As Consequências Da Crise

Partilho neste post o texto absolutamente essencial do Carlos Guimarães Pinto, ex-presidente da Iniciativa Liberal, sobre as consequências da crise actual:

Têm-me perguntado algumas vezes a minha opinião sobre as consequências da crise. Vamos lá fazer uma análise o mais factual possível dadas as circunstâncias:

– Com a actual política de isolamento a capacidade produtiva do país está reduzida. Cálculos por alto, em cerca de 1/3. Ou seja, por cada dia de isolamento devemos estar a perder 0,1% do PIB anual.

– A queda do produto leva por definição à queda do rendimento. Não há como escapar à matemática. São menos 200 milhões de rendimento por dia de isolamento, 20€ por português.

– A questão é como essa perda será repartida.

1. Pode recair mais sobre os trabalhadores sob a forma de desemprego. Trabalhadores sem contratos fixos tenderão a ser dispensados. Aqui incluo aqueles que em teoria são empresários, mas que na realidade são apenas trabalhadores por conta própria. Isto exigirá uma rede de segurança importante porque muitos, especialmente os mais precários, poderão cair nas malhas da pobreza em pouco tempo.

2. Pode recair mais sobre as empresas. Isto pode parecer tentador politicamente porque as empresas não têm rosto. No entanto, se recair sobre as empresas perde-se capacidade de recuperação. Se obrigarmos empresas a manter empregos sem produzir, muitas irão à falência e outras ficarão sem capacidade de investimento. Isto afectará negativamente as possibilidades de recuperação.

3. Pode recair sobre a máquina do Estado, algo improvável dadas as condicionantes políticas e constitucionais. Mas se se prolongar por muito tempo duvido que essas condicionantes sejam suficientes.

4. Pode recair sobre aqueles que continuam a produzir sob a forma de impostos mais altos para subsidiar quem deixou de produzir. Parece-me provável que aconteça, mas também isto irá limitar a possibilidade de recuperação.

5. Podemos usar a almofada financeira que os superavites dos últimos anos ajudaram a acumular (ahahah, apanhei-vos, foi só para relaxar, este post estava demasiado sério)

6. Podemos ter a expectativa de recair sobre os nossos parceiros europeus. Uma parte certamente irá recair. Mas não nos podemos esquecer que eles irão atravessar crises semelhantes e dificilmente estarão disponíveis para grandes ajudas porque os povos de cada país irão questionar a conveniência de estar a ajudar outros países quando eles próprios estão a atravessar uma crise.

– No final não há boas soluções. Se recair mais sobre os trabalhadores teremos situações graves de pobreza. Se for sobre as empresas ou sobre a parte da economia que continua a produzir, a recessão demorará mais tempo e o rendimento irá cair mais. Os próximos tempos serão de muita luta política para distribuir estas perdas.

– A única forma de aligeirar o impacto é levantar o isolamento. Aqui há 3 considerações:

1. Temos que fazer uma análise de risco. Aqui não vale a pena ser lírico: não é só salvar vidas que está em causa. Se fosse já teríamos proibido os automóveis que matam centenas por ano. Se fosse, estaríamos em isolamento todos os anos para evitar as mortes pela gripe normal. Nós aceitamos que a vida tem riscos, que viver é a grande causa de morte e não deixamos de viver por isso.

2. A crise económica também tem um custo em termos de número de vidas. Isso está estudado. Entre stress, pior alimentação e negligência de cuidados de saúde, durante crises económicas a mortalidade tende a crescer.

3. Por outro lado, quebrar o isolamento também tem custos económicos. Quebrar o isolamento com o vírus à solta continuará a limitar a produção. Certamente não resolveria toda a perda de rendimento. Com ou sem isolamento, o turismo irá sofrer, por exemplo.

Até ser encontrada uma cura ou uma vacina, é esta a situação: perdemos 200 milhões de euros de rendimento por dia para diminuir o risco. Essa perda acabará dividida por todos. Esta não é altura de entrar em lirismos e deixar de fazer análises custo-benefício. Aliás, nunca houve uma altura mais importante para as fazer.

