Enquanto isso na República Checa…

Mais um partido socialista tradicional colapsa perante a ascensão de partidos cépticos face à UE: Million dollar Babiš

The result is something of a slap in the face for Brussels. Not only has Babiš opposed EU-mandated immigrant quotas and repeatedly accused Brussels of “meddling,” but the ODS has also been firmly anti-EU since the days of its founder, the famously Euroskeptic former Prime Minister and President Václav Klaus.

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President Trump at The Heritage Foundation

President Trump at The Heritage Foundation’s Annual President’s Club Meeting

A esquerda contra a liberdade de expressão

Millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring

Matt Ridley’s fine recent Times column was hardly the first to raise the alarm about the pseudo-Soviet intolerance of the left emerging from university campuses. Yet he began with arresting statistics: ‘38 per cent of Britons and 70 per cent of Germans think the government should be able to prevent speech that is offensive to minorities.’ Given that any populace can be subdivided into a veritably infinite number of minorities, with equally infinite sensitivities, the perceived bruising of which we only encourage, pretty soon none of us may be allowed to say an ever-loving thing.

(…)

Accordingly, the young casually assume not only that they’re the cutting-edge, trend-setting arbiters of the acceptable now, but that they always will be. The students running campuses like re-education camps aren’t afraid of being muzzled, because they imagine they will always be the ones doing the muzzling — the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual), what books we can read (Tom Sawyer is out), what practices we can embrace (white people may not wear dreadlocks). These millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring.

Para que nos serve o Estado?

Indo um pouco além da espuma dos dias da (legítima) discussão partidária, uma reflexão pertinente de Rui Moreira.

3rd Annual Winston Churchill Memorial Lecture and Dinner – 9 de Novembro

Perfil dos leitores d’O Insurgente

Aqui ficam alguns dados sobre o perfil da comunidade Insurgente (com base nas adesões à página d’O Insurgente no Facebook, que superou recentemente a marca das 30.000 pessoas):

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Há declarações que é difícil comentar (2)

Ministra não se demite, mas diz que era o mais fácil: “Ia-me embora, ia ter as férias que não tive”

“Temos de nos autoproteger”, disse o secretário de Estado da Administração Interna. Costa admite que não há meios. As frases dos políticos sobre a tragédia. E a lista de terras das vítimas

Há declarações que é difícil comentar

Ministério Administração Interna: “Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema”

Jorge Gomes, secretário de Estado, disse que têm de ser as pessoas a combater os fogos. “Temos de nos autoproteger” e “não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões”. Costa não o censura.

António Balbino Caldeira

Por estes dias, em que a falta de memória selectiva afecta muita gente, é importante recordar vários nomes, em vários planos. Pela minha parte, por ter tido oportunidade de acompanhar com alguma proximidade a sua acção e as reacções sistémicas de que foi vítima, destaco um: António Balbino Caldeira.

Áustria com provável governo ÖVP e FPÖ

Austria heads for right-leaning coalition: early projections

The Austrian People’s Party (ÖVP) is set for first place with the right-wing Freedom Party (FPÖ) heading for second.

Austria’s conservatives and right-wing populists surged to victory in Sunday’s parliamentary election, according to early projections, heralding a tectonic shift in the country’s politics after more than a decade under a centrist coalition.

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30.000

Com as mudanças introduzidas pelo Facebook nas suas políticas internas nos últimos meses, a difusão de conteúdos nessa plataforma ficou (muito) mais difícil para projectos como O Insurgente.

Ainda assim – ou talvez: ainda mais assim – é de assinalar que a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou a marca das 30.000 pessoas.

Obrigado a todos pela preferência.

Thaler e a premissa omissa na agenda progressista

De regresso – ainda que ocasionalmente – ao Observador com algumas reflexões sobre Richard Thaler num artigo conjunto com José Manuel Moreira: Richard Thaler e o Estado como senhorio público

Trata-se de revelar a premissa omissa na agenda progressista: a noção de que o Estado se encontra investido da autoridade de um senhorio público com inquestionável poder de domínio sobre a sociedade.

“The case for colonialism”: assim vai a liberdade académica no Ocidente…

The case for colonialism

WITHDRAWAL NOTICE

This Viewpoint essay has been withdrawn at the request of the academic journal editor, and in agreement with the author of the essay. Following a number of complaints, Taylor & Francis conducted a thorough investigation into the peer review process on this article. Whilst this clearly demonstrated the essay had undergone double-blind peer review, in line with the journal’s editorial policy, the journal editor has subsequently received serious and credible threats of personal violence. These threats are linked to the publication of this essay. As the publisher, we must take this seriously. Taylor & Francis has a strong and supportive duty of care to all our academic editorial teams, and this is why we are withdrawing this essay.

Pedro Romano

Pedro Romano. Por Adolfo Mesquita Nunes.

Havia nele uma predisposição para a verdade, um singular e velocíssimo trajeto entre a pergunta e a resposta certas, uma capacidade reveladora, de quem ilumina. Nisso consistia o seu génio, rigoroso, depurado: ver logo, ver tudo, antecipar, avisar, alertar.

