Declaração de voto – Iniciativa Liberal

Sem surpresas, no Domingo eu voto no partido Iniciativa Liberal.

Por demasiado tempo os liberais em Portugal não tiveram opção. À direita, por pouco tempo, o governo de Passos Coelho ensaiou umas medidas liberalizantes – mas nestes últimos anos os partidos que constituiam a coligação governativa tudo fizeram por renegar esse legado. À esquerda, partidos supostamente “tolerantes” nos costumes promovem agressivamente uma balcanização da sociedade. Os restantes partidos recém-chegados posicionam-se ordeiramente neste eixo esquerda-direita, seja ao centro, seja nas extremidades autoritárias.

Agora há uma opção – o partido Iniciativa Liberal, que é um partido liberal, que é o partido liberal de Portugal. Um porto-seguro partidário para os liberais de Portugal.

O programa da Iniciativa Liberal passa por um país onde seja mais fácil investir, empregar, criar e aproveitar oportunidades – menos impostos, menos burocracia, menos compadrio estado-negócios; no plano social, que as pessoas possam escolher entre serviços estatais e oferta privada em pé de igualdade, garantindo alternativas aos mais desprotegidos; nos costumes, por gente diferente unida em liberdade, contra guerras culturais fracturantes – que cada um viva a sua vida como entender, sem moralidades reprimidas ou promovidas pelo Estado; na política, por direitos iguais para todos, direitos especiais para ninguém – e ferozmente contra a partidocracia, o centralismo político-administrativo, todos os autoritarismos e abusos de poder: nepotismos, assaltos à liberdade de imprensa, à independência do poder judicial…

Nada disto é radical. As pessoas percebem que não há emprego porque hoje em dia é preciso ser-se quase um inconsciente para investir em Portugal. As pessoas sentem-se desamparadas pelos serviços públicos, e se pudessem recorreriam aos privados. As pessoas querem paz social, em vez de progressismos fracturantes, ou reaccionarismos que já não se usam. E está toda a gente farta do alheamento, incompetência, e prepotência de políticos e burocratas. Muitas pessoas são liberais e não sabem.

Portugal é dos países menos economicamente livres da Europa. Até países europeus ditos “socialistas” são prósperos porque são economicamente livres – têm sistemas económicos que retiram obstáculos à geração de riqueza. Todos os países que estão melhor do que nós porque ensaiaram um “mix” de políticas liberais mais favoráveis que as nossas. Portugal está a ser ultrapassado por países que vieram da miséria socialista, e que nos ultrapassam porque adoptaram políticas liberais. Graças a preconceitos ideológicos que sobressistem desde o PREC somos hoje um país cada vez mais atrasado, menos próspero, com menos oportunidades.

Porque é de oportunidades que se fala. Um país menos rico não consegue pagar educação, saúde, segurança social, pensões, salários, infraestruturas, investimento, poupança, hábitos e consumos de ‘primeiro mundo’. E são as pessoas que menos têm, mais dependentes do Estado, mais instrumentalizadas pelos estatistas, que menos têm capacidade de fugir a esta condição. Graças ao socialismo indígena, estamos a cair para fim da lista.

Num país em que 1 em cada 2 euros é absorvido pelo Estado, e mesmo que se receba do Estado serviços que valham esse dinheiro – o que patentemente não acontece – acontece igualmente que metade da nossa vida é orientada por políticos e burocratas. Políticos e burocratas que, comprovadamente, já conduziram Portugal a várias bancarrotas vergonhosas. E o sistema continua a ser o mesmo – impostos, menores salários, produtos mais caros, menor poder de compra, desempreso, assistencialismo, burocracia, intervencionismo, despesa, défice, dívida, e mais impostos.