35 pensamentos sobre “As Consequências Da Crise

  1. Caro Senhor

    Como é referido a produção foi reduzida em 1/3 ( que não a capacidade produtiva ). Se essa redução se prolongar por 3 meses, representa uma quebra do Produto nacional de 8 a 10%. para agravar a situação, e muito essa quebra é mundial, o que significa que não poderemos contar com os mercados externos para nos ajudarem a recuperar.
    Uma quebra internacional dessa magnitude terá impacto nos anos seguintes, devido a quebra de rendimentos e procura, a falência de entidades produtivas e desemprego, e desta vez como consequência e não como causa, a uma crise financeira.

    A última vez que uma redução desta magnitude se verificou foi a seguir ao “crash” de 1929: e se a memória histórica não falhar, saberão das convulsões sociais e políticas que ocorreram em consequência da mesma; e da imensidade de mortas que trouxeram.

    Tenham muito medo dos anos das vacas magras!

    Cumprimentos

  2. Filipe Bastos

    Aqui temos os pés de barro do mui incensado capitalismo. E ninguém se questiona porquê este absurdo.

    Como disse o Silveira, a capacidade produtiva está intacta. As fábricas, as máquinas, as viaturas, os recursos, até as pessoas são as mesmas. A oferta não mudou, a procura pouco mudará – com marketing q.b., a carneirada turística e consumidora esquece isto tudo.

    Toda a gente continua a precisar de comer, de se vestir, de comprar casas e carros e iphones e tudo o que sempre comprou. O planeta está igual, continua a haver sol, chuva, mar, petróleo, gás, tudo.

    Ao contrário duma guerra, como a Alemanha em 45, nada foi destruído. Ao contrário duma pandemia a sério, como a de 1918, não morreram pessoas aos magotes. Então que mudou? Qual a diferença?

    Por que raio há-de haver uma crise brutal só porque se pára algumas coisas durante umas semanas? O que devíamos fazer, isso sim, é aproveitar para dar uma grande volta a isto. Mas nem assim fanáticos do ‘mercado’ como CGP abrem os olhos. Dá-lhes jeito não os abrir.

  3. Luky, a depressão foi a consequência do crash. A SOLUÇÃO para a depressão foi a guerra, que resultou maravilhosamente para os anglosaxónicos; roubaram cientistas à Alemanha, Rússia, etc, tomaram conta do petróleo no norte de África, impediram o rearmamento dos países que perderam a guerra, e com o plano Marshall ganharam milhões e expandiram para a europa seus investimentos (que é uma forma de dominação). Não me diga que isto não foi, de facto uma boa SOLUÇÃO.

    Filipe, é certo que os equipamentos de produção estão intactos. Porém, até que volte a haver procura, eles não são necessários, e os banqueiros internacionais estão à espreita pela oportunidade de fazerem mais uma concentração de capital, como aconteceu com a depressão do subprime.
    Pode acontecer que os países que se adivinha serem os mais prejudicados, não aceitem essa lógica desta vez. Muitos desses são europeus… outros são asiáticos. A China não deve ser pêra doce de roer, se não aceitar essa lógica.

  4. Nos EUA liberais é assim: quem tem seguro, vai para o hospital e cura-se, quem não tem dinheiro para o seguro, morre na valeta e é enterrado na vala comum…

    Quanto menos Estado melhor – para os mesmos…

  5. Olympus Mons

    Esta esquerdalhada que comenta aqui não tem cura…
    Por muito que seja consensual, de Krugman a friedman ou quem quiserem, que o capitalismo é um jogo positive-sum game em que todas as partes envolvidas ficam melhores, até porque resulta de uma troca voluntaria que as pessoas determinaram fazer… estes esquerdoides continuam a achar, contra todas as evidências, que é um zero-sum-game – que implica que o valor é sempre o mesmo por isso para uns ganharem outros estão a perder nessa exacta medida (soma zero).

    Vários estudos em psicologia demonstram que os esquerdoides só atribuem este zero sum ao status quo que existe. Ou seja olham para o mundo á sua volta e consideram que ele é o resultado de Zero-sum…mas se estiverem perante uma alteração (por exemplo revolução) já não consideram que seja um Zero-sum. Tudo o que querem é ir roubar o status quo, mas se lhes perguntarem se esse roubo não vai resultar em Zero-sum…já não estão a ver que assim seja. Que doença mental estranha,

    Do why people (esquerdoides) believe in Zero-sum economy (comunas). De Samuel G. B. Johnson

    Zero-sum thinking and aversion to trade pervade our society, yet fly in the face of everyday experience and the consensus of economists. Boyer and Petersen’s evolutionary model invokes coalitional psychology to explain these puzzling intuitions. I raise several empirical challenges to this explanation, proposing two alternative mechanisms—intuitive mercantilism (assigning value to money rather than goods) and errors in perspective-taking.

