Coronel Oliveira Santos ajudou a instituir um Estado Forte, agora é vítima dele

Capitão de Abril entre sitiados do Prédio Coutinho (Sol):

Usando do direito à indignação, o Coronel Santos foi o primeiro a descer de sua casa para «exigir respeito» aos agentes da PSP e funcionários camarários, recordando aos presentes ter sido já Comandante da PSP de Viana do Castelo e capitão de Abril. O oficial do então Batalhão de Caçadores 9, em Viana do Castelo – com quem Otelo Saraiva de Carvalho contou para o triunfo do 25 de Abril de 1974 – não escondia a revolta, acabando por simbolizar a indignação de todos os moradores que continuam a resistir às ordens de despejo, perante o incómodo dos próprios agentes da PSP em ver o desespero de pessoas de idade avançada sem água e sem gás, com os alimentos a subirem por cordas.

Como liberal (ultra-neo-liberal, na linguagem do coronel), acho sempre poético quando um dos que apoiaram a criar um estado que visasse “assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista” (in Preâmbulo da Constituição) sentem a força desse mesmo estado.wants-big-government-liz-nichols-occupy-portland-pepper-spray1.jpg

Senhor coronel, se este país fosse um país “ultra-neo-liberal”, os seus direitos de propriedade seriam intocáveis, e poderia ter água, luz e comida a seu prazer.
Os seus direitos ao fruto do seu trabalho seriam invioláveis e se não atentasse contra a liberdade dos outros, ninguém teria direito a atentar contra a sua.
Lutou contra o Fascismo, respeito isso. Mas o estado que ajudou a criar não tem também ambições fascistas, apenas com um pouco de maquilhagem de pateta alegre por fora?
A solução é o liberalismo, uma filosofia que defende um estado pequeno, em que o povo não tem os seus direitos abusados por um estado que é, como agora sente na pele, fraco com os fortes e forte com os fracos. Uma entidade assim não é a solução. O valor que deve nortear a definição das funções do estado é a liberdade. E a filosofia que melhor defende a liberdade é, como o nome indica, o Liberalismo.

Se até hoje nunca ninguém lhe explicou o que é afinal um liberal, por favor veja este vídeo em português.

Gloria Alvarez, Universidade Francisco Marroquín, e como avançar o Liberalismo

Hoje estive no lançamento do livro Juntos Somos Quase um 31 na FNAC e na Casa do Vinho Verde, e uma das conversas que surgiu foi sobre a única mulher que aceitou participar no livro das que foram convidadas: Gloria Álvarez.

Conhecendo a Gloria dos tempos em que eu participava em conferências de jovens por toda a Europa, creio que há aqui uma história que interessa contar pela lição que pode passar para Portugal: é que a Gloria não surgiu por acaso, sendo o resultado de um processo que interessa conhecer e divulgar.

Manuel Francisco Ayau nasceu na Guatemala em 1925 mas prosseguiu os estudos nos EUA onde em 1950 se formou como engenheiro mecânico pela Louisiana State University. Nesse período na América contactou com o mercado livre e achou que o socialismo tão presente nas economias latinas em geral e na da Guatemala em particular mantinha estes países subdesenvolvidos. Assim, em 1959 funda na Guatemala o CEES – Centro de Estudos Económicos-Sociales (wiki, site) para “estudar e difundir as ideias da liberdade”. Em 1971 funda a Universidade Francisco Marroquín, uma universidade privada e secular com o objectivo de “ensinar e disseminar os princípios éticos, legais e económicos de uma sociedade de pessoas livres e responsáveis”. Milton Friedman considerou esta uma das universidades líderes na América do Sul e no IREF considerava-se esta como a maior fonte de liberais na América Latina.

Foi assim que eu conhecia a Gloria no Liberty Seminar 2009 do IREF, em Leuven (Bélgica), onde ela se destacava como uma das melhores participantes do evento.
A apresentação dela foi focada na literatura que ela considerava importante (uma boa seleção, vários dos quais ela tinha levado na mala) e no caso concreto de como criar um grupo de jovens enérgicos e liberais, baseado no caso da Guatemala e da Universidade Francisco Marroquín.

Gloria Alvarez.JPG(ela é a 2ª na foto, eu sou o 6º)

Na altura fiquei amigo dela de Fb (perfil pessoal) e tenho também seguido a página profissional dela. É incrível como ela e o seu grupo têm crescido desde 2009. Criou o programa rádio, o podcast, 3 livros e em 2019 será candidata a presidente da Guatemala!
Os livros são uma leitura interessante: um é sobre o engano esquerdista e como o seu canto de sereia seduz os incautos, o 2º é sobre como falar com um progressista, e o 3º é como falar com um conservador – para os trazer para o Liberalismo.
Vejam a página profissional dela: está cheia de vídeos explicativos, analogias úteis e argumentos que podem usar nas vossas discussões pessoais. A maioria em Espanhol.

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As ideias contam. A sua transmissão conta. A caneta é mais forte que a espada.

Resultados Eleitorais: Europa & La La Land

Por toda a Europa, os cidadãos já acordaram para o lero lero do Socialismo: Gente rica, sempre a mesma, a pedir cada vez mais, para depois distribuir a seu belo prazer. Dizem que é pelos pobres, pelas crianças, e mais recentemente pelos cãezinhos. Na verdade é pelos amigos, pelos propagandeiros (“jornalistas”) e pelos grandes grupos económicos (hoje alinhados com a esquerda e a imprensa; o último foi o Pingo Doce, que hoje também já pode abrir no 1º de Maio e ter sede na Holanda sem a mínima crítica nos media). Um discurso “correcto” e “amigo” permite todo o tipo de abusos e roubos.
Itália e Grécia já arrepiaram caminho, mas nós na Ibéria é que continuamos a acreditar nos unicórnios, nas fadas e nos cantares da revolução.

