Nova tradução de “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe

A tradução que fiz do livro “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe, está sendo lançada hoje pelo Instituto Mises Brasil em seu site, com prefácio de Stephan Kinsella.

Recomendo vivamente a leitura.

Obama, o pacifista

Texto do jornalista brasileiro Guga Chacra no site do jornal O Estado de S. Paulo:

O governo de Barak Obama realiza uma ampla campanha de bombardeios no Paquistão, no Yemen e na Somália, com milhares de mortos. As armas do presidente são os Drones – aviões não tripulados controlados remotamente. Ao menos 2.000 supostos militantes da Al Qaeda ou de organizações afiliadas foram mortas, além de um número incerto de civis, calculado em centenas, incluindo mulheres e crianças.

Para muitas pessoas que não acompanham de perto a política de segurança dos EUA, pode parecer uma surpresa, especialmente no exterior, onde Obama desfruta de uma imagem de pacifista. Mas, na realidade, o presidente americano está no comando destas operações secretas com Drones que vem sendo criticadas por organizações de direitos humanos, juristas e boa parte da imprensa americana.

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com José Manuel Moreira

Meu entrevistado de hoje no Podcast do Instituto Mises Brasil é José Manuel Moreira, doutor em Economia e Filosofia e professor catedrático de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Aveiro. É também autor de três livros altamente recomendáveis para todos os interessados no pensamento Austríaco e nas ideias da liberdade: Hayek e a História da Escola Austríaca de EconomiaThe Salamanca School, escrito em parceria com o professor André Azevedo Alves, já entrevistado no podcast, e Liberalismos: entre o Conservadorismo e o Socialismo.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Austeridade sim, mas de carro importado e fato impecável

Ao ver as notícias sobre a política portuguesa daqui do Brasil pela SIC Internacional, as imagens apresentadas contradizem as informações. Políticos que ao mesmo tempo em que falam de crise, medidas de austeridade e aumento de impostos chegam às reuniões com seus BMWs e outros carros importados, bem vestidos com fatos e gravatas impecáveis. Nada contra a vestimenta; sou daqueles que acreditam que a civilização será salva pelo vestuário highbrow, não pela política.

Mas o facto é que sempre imagino a qualidade  e a fartura da comida, dos vinhos e do café servidos após as tais reuniões sobre austeridade. Fico a morrer de inveja, a sério. Eu até dispensaria, de bom grado, a reunião e os debates sobre austeridade, crise, e outras vulgaridades. Meu mundo por um bacalhau à lagareiro.

O problema é que quando a imagem da boa comida e dos bons vinhos viram fumaça sempre me pergunto quem é que paga a conta e se o discurso de salvar o país da crise não seria um mero jogo retórico para salvar o governo, o estado e as respectivas carreiras políticas. Mas quem sou eu para provocar quem quer que seja com questões impertinentes?

Ideologias totalitárias, ódio e ressentimento

É o título do meu artigo publicado hoje no site do OrdemLivre:

Roger Scruton, no ensaio «The Totalitarian Temptation» (do livro A Political Philosophy: Arguments for Conservatism), ao analisar as ideologias totalitárias dos revolucionários franceses, do marxismo e do nazismo, dizem que tanto aquelas como estes têm uma fonte única, que é o ressentimento. O filósofo político britânico vê o ressentimento “como uma emoção que emerge em todas as sociedades” e considera-o “um desdobramento natural da competição por vantagens”, seja a conquista do poder, de privilégios, de benefícios, etc.

A Escola Austríaca e as Relações Internacionais

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana eu entrevisto Lucas Grassi Freire, mestre e doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Exeter (Inglaterra), onde desenvolve um instigante trabalho de investigação de metateoria nessa área utilizando ensinamentos da Escola Austríaca, fruto de seus estudos anteriores sobre a metodologia econômica e a filosofia da ciência na obra de Ludwig von Mises para a monografia de graduação em economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Lucas explica como os conhecimentos prévios da Escola Austríaca o têm ajudado nos estudos acadêmicos do doutoramento em Relações Internacionais.

Para que serve o governo?

Depois de tudo o que li na imprensa portuguesa e neste Insurgente, e na sequência dos recentes posts do André Abrantes Amaral, do Ricardo G. Francisco e do BZ, pergunto-me quais são as responsabilidades, obrigações e funções de um governo (neste caso, o de Portugal, mas que pode ser aplicado aos demais). Se um governo é, também, a representação política de uma sociedade parece-me que não será absurdo afirmar que tal grupo de indivíduos o legitime mediante votos por acreditar que a elite política eleita não actuará contra aqueles que o elegeu. Mas isto, sabemos na prática, é wishful thinking em grau máximo.

