Dilma e Temer

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A quadratura do círculo da “geringonça”…

António Costa garante que não haverá corte nas pensões

O ritmo de crescimento ainda não é o desejável, diz Caldeira Cabral

O lançamento do ano: “Manual Modernista para a Modernidade”

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O lançamento do livro Manual Modernista para a Modernidade, de Vítor Cunha terá lugar na Feira do Livro do Porto no dia 6 de Setembro às 18h00, com apresentação do insurgente Carlos Guimarães Pinto, sendo de destacar também que a obra conta com a colaboração do inigualável Bel’Miró. Mais informações aqui.

Uma vitória para a democracia no Brasil

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É oficial: Dilma afastada da Presidência do Brasil

Dilma Rousseff é afastada da Presidência do Brasil por 61 votos favoráveis e 20 contrários. Não houve abstenções. Senadores favoráveis ao impeachment cantam o hino nacional brasileiro, enquanto os defensores da ex-Presidente permanecem calados.

Michel Temer vai assumir como Presidente efetivo do Brasil e vai terminar o mandato de Dilma Rousseff até 31 de dezembro de 2018.

PCP em defesa da propriedade privada

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PCP defende manutenção de isenção de IMI a partidos e outras entidades

Os responsáveis do PCP defenderam hoje a manutenção das isenções de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) existentes, quer para partidos políticos, quer para outras entidades, como a Igreja Católica.

Leitura complementar: O PCP tem orgulho na sua propriedade privada (mas só na sua).

O nacionalismo e a contabilidade das medalhas

O meu artigo desta semana no Observador: O fracasso olímpico português e o culto das medalhas.

O que é feito dos Panamá Papers?

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Abafaram a lista de avenças do GES a políticos e jornalistas? Por António Galamba.

Em breve decorrerão quatro meses (quatro!) desde que um semanário do consórcio de órgãos de comunicação social associados às revelações dos Papéis do Panamá – a maior investigação jornalística de sempre! – anunciou urbi et orbi que havia políticos e jornalistas avençados pagos pelo saco azul do Grupo Espírito Santo, a ES Enterprises. E quatro meses depois (quatro!), a higiénica divulgação da lista de políticos, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas constantes da folha de pagamentos através de um paraíso fiscal não aconteceu.

O que terá feito esboroar toda a gigantesca encenação mediática montada em torno das revelações bombásticas dos Papéis do Panamá que tanto prometiam? A falta de zelo e de amor à profissão dos jornalistas envolvidos na investigação? O poder dos interesses em presença perante a possibilidade da divulgação dos nomes de quem estava condicionado pelo Grupo Espírito Santo? O embuste entre a documentação prometida e a que foi disponibilizada? A verdade é que quatro meses depois (quatro!), o assunto morreu, nada acontece e quase ninguém se indigna.

Over Half Who Met With Clinton as Secretary Gave Money to Foundation

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Many Donors to Clinton Foundation Met with Her at State

More than half the people outside the government who met with Hillary Clinton while she was secretary of state gave money — either personally or through companies or groups — to the Clinton Foundation. It’s an extraordinary proportion indicating her possible ethics challenges if elected president.

At least 85 of 154 people from private interests who met or had phone conversations scheduled with Clinton while she led the State Department donated to her family charity or pledged commitments to its international programs, according to a review of State Department calendars released so far to The Associated Press. Combined, the 85 donors contributed as much as $156 million. At least 40 donated more than $100,000 each, and 20 gave more than $1 million.

Das “Novas Oportunidades” ao “Qualifica”

Qualifica: um Novas Oportunidades esclerosado? Por Eugénia Gambôa.

Num avanço digno de nota, a narrativa mudou e agora reconhecem que mais do que certificar importa sobretudo qualificar. De facto, os estudos desenvolvidos em 2012, que estiveram na base da reforma de 2013, vieram mostrar que são os cursos EFA (cursos de Educação e Formação de Adultos) e Formações Modelares Certificadas – cursos que desde 2012 têm vindo a ganhar peso relativo no panorama de educação e formação de adultos – aqueles que estão positivamente associados a melhorias na empregabilidade e na remuneração dos formandos. Mas o progresso narrativo logo ficou toldado pelo retrocesso empírico, pois os números que apresentaram foram os relativos aos processos de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências (RVCC), esquecendo-se de esclarecer que da taxa de certificação do Programa Novas Oportunidades pouco mais de 1% correspondeu a certificações escolares e profissionais, as únicas com algum impacto na vida profissional dos envolvidos.

