Vai ficar tudo mal: a vertigem do Covid-19

Anunciar a evolução do número de novos casos sem associar o crescimento no número de testes realizados é uma má prática que continuamos a difundir diariamente.

Estranharia que no mundo hoje não estivéssemos a conseguir fazer muito mais testes do que em Abril deste ano. A consequência de se fazerem mais testes é que, necessariamente, há mais casos positivos identificados, por comparação com o pico da crise em Abril. Do mesmo modo, não é líquido que o aumento da testagem a nível mundial não tenha sido acompanhado de uma perda de eficácia, resultante da (má) qualidade de alguns testes, ou até, das suas características (rapidez e simplicidade por vezes implica menos rigor na testagem), com necessário impacto nos chamados “falsos positivos”, ou seja, pessoas que tendo testado positivo, efetivamente não estão com o vírus.

Não me interpretem mal: é importante monitorar a evolução da doença, e rastrear é fundamental; sou totalmente a favor da testagem massiva. Os testes são uma componente essencial da gestão duma pandemia.

Agora, estar diariamente a endeusar estes números e a difundi-los de forma alarmista e até à náusea, sem os interpretar à luz de outros dados bem mais relevantes – como o número de mortos, a sua faixa etária, morbilidade, internados, internados em UCI – é próprio de uma sociedade masoquista dominada pelo pânico.

6 pensamentos sobre “Vai ficar tudo mal: a vertigem do Covid-19

  1. voza0db

    Não me interpretem mal: é importante monitorar a evolução da doença, e rastrear é fundamental; sou totalmente a favor da testagem massiva. Os testes são uma componente essencial da gestão duma pandemia.

    Em resumo: És um boçal.

    Uma reacção química em cadeia de polimerases NUNCA FOI, É ou SERÁ um “teste”!

    De resto a REALIDADE é que para cada uma dessas reacções em cadeia de polimerases que dê uma amplificação se pode ter para a mesma amostra uma reacção sem amplificação…

    Resumo da Fraude a que tu chamas “TESTES”!

  2. Se a intensão é informar o estado e a evolução das contaminações (presença de vírus na garganta dos portugueses) a forma correta de noticiar seria: “Foram feitos 12.432 testes dos quais 2,3% deram positivo”.

    O valor 2,3 é o único relevante para avaliar a evolução da contaminação.

  3. Marques Aarão

    Os velhos marretas de décadas, que abrem os noticiários de uma forma estridentemente abusiva, invadem sem dedecoro e sem cessar a nossa privacidade com Marcelo e outros que tais à cabeça.
    Sobrevoam impunemente a matança que alimentam, mas terão o mesmo destino da vaca voadora de Costa, acabando por aterrar em marcha fúnebre no pântano de que são criadores furtivos, onde serão depositados em fossa comum.

  4. Era bom ler este post aos pivoos das TV. Essa gen, que não é destirtuída, não quer ver o mal que andam a fazer, ao espalhar o pânico.
    Agora só faltava virem os advogados a porem-se em bicos de pés, a dizerem que estão disponíveis para processar os lares de idosos e o estado, onde estãom a ver um bom filão para arranjarem dinheiro.

  5. Oscar Maximo

    Manuel Galvão, errado, porque os testes não são aleatórios. A maioria é feita a quem se desconfia estar infectado, e caso não haja testes em quantidade eles só são feitos a casos mais prioritários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.