Se nos viessem dizer que – digamos – por mais 20% de carga fiscal poderíamos ter alimentação tendencialmente gratuita, igual para todos, obviamente sempre resgatada nas cantinas sociais da área de residência; ou semelhante “conquista social” para o vestuário: umas roupagens produzidas pelo Estado e entregue após alguns meros meses de espera… ninguém aceitaria. Se esse sistema existisse, e alguns de nós, radicais, dissessem “e se pelo menos as pessoas pudessem levar esse dinheiro ao mercado privado” seríamos acusados das piores coisas. Dar opções a quem está refém do Estado é muito mal-visto em Portugal.

As coisas estão a mudar. “Liberal” já não é um palavrão. Ainda somos acusados de sermos simultaneamente socialistas e anarquistas, satânicos e evangélicos bolsonaristas, direitolas e marxistas culturais. Estes mimos vêm sobretudo de gente bem instalada, muito assustada com a ameaça que representamos para a hegemonia cultural estatista. Estamos a incomodar.

Hoje já ninguém nos “acusa” de sermos “liberais” – porque somos liberais.  Juntem-se a nós. Domingo é dia de votar Iniciativa Liberal.

 

 

Declaração de voto – Liberal

Há uma história sobre Margaret Thatcher que ilustra as suas influências liberais. Diz-se que, numa reunião do Partido Conservador, onde Thatcher estaria a ser contestada, saca do The Constitution of Liberty de Friedrich Hayek, larga com o calhamaço na mesa, e proclama seriamente “Isto — é aquilo que acreditamos!”. Para contextualizar, Hayek, prémio Nobel da Economia em 1974, foi um dos mais importantes pensadores liberais da segunda metade do século XX. O seu livro “O Caminho para a Servidão”, deliciosamente dedicado “aos socialistas de todos os partidos” continua a ser um best-seller popular, e um clássico da literatura liberal. Esse episódio com a Dama de Ferro terá acontecido em fins do anos 70. Estava Portugal a recuperar do PREC, com todos os partidos ainda jurar amor eterno ao socialismo nas suas linhas programáticas. Que atraso tínhamos. Isto foi há – mais ou menos – quarenta anos. Quarenta anos.

Em quarenta anos, em Portugal só se experimentou social-democracia. Em consequência, envelhecemos precocemente. Este é um país fantástico, contudo nos rankings de Liberdade Portugal é uma desilusão. Países europeus que sobreviveram ao jugo devastador do comunismo são cada vez mais livres, e portanto cada vez mais prósperos. Não foi por acaso, não foi fado. Rejeitámos que as pessoas podiam ser livres, confiámos no Estado omnipresente, e sofremos as consequências. Por aqui, em quarenta anos nenhuma ideologia terá sido tão abjurada, na política portuguesa, como as ideias liberais. Até hoje.

O partido Iniciativa Liberal surgiu na cena política a proclamar-se Liberal. A exigir “Mais Liberdade – Económica, Social e Política’, ‘Menos Estado Mais Liberdade’, um ‘Portugal Mais Liberal’, uma ‘Europa das Liberdades’. A querer descomplicar o país, emagrecer o Estado, descentralizar e devolver liberdade de escolha às pessoas, facilitar o acesso a serviços públicos não-estatais, eliminar politiquices e burocracias, reduzir impostos e baixar o custo de vida. A querer liberalização dos costumes. A querer desafiar uma aristocracia – política, económica, social – que se apoderou do Estado e do dinheiro dos contribuintes. A Iniciativa Liberal veio para ser um verdadeiro porto-seguro para todos os liberais – incluindo todos aqueles que ainda não sabem que são liberais – aqueles que sentem e sabem que o Estado já foi longe de mais.

Nestas Eleições, entre os “pequenos partidos”, o Iniciativa Liberal tem de longe a melhor lista de candidatos. Uma média de idades de 34 anos, múltiplos independentes, cabeças de lista sumamente preparados. Como alternativa a eleger uns anónimos nono ou sexto ou terceiro das listas dos partidos de sempre, este Domingo será possível votar em liberais — no Ricardo Arroja, na Catarina Maia, no Nuno Morna, ou em quaisquer dos outros. São todos liberais. Todos querem uma União Europeia com mais liberdade, mais mercado, mais comércio, mais oportunidades, e também mais descomplicada, mais descentralizada, mais unida na diversidade. Para que comecemos a ter um Portugal Mais Liberal, um país que finalmente comece a convergir com os nossos vizinhos.

