Racionalidade vs. Esganiçadismo

ADENDA – Aqui a entrevista completa.

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Capitalism vs Cronyism

Venezuela vs. Socialismo

 

RAP dissidente

A entrevista que tanta celeuma tem levantado entre senhoras com panache de porteiros, e senhores que mendigam entrada no seu clube exclusivo – Ricardo Araújo Pereira: ‘Deixar um idiota falar é quase sempre menos nocivo do que calá-lo’:

Periodicamente, há umas porteiras, proprietárias da esquerda, do feminismo e da luta contra o racismo e a homofobia, que decidem que não fizemos o consumo mínimo obrigatório e resolvem pôr-nos na rua. Não é grave: aquilo a que chama a “quota Câncio”, a esquerda da “Égalité, Fraternité, Cala-té”, tem todo o direito de me mandar para onde quiser, incluindo para a direita. Na categoria de gente autoritária que tem problemas com o que eu digo, o PNR mandou-me para sítios piores.

Para mim, então, o politicamente correto é uma estratégia de controlo da linguagem – e, por isso, de controlo do pensamento – que não tolera a dissensão e que assenta no princípio de que certas pessoas ou grupos são demasiado frágeis para serem confrontados com determinadas palavras ou ideias. Esse princípio parece-me ser infantilizador das pessoas que se propõe proteger e, por isso, contraproducente. Eu convivo mal com a ideia de proibir discursos de que a gente não gosta.

Socialismo = Miséria

 

Big Google disagrees with you

« libertarians aren’t allowed to criticize private entities » – refutação

Obama did it first

Mea culpa, até é divertido atirar à cara da esquerdalha, às pazadas fumegantes, toda a sua hipocrisia. Agora, “X did it first” até pode servir para trollar, mas é de facto um argumento indigno. Não há honra em ser seguidor de políticas iliberais.

Reacções variadas

Estas eleições americanas foram de novo imensamente marcadas pelo social media. Há oito anos, dominavam os blogues e o Facebook. Na passada semana, foram coroados o Twitter e os vidlogs. O formato video é frequentemente evitado nos blogues, porque nenhum blogue “sério” quer passar por colecção de recortes de embeds. Contudo, há que reconhecer que é um meio sedutor. Enfim, abaixo, quatro reacções aos resultados eleitorais – de um ancap que muito aprecio, e de três esquerdistas que não alinham na berraria histérica recriminatória do momento.
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Identificando a gente horrível que votou em Trump

No seguimento de Trump won because -ism,

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Os primeiros 100 dias de Trump

À parte um ou outro ponto que será de saudar, o programa é pavoroso.

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Trump won because -ism

Já cá faltava. Alegadamente, Trump ganhou porque
– os racistas votaram contra as minorias
– os misóginos votaram contra as mulheres
– os pacóvios votaram contra os urbanos
– os homofóbicos votaram contra os LGBTQXPTO
– os ableistas votaram contra os portadores de deficiência
– os velhos caquéticos votaram contra a juventude vanguardista
– os xenófobos votaram contra os estrangeiros
– os religiosos votaram contra a razão
– os islamofóbicos votaram contra a paz
– etc etc

Está claro que alguns grupos votaram tribalmente. É sobretudo o legado “pós-racial” de Obama, que preferiu jogar golfe, entreter race-baiters, e espalhar o catecismo socialista do spread the wealth around, do que sentar o rabo e trabalhar num verdadeiro legado de políticas inclusivas – que ele mais do que ninguém poderia ter passado. E Hillary pensou que bastava usar a mesma cassete.

O que ficou foi um exército maltrapilho de social justice bullies, armado em polícia da consciência e dos costumes, que só se satisfaz fazer caças às bruxas. Ora, quão feia tem de ser a alma de uma pessoa para só ver podridão nos outros? Quão emocionalmente atrofiada é uma pessoa quando só conhece e reconhece a sua imatura versão do mundo, marcada por malvados e vítimas? Porque é que dão megafones a estes malucos?