  6. Olympus Mons

    Nos EUA liberais é assim: quem tem seguro, vai para o hospital e cura-se, quem não tem dinheiro para o seguro, morre na valeta e é enterrado na vala comum…

    Mesmo vendo que o ratio de mortes por milhão de habitante e mortalidade por casos confirmados nos estados unidos é melhor do que na europa dos SNS… basta uma pequenina historieta na TV, burrita, mal desenhada e adolescente para convencer este pessoal…. Realmente a imprensa conhece-vos muito bem.

  7. ATAV

    Já o disse antes e repito-o novamente: devia existir um lugar especial no inferno para canalhas como o Carlos Guimarães Pinto. Aqui, este individuo debita ideologia e propaganda até dizer chega. E tudo para fazer recomendações que levariam a que a crise se tornasse numa depressão profunda.
    :
    Vamos por partes:
    “1. Pode recair mais sobre os trabalhadores sob a forma de desemprego. Trabalhadores sem contratos fixos tenderão a ser dispensados.”

    Os precários são os primeiros a ir. Então o mercado de trabalho “flexível” não era a melhor coisa deste mundo? Então porque será que os liberais estão sempre a pedir flexibilizações do mercado laboral?

    “Aqui incluo aqueles que em teoria são empresários, mas que na realidade são apenas trabalhadores por conta própria.”

    Aqui tem razão. Os empresários foram esquecidos e isso não é justo. Agora alguns estão abrangidos pelo “Lay-off” mas mesmo assim não cobre todos. Continua insuficiente.

    “Isto exigirá uma rede de segurança importante porque muitos, especialmente os mais precários, poderão cair nas malhas da pobreza em pouco tempo.”

    Nunca ouvi o CGP ou alguém daqui mandar vir com o Passos Coelho por causa da crueldade dos cortes ao subsidio de desemprego no pico da crise anterior. Devem-se ter esquecido…

    “2. Pode recair mais sobre as empresas. Isto pode parecer tentador politicamente porque as empresas não têm rosto.”

    Chuif, chuif… Pobres empresas sem voz… Abandonadas ao ditames cruéis dos “socialistas”. Claro que para isso ser verdade temos que ignorar as confederações patronais como a CIP e a CCP, os lobistas que vão para a comunicação social passar a mensagem dos empresários como o Tiago Caiado Guerreiro ou o Júdice, os Think Tanks que defendem os interesses dos empresários como o Forum para a Competitividade ou mesmo a representação parlamentar da IL que basicamente existe para defender o patronato. Claro que existem outros partidos amigos das empresas como o CDS, Chega, PSD e até mesmo a ala centrista do PS. E o que dizer daquelas entrevistas que os jornais económicos fazem aos empresários para lhes lavar a imagem? Enfim, coitadas das empresas, sem rosto, voz ou representantes que lhes valham.

    “No entanto, se recair sobre as empresas perde-se capacidade de recuperação. Se obrigarmos empresas a manter empregos sem produzir, muitas irão à falência e outras ficarão sem capacidade de investimento. Isto afectará negativamente as possibilidades de recuperação.”

    E aqui está o pior de tudo. Mandar vir com o Lay-off preferindo que as empresas despeçam. Um trabalhador no desemprego corta no consumo e fica inactivo. Isto é o principal factor de agravamento das crises. Se estiver em lay-off, quando a quarentena acabar pode voltar ao trabalho e retomar a produção. O CGP é professor de economia logo ele sabe isto. Portanto o que temos aqui é um desejo que a crise seja o mais grave possível. Tão repugnante como o psicopata holandês…

    “3. Pode recair sobre a máquina do Estado, algo improvável dadas as condicionantes políticas e constitucionais. Mas se se prolongar por muito tempo duvido que essas condicionantes sejam suficientes.”