É fácil ser bloquista em Portugal

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A insustentável leveza de Catarina. Por José Manuel Fernandes.

É fácil ser Catarina Martins, e não é por causa dos arrependimentos. É fácil porque não é preciso ter um discurso coerente, apenas seguir os ventos que sopram e repetir os lugares comuns mais na moda.

(…) Neste seu país de conto de fadas não custa a Catarina despejar frases sonantes mas sem grande sentido – tudo porque no país real que somos ninguém lhe faz a pergunta que era importante fazer: mas quem é que cria a riqueza para pagar mais Estado e mais consumo? Nós ou os alemães? E quererão eles pagar – democraticamente – os nossos défices?

Por isso ainda bem que há entrevistas “fofinhas” para percebermos a insustentável leveza de alguns dos nossos heróis políticos.

Paulo Trigo Pereira e o Cenário Macroeconómico do PS

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Uma boa análise crítica de uma posição muito difícil de sustentar: A dialética socialista do Incumprimento. Por Vasco Mina.

Ontem, o economista e deputado do PS, Paulo Trigo Pereira, também ele um dos subscritores do citado Cenário Macroeconómico, apresenta a sua abordagem da situação económica e financeira do País. Começa humildemente por reconhecer o seguinte: “O crescimento económico é fraco há década e meia, não sendo por isso imputável nem a este nem ao anterior governo”. Assim sendo, por que subscreveu a tese de um crescimento de 2,4%? Ou seja, quando se é oposição (era o caso em 2015) então crescer é fácil e demonstrável num documento; quando se passa à governação, então o problema é do passado e resulta de uma observação estatística.

Leitura complementar: O plano macroeconómico do PS e a realidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo (2)

A conspiração neoliberal na imprensa portuguesa e o Público. por Sebastião Bugalho.

Ao contrário do que hoje publicou, o medo de Vítor Malheiros não é a “hegemonia do pensamento conservador”. O seu medo, na realidade, é a existência do pensamento conservador em democracia. É verdade. Ele existe, está cá e chateia. Especialmente aqueles que lidam mal com diversidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo

O jornalista vazado. Por CCC.

Não há ali sombra de argumentos. Não há, por ali, uma molécula que seja do tipo de decência intelectual de que nos falava Karl Popper. Nem sequer uma partícula subatómica de lógica ou de racionalidade. É um simples caso de vacuidade que o sr. Malheiros «jornalista» entendeu preencher com uma estrondosa bagunçada de absurdidades, num tom ora paranóico, ora persecutório. A visão estreita do que é a liberdade jornalística, o gosto pela distopia e a ampla assunção da sua ignorância em matéria de concepções políticas, são a prova de que a parlapatice não preenche vazios: amplifica-os.

Mais 5 mil milhões para a CGD…

Reforço de capitais da Caixa chega a 5.160 milhões. Estado mete capital, privados investem em dívida

Processo da Caixa é “espécie de manual do que não se deve fazer num Estado democrático”

O efeito “geringonça” no mercado de trabalho

Progress

Why can’t we see that we’re living in a golden age? Por Johan Norberg.

Karl Marx thought that capitalism inevitably made the rich richer and the poor poorer. By the time Marx died, however, the average Englishman was three times richer than at the time of his birth 65 years earlier — never before had the population experienced anything like it.

Fast forward to 1981. Then, almost nine in ten Chinese lived in extreme poverty; now just one in ten do. Then, just half of the world’s population had access to safe water. Now, 91 per cent do. On average, that means that 285,000 more people have gained access to safe water every day for the past 25 years.

Global trade has led to an expansion of wealth on a magnitude which is hard to comprehend. During the 25 years since the end of the Cold War, global economic wealth — or GDP per capita — has increased almost as much as it did during the preceding 25,000 years.

