Na Coreia do Norte todas as horas são “do Planeta”

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Um pouco mais de pudor

Uma discussão interessante: Bloco pede a Rui Tavares “mais rigor na história”

Numa nota ao jornal Público, o Bloco assinala que não aceita que as suas posições “para as quais Miguel Portas contribuiu (neste caso, de forma decisiva) sejam publicamente falseadas”. “Pedimos apenas um pouco mais de rigor. E, já agora, de pudor”, lê-se na missiva.

Rácio de verborreia orçamental

ACREDITE SE QUISER: Rácio de verborreia

Orçamento de Estado português 2017

Despesa total 57 mil milhões de euros
Número total de páginas 270 (Lei 233 + Normas de Execução 37)

Orçamento do Reino Unido 2017

Despesa total 784 mil milhões de libras (900 mil milhões de euros)
Número total de páginas 68

Número de páginas por cada milhão de euros

Portugal 4,7 / Reino Unido 0,076
Rácio de verborreia 1 para 62

Le Pen: a candidata dos jovens, em especial dos portugueses

Dados que dão que pensar: Marine Le Pen tem mais apoio entre os jovens do que entre o eleitorado em geral e, entre os jovens, são os de origem portuguesa quem mais apoia a candidata da Front National.


(via Alexandre Afonso)

Indiferente, desde que ganhe Lisboa…

Declarações muito interessantes do coordenador autárquico do PSD: Não importa que CDS fique à frente do PSD… desde que ganhe Lisboa

Em entrevista à TSF Carlos Carreiras deseja que as candidatas do PSD e do CDS fiquem em primeiro e em segundo lugar. “A ordem dos fatores é-me indiferente”, diz.

Rentes de Carvalho sobre Geert Wilders

Rentes de Carvalho vota Geert Wilders. E explica porquê

Temer eventuais consequências? Nunca isso me passaria pela cabeça. Nada tenho a ver com os meus leitores, não lhes devo coisa nenhuma, tão-pouco me interessa o seu favor ou desfavor, ou que eles suponham poder-me associar com Wilders, a islamofobia, a extrema-direita, o partido dos animais ou os vegetarianos. Não pertenço, não me associo, não tiro proveito. Sou livre e ajo com liberdade, nenhum interesse material, político, económico, social ou outro tem poder para coartar a minha liberdade.

Claro que sofro as consequências e sei o preço dessa liberdade. O não ter cantado loas ao 25 de Abril, paguei-o com quarenta anos de desdém e ostracismo. De nada contou ser na Holanda um escritor bestseller, um jornalista respeitado, um docente universitário de boa fama, um sujeito estimado. Em vez de dizer que nem as moscas nem o excremento tinham mudado, teria sido proveitoso entrar no coro e gritar que, finalmente, o sol brilhava para todos, até para os deserdados.

Compreender Fátima

Rui Ramos. “Fátima é como um elefante na sala”

Há todas as questões de um regime que desde 1910 funciona como a ocupação de um estado pelo Partido Republicano Português. Um partido em guerra não apenas contra aqueles que não são republicanos, mas também em guerra contra muitos que são republicanos, mas que não se reconhecem nesse partido, dirigido por Afonso Costa. O Partido Republicano Português, conhecido também como Partido Democrático, ocupa o poder de uma maneira violenta e agressiva para com as oposições. E depois um conflito que é aberto também pelo Partido Republicano e que o partido se recusa nessa época a atenuar com a Igreja Católica.

1910 e 1911 são também o começo de uma guerra ideológica contra a Igreja Católica, que é o projecto que Afonso Costa assume: acabar com o catolicismo em Portugal em duas ou três gerações. Em 1911 temos a chamada “separação”, mas de facto é uma integração violenta da Igreja no Estado porque aquilo que visa é tornar o clero dependente do Estado e eliminar a influência da hierarquia e da relação com o Vaticano, destruir a Igreja e reduzi-la a um conjunto de padres, funcionários do Estado. Em 1917, quase todos os bispos estavam proibidos pelo governo de estarem em suas dioceses.

Populismo(s) e democracia

A era do populismo. Por João Tiago Gaspar.