Eu dizia “acordem”, mas creio que ou vamos pelo caminho alemão (inflação de Weimar tornou aquele país imune a esses erros), ou pelo caminho grego (Syriza já perdeu o lustro), ou teremos de passar por mais um ciclo PS – Bancarrota – PSD. Parece que este povo só aprende com catástrofes, e entretanto até conseguimos ver os socialistas a envelhecer perante os nossos olhos. Parece que é o nosso Fado.

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Resultados das Europeias

Deixo neste post os resultados dos 28 países europeus por volta da meia noite.

Salvini.jpegVence a Direita, perde a Esquerda. Merkel já tinha caído, May acabou de cair, Macron está em queda; Salvini, Farage e Le Pen estão em ascensão. Para lá dos Pirineus, mesmo na Grécia (!), o Marxismo Cultural foi derrotado em toda a linha.

Dentro da direita, vencem os partidos tradicionalistas, anti-politicamente correcto e pró-Fortaleza Europa.
Dentro da esquerda, vencem os partidos pró-“Climate Change”.

Com estes resultados, ou a Europa discute a imigração ou a prazo parece condenada. E não me parece que se safe com o Artigo 13 ou as políticas fascistas da imposição de uma legislação enviesada de “Hate Speech”.

 

Continue a ler “Resultados das Europeias”

3 Principais países europeus (243 MEP) votam à direita

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Na Alemanha, uma CDU pós-Merkel parece ter retido a liderança nestas eleições Europeias, tendo parado o crescimento da AfD.

Na França, Le Pen parece finalmente ter ultrapassado Macron, o herdeiro do eleitorado do PS Francês. 6 meses de coletes amarelos não matam mas moem e Macron parece incapaz de dar uma resolução definitiva ao protesto.

No Reino Unido, Farage parece ter ganho de novo as eleições europeias, tendo relegado os Conservadores para um humilhante 4º lugar, levando à demissão de May. Entre os pró-UE, o Labour parece ter perdido o eleitorado para os Lib Dem, em mais uma derrota para a esquerda Europeia.

Nas 3 maiores democracias europeias, venceu a direita.

California em crise

A California pode ser uma das maiores economias do mundo (se fosse um país, estaria no G7); tem colossos como Facebook, Apple e Google e muitos mais; e tem ainda símbolos culturais como Hollywood e educacionais como Stanford. Tudo isto, faz com que California tenha uma horde de cidadãos ricos que pagam imensos impostos. Mas a California está em risco.

Antes de mais, dos 39.600.000 de cidadãos, metade do IRS é pago por apenas 1% da força de trabalho – 150.000 contribuintes. Ora, basta que uns milhares destes se mudem para estados vizinhos para o orçamento do governo estadual entrar em colapso. O último Orçamento de Trump, que limita as deduções no imposto federal a $10.000, mesmo para quem tenha pago milhões em impostos estaduais, pode levar a isso mesmo.

Em termos de água, na última crise de abastecimento os Democratas disseram ao povo que devido ao Aquecimento Global a pluviosidade nunca mais seria mesma – e consequentemente não fizeram diques, barragens e reservatórios. O resultado: as enxurradas dos anos seguintes (2106 e 2017) foram graves e terminaram no mar. Califórnia continua com um problema de água.

O sistema “TGV” da Califórnia é o mais caro e, quando construído, será também o mais lento de todos os sistemas “TGV” no mundo. Ainda sem uma única linha construída, o custo já vai em $5B (biliões americanos). Dinheiro que claro poderia ter sido usado a melhorar as vias actualmente congestionadas. Nem vale a pena dizer que tem havido bastantes derrapagens no orçamento.

As escolas são feitas pelos professores e para os professores. O domínio dos sindicatos é completo. A falta de qualidade é culpa de todos, menos dos professores claro: falta de fundos, pais desinteressados e alunos com falta de motivação. Como sempre nos locais em que a esquerda domina: os trabalhadores preguiçam, os utentes não são servidos.

Mapa de Merda.jpgEm termos de habitação, então é o caos. É complicadíssimo construir (“zoning”, “permits and licenses”, regulamentos de construção, imposição de % para certos públicos, …), os sem-abrigo aumentam anualmente, as zonas santuário para imigrantes ilegais incentivem a imigração de não-qualificados num dos estados que mais exigem qualificações, e a imposição de regras sanitárias nas ruas é vista como Não Politicamente Correcta. As seringas e as fezes na rua abundam (no Google, escrevendo “feces in the streets” a 1ª sugestão de autocomplete é “of san francisco”). Vejam alguns dos vídeos.

Vamos ver quanto mais tempo os Californianos aguentam com uma enorme carga fiscal, regulações complexas, escolas fracas, falta de água, e ruas inseguras e propagadoras de doenças.

Fontes: California’s Rendezvous With Reality e The Day California Died. Imagem.

Mais informação: The Zombie Plague in Downtown Los Angeles is a Consequence of Liberal Utopian Dreams

Sobre o problema das fezes: Liberalism Turns San Francisco into Slum, Homeless, Pooping in Streets