Mariana Mortágua e a bloquização do PS

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O meu artigo desta semana no Observador: A bloquização do PS. Por André Azevedo Alves.

O ataque de Mariana Mortágua contra a poupança esconde por isso um outro julgamento: o de que a generalidade da actividade económica no contexto dum sistema capitalista é intrinsecamente ilegítima. Só isso justifica a condenação generalizada da acumulação da riqueza. Juntem-se as declarações de Mortágua à afirmação por parte de Catarina Martins de que comprar casa não é investimento e aos planos para dar acesso ao fisco aos dados de quem tenha contas bancárias que superem os 50 mil euros e ficamos com uma ideia mais clara das intenções e objectivos da “geringonça” neste domínio.

Adenda: Só depois de publicar o post me apercebi que o Miguel Noronha muito gentilmente já o havia aqui linkado. Manterei ainda assim este post por causa da imagem que o ilustra.

20.000

Apenas alguns dias depois de chegar à marca das 19.000, eis que a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou as 20.000 pessoas, com um reach semanal actual de cerca de meio milhão de pessoas.

Desta vez graças em boa parte a um impulso deste video de Bel’Miró.

Obrigado a todos pela preferência.

O bloquismo e a geringonça (9)

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Mariana “Mouch” Mortágua. Por João Campos.

O que não deixa de ser um tanto ou quanto perturbador: qualquer pessoa que tenha lido Rand com um mínimo de atenção repara na inverosimilhança dos seus heróis, mas pelos vistos os vilões do Objectivismo não só não são implausíveis como ocupam posições de poder entre nós. Estamos bem arranjados.

19.000

A Comunidade Insurgente no Facebook agrega já mais de 19.000 pessoas.

Estão também de parabéns o Carlos Guimarães Pinto e o Helder Ferreira pelo extraordinário sucesso dos seus posts Contos infantis para bloquistas – A cigarra e a formiga e Carta à Ministra das Finanças, cada um dos quais com várias dezenas de milhares de leituras no site e mais de 10.000 partilhas nas redes sociais.

Obrigado a todos pela preferência.

A farsa e a bravata jacobina

A farsa no virar da página. Por Manuel Carvalho.

Como não pode ter um discurso ancorado na verdade do problema, o Governo entra na bravata jacobina e transforma a austeridade numa banal factura só para alguns.

O bloquismo e a geringonça (8)

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Declarações de Mortágua dividem socialistas

No Facebook, João Galamba e Porfírio Silva defendem a deputada do BE; Sérgio Sousa Pinto (num post com muitos likes de outros socialistas) diz que as declarações da deputada vão sair caras ao PS

O bloquismo e a geringonça (7)

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Poupança, riqueza e a política do Bloco de Esquerda. Pedro Pita Barros.

Agora que o Bloco de Esquerda é parte da solução governativa, é importante dar atenção ao que são os seus instintos profundos, os que constituem na realidade o seu programa político, pois será assim que serão insistentes para com a governação socialista. E as recentes declarações de Mariana Mortágua (aqui), “do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro” traduzem esse instinto profundo, e uma visão de sociedade.

O bloquismo e a geringonça (6)

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Helena Roseta: alterações ao IMI não estão nos acordos com a esquerda e anúncios são “erro crasso”

A deputada eleita pelo PS critica fortemente a forma como as alterações ao imposto têm sido conhecidas na praça pública sem a “ponderação” necessária, ameaçando a confiança dos contribuintes e o investimento e apela directamente a António Costa para que evite “anúncios enviesados”.

O bloquismo e a geringonça (5)

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Não percas a vergonha… Por Rita Carreira.

Vou dar-te um conselho: guarda a tua vergonha, Mariana. É a única coisa que te resta, pois o juízo já saiu porta fora há muito tempo. Se tu achas que num país que faz parte de uma união de países com fronteiras abertas e livre circulação de pessoas tu consegues seguir políticas de perseguição de poupanças, estás enganada. A única coisa que vais conseguir é fazer com que quem tenha opção de sair de Portugal saia mais depressa e, antes disso, até envia as poupanças que tem para fora. A propósito, tens acompanhado as estatísticas de emigração ou será que o teu governo decidiu não as recolher e publicar?

Pensava eu que ia regressar a Portugal qualquer dia; mas neste momento, já tenho dificuldades em pensar ir a Portugal de férias, quanto mais ir para aí na minha velhice gastar o que acumulei.

