Esquizofrenias ou o (miserável) estado da oposição

Apesar de António Costa repetidamente afirmar que a austeridade não será a resposta à pandemia, os portugueses simultaneamente (i) não acreditam e (ii) pretendem reelegê-lo primeiro-ministro.



11 pensamentos sobre “Esquizofrenias ou o (miserável) estado da oposição

  1. JMS

    A austeridade de esquerda é muito mais saborosa.

    A culpa não é dos políticos.

    Os únicos responsáveis pelo estado miserável do país são os idiotas, imbecis e estupidificados portugueses que votam há décadas neste lixo ideológico. E os que ficam em casa nos domingos de eleições.

  2. ATAV

    Os portugueses já experimentaram a austeridade que os insurgentes tanto gostam e decidiram tentar outra coisa.

    Outra coisa que não seja fazer privatizações de empresas em sectores criticos como o energético a regimes autoritarios ou “flexibilizações” do mercado de trabalho que são apenas aumentos dos poderes dos patrões sobre os seus funcionários.

  3. Marques Aarão

    Jesus e Vieira, Cristina e Goucha, Centeno e Costa, e por aí adiante até ao estafado Marcelo.
    E o país basbaque assiste inebriado a horas e dias consecutivos, sem cessar por todas as vias, a estas novelas de cadastrados vendilhões.
    Lembrando George Orwell
    O triunfo com passadeira estendida que o povo (aguenta, aguenta) gosta deles:
    40,4+3,6=44
    Quem já aguentou a soma destas partes de tudo é capaz.

  4. Os portugueses já estão convencidos de que não vai ser possivel evitar a austeridade, mesmo com os milhares de milhões da UE, que, de qualquer modo, vão chegar mais tarde, aos poucos e condicionados. Percebem que entretanto o desemprego vai continuar a aumentar, que a carga fiscal vai subir e que o Estado vai ter de cortar despesa corrente e investimento. Os milhares de milhões da UE vão apenas ajudar à recuperação numa fase e num tempo posteriores.
    Mas, muitos desses portugueses também consideram que essa austeridade não virá por culpa da governação de António Costa, tanto nos últimos anos como no modo como tem enfrentado a pandemia, no plano sanitário e no plano das medidas económicas imediatas. Antes pelo contrário. A austeridade aparece como uma fatalidade e não como uma falha do governo atual.
    E, para mais, muitos portugueses até acreditam que, sendo inevitável, haverá menos austeridade com um governo de esquerda do que com um governo da direita, que é visto como sendo mais propenso a fazer mais ajustamentos e mais cortes do que é absolutamente indispensável. As afirmações de António Costa em como não haverá austeridade são vistas não tanto como uma incongruência mas mais como uma manifestação da sua boa vontade em aceitar e praticar o minimo de austeridade absolutamente necessária.
    É verdade que o principal da austeridade que se anuncia, sobretudo no que decorre do aumento do desemprego para uns e dos impostos para outros, não é uma consequência e uma responsabilidade directas do atuação do governo actual mas é sim uma consequência inevitável do efeito da pandemia sobre a economia. É verdade que, qualquer que fosse o governo em funções, a austeridade seria inevitável. É verdade que a generalidade dos outros paises, mesmo os mais bem preparados, não vai também conseguir evitar alguma dose de austeridade, em todas as suas dimensões (emprego, fiscalidade, gastos do Estado).
    Neste sentido, a aparente incongruência dos portugueses até assenta numa certa racionalidade e é, por isso, compreensivel e dificil de criticar.
    O que, infelizmente, muitos portugueses não percebem ainda, mas ainda não percebiam já antes da pandemia, é que a governaçao da António Costa, antes, durante e pós pandemia, vai fazer com que a austeridade seja ainda maior do que seria caso o pais tivesse sido e viesse a ser governado com outro tipo de politica.
    Ou seja, o que muitos portugueses não conseguem é distrinçar na austeridade que se anuncia a parte que é uma consequência directa e inevitável da pandemia da parte que resulta dos erros de governação de António Costa, mais até nos anos que precederam a pandemia e do que virá no pós pandemia do que nos escassos meses da emergência durante a pandemia.
    São da responsabilidade do governo actual os erros de politica cometidos nos últimos anos, nomeadamente na total ausência de reformas estruturais, e que explicam que o pais tenha chegado ao inicio de 2020 sem qualquer margem financeira para poder fazer face às consequências económicas da pandemia e, sobretudo, para poder atenuar o nivel de austeridade que vai ser inevitável suportar nos próximos tempos e até nos próximos anos.
    São da responsabilidade do actual governo os erros que foram e estão a ser cometidos no combate imediato à pandemia e aos seus efeitos, tanto no plano sanitário como, sobretudo, económico. Por exemplo, já se percebeu que o confinamento e o desconfinamento sanitários foram mal feitos e são um dos principais factores de agravamento da crise económica. Por exemplo, já se percebeu que as medidas económicas de emergência, embora tenham permitido no imediato evitar despedimentos e o atrofiamento e fecho de empresas, ao adiarem os ajustamentos no mercado por parte dos agentes económicos vão a prazo ter um efeito preverso e agravar ainda mais a crise económica.
    Serão da responsabilidade deste governo, que tudo indica estará em funções nos tempos que se seguem, os erros que já se percebeu virão a ser cometidos no modo como será gerida a fase pós pandemia, com uma ainda maior aposta no papel centralizador e gastador do Estado, atrasando e prejudicando a recuperação e a restruturação da economia.

