Ocasio-Cortez tem momento Dan Quayle

Um clássico da política americana foi Dan Quayle, VP de George Bush, disse “The future will be better tomorrow“. Ao ponto de eu me lembrar da frase quando ao jogar Civilization 4 se chegava à última tecnologia.

Mas Alexandria Ocasio-Cortez querendo ganhar o concurso da estupidez tem agora uma entrada do mesmo calibre. Segundo o Snopes, a deputada mais imatura da história disse, e cito, “nós [a América?] precisamos de inventar tecnologia que nunca foi inventada ainda“. Que inspiração!

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Pocahontas candidata-se a nomeação democrata

O Washington Post descobriu mais um dos papéis em que Elizabeth Warren se descreve como “American Indian”, quando na verdade é apenas 1/256 índia. Carreiras políticas já foram destruídas por “apropriação cultural” de muito menor calibre. Vamos ver quanto tempo ela aguenta nas primárias do partido democrata.Elizabeth Warren as American Indian.jpeg

Bem, pelo que já me fui apercebendo, esta imagem deverá ser um exclusivo O Insurgente na imprensa e blogosfera nacionais. Farei os possíveis para vos ir colocando ao corrente dos episódios mais caricatos (mas relevantes) das eleições americanas neste blog.

Reações ao SOTU dizem muito sobre a América

O “Estado da União” é um discurso que marca a agenda política americana nesta época do ano.

Depois do desastre do ano passado, este ano os Democratas escolheram Stacey Abrams para reagir. Ora, a pessoa escolhida para apresentar a reação oficial do partido ao discurso não o ouviu.

Entretanto as sondagens da CBS já saíram e são claras: os independentes claramente aprovaram o discurso.

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Naturalmente os Republicanos adoraram e os Democratas na sua grande maioria não gostaram – mas isso já era o esperado.

Com os Democratas embrenhados em concursos de puritanismo, e com os pedidos de desculpa a sucederem-se (fica para outros artigos), fico à espera de como Luís Costa Ribas e a restante extrema esquerda em Portugal vai reagir ao discurso e às perspectivas cada vez mais prováveis de Trump ser eleito para um 2º mandato.

Extra: Linguagem corporal durante o evento.

Como o governo cria empregos

Undercover police posing as drug buyers arrested by undercover police posing as drug dealer

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O melhor programa de emprego de que eu ouvi falar na última década, em que acompanho de perto a política americana (neste caso, via David Boaz). Melhor do que a sugestão de Milton Friedman de uns asiáticos usarem colheres. É que com a sugestão de Friedman, ainda alguma coisa eventualmente acabaria por ser feita. Neste caso, nada vai resultar de tanto “trabalho”. Épico mesmo.

(PS: o vídeo está no 1º link)

Miguel Sousa Tavares e os enfermeiros

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Observador mente por Ocasio Cortez

Para quem diz que o Observador é um jornal de direita (lol), aqui fica mais um daqueles artigos que provam o contrário.

No 116º Congresso dos EUA, Alexandria Ocasio Cortez é o elemento mais imaturo e inexperiente de toda a assembleia: não só é jovem, como nunca foi responsável por nada na sua curta vida profissional.

A sua infância foi passada em  Yorktown Heights, um subúrbio a 70km de Nova Iorque – apesar de ela se afirmar do Bronx. O Observador mente ao escrever “Alexandria, que cresceu nos subúrbios que hoje representa em Washington DC”.

Nessa infância, Alexandria viveu numa casa que mais tarde a família vendeu por $355.000 e andou numa escola de elite,Yorktown High School.  Um bairro 90% branco e onde o rendimento médio por família é de $141.254 – quase o triplo do NY14 ($58.331). O Observador não providencia o necessário contexto quando escreve “Desde as primeiras declarações públicas que se descreve como membro da classe trabalhadora.”. Sobretudo quando ela teve de corrigir a sua biografia por causa deste tema.