O bloquismo e a geringonça (4)

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“Temos um Governo que executa o programa de 15% dos portugueses que votaram no BE e PCP”

O bloquismo e a geringonça (3)

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Sobretaxa do IMI. “Polémica tira margem de manobra” para aplicar medida, diz Medina

O presidente da Câmara de Lisboa não poupou críticas à maioria parlamentar liderada pelo seu partido pela “fuga de informação” sobre o novo imposto sobre o património imobiliário. Fernando Medina falou sobretudo da forma do anúncio, “pela forma pouco preparada como o debate surge”, mas também deixa algumas preocupações, nomeadamente sobre o impacto de uma medida desta natureza para o investimento estrangeiro.

O bloquismo e a geringonça (2)

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Muito bem Rui Moreira: “O Porto não precisa de sobretaxas sobre o IMI mas deve ser a cidade a decidir”

Rui Moreira apresentou hoje uma declaração política em reunião de executivo, defendendo que sejam os municípios a decidir a taxação do IMI e do património imobiliário. O presidente da Câmara diz que a autarquia do Porto não precisa e não quer a receita de uma taxa extraordinária sobre património imobiliário, mas defende que, em qualquer caso, devem sempre ser as Câmaras Municipais a decidir sobre a sua aplicação, já que o IMI é um imposto municipal.

O bloquismo e a geringonça

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O bloquismo, doença infantil da geringonça. Por Rui Ramos.

Os bloquistas, segundo as crónicas, tiveram de correr atrás do PCP e de António Costa na fundação da geringonça. Desde então, insistem em ir à frente. Aparecem em todo o lado, opinam sobre tudo, reivindicam todas as ideias, sempre com aquela dicção martelada que Francisco Louçã lhes deixou em herança. Onde Costa e o PCP dizem mata, têm eles de dizer esfola.

Não está mal visto…

Mariana Mortágua quer ‘ir buscar dinheiro a quem está a acumular’, contribuintes recomendam que vá buscar ao Fisco

Quando o PCP é a voz mais moderada…

Especial Informação Porto Canal – Rentrée política

Para eventuais interessados que não tenham tido oportunidade de ver, aqui fica o video integral do Especial Informação do Porto Canal (dedicado à rentrée política) em que participei juntamente com João Cerejeira, da Universidade do Minho, e Manuel Carvalho, do Público, com moderação de Ana Rita Basto: Especial Informação – 12 de setembro.

De “um novo modelo de desenvolvimento” a “evitar um segundo resgate”

Já só queremos perder por poucos? Por Paulo Ferreira.

Se o governo reverteu uma série de medidas dos últimos anos, mudando a estratégia da política económica e orçamental, à espera de obter resultados e benefícios que tardam em aparecer, alguma coisa está a falhar.
Confirmamos isso quando ouvimos o ministro das Finanças admitir que evitar um novo resgate é a sua “principal tarefa”.

Ora, isto é uma mudança radical no principal objectivo do governo. De “um novo modelo de desenvolvimento” passámos para “evitar um segundo resgate”. Achamos que já não conseguimos ganhar e entrámos na fase de tentar perder por poucos? A última vez em que o grande objectivo da governação passou a ser evitar o desastre e fazer o controlo de danos possível foi em 2010. E não correu bem, como sabemos. O país dispensa a repetição do filme mas o caminho está a tornar-se cada vez mais estreito e a margem de manobra cada vez mais escassa.

“Uma catástrofe”

Mesmo numa perspectiva keynesiana, o que está em marcha não se aconselha ao pior inimigo: Daniel Bessa: forma como Governo quer que país cresça “é patetice”

Ex-ministro da Economia critica a aposta no crescimento por via da procura interna. “Sou a favor de políticas de procura mas não sou amigo de políticas de procura à escala de dez milhões de tesos e endividados, isso é uma catástrofe”, diz

António Costa e o aumento dos colocados no ensino superior público

António Costa no país do cinismo. Por Rui Ramos.

António Costa podia ter apenas saudado o aumento dos candidatos colocados no ensino superior público. Mas foi mais forte do que ele: teve de acrescentar que isso se devia exclusivamente à “morte” do “modelo da direita”. Infelizmente, as estatísticas não o ajudam. O número de colocados começou por cair entre 2010 e 2011. Culpa do “modelo da direita”? Mas era Sócrates quem estava no poder. Depois, o número subiu de 2014 para 2015. Mérito da “reversão das políticas de direita”? Mas era Passos Coelho quem governava. Porque é que António Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são? Onde está a dificuldade?