Whatever happens

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Rand Paul reeleito senador pelo Kentucky

Com projecções de 62%, Rand Paul garante o lugar por mais seis anos.

Eleições americanas n’O Insurgente

N’O Insurgente vamos seguir a noite eleitoral dos Estados Unidos.

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DISCLAIMER – Não falaremos a uma só voz. No Colectivo há gente #ProHillary, #ProTrump, #NeverTrump e #NeverHillary; com graus diferentes de apoio a Gary Johnson, e porventura a Jill Stein; e atitudes bem polarizadas de entusiasmo, incluindo absoluta falta de pachorra para este circo. Isto vai ser divertido.

Clinton – “Living Embodiment Of Corruption”

Esgotado e gorado o hope and change de Obama, e com uma candidata sem carisma, o Partido Democrata necessitava de uma grande dose de pragmatismo centrista.

Aconteceu que esta campanha foi marcada por Bernie Sanders, um falso outsider que todavia se posicionou como reserva moral dos ideais do Progressismo, em oposição amoralidade pragmática de Hillary Clinton. Sanders acordou multidões para um renovado idealismo — um idealismo de ideias profundamente erradas do ponto de vista liberal —, mas claramente polarizante, inspirador e influente.

Subitamente toda a corrupção dos Clintons hit the fan. Os pormenores são notoriamente nojentos para quem nutre uma visão romântica do papel do Estado na sociedade. Largas facções esquerdistas votarão Hillary, mas não se coíbem agora de verbalizar repugnância por aquela criatura que não os representa.

Abaixo segue um youtube dos The Young Turks. Para quem não conhece, é um canal de referência da vanguarda progressista, insuspeito das falhas de carácter automaticamente apontadas aos apoiantes de Trump. Cenk Uygur não poupa palavras.

“C” for Corruption

O tema do enriquecimento súbito dos Clintons via abuso criminoso do aparelho do Estado passou de teoria da conspiração, para objecto de investigações independentes (por exemplo ver aqui), para “revelações” dos Wikileaks, para abertura de investigações oficiais (a menos grave das quais passa por suspeitas de incorrecções fiscais)… para denúncia pública generalizada, até por personalidades do partido, figuras públicas engajadas, e media alinhados.

Está provado que os Clintons estão no centro de uma grotesca rede de corrupção, e que a única forma de se “safarem” passa pela eleição de Hillary para o mais alto posto da nação.

Abaixo, um bom resumo:

Media Corruption

Os media – em Portugal, nos EUA, por todo o mundo – estão dominados por simpatizantes do Donald Trump. Havendo a possibilidade de Trump ser eleito, é preocupante, para o sistema constitucional americano, que os media se demitam de exercer escrutínio crítico. Exemplo abaixo.

All the fuss about Wikileaks

Porque as “revelações” Wikileaks têm saído a conta-contas, dificultando a sua contextualização, e porque são mais impressionantes stronger together, segue uma lista catita, cheia de referências, em constante actualização:

The Top 100 Most Damaging Wikileaks

perder a vergonha de destruir riqueza


fonte: Dan Mitchell

Virtue Signalling

Chama-se virtue signalling a expressão de pontos de vista com o propósito de demonstrar uma suposta superioridade moral. Porventura esta prática fará parte da natureza humana, e terá uma função social importante, mas – como em tudo – basta meter o Estado à mistura para evidenciar tudo que tem de mau.

O virtue signalling político de primeira ordem é aquilo que foi bem descrito por Bastiat. O socialismo propõe-se alcançar resultados maravilhosos –, ora através de cuidadosas engenharias económicas e sociais, ora com medidas “meia-bola e força”–, políticas que necessitam de medidas iliberais. Quem quer que proteste contra essas políticas é acusado de nem querer que outros gozem da prosperidade prometida. Quem se opõe a boas intenções só pode ser um desviante social. Se quisermos ser caridosos, o erro aqui é de facto julgar as políticas pelas intenções, e não pelos seus resultados.