    Pronto. Aqui dá a entender que os cortes na máquina do estado não terão custos. Basicamente subscreve a teoria que o estado não cria valor algum. E que peças da máquina é que ele se refere? Quer despedir médicos e enfermeiros? Professores? Policias? Tudo gente que não acrescenta valor, claro. Talvez queira cortar pensões aos idosos. Ou então talvez cortar os subsídios de combate à pobreza. Enfim, não interessa. É, segundo o CGP, basicamente uma questão burocrática que não tem impacto na sociedade…

    “4. Pode recair sobre aqueles que continuam a produzir sob a forma de impostos mais altos para subsidiar quem deixou de produzir. Parece-me provável que aconteça, mas também isto irá limitar a possibilidade de recuperação.”

    Ah! A conversa dos criadores de riqueza. Desempregado? Improdutivo! Aumentar impostos? Deus nos valha de haver um estado redistributivo. Dá cabo da economia!

    “5. Podemos usar a almofada financeira que os superavites dos últimos anos ajudaram a acumular (ahahah, apanhei-vos, foi só para relaxar, este post estava demasiado sério)”

    Crápula. Ele sabe bem que a divida diminuiu nos últimos anos e Portugal atingiu o superavit. Por falar nisso, já não mandam vir com as “cativações” do Centeno?

    “6. Podemos ter a expectativa de recair sobre os nossos parceiros europeus. Uma parte certamente irá recair. Mas não nos podemos esquecer que eles irão atravessar crises semelhantes e dificilmente estarão disponíveis para grandes ajudas porque os povos de cada país irão questionar a conveniência de estar a ajudar outros países quando eles próprios estão a atravessar uma crise.”

    Comunidade de nações que se ajudam entre si nos momentos difíceis? Não segundo a ideologia liberal. É cada um por si e aqueles que estiverem por cima têm todo o direito de espezinhar os que estão abaixo.

    “– No final não há boas soluções. Se recair mais sobre os trabalhadores teremos situações graves de pobreza. Se for sobre as empresas ou sobre a parte da economia que continua a produzir, a recessão demorará mais tempo e o rendimento irá cair mais. Os próximos tempos serão de muita luta política para distribuir estas perdas.”

    Há soluções melhores que outras. A austeridade é péssima. É aquela que os liberais preferem. Isto inclui os “holandeses” honorários…

    “1. Temos que fazer uma análise de risco. Aqui não vale a pena ser lírico: não é só salvar vidas que está em causa. Se fosse já teríamos proibido os automóveis que matam centenas por ano. Se fosse, estaríamos em isolamento todos os anos para evitar as mortes pela gripe normal. Nós aceitamos que a vida tem riscos, que viver é a grande causa de morte e não deixamos de viver por isso.”

    Exactamente os mesmos argumentos que os Trumpistas e Bolsominions utilizam. Lindo exemplo… Foi só o Trump e os empresários dizerem que a economia tinha de ser aberta o quanto antes que os “insurgentes” saltaram todos da toca a papaguearem os mesmos argumentos. É bonito ver respostas tão imediatas à voz dos donos.

    “2. A crise económica também tem um custo em termos de número de vidas. Isso está estudado. Entre stress, pior alimentação e negligência de cuidados de saúde, durante crises económicas a mortalidade tende a crescer.”

    Portanto toca a fazer sugestões para agravá-la como por exemplo querer que o lay-off acabe e que as empresas despeçam.

    “3. Por outro lado, quebrar o isolamento também tem custos económicos. Quebrar o isolamento com o vírus à solta continuará a limitar a produção. Certamente não resolveria toda a perda de rendimento. Com ou sem isolamento, o turismo irá sofrer, por exemplo.”

    Concordo. Um bom exemplo de “Stopped clock”!

    “Até ser encontrada uma cura ou uma vacina, é esta a situação: perdemos 200 milhões de euros de rendimento por dia para diminuir o risco. Essa perda acabará dividida por todos. Esta não é altura de entrar em lirismos e deixar de fazer análises custo-benefício. Aliás, nunca houve uma altura mais importante para as fazer.”

    A economia recupera-se. As mortes não. Mais uma coisa que ele deveria saber.

    O CGP quer ajudar? Vá convencer os seus colegas liberais do Norte a permitirem que o BCE financie directamente a resposta ao Covid-19 como os ingleses acabaram de fazer em vez de tentar distribuir austeridade. É solução que acarreta menos dor. Mas minimizar a dor não é o objectivo do CGP ao escrever este artigo.

