Censura de um cartaz à beira da estrada

Europeias: IP desafia lei eleitoral e remove estrutura de ‘outdoor’ do Iniciativa Liberal (Jornal Económico):

Uma das estruturas outdoor do recém-formado partido Iniciativa Liberal foi retirada pela empresa Infraestruturas de Portugal (IP), numa zona do IC19, onde estavam e continuam a estar cartazes de outros partidos.

A empresa Infraestruturas de Portugal [IP] decidiu retirar a estrutura de um cartaz do partido Iniciativa Liberal. Podia-se dar o caso de ser um tema de segurança viária. Contudo, a estrutura foi removida contra parecer da GNR, que não viu nada de mal na afixação de mais um cartaz onde já estavam três semelhantes. De facto, no mesmo local, exactamente nas mesmas circunstâncias, permanecem cartazes do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Partido Comunista.

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O caso choca de frente com as directivas da CNE, com a lei eleitoral, e com a própria Constituição. A IP argumenta dizendo que possui um “documento interno transitório” assim como a autoridade de fazer o que entender. E assim, pela calada da noite, uma grua foi fazer o trabalhinho.

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Como se já não bastassem os contornos kafkianos do processo — uma vergonha num Estado de Direito –, politicamente o caso configura um caso de prepotência, abuso de poderes públicos, e censura.

Os outros cartazes permanecem no local, e não há indicação que esses, e todos os que estão na mesma situação por esse país fora, venham a ser retirados. Não é por acaso. A empresa Infraestruturas de Portugal é uma Empresa Pública liderada por um conhecido simpatizante socialista, co-tutelada pelo Ministério das Infraestruturas (que até há pouco tempo era liderado pelo agora candidato do PS ao Parlamento Europeu, Pedro Marques), e pelo Ministério das Finanças, o foco da carga fiscal opressiva que o partido Iniciativa Liberal tão veementemente denuncia. O aparelho não aprova que digam que o rei vai nú, e sabe como agir. Se é necessário destruir material de campanha, e sabotar uma mensagem alternativa, então o que tem de ser tem muita força.

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A uma empresa pública exige-se isenção (ou, no mínimo, equidistância) face a qualquer força política, o que não aconteceu – por acção deliberada da IP. Mais, o Estado é obrigado, em período de campanha eleitoral, a abster-se de acções que possam configurar favorecimento de qualquer força política – e, sobretudo, às forças políticas no poder. Estas barreiras higiénicas foram deliberadamente ultrapassadas, com claros indícios de má-fé.

É assim que se procuram silenciar vozes incómodas para o socialismo que se julga dono do espaço público, do debate político, do voto das pessoas, do país, e do Estado. Ora, o liberalismo está a chegar. Não passarão.

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Três anos de geringonça

A farra tem sido fartazanante, pá.

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seis anos de idiotice útil

Foi no dia 15 de Setembro, há seis anos, que milhares de pessoas sairam à rua, por esse Portugal fora, para desfilar ordeiros ao ritmo do bombo da extrema-esquerda. Os manifestantes protestavam contra o ‘neoliberalismo’ da Troika, a favor da preservação da sociedade clientelar do Estado, e porque estava um belo dia de fim de Verão. Ali ensaiou-se uma magnífica geringonça social, que viria a dar frutos eleitorais três anos volvidos.

Freedoms and Liberties Lost Since 9/11

WageGap’alhada

Gloria Alvarez – Socialism does not work

 

Jovem liberal e descomplexado

 

Sai do sofá!!!

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Vem marchar com o Costa, o Jerónimo e a Catarina – Iniciativa Liberal desce a Av. da Liberdade ao lado da esquerda no 25 de Abril

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Talvez um dia também possas mandar nos outros!

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(2/Maio/2019 21:56) [AA] Este post estava unpublished até há pouco. No Twitter acharam que se tratava de algum revisionismo estalinista, fica aqui um curto esclarecimento. Terei gosto em responder a quaisquer dúvidas que queiram colocar nos comentários.