  5. Marques Aarão

    NO LIMITE DO ABSURDO
    “Os debates parlamentares não devem ser utilizados para gritarias inúteis, que apenas servem para os seus protagonistas figurarem nas aberturas das noticias e se destacarem nas capas dos jornais”
    Mais ou menos por estas palavras ouvi isto de Rio e pasmei.
    Aviso desde já o líder do maior partido da oposição que eu quero ouvir o mais possível a falta de qualidade dos supostos deputados da Nação, que ao fim e ao cabo não passam de figurantes em claques adestradas que só erguem a voz para engraxar os sapatos do dono, ou maltrapilhar os opositores abancados mesmo ao lado.
    O Dr. RR apenas demonstrou que pretende esconder as poucas vergonhas que nos representam, ameaçando os meninos dos coros que para não levarem orelhas de burro atribuidas pelos cidadãos que lhes pagam, levam o castigo infantil de não ir para o recreio brincar às escondidas com palhaçadas.

  6. Francisco Miguel Colaço

    voza0db,

    Deste PSD talvez não. Mas Pedro Passos Coelho, mesmo não sendo um verdadeiro liberal, deixou o país a crescer. Depois de mais uma emergência financeira provocada pelos escarralhados do PS.

    É fácil governar com juros baixos ou negativos e quando há dinheiro. Quando não há começam as defecções dos defecantes socialistas. O Semtino já se escapuliu para a única posição em que poederia ser juiz daquilo que fez ou não fez enquanto Mentiristo do Pilim. O Cocosta já dá ares de quem não quer mesmo vencer as eleições se não for em maioria absoluta — para quê escrutínio?

    Não acho que o Rui Rio esteja a agir bem, mas compreendo o que ele faz e porque o faz. Pensa certamente que ao Cocosta corda para se enforcar, perante a imprensa bem presa que temos, é a única maneira de convencer os portugueses de que o desgoverno socialista é para arredar. Mas não acho que esteja certo.

    ANEDOTA SOVIÉTICA:

    Napoleão ressuscita e vai ao desfile do Primeiro de Maio, na União Soviética. Brejnev mostra-lhe o arsenal, os tanques e os mísseis. Napoleão lê com avidez o Pravda. Durante o desfile não faz outra coisa. Só ler o Pravda. E exclama, para si:

    — Majéstico! Fabuloso!

    Capta a atenção de Bejnev:

    — É verdade. Com estes tanques e mísseis, teria vencido Waterloo num ápice.

    — Quais tanques? Quais mísseis? Refiro-me ao Pravda. Com este jornal, ninguém saberia que eu tinha perdido!

  7. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    “É fácil governar com juros baixos ou negativos e quando há dinheiro.”

    Você defende que se governe com os juros altos independentemente do ciclo económico e com austeridade permanente.

    Na mente dos insurgentes adoptar este tipo de politicas públicas que minimizam o sofrimento das pessoas é um anátema
    O que é preciso é enfiar ideologia pela garganta abaixo, custe o que custar, doa a quem doer.

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