Por paradoxal que pareça, o populismo é simultaneamente entusiasta e inimigo da democracia. É democrático ao defender intransigentemente a regra da maioria. E é visceralmente contra a democracia (liberal) ao rejeitar todos os freios e contrapesos do estado de direito democrático, que contempla instituições independentes que garantem a protecção dos direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a protecção das minorias. Para um populista é portanto inaceitável que a vontade do povo (puro), da maioria, seja limitada. Daí que o populismo redunde frequentemente em democracias iliberais.

Os políticos populistas subscrevem a crítica de Rousseau ao governo representativo, entendendo-o como uma forma aristocrática de poder. Existe por isso uma certa afinidade entre o populismo e a democracia directa. A política é vista como a aplicação da vontade geral. Esta, por ser infalível e absoluta, implica a marginalização de todos aqueles que não pertencem ao povo, legitimando ataques autoritários e iliberais a todos os que alegadamente ameacem a sua homogeneidade.

A ideia de Universidade

Liberdade e a ideia de Universidade. Por João Carlos Espada.

A liberdade de expressão não depende do número de pessoas que querem proibir uma opinião, nem de quantas a subscrevem. A missão da Universidade não deriva da opinião ou de modas passageiras dos alunos

Leitura complementar: Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (4).

Francisco Veloso no Imperial College London

Uma perda importante para a Universidade Católica mas também (mais) um significativo reconhecimento internacional de como a UCP, em várias áreas, difere para melhor do triste panorama do ensino superior em Portugal: Francisco Veloso troca Católica por Imperial College em Londres

Francisco Veloso vai deixar a direção da Católica-Lisbon para liderar a Business School do Imperial College London, uma das mais prestigiadas universidades e escolas de gestão do mundo, a partir do próximo dia 1 de Agosto. O académico português, com 47 anos, deixa a universidade portuguesa ao fim de cinco anos como ‘dean’ (diretor) da Católica Lisbon School of Business and Economic, anunciou o vice-diretor, Guilherme Almeida e Brito, num comunicado enviado aos antigos alunos da instituição.

A seleção de Francisco Veloso “decorre, em larga medida, da trajetória de sucesso que a Católica-Lisbon tem evidenciado ao longo destes anos”, explicam no mesmo comunicado. “O compromisso com a excelência académica, a visão global, a aposta na investigação e um foco crescente na inovação e empreendedorismo, têm vindo a afirmar a nossa escola a nível internacional”, reforçam, o que justificou que a escola atingisse “a 23ª posição no ranking das Top European Business Schools do Financial Times, a melhor de sempre para uma faculdade nacional.”

LSE ranked top university in the UK and second in the world for social sciences

LSE ranked second in the world for social sciences

For the fifth year running LSE has been rated as the top university in the UK and second in the world for social science and management subjects.

Continue reading “LSE ranked top university in the UK and second in the world for social sciences”

As mulheres e as quotas

Ainda que com dois dias de atraso, não quero deixar de recomendar este artigo da minha colega da Universidade Católica Portuguesa, Catarina Santos Botelho: Dia internacional da mulher: tributo ou condescendência?

Precisarão as mulheres, nos Estados de Direito contemporâneos, de medidas de discriminação positiva, tais como “quotas”? Contribuirão essas medidas construtivamente para a perspetivação das mulheres como seres dotados de igual dignidade e de idênticas capacidades físicas, intelectuais, e psicológicas? Será que manifestações coletivas de empoderamento feminino (vulgo, “girl power”) não irão precisamente surtir um efeito contrário ao pretendido, destacando as mulheres pela negativa, perpetuando estereótipos de uma visão sobrecarregada de sexualidade, da mulher-objeto, de instrumentalização de uma suposta fragilidade e inferioridade femininas, numa lógica de vitimização ou num discurso de “coitadinhas”?

In Defense of the Lecture

Um artigo com várias interpretações disparatadas sobre “neoliberalismo” mas também com vários bons argumentos sobre a importância dos formatos tradicionais de ensino: In Defense of the Lecture. Por Miya Tokumitsu.