Inicialmente, eu encarei o projecto da Iniciativa Liberal com bastante cepticismo. Pareceu-me excessivamente colada ao liberalismo-social (em tempos representado pelo MLS), contra qual me bati, também aqui n’O Insurgente, muito tempo.

O Liberalismo é abrangente, e comporta necessariamente liberalismo político, liberalismo económico e liberalismo social. Qualquer um sem os outros é ideologicamente fraco, e politicamente perigoso. Na IL parecia-me que os travões económicos talvez não estivessem lá, e o partido parecia estar resvalar para algum progressismo menos do que liberal – o Estado como motor de mudança social. E por isso não me identificava nada com o projecto, embora muito quisesse uma alternativa Liberal em Portugal.

Em paralelo, irritava-me muito a estratégia comunicacional do “sair do sofá”, porque entendo que um partido necessita de quem está no sofá, dos marretas que estão nos camarins, dos críticos justos e injustos, de simpatizantes vocais, e de gente que nem sabe que é liberal. Todos são necessários. E a IL estava na defensiva, e a perder tempo a mandar umas bocas ao “sofá”, e a queixar que profissionais do sofá, alguns com muitos anos de liberalismo, e de lutas violentas na internet, não se ficavam. Nestas condições,  embirrei a sério com a comunicação feita à volta da participação da IL na descida da Avenida de Liberdade no 25 de Abril de 2018.

Ora, não só a Iniciativa Liberal desceu a Avenida, como fê-lo in your face. Escrevi no Facebook (link aqui):

Berrar “Portugal Liberal”, naquela marcha, é de gajo. Eu, que tenho sido crítico da Iniciativa Liberal, tiro-lhes o chapéu, e como-o bem sequinho.

Iniciativa Liberal demonstrou, por actos, que eu estava muito errado, e que é possível afrontar aquela maré rosa e vermelha com coragem e optimismo liberal.

Fast forward, em fins de Setembro convidaram-me para juntar-me à Iniciativa Liberal, e eu aceitei. Fui muito bem recebido e descobri, como me tinham prometido, que aquilo não é “a bunch of socialists“.

Bottomline, instalou-se a vergonha de ter sido tão parvinho e injusto com este post, e por isso fiz-lhe unpublish. O vosso muito pouco modesto autor estava de orgulho ferido de ter opinado tão ao lado, ainda por cima deselegantemente. Aos leitores, e aos meus camaradas da Iniciativa Liberal, as minhas desculpas.

Foi um erro que aproveitei em meu benefício, e em benefício da IL. Voluntariei-me para trabalhar no que eu entendia serem alguns pontos fracos do Partido. Estamos a trabalhar por fazer um Portugal Mais Liberal. O Partido está muito mais equilibrado – por exemplo ainda esta última semana houve actividades com a comunidade LGBT*, somos o único partido a fazer oposição ao artigo 11 e 13, os nossos cartazes atrevem-se a exigir baixa de impostos e burocracias. Liberdade social, política, e económica. Somos (e estamos a ser) liberais em toda a linha. Nenhum outro partido está sequer perto.

Eu continuo ideologicamente e intelectualmente muito radical — mas o que quero mesmo é mudança política, e que o socialismo vá morrendo por mil pequenos cortes. E a Iniciativa Liberal é esse veículo. Se há meio ano a Iniciativa Liberal conseguiu conquistar-me — hoje não tenho dúvidas que e o espaço político em que me revejo. A Iniciativa Liberal é o partido big tent dos liberais portugueses. Nem todas as medidas são consensuais internamente, o que é natural visto virmos de todas as abordagens liberais. Contudo, há tanto por fazer, que há causas liberais para todos. E cada causa que um de nós abraça, faz-nos a todos mais fortes. Menos Estado, Mais Liberdade. Juntos somos alternativa. Estamos juntos.