Em contraste, é louvado quem defenda publicamente tais promessas de amanhãs que cantam. Sobretudo se o fizer vociferadamente, e sobretudo se desprezar olimpicamente todas as más consequências, visíveis e invisíveis, das políticas associadas. A política do salário mínimo, e desemprego resultante, é um exemplo.

O virtue signalling político de segunda ordem vai para além das intenções, defende em primeiro lugar o que tem de ser feito. Há que meter o Estado a vigiar, inspeccionar, espiolhar, dirigir, regular, endoutrinar, controlar, censurar, proibir, corrigir, punir, extorquir, roubar, etc etc? Ora, é sabido que tudo isto é legítimo. Nem vale a pena falar de intenções, objectivos, resultados. Quem não se alinha com o poder salvítico do Estado só pode ser um desviante político, um anarca que quer que a sociedade colapse. É o misticismo da força, o culto do músculo do Estado.

Em contraste, quem alinha é considerado um estadista.

Aos desviantes há que os desumanizar. Por exemplo, o industrialista é mau, o capitalista é mau, o patrão é mau, o rico é mau, o burguês é mau. Quem teve “sucesso” na vida – por nascimento, educação, atitude, sorte, ou trabalho duro – é mau. Os piores são “neoliberais”. Há toda uma taxonomia de “maus”, em classes já preparadinhas para o two-minutes-hate progressista. E quem os defende faz parte da corja. Judeus, todos. Cães, todos. Caladinhos, todos.

Isto pode ser feito muito intelectualmente. Como pode ser feito pela turba — na rua, nas caixas de comentários. Recentemente, a propósito do “debate” sobre os impostos sobre o património, não faltou quem defendesse uma variação sobre “eu quero é carregar o meu empregador com impostos”. Mesmo que estivesse a falar do empregador/senhorio/fornecedor/cliente/etc do outro. Para não falar de óbvias demonstrações de ódio. É o credo da miséria partilhada.

Curiosamente, a maior parte das pessoas que se entretém com o primeiro tipo de virtue signalling é pródiga em likes e petições, mas não levanta uma palha, dos seus próprios meios, para corrigir os males sociais que tanto abomina.

Curiosamente, a maior parte das pessoas que se entretém com o segundo tipo de virtue signalling é pródiga a exaltar todo o tipo de fascismos virtuosos, em nome da eterna luta de classes, mas (vá lá) seria incapaz, na prática, de roubar terceiros.

Curiosamente, ambos os grupos votam vigorosamente para que o Estado vá ao bolso dos outros, e aplaudem desbragadamente todos os chávismos paridos pela nossa intelligentsia colectivista. Isto é o que passa por civilização. Esta é a suposta superioridade moral do virtue signalling socialista.

Quinze de Setembro

Há quatro anos, uns movimentos “independentes” orientados pela extrema-esquerda haviam lançado a ideia de uma manif “Que se lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!”. Veio realizar-se em múltiplas cidades, no dia 15 de Setembro. Compareceram todos órfãos do Muro de Berlim, muitos idiotas-úteis proclamando desinteressado ecumenismo ideológico, e uma larga populaça desorientada e cansada da “austeridade”.

Toda a esquerda gozava de sondagens favoráveis e da boa imprensa do costume. O PS via-se com uma maioria absoluta praticamente garantida, caso fossem realizadas eleições. António José Seguro foi palacianamente afastado do cargo de secretário-geral, por alegadamente ganhar eleições só por “poucochinho”. António Costa não perdeu tempo a dar mostra da sua inabilidade política, desbaratando o capital político que o partido acumulara. Aliou-se às baratas mais sinistras do regime, contando poder reinar no caos, tal como fizera na CML. Contra uma coligação que havia submetido o país a um enorme aumento de impostos, entre outros disparates políticos e económicos, perdeu as eleições legislativas.