Era uma genialidade saturnina, não tanto humilde. Não havia nele uma fuga, um desmerecimento, como quem não sabe ou não quer ou não valoriza o que tem. Era antes uma escolha pura, solitária, como quem decide viver o seu talento, confundir-se nele, ensimesmando-se, bastando-se sem reconhecimento.

Rui Rio à direita de Passos Coelho?

Uma opinião interessante de um dos mais influentes e bem preparados comentadores socialistas no espaço mediático português: Pedro Adão e Silva: “Em muitos aspetos, Rui Rio está à direita de Passos Coelho”

“Os temas que enfatiza são sempre são sempre em torno das questões de soberania, da reforma do sistema político, do combate à corrupção, dos temas da justiça, onde em muitos aspetos tem um discurso político à direita de Passos Coelho.”

Face ao atual contexto, o comentador considera que a “afirmação diferenciadora” de Rio nestes temas e não na economia e no emprego o favorece, “se bem que isto representa uma viragem à direita no sentido mais popular do PSD”.

A importância de ter projecções fiáveis

A confirmar-se, será um belo exemplo da importância de ter projecções fiáveis: Passos foi enganado

O líder do PSD ponderou anunciar a não recandidatura na própria noite eleitoral. Quando lhe deram as projeções para Lisboa e para o resto do país. No final, descontando Lisboa e Porto, onde o PSD foi arrasado, o partido até cresceu mais de 30 mil votos no resto do país. Já foi tarde.

Catalunha e Escócia

Madrid’s violent tactics will only push Catalans towards independence. Por Daniel Hannan.

To see how Madrid has destroyed that status quo, try to imagine London taking a similar line over Scotland. Suppose that, instead of agreeing terms for a referendum with Alex Salmond, David Cameron had had him prosecuted. Picture Tory politicians in London calling for Scots to be ‘Anglicised’, as a Partido Popular minister demanded the Catalans be ‘Hispanicised’. Try to visualise Met officers knocking pensioners aside as they carted ballot boxes out of schools.

Scots would rightly have felt that they were being dealt with not as fellow citizens, but as conquered vassals. Most Irish people felt the same way following the bloody repression of the 1916 rising, when Dublin was treated not as a British city, but as an enemy redoubt. Republicanism went overnight from being a fringe position to having clear majority support. Telling people that they are not allowed to leave turns out to be a pretty good way of ensuring that they do.

A few weeks ago, I made this point to Raül Romeva, whom the Catalan Generalitat calls its foreign minister, at his exquisite headquarters in the 14th-century Cases dels Canonges, near Barcelona’s cathedral. The Gothic surroundings were magnificent, and his conversation was entertaining, so I had no desire to walk out. ‘But if I saw someone trying to lock me in, what do you think I’d do?’

Future Law – I Congresso Internacional sobre o Futuro do Direito

Mesmo não sendo o Direito a minha área principal de investigação, foi com muito gosto (e vontade de aprender) que aceitei o convite para integrar o Comité Científico do Future Law – I Congresso Internacional sobre o Futuro do Direito, que terá lugar no Campus da Foz, no Porto, da Universidade Católica Portuguesa, nos dias 7 e 8 de Junho de 2018.

O FUTURE LAW será celebrado na Universidade Católica Portuguesa, Escola de Direito do Porto, nos dias 7 e 8 de junho de 2018. Tem por objetivo reunir investigadores e professores de alta capacidade científica com o intuito de promover o debate, a troca de conhecimentos e a interação de ideias, a fim de difundir o conhecimento jurídico nas suas variadas vertentes. É com satisfação que se convida a comunidade académica a submeter propostas para apresentação nos painéis do congresso. O FUTURE LAW conta com a colaboração da Universidade de Verona, Universidade de Santiago de Compostela, Universidade de Salamanca e Universidade Europeia de Madrid.

Para potenciais interessados, aqui fica o Call for Papers.

Liberalismo, esquerda e direita

Pessoalmente, embora sem certezas absolutas neste domínio, sou mais céptico relativamente à dicotomia esquerda-direita, mas recomendo enfaticamente este texto: Esquerda e direita. Por Rui Albuquerque.

Poderíamos prosseguir, mas estes são já bons argumentos para mantermos a dicotomia «esquerda-direita» e para dizermos que o liberalismo se deve situar na segunda e nunca na primeira.

Não nos referimos, entenda-se, ao liberalismo histórico francês e afrancesado ou ao actual «liberalismo» americano, que eram e são manifestações de estatismo pueril, no primeiro caso, e de social-democracia moderna, no segundo. Referimo-nos a um liberalismo que se projecta no indivíduo, na propriedade, na cooperação, na criação e distribuição de riqueza sempre à margem ou para além do intervencionismo do estado, na justiça e numa igualdade social que advêm de uma sociedade mais próspera, mais rica e com mais oportunidades para um cada vez maior número de pessoas.

À esquerda nunca encontraremos quem defenda o conjunto destes valores. À direita ainda encontramos. Pensem nisso.

