Filme: “Entre uma paragem e outra” (2017)

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onde se volta ao empolgante assunto de férias miseráveis com governantes

eu conheço o sebastião pereira. vi-o, jantei com ele, sei onde trabalha. e sei que não é assessor do governo. mas, sendo as coisas e as acusações o que são, este meu affidavit não deve servir de muito ao sebastião pereira. (nem a mim, for that matter). paciência — é a verdade.

Marisa Got Talent

Resistir à vontade do povo

Pequena entrevista a pessoa de grande mérito intelectual

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Após a confirmação por email, foi com enorme prazer que O Insurgente enviou o seu repórter Bel’Miró para um conversa com o Doutor Baptista da Silveira, especialista em várias coisas. Figura reconhecida nos meandros da ONU e Hollywood, é naturalmente convidado para participar em programas de debate televisivo sempre que o Doutor Adão e Silva mete férias ou não pode participar. Felizmente, e até ao momento, a sua participação nunca foi necessária. Bel’Miró encontrou o Doutor Baptista da Silveira no seu acolhedor pré-fabricado nos arredores da Fonte da Telha, em frente à lareira improvisada na praia onde já arde com gosto o primeiro Fiat Uno.

É sabido que a IIIª Guerra Mundial começou, mas ninguém sabe exactamente quando vai terminar. Poderá o conflito bélico afectar o normal funcionamento das jornadas restantes na 1ª liga?

Com o papel que Portugal tem na NATO, é expectável que sim. Como sabe, brancos sem educação universitária votaram no Trump. Ora, esta minoria social será, obviamente, chamada a combater no terreno, quer pela tendência bélica demonstrada no dia das eleições americanas, quer por serem essencialmente estúpidos. Onde encontra, em Portugal, a maior concentração de brancos sem educação universitária? Lá está, nos clubes da primeira liga, principalmente os que estão nos últimos dois terços da tabela classificativa.

Isto da IIIª Guerra Mundial, além da tragédia inevitável da chacina, também pode afectar a nossa saúde?

É provável que sim. Houve um grande desinvestimento em tanques híbridos e tanques eléctricos. São extremamente poluentes, reconhecidos emissores de elementos que comprovadamente causam cancro. Além disso, geram muito ruído, o que é extremamente desagradável para esta e para gerações vindouras. Pense nas grávidas que querem e precisam repousar, por exemplo. Mas não é só isso: o nível de pressão sonora de uma simples bomba de hidrogénio pode ultrapassar, com facilidade, os 85 dB, o limite tolerável por lei para os anúncios televisivos.

Como podemos sobreviver a esta hecatombe?

Quando a sociedade era dada a crenças religiosas, podia-se dizer que a solução é rezar. Porém, agora que evoluímos ao ponto de tolerar a Catarina Martins a manipular o governo, a nossa única hipótese é mais Europa. Pelos meus cálculos, só ali na zona do Golfo da Biscaia, cabia à volta de 300.000 km2 de Europa. Repare, estamos a falar de 30 milhões de hectares de Europa. Mas não vê ninguém a falar disto, pois não? Os interesses instalados não estão interessados em mais Europa. Ou acha que é porque o mar faz falta? A maior parte do planeta é mar!

Estamos mesmo perdidos?

Não, é fácil. Suba ali aquela pequena duna e já vê a estrada. Depois vire à esquerda e encontra logo a rotunda com as placas.

Quadro musicado: Nexus (2017)

Homem, tu que tremes
por ofensas em palavras,
Esconde bem esse pénis
Cobiçado pelas cabras.
E se em teu corpo tanto pesa
O que das irmãs se diz,
Porque a achas tão tesa
Se a moleza o contradiz?

Panasca, paneleiro,
Rabeta e bicha são
Palavras do cancioneiro
Que te causam aversão.
Porém, se te incomoda
Esta riqueza lexical,
Acalma-te numa foda
Extra-matrimonial.

E se homem falta faz
Para no estio acasalar
Vê lá se te satisfaz
Outras palavras assassinar.
Se não fosse tanto gelo
– e já que és tão popular –
Alegrarias o grelo
Que começa a mirrar.

poema

Felizmente, é só a CGD