Progressividade fiscal (7)

Referi aqui que a progressividade galopante do IRS é normalmente justificada com a desigualdade de rendimentos. Já vimos que essa desigualdade dificilmente justifica o peso punitivo que incide sobre os 15% de pagantes que carregam 85% do fardo do IRS. É, contudo, interessante levar esta análise mais longe e comparar as distribuições de rendimentos e …

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Progressividade fiscal (6)

Um argumento usado sistematicamente quando se refere a progressividade galopante do IRS é o de que existe uma grande desigualdade de rendimentos. Esta desigualdade de facto existe. Daí até o imposto atingir níveis punitivos vai uma enorme distância. No gráfico acima podemos ver o efeito de concentração do imposto. Temos a distribuição da população, do …

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Progressividade fiscal (4)

Como referido aqui, cerca de 15% da população portuguesa é responsável pelo pagamento de 85% de todo o IRS. Existe também a percepção generalizada de que é a classe média que suporta a fatia de leão deste imposto. Isto levanta uma questão interessante: O que é exactamente a “classe média”? Como vimos aqui, os 15% …

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Progressividade Progressiva

Quando mais de metade dos agregados familiares não paga IRS, é evidente que qualquer redução desse imposto aumentará a desigualdade no curto prazo. A ideia de que a bitola de análise da bondade de uma alteração fiscal passa necessariamente pelo seu impacto na progressividade é estapafúrdia. Assim sendo, nenhum aumento de impostos é temporário (algo …

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Querida progressividade

O meu texto de dia 10 de dezembro, no Diário Económico, sobre a reforma do IRS e os desastres do PS com o coeficiente conjugal. ‘O Governo provavelmente fez bem em recuar na cláusula de salvaguarda, amedrontado, entre outras razões, com as dificuldades informáticas que adviriam se a mantivesse. O Governo não tem tido uma …

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Reflexividade socialista

O Tiago Barbosa Ribeiro faz aqui uma reflexão sobre os acontecimentos recentes na Grécia, em particular a degeneração do PASOK. Como sociólogo que é, compreenderá certamente a crítica que lhe farei: faltou um exercício de reflexividade. Em particular, transpor esta análise para o seu próprio partido. Para tal, basta substituir PASOK por PS, e o …

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