The best lectures draw on careful preparation as well as spontaneous revelation. While speaking to students and gauging their reactions, lecturers come to new conclusions, incorporate them into the lecture, and refine their argument. Lectures impart facts, but they also model argumentation, all the while responding to their audience’s nonverbal cues. Far from being one-sided, lectures are a social occasion.

The regular timing of lectures contributes to their sociality, establishing a course’s rhythm. The weekly lecture, or pair of lectures, draws students together at the same time and place, providing a set of ideas to digest while reading supplementary material and breaking into smaller discussion sections. Classrooms are communities, and typically lectures are the only occasion for the entire group to convene physically. Remove the impetus to gather — either by insinuating that recorded lectures are just as effective or by making the lecture optional — and the benefits of community disappear.

Paideia – To look forward, one must look back

Um magnífico artigo publicado no prestigiado City Journal por Miguel Monjardino, meu colega no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e investigador no CIEP: A Republic in the Atlantic.

On a beautiful day in fall 2004, I walked up a mountain on Terceira Island in the Azores with six students. They were 15-year-olds, all enrolled in public high schools in the Azorean city of Angra do Heroísmo. I was 42. We talked about the Republic of Letters, a voluntary weekend program of readings and conversations that I was designing to prepare high school students for life in a university. At least, that was how I originally conceived of it. I was thinking conventionally: for most parents, academics, and politicians in Portugal, education is about skills, and jobs are the ultimate prize of a good education. As early as tenth grade, students must specialize in a particular field; grades and jobs are paramount.

But soon, I realized that I was wrong about what the Republic of Letters should be—especially as I reflected on a seminar that I had recently attended on Aeschylus’s play Agamemnon. The seminar, conducted by Anthony O’Hear at the Institute for Political Studies at the Catholic University of Portugal in Lisbon, had a huge impact on me, and I became convinced that my new program should not be about preparing students for university but preparing them for the challenges of living. Souls were more important than grades, skills, and academic degrees. Such a project, I felt, should intimately involve the ancient Greeks and classical notions of a liberal education.

Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (5)

Cancelamento de conferência é “acto de censura grave” e “abjecto”

Na opinião de João Taborda da Gama, comentador diário no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença, ao lado de Francisco Assis, trata-se de um “acto abjecto”, decorrente de uma “tentativa de pensamento único, que tem mais de único do que de pensamento”. (…) Taborda da Gama anseia por “ver qual vai ser a posição oficial da reitoria da Universidade Nova” e espera “que rapidamente seja reposta a justiça e a universidade faça jus ao seu nome e à sua essência”.

Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (4)

Reproduzo de seguida comentário de João Vila-Chã (a partir de um seu post de hoje no Facebook), a propósito da decisão da Direcção da FCSH de cancelar uma conferência de Jaime Nogueira Pinto:

Jaime Nogueira Pinto é um nome conhecido e, presumo, está entre os melhores analistas políticos que há em Portugal. O facto de uma RGA da Universidade Nova ter determinado o boicote à sua presença como conferencista, sendo ele professor, nos espaços da Universidade, quanto a mim, denota apenas duas coisas: 1. que em Portugal ainda há demasiados imaturos a preencher as vagas da Universidade; 2. que em Portugal ainda há pessoas que de tanto falarem em democracia e nos seus valores, incluindo a liberdade de pensamento e de expressão, ainda não fazem, mesmo sendo universitários, a menor ideia do que isso seja. Não conheço os detalhes, mas não importa; o que me interessa é, de momento, apenas dizer o que sei, que é isto: uma Universidade onde não se pode discutir o que quer que seja, em paz e em liberdade, desde que o que haja para discutir seja abordado com seriedade e um mínimo de rigor e em consonância com o princípio do diálogo e da busca da verdade, é uma Universidade que desfaz parte do seu próprio nome. Não tenho nada a ver com a UNL, mas em tempos passados à mesma dei o meu pequeníssimo contributo; não estou em Portugal, mas sinto como próxima a afronta de, seja o que for que se se tenha passado, pelas notícias, ficar a saber que uma pessoa com qualificações para o fazer é formalmente impedida de proferir uma conferência sobre «Democracia e Populismo» em resposta a um convite que lhe foi feito por um grupo de estudantes. As Universidades têm o direito, e o dever, de fazerem as suas escolhas; mas não deixa de ser preocupante ficar a saber que uma Universidade como a de Lisboa ainda consegue ser um local em que estudantes reunidos em RGA e sob ameaças de violência e caos impõem a quem quer que seja dentro da Universidade a sua ignorância, o seu rancor, a sua incapacidade de dialogar e conversar de forma livre e civilizada. Um mau momento, portanto, este de que hoje se fala em Portugal.