  8. Olympus Mons,

    A esquerda usa de meios científicos nos seus sistemas de produção para resolver de forma cabal os problemas que não existem nos sistemas de mercado livre.

    Seria uma boa prova de inteligência da minha parte se o dito fosse meu. Mas não. Ouvi-o de um soviético há muitos anos.

  9. Teixeira Páscoa,

    Isso é em Nova Iorque, onde existe um mayor democrápula, um desgovernador democrápula e um presidente da república mais ou menos decente, acompanhado por uma burrocracia que o é muito pouco.

    As valas comuns eram muito prevalecentes na União Soviética. Por exemplo, na Ucrânia do Hologomor.

    Cante agora a internacional como a nossa mentirista da não-saúde, a Marta Treslida Simões.

  10. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Prefiro pessoas bem intencionadas que cometem erros honestos que crápulas que tentam provocar mais miséria só para tentar impingir a ideologia deles. Ideologia essa que o eleitorado não quer, diga-se de passagem.

  11. ATAV

    Outra coisa. O CGP acabou literalmente de escrever um artigo sobre como fazer a distribuição de miséria. Uma critica recorrente que os liberais daqui gostam muito de fazer ao “socialismo”.

    Fica aqui registado!

  12. Filipe Bastos

    “Ideologia essa que o eleitorado não quer, diga-se de passagem.”

    ATAV, essa serve tanto para o CGP e demais fanáticos direitalhas como para o PCP e demais comunas, já reparou? O eleitorado não quer nem uns nem outros.

    O que o eleitorado quer, diga-se também de passagem, não é grande exemplo: quer mais do mesmo. Mais centrão podre.

    O eleitorado que ainda vota, claro. Porque metade ou mais nem vota. E faz muito bem. Votar é legitimar esta partidocracia podre.

  13. Filipe Bastos

    Olympus,

    “o capitalismo é um jogo positive-sum game em que todas as partes envolvidas ficam melhores … resulta de uma troca voluntaria que as pessoas determinaram fazer… estes esquerdoides continuam a achar, contra todas as evidências, que é um zero-sum-game”

    Claro que é um zero-sum game. Para haver ricos tem de haver pobres. Só uma pequena minoria pode ser rica.

    Para haver mansões e jactos e iates e férias na neve, alguém tem de construir, manter, reparar, limpar e operar tudo isso. Alguém tem plantar batatas, servir à mesa e recolher o lixo. A não ser um zero-sum game, quem acha que fará tudo isto? Os ricos?

    Pode não o parecer a nível individual: quando uma pessoa se torna rica, os outros ricos não deixam de ser ricos. Tal como se uma pessoa deixar de trabalhar, a sociedade não deixa de funcionar. Mas que acontece se forem muitas? E se forem todas?

    Até o mui celebrado feito do capitalismo de “levantar pessoas da pobreza” é um zero-sum game: os milhões de empregos semi-escravos criados na Ásia são empregos perdidos no Ocidente.

    Isto só é “voluntário” na medida em que as pessoas não querem morrer de fome. Claro que preferiam viver em mansões e ser servidos do que servir os ricos. Mas não podem. Porque é um zero-sum game e só uns poucos podem ser ricos.

    Olympus, v. é estúpido ou faz-se?

  14. Olympus Mons

    Mentalidade de ladrão,como ATAV e Filipe, é insistente na nossa cultura. Aliás faz parte dela como sabemos pelos mitos do Proto-indo-europeu – O mito dos ladroes de gado (trito Myth) vem connosco desde o inicio das culturas e civilizaçoes.
    Observam algo que não têm, logo vamos procurar uma qualquer desculpa para fazer Cattle raiding. Não temos como fugir ao facto de eles nascerem. … Mas todos sabem o que sempre se fez aos ladroes de gado, certo?

  15. Filipe Bastos

    Ó Olympus,

    Esse pseudoscientific mumbo-jumbo costuma funcionar? Talvez resulte bem em festas, nos seus compinchas direitalhas que compraram canudos de marketing nas Católicas e nos INSEADs da vida, e que vomitam buzzwords como “disrupção” e “monetizar” a cada minuto, mas por aqui não se safa.

