Teoria da Conspiração 

Eu se fosse de teorias da conspiração esquerdolas (“direita dos interesses” e outros mimos do ataque pessoal) questionava porque raio os mesmos que travam o controlo parlamentar sobre a Caixa e aplaudem a sua transformação num banco privado de facto (infelizmente pagando nós a factura na mesma) são os mesmos que querem o Novo Banco público. 
Mas, enfim, sou só um fixola. 

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Unidade de Missão Impossível

O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que será lançada uma unidade de missão destinada a incentivar a localização de empresas em Portugal que pretendam continuar sem condicionalismos no espaço europeu após a saída do Reino Unido da União Europeia.

Tenho a propósito desta unidade de missão una proposta para poupar despesa ao estado:

Basta imprimir um único panfleto informativo e escrever: “há iniciativas legislativas dos partidos de governo com vista a limitar salários no sector privado“. Impresso e enviado para todas as empresas-alvo, podem fechar a unidade de missão.

Centralismo e interesses privados – obrigado directores

Directores traçam “linha vermelha”: as câmaras não podem nunca ter responsabilidades na contratação de docentes e no currículo dos alunos, dizem.

Isto é o mesmo que dizer que os municípios nunca poderão influenciar nas escolas aquilo que verdadeiramente pode melhorar a vida dos munícipes. Tudo o que de facto faz diferença na escolha duma escola (qualidade do corpo docente e projecto educativo) continua a vir mandado de Lisboa.

Os directores, com a sua linha vermelha, fazem não só o jogo do centralismo, como continuam a garantir que o preço duma escola privada continua a compensar para quem pode: lá os cidadãos podem encontrar uma escola que oferece alternativas em termos de corpo docente e de projecto educativo. Alguém com aquela visão a preto e branco que tanto por aí se lê, diria que estes directores estão a mando dos interesses privados na educação. Seja como for, quem ganhe dinheiro com colégios agradece, isso é certo.

Quando a palavra não vale um Centeno

 
Hoje diz o mesmo ministério que afinal era tudo jajão. Felizmente Catarina e Jerónimo não se interessam por essas coisas miúdas de ministros que mentem. Já foi tempo. Ou então (e isso eu respeito) sabem que se segue o senhor forte da GALP e preferem este…

Trump y sus muchachos

Daniel Hannan é dos políticos e polemistas europeus mais extraordinários – provavelmente ganhou “sozinho” o referendo ao Brexit. Este texto renova essa evidência. Aliás, vou assumir aqui e desenvolver amanhã no Expresso online: muita oposição a Trump é feita não só com motivações erradas, como Hannan descreve, mas de forma contraproducente de tal forma que alimenta Trump e a sua base de apoio.

Tem de se sempre fazer o disclaimer: dou muito pouco por Trump (não sei como é que um liberal, como sou, o poderia apoiar) mas há formas de se lhe opor que são autofágicas – por exemplo quando passam pelo exibir de enormes double standards. Depois não se queixem.