Universidade Católica Portuguesa: os primeiros 50 anos

Por estes dias – e por ocasião dos 50 anos da UCP – ocorre-me que é um verdadeiro privilégio poder trabalhar quotidianamente para contribuir, na medida das minhas modestas possibilidades, para o importante projecto nacional que é a Universidade Católica Portuguesa. Um projecto cuja importância é directamente proporcional à autonomia e independência que a UCP tem globalmente conseguido manter num contexto tão desafiante como o português.

“Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal”

Carta da América. Por João Carlos Espada.

Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal. Conseguirá a vaga conservadora em gestação na Europa acompanhar a linguagem liberal e anti-estatista da sua congénere americana?

Nas últimas duas semanas, fiz uma pitoresca viagem americana, com início na jovial Universidade de Anchorage, no Alasca, e término na vetusta Universidade de Harvard, em Cambridge, MA. Por um lado, nada de novo: a cada passo, encontrei a vibrante sociedade civil e empresarial que sempre distinguiu a América. Por outro lado, algo de muito novo: emerge dessa sociedade civil uma profunda reacção conservadora-liberal contra a engenharia social politicamente correcta.

Esta reacção apresenta traços que também se vislumbram na Europa: reafirmação do patriotismo, oposição à imigração descontrolada, reafirmação das diferenças entre os sexos, recusa do abaixamento de padrões culturais e morais. Por outro lado, estes traços, que poderiam ser designados como conservadores, surgem profundamente associados à reafirmação das tradições liberais americanas: redução da área de intervenção do estado, liberdade de expressão e de religião, prioridade às instituições espontâneas da sociedade civil, forte crítica às organizações burocráticas e ao despotismo das suas regulamentações inovadoras.

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O dia em que Merkel voltou a ganhar mas a política alemã mudou

Caso se confirmem as exit polls, com a AfD a ascender a terceiro partido na Alemanha e com mais de metade da votação do histórico SPD, o sistema partidário alemão mudou hoje de forma significativa e essa mudança dificilmente deixará de ter impacto na política (interna e externa) da Alemanha: German elections 2017 live: Exit poll predicts victory for Angela Merkel and major gains for AfD

Angela Merkel secured a decisive election victory on Sunday, according to exit polls, while the far-right AfD made major gains in a significant shake-up of the German political establishment.

Alternative fur Deutschland (Afd) won 13.5 per cent of the vote according to the exit poll, meaning it is the first far-right party to enter the German parliament for more than a half a century.

“Política orçamental: eficácia, sustentabilidade, equidade e controle democrático” – 26 de Setembro

No próximo dia 26 Setembro, a partir das 14:00, terá lugar na Nova School of Business and Economics a conferência “Política orçamental: eficácia, sustentabilidade, equidade e controle democrático”, na qual serão apresentados alguns resultados intermédios da investigação levada a cabo no âmbito do projecto “Orçamento, economia e democracia: uma proposta de arquitectura institucional”, coordenado pelo Professor Abel Mateus e em cuja equipa tenho tido o prazer de participar. Por me encontrar em Londres nesse dia devido a obrigações na St. Mary’s University, a apresentação da parte do projecto na qual trabalhei mais directamente estará a cargo da investigadora Catarina Leão, que colaborou comigo na sua elaboração.

Os restantes oradores da conferência serão Abel Mateus, Pedro Magalhães, José Tavares, Francesco Franco, Rita Calçada Pires, com comentários a cargo de Carlos Farinha Rodrigues, Orlando Caliço, Ricardo Reis, Teodora Cardoso, João Borges de Assunção e Rui Lanceiro.

A entrada é livre mas sujeita a inscrição. Mais informações aqui.

Trump e Guterres na ONU

Trump critica funcionamento da ONU mas elogia Guterres

Grandes títulos dentro do género

Uber’s search for a female CEO has been narrowed down to 3 men

Um caso curioso

Bagão Félix apoia Medina, mas está nas listas… do CDS

António Bagão Félix, antigo ministro das Finanças em governos do PSD e do CDS, aceitou o convite de Fernando Medina para fazer parte da Comissão de Honra da sua recandidatura a presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas também aceitou o convite para integrar a lista do CDS-PP à Junta de Freguesia das Avenidas Novas.

25 years ago…

III Fórum Economia Social – 20 de Setembro, no Porto

No próximo dia 20 de Setembro serei um dos oradores (com Nuno Ornelas Martins e José António Pereirinha) no painel da manhã do III Fórum Economia Social, que terá lugar no Campus da Foz da Universidade Católica, no Porto. Mais informações e inscrições aqui.

At the Origins of Modernity: Francisco de Vitoria and the Discovery of International Law


At the Origins of Modernity: Francisco de Vitoria and the Discovery of International Law
Beneyto, José María, Corti Varela, Justo (Eds.)

Foi com muito gosto que contribuí primeiro para a conferência (em 2015) e depois para o livro (acabado de publicar) com o capítulo “Vitoria, the Common Good and the Limits of Political Power”.

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A warm welcome to Ambassador Glass

Ambassador Glass – Video de Apresentação