A morte do pai deixa a família em apuros financeiros: sem seguro de vida (na América, uma necessidade – mas planear o futuro não é o forte desta família, como veremos). Alexandria trabalha então como bartender, a única experiência profissional que tem e que leva para o Congresso Americano (e dança). Para entrar no Congresso, tem uma vitória “forte”. Disse Bernie Sanders em Junho de 2018, papagueou o Observador. Bem, NY14 tem 691.715 habitantes. Em Junho, AOC teve 16.898 votos contra 12.880 do incumbente. Foi bem jogado da parte dela, mas não, não foi uma vitória “forte”. Foi apenas um bom exemplo de “Primaring“, ou seja, de um extremista escolher bem um assento que o seu partido ganha nas calmas (NY14: 83% em 2016) e apostar tudo numa mobilização forte dos seus amigos extremistas nas primárias.

O campanha foi, segundo a Wikipedia e o Observador, feita a partir de uma taqueria. Ambos citam a mesma entrevista à Bon Appétit (eu também, já agora). O Mauro Gonçalves coloca a proposta de “garantia de emprego” entre aspas, mas o “seguro de saúde para todos” ele acredita ser exequível e portanto não tem o mesmo tratamento. A administração Obama não conseguiu atribuir seguro de saúde a todos, mas vai ser esta jovem servente a consegui-lo. O Observador tem um believer.

O incumbente gastou $4.331.649 na campanha (e não 3 milhões) e, segundo o NYT, “despite two decades in Congress, had never run in a competitive primary“, ou seja, nunca tinha tido uma primária competitiva. AOC gastou $1.673.699 (já incluindo a campanha pós-primárias). Já agora, o adversário republicano gastou $2.500 (!). Em Novembro, a vitória frente ao candidato republicano foi menos expressiva que em 2016: de 82,9% para 78,2%. Tendo sido eleita, revelou não ter dinheiro para a renda em Washington DC – aprendeu com a família a não planear o futuro, mesmo numa situação previsível desde Junho – e foi chorar para os media, o que originou uma novela (extra). Nem o Observador nem a AOC são muito bons com números.

Ocasio Cortez face.pngComo o artigo está na secção de Lifestyle (!), o Mauro continua depois com comentários a opções de cosmética e de guarda-roupa da congressista, uma “objectificação” de acordo com o vocabulário de AOC.
Um exemplo de estilo, para ele.
Eu limito-me a incluir uma imagem, sem comentários.

O que fica por falar no artigo?

Ocasio Cortez smiles.pngAOC graduou-se na Universidade de Boston em Relações Internacionais e Economia. Mas acredita que o desemprego é baixo porque todos têm dois empregos. Que devia haver uma “garantia de emprego universal”. Que a habitação é um direito humano”. E que os mais ricos deviam pagar uma taxa de IRS de 70% (e que isso financiaria os programas que ela propõe). Não acredita em equilíbrio orçamental. Acredita que acusações de assédio sexual não acaba com carreiras, mas que as aceleraAcredita também que a polícia de fronteiras e alfândegas (ICE) deve ser “abolida” (extra). Que o controlo fronteiriço é uma violação dos Direitos Humanos (2),(3). Que o colégio eleitoral é um resquício da escravatura nos EUAUma democrata que tem gozo em enfurecer os sindicalistas que sempre foram a base do seu partido. Quer que os EUA usem energia 100% renovável em 10 anos (Ben Shapiro responde). Acredita que estar logicamente e semanticamente correcto é menos importante que estar “moralmente correcto” (ver exemplo anterior). E que se nada for feito pelo ambiente, o mundo vai acabar em 12 anos. lol.

Mauro Gonçalves do Observador acha que os “vestidos e blazers que lhe assentam na perfeição” justificam admiração por tal figura. Assim vai o “jornal de direita”.

Execução de Passadeira. Em apenas 4 semanas (!)

Execução de Passadeira.jpg

Creio que o cartaz tem um erro na palavra “horas”, na linha “Duração prevista”.

Citando João Caetano Dias: Uma passadeira. Uma. Quatro semanas para executar uma passadeira. Quatro traços, quatro semanas. Centenas de cartazes de propaganda. Uma passadeira. É o delírio.