A lei eleitoral e as candidaturas independentes

Uma iniciativa louvável de Rui Moreira: Rui Moreira quer mudar lei eleitoral “desigual” que contraria candidaturas independentes

Clinton ‘Basket of Deplorables’ Remark

Clinton ‘Basket of Deplorables’ Remark Draws Fire

Trump: Clinton ‘Mocks and Demeans’ Americans

Campaign 2016 updates: Republicans pounce upon Clinton ‘deplorables’ remark. She apologizes. Sort of.

The consequences of Clinton’s ‘deplorables’ and Obama’s ‘clingers’

Às 22h no Porto Canal

Mais logo, às 22:00, serei um dos participantes no Especial Informação do Porto Canal dedicado à rentrée política.

Azeredo Lopes e a possível extinção dos Comandos

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Um caso estranho que se espera possa ser rapidamente esclarecido pelos canais próprios: Azeredo Lopes pertence a outro governo. Nota da direção do Expresso

O ministro da Defesa Nacional disse este sábado de manhã que a notícia do Expresso de que o governo admite a extinção dos Comandos não é verdadeira. E que o Expresso só pode ter falado com “outro governo”. Uma vez que foi o próprio Ministério da Defesa que, pelos canais oficiais, confirmou ontem (duas vezes!) a notícia ao nosso jornal, contamos aqui o sucedido para esclarecimento dos leitores de como o Ministério da Defesa recuou na sua própria informação, enganando-se ontem ou enganando hoje. E concluímos por silogismo que o ministro Azeredo Lopes pertence ao “outro governo”.

Merkel, a AfD e o rumo da Europa

O meu artigo de hoje no Observador: Em busca de alternativas para a Europa.

Numa União Europeia mais preocupada com a “harmonização” fiscal — expressão de código para eliminação da concorrência e maximização do saque fiscal — do que com os europeus não surpreende o ressurgimento dos nacionalismos e, em alguns casos, a ascensão de movimentos extremistas.

Universidade Católica vai abrir Faculdade de Medicina em Cascais

Não conheço o assunto em profundidade, mas creio que se trata de uma boa notícia para a Universidade Católica, para Cascais e – mais importante – para Portugal: Universidade Católica e Luz Saúde vão abrir Faculdade de Medicina em Cascais

É a primeira vez que uma universidade privada portuguesa vai ter uma faculdade de Medicina, projeto com parceria do Luz Saúde. Novo polo universitário será aberto no antigo Hospital de Cascais.

Marcelologia aplicada

Além do meu artigo semanal, tive muito gosto em contribuir para o especial do Observador sobre os primeiros seis meses de Marcelo Presidente, que inclui também análises de Miguel Pinheiro, Paulo Ferreira, Helena Matos, Alexandre Homem Cristo e Vítor Matos. Aqui fica o meu contributo: O Presidente omnipresente.

Numa crise política, perante a impossibilidade de agradar a todos, a popularidade que tem cultivado poderá ser-lhe muito útil, mas será sem dúvida esse o verdadeiro teste de fogo de Marcelo.

Sobre a composição do ajustamento entre 2010 e 2014

Não rezem o terço! Por Luís Aguiar-Conraria.

Entre 2010 e 2014, a despesa pública primária (ou seja, sem contar com os juros) caiu um pouco mais de 8 mil milhões de euros. A receita aumentou ligeiramente acima de 4 mil milhões. Fazendo as contas, a conclusão é imediata: o ajustamento orçamental feito nos anos da troika foi de dois terços do lado da despesa e apenas um terço por via da receita.

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“Manual Modernista para a Modernidade”

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Recordo que o lançamento do livro Manual Modernista para a Modernidade, de Vítor Cunha terá lugar amanhã às 18h00 na Feira do Livro do Porto, com apresentação do insurgente Carlos Guimarães Pinto. Recordo também que a obra conta com a colaboração do inigualável Bel’Miró. Mais informações aqui.

Perfil dos leitores d’O Insurgente

Aqui ficam alguns dados sobre o perfil da comunidade Insurgente (com base nas adesões à página d’O Insurgente no Facebook, que superou recentemente a marca das 18.000 pessoas):

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