António Costa comenta governação de António Costa

Costa Parvo

Dívida pública volta a aumentar e já está perto dos 132% do PIB

A dívida pública portuguesa voltou a crescer entre Abril e Junho deste ano, fixando-se, na Óptica de Maastricht, nos 131,6% do produto interno bruto (PIB). Um valor que está acima da meta anual do Governo e das instituições internacionais.

Valores da dívida pública são “más notícias”, diz António Costa

António Costa criticou as “más notícias” sobre a evolução financeira do país, apontando o dedo às políticas de “austeridade” do Governo, que afirmou terem “fracassado”.

O líder do PS disse que “só com uma economia sã, teremos finanças públicas sãs”, comentando os números divulgados pelo Banco de Portugal que indica que a dívida das administrações públicas na óptica de Maastricht fixou-se em 128,7% do PIB em 2014, acima do verificado em 2013 e da meta fixada pelo Governo para o ano passado.

Desconstruindo a Agenda Revolucionária Global

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É o título da recensão que escrevi conjuntamente com o meu colega Hugo Chelo, relativa ao livro A Globalização da Revolução Cultural Ocidental: Conceitos-Chave e Mecanismos Operacionais (Principia, 2015) de Marguerite A. Peeters, em boa hora publicado em Portugal pela Principia em parceria com a Fundação A Junção do Bem.

A recensão foi publicada no mais recente número da Gaudium Sciendi, a revista da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Aqui ficam os links para os conteúdos do Nº10 da Revista Gaudium Sciendi e para a recensão.

O FBI e os emails de Hillary

FBI descobre mais 15 mil emails que Hillary Clinton não divulgou

O FBI encontrou mais cerca de 15 mil emails que Hillary Clinton alojou num servidor privado quando era Secretária de Estado. Em 2014, já tinha entregue 30 mil emails e disse que não havia mais.

Continue reading “O FBI e os emails de Hillary”

Leopoldo Lopez ameaçado de morte na prisão

Na Venezuela – à semelhança do que habitualmente acontece nos países onde o socialismo se aproxima da sua concretização totalitária – ser oposição implica arriscar a própria visa: Líder de oposição venezuelana foi ameaçado de morte na prisão

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Sei o plano que apresentaste no Verão passado… (2)

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São mais as pessoas que preferem mentiras. Por Alexandre Homem Cristo.

O “Cenário Macroeconómico” do PS surgiu, em Abril de 2015, para satisfazer uma necessidade política concreta: legitimar o discurso de António Costa quanto a alternativas às políticas de austeridade de PSD-CDS e, servindo de apoio ao programa eleitoral socialista, credibilizar medidas como a acelerada reposição de salários da função pública – que, na opinião pública, seria recebida com desconfiança enquanto medida despesista e irresponsável caso não estivesse enquadrada pelo “Cenário Macroeconómico”. Ou seja, o documento teve uma finalidade política, mediática e eleitoral, e não uma utilização prática do ponto de vista económico. Assim, o rigor das contas foi sempre o aspecto secundário da questão – de resto, substituindo-se a transparência das mesmas (o PS nunca divulgou a base de dados com que trabalhou) pela exibição do currículo de Mário Centeno, que deu a cara e a reputação pela fiabilidade das previsões. O objectivo era, portanto, simples: acertar-se na mensagem para levar o PS ao poder, mesmo que, para tal, se tivesse de errar nas contas.

Sim, o PS perdeu as eleições – e, assim, poder-se-ia considerar que também dessa perspectiva o “Cenário Macroeconómico” fracassou. Mas essa leitura seria uma precipitação. Em boa verdade, o “Cenário Macroeconómico” foi um sucesso. É que nele consta a mensagem política – uma alternativa à austeridade sustentada no crescimento económico por via do aumento do consumo – que está na base do entendimento político entre PS e partidos à sua esquerda. Não importa se o documento ficou condenado à prateleira da ficção, nem aflige a “geringonça” que essa estratégia económica esteja a derrocar. O que importa é que foi essa ficção, partilhada por PCP e BE, que permitiu o conciliar da mensagem política do PS com a dos partidos à sua esquerda. No final, o “Cenário Macroeconómico” foi uma peça determinante na estratégia socialista para chegar ao poder – e, portanto, cumpriu o seu papel.