    Ladrões são os mamões a quem v. lambe o cu. Roubam todos os dias o fruto do trabalho a quem trabalha, acumulam fortunas obscenas que deviam estar ao serviço de todos, e monopolizam poder e influência fora de qualquer controlo democrático.

    Como disse alguém no outro dia, salvo erro no Aventar:

    “Podes ser uma grande besta, mas deves ter pelo menos a decência intelectual de perceber que se existe um bolo com 10 fatias para 10 pessoas, e se uma comer 8 fatias, as outras 9 ficam com apenas 2 fatias para distribuir entre si.

    Isto até uma criança do infantário percebe.

    Se não percebes isto, para além de intelectualmente desonesto, és um bocadinho limitado.”

  16. ATAV

    Filipe Bastos

    “ATAV, essa serve tanto para o CGP e demais fanáticos direitalhas como para o PCP e demais comunas, já reparou? O eleitorado não quer nem uns nem outros.”

    Já. Mas os comunas estão um pouco mais comedidos que os liberais durante esta crise. Os comunas não estão a reivindicar a nacionalização em massa da economia, mas os liberais já salivam com a perspectiva de mais austeridade para impingirem privatizações a torto e a direito.

    Mesmo assim creio que o eleitorado mais facilmente apoiaria a nacionalização de monopólios naturais e empresas dominantes que costumavam estar sob domínio público (REN, ANA, e CTT) ou das PPPs rodoviárias do que a privatização de mais empresas públicas.

    “O que o eleitorado quer, diga-se também de passagem, não é grande exemplo: quer mais do mesmo. Mais centrão podre.”

    As pessoas geralmente preferem evolução à revolução. E quem as pode censurar? Ninguém gosta de se meter em aventuras apadrinhadas por fanáticos.

  17. ATAV

    Olympus Mons

    “Mentalidade de ladrão,como ATAV e Filipe, é insistente na nossa cultura. Aliás faz parte dela como sabemos pelos mitos do Proto-indo-europeu – O mito dos ladroes de gado (trito Myth) vem connosco desde o inicio das culturas e civilizaçoes.
    Observam algo que não têm, logo vamos procurar uma qualquer desculpa para fazer Cattle raiding. Não temos como fugir ao facto de eles nascerem. … Mas todos sabem o que sempre se fez aos ladroes de gado, certo?”

    Resumindo: Redistribuição é roubo e quem a fizer deve ser enforcado. *Sigh*… Não esperaria outra coisa de alguém que se vangloria de espancar cães…

  18. Filipe Bastos

    ATAV,

    “As pessoas geralmente preferem evolução à revolução.”

    É uma maneira de ver a coisa. Outra é: apatia e carneirismo.

    Por isso que nada muda, nem vai mudar. Continuaremos a ser chulados, roubados e gozados por mamões, por estas pseudo-elites e pelos seus fantoches pulhíticos.

    “Não esperaria outra coisa de alguém que se vangloria de espancar cães…”

    O Olympus espanca cães? Essa para mim é nova. Como assim?

  19. Olympus Mons

    @filipe

    O bolo existe?????

    O bolo não existe – Alguém planeou o bolo, comprou ingredientes, inventou a receita, fez o bolo e é dono do bolo!

    Agora chega o Filipe e amigos e democraticamente decidem os 9, contra o 1 que fez o bolo, que democraticamentedecidem que o bolo é para repartir pelos 10, violando a propriedade privada dele. Você é um ladrão.

    Você e os 9 amigos não podem decidir democraticamente que querem ter relações sexuais com aquela miúda e mesmo se ela não quiser, vocês decidiram democraticamente, que a podem violar.

    Você e os 9 amigos decidem que os 50 euros que eu tenho na carteira, são para repartir pelos 10….Já percebeu?

    O que me espanta é a quantidade de filipes que existe que não tentam fazer um bolo, falhar 9 vezes e mesmo assim continuar a insistir em faze-lo e quando finalmente conseguem fazer 1 bolo , repartem com os outros 9 —- Não existe. Que estranho!
    … Ladrões

  20. Olympus Mons

    #Filipe.

    O Olympus espanca cães? Essa para mim é nova. Como assim?

    O comuna ATAV decidiu que eu espanco cães. Por isso eu sou espancador de caes e devo ser punido.
    Tal como nas terras dos comunas apontam para alguém e dizem: Reacionário! E esperam que ele vai para a Gulag.