O que parece ter se tornado hábito na actuação dos governos, de qualquer governo, e em particular o de Portugal, é este agir não para o bem da sociedade que representa, mesmo que o desejo e o discurso o sejam nesse sentido, mas para salvar-se a si próprio e aos que dele dependem em maior ou menor grau; salva-se o estado e o governo, e a sociedade, que compulsoriamente os financia, que arranje uma forma de sobreviver ao naufrágio.

Não questiono as boas intenções e a sincera vontade do governo do PSD de ajudar a salvar a economia portuguesa (destroçada, é bom lembrar, também pelo governo). Porém, os mais puros sentimentos não se sustentam diante de decisões políticas que os envenenam, provocando-lhes morte lenta e dolorosa.

Já passou da hora de o governo português decidir se quer ajudar a sociedade portuguesa, o que começa por não atrapalhar e prejudicar, ou se o objectivo último é tão-somente salvar o governo.

Sociedade sem governo é possível; governo sem sociedade é exercício de ficção.

Qual dos dois é o PM verdadeiro?

Tendo vivido alguns anos em Lisboa, e ao ter presenciado uma parte do desastroso governo do PS, já de volta ao Brasil acompanho com horror e temor as notícias e análises sobre o governo do PSD, que prometeu o que podia e descumpriu o que não poderia. Sendo eu um filho adoptivo de Portugal, que alimenta um amor pelo país que jamais sentiu pelo Brasil, sinto-me destroçado pela crise económica provocada por sucessivos governos e que parece encontrar neste governo actual mais um aliado do que um inimigo.

E no meio desse turbilhão político e das justificativas do governo do primeiro-ministro Passos Coelho sobre o que é ou não é possível de fazer, não consigo mesmo compreender porque é que há um PM para os portugueses e outro para a imprensa estrangeira; um que parece lidar politicamente com a realidade (e a reconhecer que a solução está na iniciativa privada, não no governo) e outro que parece recusar-se a ouvir a si mesmo como conselheiro.

Em entrevista à revista VEJA, a maior e mais influente revista brasileira, eis algumas respostas do PM que os portugueses ainda não viram:

1- O objetivo é tirar o Estado da economia, acabar com o Estado patrão, dono de empresas. Pretendemos atrair capital novo para Portugal, recebendo empresas que podem ter relevância para internacionalizar a nossa economia e tornar nossas empresas mais competitivas.

2- Queremos que os empresários tenham menos receio de contratar novos funcionários, tornando mais flexível o número de horas de trabalho e resolvendo melhor os conflitos trabalhistas. A maioria da população está de acordo com essas mudanças, porque a crise a fez refletir sobre isso. 

3- Se quisermos um país mais competitivo, o que só pode surgir do lado privado, teremos de reduzir o peso do setor público. Teremos de corrigir também a rede assistencialista de tal modo que aqueles que realmente precisam da ajuda social possam recebê-la, sem abusos.

Se estamos de acordo quanto a isto porque é que isto não é promovido à actuação política em vez de ficar restrito ao plano da retórica? O governo do PM que os portugueses têm visto, infelizmente, é bastante diferente do que concedeu entrevista à revista brasileira, como temos visto diariamente neste Insurgente.

Essas duas dimensões da realidade fazem-me lembrar o discurso do governo brasileiro sobre a situação económica do país e a realidade da economia nativa enfrentada pela sociedade brasileira e que ludibriou durante muito tempo quase toda a imprensa europeia.

O país dos políticos, definitivamente, não é o mesmo dos indivíduos que nele habitam.

Leitura recomendada

– A moralidade do Capitalismo

– Propostas

– Desonestidade

– Crescimento vs política de crescimento

– Estamos preparados para outro estado?

– Acerca “auto-sustentabilidade” da RTP

– O que faria o PS?

– Assim, não é difícil ser liberal em Portugal

– A honestidade política ainda não regressou de férias

– As tais “medidas de austeridade”

– Mudança na TSU: contas detalhadas

– Abrir caminho para uma sociedade socialista

 Rex Inutilis

 Incompetência despesista reincidente

 O desafio

 Portugal vs. estado

– A tragicomédia constitucional portuguesa e o Orçamento para 2013

– As Opções de Passos Coelho

– Desobediência civil

Para entender o tamanho do problema político-económico do Brasil e a desgraça que está por vir

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No Podcast do Instituto Mises Brasil de hoje uma entrevista que fiz com o brasileiro Adolfo Sachsida, mestre e doutor em economia pela Universidade de Brasília, pós-doutor em economia pela Universidade do Alabama e pesquisador da Diretoria de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Sachsida cita quais são os erros da equipe económica do governo Dilma Rousseff, a insistência do governo em utilizar políticas de demanda, a manipulação do índice de preços e a bolha imobiliária que está a ser criada no país.

O economista mostra que o Brasil que a Europa vê com otimismo é irreal.