Leitura complementar: O plano macroeconómico do PS e a realidade.

The economic consequences of Brexit

Why economists are hopeless when it comes to Brexit. Por Allister Heath.

So why have economists been so surprised in recent days? Ideology – in the sense of a dislike of Brexit, and a particular interpretation of what it will end up meaning – is probably clouding their judgement. I say that as an ideologue on this matter myself, of course, albeit one who backs Brexit.

The difference is that I readily accept that there will be short-term costs to Brexit – first caused by uncertainty, and then by any measures that reduce economic integration with the EU – though I believe that the long-term benefits will be greater.

My view is that with the right free-market policies, our departure from the EU will eventually be remembered as a great triumph on every front, including economic.

Smaller political units are better managed than larger ones; and competition between these smaller units tends to make countries pursue more fiscally conservative and sensible, pro-growth policies. We’ll eventually find out who’s right.

O plano de Paulo Portas

Paulo Portas, em reacção às críticas de Manuel Monteiro: Paulo Portas em Luanda demarca-se de polémica interna no CDS-PP

“Nunca dei troco a polémicas de natureza interna, muito menos a pessoas que até já fizeram partidos contra o CDS ou saíram até do CDS. Sendo muito breve, o meu plano é sempre o das relações do Estado português”, disse Paulo Portas, em declarações à imprensa.

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Sei o plano que apresentaste no Verão passado…

Na realidade, foi na Primavera passada mas o Verão é uma boa altura para fazer o necessário balanço: O plano macroeconómico do PS e a realidade

Independentemente do final que o filme que estamos a viver venha a ter, há no entanto uma coisa que é certa: o plano macroeconómico do PS chocou de frente com a realidade.

Estrasburgo, 19 de Agosto de 2016

Judeu esfaqueado em Estrasburgo por homem que gritou “Allahu Akbar”

Os truques do Público (2)

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Jornalismo lixo no Público. Por josé.

Este jornalismo é lixo porque não é jornalismo mas propaganda política pura. E com custos ocultos.

Ditadura fiscal não poupa ninguém

Fisco ataca casa de padres e pobres

As cartas das Finanças começaram a chegar no mês passado e dizem respeito a residências paroquiais, salas de catequese, conventos e largos existentes em frente às igrejas. Em Paço de Sousa, Penafiel, até as casas mandadas construir pelo padre Américo, fundador da Casa do Gaiato, para alojar pessoas em extrema dificuldade financeira vão, pela primeira vez em 66 anos, pagar imposto. E, em Braga, 20 padres já se dirigiram à diocese para contestar o pagamento de IMI em prédios com fins sociais e pastorais, isentos pela Concordata. Aveiro, Bragança, Leiria e Setúbal são outras dioceses em que o pagamento do imposto foi solicitado.

Leitura complementar: Quando a ditadura fiscal nos bate à porta; Da ditadura fiscal à miséria moral.

Make Trump Great Again!

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Se eu acreditasse nesse tipo de conspirações (em regra, não acredito), pensaria que, sendo Hillary Clinton uma candidata com profundas fragilidades a vários níveis e muito dificilmente elegível, a campanha de Trump até ao momento poderia ser um exercício cuidadosamente projectado para a tornar POTUS não obstante essas mesmas fragilidades: Trump campaign chairman Paul Manafort resigns

The resignation comes as the campaign seeks to correct course after weeks of damaging controversies and self-inflicted wounds, effectively evaporating Trump’s steady footing against Clinton in the polls and his post-convention bump. Trump is now trailing Clinton in every major poll.

Continue reading “Make Trump Great Again!”

Os truques do Público

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Um extraordinário critério “jornalístico” do Público para o destaque na primeira página (que é o que mais interessa, já que poucas pessoas lêem os artigos do jornal): interessam mais os 475.000 euros que a coligação PaF gastou num contrato publicitário do que o militante do PS que decorou salas pela módica quantia de 751.000 euros…