O resultado foi a Geringonça, que proclamou o fim da contenção, e o regresso dos tempos felizes. Cada dia que passa, assiste-se a mais uma etapa na venezuelização de Portugal. O país está agora alegremente à beira da quarta bancarrota PS. Que virá. O Estado será obrigado a chamar – surpresa! – uma nova Troika. A alegre pandilha no Governo, e que suporta parlamentarmente o Governo, já se prepara para fazer figuras à Tsipras. Obrigado manifestantes.

Clinton Cash

Um discurso que a esquerda não esqueceu

Taxis vs Estado de Direito

Protesto contra a Uber na sexta-feira em Lisboa, Porto e Faro / em directo (Observador) – Imagine-se só que eram os Ubers a paralisar três cidades do país, depois de terem recebido dinheiro fresquinho do Estado, e depois de um anúncio público com pompa e circunstância. Com antecedência de uma semana, certos da sua impunidade, de peito cheio com o apoio de partidos políticos e órgãos de soberania. Mas trata-se dos taxis, esse fundamento intocável da República. Que ninguém se iluda: o contribuinte é expoliado para sustentar rendas imorais, pagar subsídios à descarada, garantir privilégios contra melhores serviços, e assegurar “protecção” para uma classe instalada, imobilista e medíocre, que se arroga ser monopolista de toda uma actividade profissional, fazendo reféns pessoas e cidades inteiras. As instituições de segurança pública, em particular, e as do Estado de Direito em geral, nem vê-las.

Sobre os padrões de censura no Twitter (2)

Isto já é do princípio do ano – Twitter Declares War On Conservative Media, ‘Unverifies’ Breitbart Tech Editor Milo Yiannopoulos:

Twitter has unverified the account of Breitbart technology editor Milo Yiannopoulos, effectively declaring war on conservative media by punishing the outspoken commentator for his views.

His unverification appears to be the first time a major media personality has been stripped of a blue badge by Twitter. The company refuses to be drawn on why it had taken the popular journalist and commentator’s verified status away.

Yiannopoulos’s suspension led to an immediate and massive global backlash. The #JeSuisMilo hashtag was created and quickly trended in the United States, United Kingdom, Canada, Scandinavia, Germany, and over a dozen other countries with over 50,000 tweets posted to it. Within a few hours, it was the #1 top trending topic in the U.K, U.S, and Canada and it trended globally at the #3 spot for several hours.

Para quem não conhece, Milo Yannopoulis é editor de tecnologia do http://www.breitbart.com/london/, conservador, gayzorro assumido – o seu speaking tour nos EUA tem o nome “The Dangerous Faggot Tour” -, brutalmente eloquente e absolutamente demolidor com tudo o que seja Social Justice Warriors (aqui um exemplo, mas vão procurar, Google is your friend).

Milo Yannopoulis no Youtube, Twitter (@Nero), Facebook

#ConselhosDoCosta

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Foi linda a festa pá

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Amadorismo e imaturidade

A imagem que fica para a noite é a falta de preparação do PS para um resultado que já se perspectivava mesmo antes do início da campanha eleitoral. Enquanto a Coligação tinha o discurso calibrado (como com certeza o tinha para outros resultados), e a extrema-esquerda debitava a cassete, todo o PS surgia perante “as portuguesas e os portugueses” a debitar inanidades, em descontrole emocional, a acusar falta de liderança. No fim do dia, falta de capacidade de assumir o poder. Para um partido que se julga dono da República, isto não exige “reflexão”, exige tratamento.

Um ar mais respirável

A noite está no início, mas o que está claro que o PS fracassou. E fracassou feio. Uma incompetente e incompreensível viragem à extrema-esquerda desbaratou uma posição confortável que cheirava a maioria absoluta. É importante para o país que caiam todos os perderam esta grotesca aposta na syrização do país. E quem sabe Portugal um dia venha a ter uma esquerda moderna.