Eu podia dramatizar e dizer que se os liberais portugueses não votarem, nunca mais Portugal poderá votar “liberal”. Não vai ser assim. Estas ideias são à prova de bala. Este movimento está cá para ficar. Mas há quarenta anos já teria vindo tarde. Agora, quanto mais cedo, melhor. E por isso, votem. É a primeira vez em quarenta anos que há uma opção liberal no boletim de voto. No Domingo eu voto no partido Iniciativa Liberal.

Censura de um cartaz à beira da estrada

Europeias: IP desafia lei eleitoral e remove estrutura de ‘outdoor’ do Iniciativa Liberal (Jornal Económico):

Uma das estruturas outdoor do recém-formado partido Iniciativa Liberal foi retirada pela empresa Infraestruturas de Portugal (IP), numa zona do IC19, onde estavam e continuam a estar cartazes de outros partidos.

A empresa Infraestruturas de Portugal [IP] decidiu retirar a estrutura de um cartaz do partido Iniciativa Liberal. Podia-se dar o caso de ser um tema de segurança viária. Contudo, a estrutura foi removida contra parecer da GNR, que não viu nada de mal na afixação de mais um cartaz onde já estavam três semelhantes. De facto, no mesmo local, exactamente nas mesmas circunstâncias, permanecem cartazes do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Partido Comunista.

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O caso choca de frente com as directivas da CNE, com a lei eleitoral, e com a própria Constituição. A IP argumenta dizendo que possui um “documento interno transitório” assim como a autoridade de fazer o que entender. E assim, pela calada da noite, uma grua foi fazer o trabalhinho.

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Como se já não bastassem os contornos kafkianos do processo — uma vergonha num Estado de Direito –, politicamente o caso configura um caso de prepotência, abuso de poderes públicos, e censura.

Os outros cartazes permanecem no local, e não há indicação que esses, e todos os que estão na mesma situação por esse país fora, venham a ser retirados. Não é por acaso. A empresa Infraestruturas de Portugal é uma Empresa Pública liderada por um conhecido simpatizante socialista, co-tutelada pelo Ministério das Infraestruturas (que até há pouco tempo era liderado pelo agora candidato do PS ao Parlamento Europeu, Pedro Marques), e pelo Ministério das Finanças, o foco da carga fiscal opressiva que o partido Iniciativa Liberal tão veementemente denuncia. O aparelho não aprova que digam que o rei vai nú, e sabe como agir. Se é necessário destruir material de campanha, e sabotar uma mensagem alternativa, então o que tem de ser tem muita força.

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A uma empresa pública exige-se isenção (ou, no mínimo, equidistância) face a qualquer força política, o que não aconteceu – por acção deliberada da IP. Mais, o Estado é obrigado, em período de campanha eleitoral, a abster-se de acções que possam configurar favorecimento de qualquer força política – e, sobretudo, às forças políticas no poder. Estas barreiras higiénicas foram deliberadamente ultrapassadas, com claros indícios de má-fé.

É assim que se procuram silenciar vozes incómodas para o socialismo que se julga dono do espaço público, do debate político, do voto das pessoas, do país, e do Estado. Ora, o liberalismo está a chegar. Não passarão.

seis anos de idiotice útil

Foi no dia 15 de Setembro, há seis anos, que milhares de pessoas sairam à rua, por esse Portugal fora, para desfilar ordeiros ao ritmo do bombo da extrema-esquerda. Os manifestantes protestavam contra o ‘neoliberalismo’ da Troika, a favor da preservação da sociedade clientelar do Estado, e porque estava um belo dia de fim de Verão. Ali ensaiou-se uma magnífica geringonça social, que viria a dar frutos eleitorais três anos volvidos.