A FCSH-UNL e o aperto do domínio da extrema-esquerda sobre o sistema universitário português

Um aspecto chave para o qual o artigo chama a atenção a propósito da decisão da Direcção da FCSH de cancelar uma conferência de Jaime Nogueira Pinto é o controlo e captura dos recursos e instituições públicas por parte da extrema-esquerda: Não foram as ameaças. Foi o medo. Por Helena Matos.

Qual o poder da tribo ululante que impediu a conferência de Jaime Nogueira Pinto na hora de se decidirem avaliações, projectos de investigação e contratações?

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A moção da AEFCSH que levou a Direcção da FCSH a impedir conferência de Jaime Nogueira Pinto


(via Facebook de Pedro Pestana Bastos)

Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (3)

Cancelamento de conferência é “acto de censura grave” e “abjecto”

“Isto é um acto de censura. Acho gravíssimo, não apenas a posição da associação de estudantes – mas, enfim, aí ainda poderemos ter em conta a sua juventude – mas que a direcção da faculdade tome uma posição desta natureza”, começa por criticar Francisco Assis. “Realmente, é um acto de censura e é ainda mais grave porque se passa no interior de uma universidade”, sublinha, considerando “absolutamente inadmissível” e “não enquadrável num Estado de Direito democrático, como é o caso de Portugal”.

Uma visão eslovaca sobre os desafios que se colocam à UE

Dia 13 de Março no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, que continua a ser um espaço ímpar de liberdade, reflexão e debate pluralista em Portugal.

No meio desta harmonia universal…

Tudo há-de correr bem, até acabar mal. Por Rui Ramos.

No meio desta harmonia universal, é preciso má vontade para lembrar que o défice foi obtido com medidas extraordinárias e temporárias, e com base na maior despesa pública e na maior carga fiscal de todos os tempos. Que a economia cresceu menos do que em 2015, e cerca de metade da economia de Espanha, aqui ao lado. Que a dívida continua a aumentar e que sem o BCE ninguém a compraria, a não ser a juros impossíveis.

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Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (2)

FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto

“Tinha sido convidado por um grupo cultural de jovens patriotas, de uma organização chamada Nova Portugalidade, para ir fazer uma conferência. Mas parece que numa Reunião-Geral de Alunos, a Assembleia Geral, que é maoista ou do Bloco de Esquerda, nem sei bem, fez um grande protesto a dizer que a conferência era uma coisa fascista, reacionária e colonialista. Parece que a contestação subiu de tom e a Associação de Estudantes exigiu à direção da faculdade, que já tinha cedido um espaço, para cancelar a conferência”, explica o escritor e politólogo ao Observador.

Dois entendimentos de “democracia”

Dois conceitos de “democracia”. Por João Carlos Espada.

Uma vigorosa manifestação de pluralismo veio da “mãe de todos os Parlamentos”, em Londres. A Câmara dos Lordes, curiosamente não eleita, aprovou por larga maioria (358 contra 256) uma emenda à resolução dos Comuns sobre a saída da UE. Os Lordes solicitam que o Reino Unido declare unilateralmente que os 3 milhões de europeus residentes poderão continuar nas Ilhas Britânicas, independentemente do que a UE decida fazer aos 900 mil britânicos residentes no continente. Isto contraria a posição do Governo de Theresa May, que tem feito depender o futuro estatuto dos europeus residentes da posição que a UE vier a adoptar relativamente aos britânicos residentes no continente.

