiseram contas públicas equilibradas a gastar o proveito dessas receitas.

A destruição da Educação em Portugal por Crato – mea culpa dum cúmplice

Penso que é isto que se chama de fake news e que toda a gente quer deixar que exista para bem do esclarecimento geral do povo:

Portugal teve os melhores resultados de sempre nos testes PISA [2015], da OCDE, chegando aos 501 pontos em Literacia Científica, 498 em Leitura e 492 na Matemática

É que eu quero deixar claro que acho muito bem que seja declarado “fake news” e censurado de tudo o que é meio de comunicação. Porque como toda a gente sabe estes resultados que avaliam os nossos alunos do ano de 2015 só podem ser falsos: Portugal de 2011 a 2015 teve um governo com um ministro da educação, Nuno Lúcifer Crato, cujo único objectivo foi destruir o sistema educativo e implantar coisas más como a pobreza, a ignorância e o fasssssssismo em geral.

Que agora venha uma organização de meia-leca como a OCDE branquear e normalizar essa incarnação do Mal é um perigo para as democracias e para o Bem. Diga-se, felizmente!, que o actual ministro da Educação, uma pessoa incapaz de sentir o mal o que demonstrou pela forma abnegada e desinteressada com que se opôs às maldades de Nuno Crato, já tratou de reverter de forma urgente e inapelável as principais reformas curriculares e de examinação dos nossos tão maltratados alunos. Pelo meio conseguiu também fazer quebras estatísticas de décadas ao mexer nos anos em que se fazem provas de aferição – e assim garante que só mesmo organizações de interesses internacionais como a OCDE podem manter avaliações do sistema ao longo do tempo. É certo que se perdeu um interventivo líder sindical, mas ganhou-se um ministro sem máculas. E afinal quem é que precisa de um líder sindical interventivo quando o tem a ministro e portanto se acabou a práctica do mal sobre o sistema educativo?

Fui durante os quatro anos do consulado de Crato defensor e porta-voz no Parlamento das reformas e do trabalho deste Lúcifer. Devo hoje um pedido de desculpas a todos (e a todas, e a todes e a t@d@s) os portugueses: fi-lo sempre por estar vendido a interesses do Mal em particular e do neo-liberalismo fassssista em geral. Como aqui se vê, a preocupação última era a qualidade do sistema ou sequer o sucesso dos alunos. Fica, tardiamente, a minha confissão e o meu arrependimento.

CONFITEOR Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Ioanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, et omnibus Sanctis, quia peccavi nimis cogitatione, verbo et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, et omnes Sanctos, orare pro me ad Dominum Deum nostrum. Amen.

O PS e Salazar – uma admiração revelada

O voto que o Partido Socialista apresentou a chorar Fidel Castro serviria sem muitas alterações para branquear Salazar. Na verdade pode ler-se assim sem grande imaginação.

Nem falta a violação dum povo inteiro ao assinalar-se o luto que os cubanos assinalam do falecido ditador. Como cá no Estado Novo, também o povo cubano é prostituído para servir de bandeira de quem branqueia um ditador que morre num sistema que não permite a celebração de quem sofre e sofreu 50 anos no criminoso regime – e é obrigado a assistir que no estrangeiro isso seja motivo de gozo e diversão por supostos democratas.

O PS do Tempo Novo é afinal o PS do Estado Novo. Do de foice e martelo, em vez do de Deus, Pátria e Família, mas igual no essencial. Depois estranhem o sucesso dos Trumps e das Le Pens desta vida.