A decisão da Câmara dos Lordes foi naturalmente criticada por vários defensores do Governo da sra. May. Mas, que eu tenha visto, nenhum se lembrou de atacar os Lordes por “traírem o povo ou a democracia”. Essa bizarra acusação coube, como seria de esperar, ao sr. Farage, ex-líder do UKIP que aliás nunca conseguiu ser eleito para o Parlamento britânico. Ele disse que os Lordes tinham votado contra o resultado do referendo de Junho. Obviamente, ele está equivocado: o referendo de Junho votou pela restauração da soberania do Parlamento britânico. No âmbito dessa soberania constitucional, os Lordes votaram uma emenda à decisão dos Comuns. Por outras palavras, o pluralismo constitucional do Parlamento britânico está a funcionar.

Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto

Assim vai a Universidade em Portugal – a importar da extrema-esquerda internacional as piores práticas de intolerância, fechamento intelectual e tentativa de silenciamento de qualquer voz discordante: Ameaças obrigam a cancelar conferência de Jaime Nogueira Pinto

Ameaças à segurança e integridade física de Jaime Nogueira Pinto, feitas por alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas levaram a Direção a cancelar a conferência ‘Populismo ou Democracia: O Brexit, Trump e Le Pen’, agendada para a tarde de terça-feira, dia 7 de março, e onde o politólogo era o principal orador. “Tenho pena. Trata-se de intolerância de quem quer calar opiniões contrárias”, disse Jaime Nogueira Pinto ao CM após saber do cancelamento. O CM sabe que a decisão foi tomada após a Associação de Estudantes apresentar uma moção contra “um evento associado a argumentos colonialistas, racistas e xenófobos” e apelar à Direção para não ceder a sala onde iria decorrer a conferência.

Um país dependente do BCE

Tudo em Portugal depende do BCE, até a verdade. Por Rui Ramos.

(…) quando o véu de fantasia monetária do BCE deixar de cobrir a nudez forte da verdade portuguesa, descobriremos talvez, não o que se passou com as transferências ou com a CGD, mas o que se vai passar com todos nós, para além de todas as mistificações facciosas. Tudo em Portugal depende do BCE, até a verdade.

Brexit and Scottish independence

The hypocrisy of pro-Union Brexiteers. Por Ed West.

Surely no one involved in Brexit, or who supported Brexit, can make any argument against Scottish independence except emotional ones: that the British are a nation and for that reason should stick together. That point was almost entirely absent last time around, with the unionists instead warning that leaving would be a disaster for their economy; with many of the same people then campaigning for a Leave vote.

On a personal level I prefer Scottish unionists to nationalists, probably because I know more, but the idea that Scotland couldn’t survive or even thrive outside the UK strikes me as absurd. They gave the world Adam Smith, after all, and many countries of the same size or smaller do fine; it would almost certainly have to cut spending and the size of its government, but I imagine many nationalists would be happy with that trade-off.

A CGD e os discípulos de Salazar

CGD_afunda

Holodomor: o negacionismo do PCP sobre o genocídio ordenado por Estaline

Em 2017, um dos partidos da base de apoio parlamentar que sustenta o Governo continua a recusar condenar mesmo os piores crimes de Estaline.

Sobre o voto do PSD de condenação pelo “Holodomor”

Leitura complementar: Holodomor.

“Precários”, favoritismo e racionamento de lugares na função pública

À espera para ser funcionário público. Por Miguel Gouveia.

Vários estudos feitos ao longo dos anos sobre remunerações em Portugal mostram que, em geral, para dois trabalhadores com as mesmas características como sejam género, idade, experiência e escolaridade, o trabalhador na função pública ganha mais do que ganharia no sector privado. Este resultado não é completamente universal, havendo algumas exceções como parecem ser exemplos os casos dos informáticos ou dos médicos e talvez algumas funções de topo na administração. Mas para a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses, um lugar na função pública paga mais do que um lugar no sector privado. Se juntarmos a esta vantagem salarial a muito maior segurança no emprego, é fácil ver porque é que um lugar na função pública é uma das grandes ambições de tantos portugueses. O resultado é que qualquer vaga eventualmente aberta na função pública e posta a concurso tem um número de pretendentes verdadeiramente extraordinário. Isso acontece agora mas acontecia mesmo quando os níveis de desemprego eram substancialmente mais baixos.

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