    Esta escumalha denuncia-se em cada detalhe.

  21. Olympus Mons

    @ Filipe,

    Olympus, v. é estúpido ou faz-se?

    Como explicado no texto (nem é no meu, mas no cientifico que coloquei excerto do abstract) … Você é o certificação do estupido e cognitivamente deficiente… não era esse precisamente o ponto do paper?

  22. Olympus Mons

    Esse pseudoscientific mumbo-jumbo costuma funcionar

    Esse mumbo-jumbo é chamado cultura, conhecimento, expertise, ciência…. Tantos nomes bonitos meu caro ladraozeco com complexo de inferioridade. Ler um pouco mais talvez ainda o salve.

  23. Olympus Mons

    @ATAV
    Idiota… a esta eu respondo.
    Se percebesse alguma coisa sobre o ser responsável por um animal e ser reconhecido pelo cão como o líder da alcateia que ele precisa (especialmente quando são de grande porte), saberia que uma das coisas essenciais é não lhe dar atenção sempre que ele lha pede.

    Você não acerta uma.

  24. ATAV

    Olympus Mons

    “O bolo não existe – Alguém planeou o bolo, comprou ingredientes, inventou a receita, fez o bolo e é dono do bolo!
    Agora chega o Filipe e amigos e democraticamente decidem os 9, contra o 1 que fez o bolo, que democraticamentedecidem que o bolo é para repartir pelos 10, violando a propriedade privada dele. Você é um ladrão.”

    O Filipe e os 9 amigos dele, através do impostos, pagaram a educação do mestre pasteleiro, garantiram-lhe acesso à saúde e sustentaram a segurança social que permite que o mestre pasteleiro não caia na miséria caso vá à falência. Também pagam um sistema de justiça que garante a existência do estado de direito para proteger a propriedade do pasteleiro e as estradas por onde os bolos são expedidos.

    Os produtores dos ingredientes utilizados pelo mestre pasteleiro são subsidiados pelos impostos do Filipe e dos amigos para venderem a farinha e o açúcar a baixo preço. As máquinas utilizadas para aumentar a produtividade do negócio do mestre pasteleiro foram desenvolvidos graças a inovações tecnológicas desenvolvidas em laboratórios universitários pagos com o impostos do Filipe e companhia. Os impostos do Filipe também resgataram o banco que fez o empréstimo do mestre-pasteleiro.

    O mestre-pasteleiro decidiu expandir o seu negócio. Foi contratar outros pasteleiros que receberam formação técnico-profissional pago pelos impostos do Filipe e dos amigos. Aproveitou e contratou também um engenheiro alimentar para o desenvolvimento de produtos inovadores. Fez uma boa escolha, o engenheiro tinha-se formado com uma das melhores médias do curso da universidade sustentada com o dinheiro dos impostos do Filipe e dos amigos.

    Mas uns pagam mais do que recebem. Que injustiça! Claro que ao aumentar a redistribuição, a população ganhou poder de compra para poder adquirir os bolos do mestre-pasteleiro, mas isso não interessa. O que interessa é que o mestre pasteleiro fez tudo sozinho e merece a totalidade dos rendimentos do seu esforço. Clientes, fornecedores, trabalhadores e contribuintes não interessam. Ninguém mais contribuiu.

    Mas os outros é que são ladrões…

  25. ATAV

    Olympus Mons

    “Idiota… a esta eu respondo.
    Se percebesse alguma coisa sobre o ser responsável por um animal e ser reconhecido pelo cão como o líder da alcateia que ele precisa (especialmente quando são de grande porte), saberia que uma das coisas essenciais é não lhe dar atenção sempre que ele lha pede.
    Você não acerta uma.”

    Houve uma altura em que precisei de ter cães de guarda e arranjei cães de grande porte. Quando estão bem treinados sabem que há uma altura especifica para brincadeira e não andam constantemente em cima do dono.

    Também reconheço canastrões que acham que treino é ao pontapé.

  26. Olympus Mons

    @ATAV,
    Você não vale muito tempo mas aqui vai.
    Redistribuição? Mais?

    Em Portugal, 50% dos contribuintes não paga IRS!

    Dos outros que pagam, mais de 18% dessa receita é paga por pessoas que ganham mais de 100 mil euros que são 1.3% dos contribuintes – Idiota vai roubar quem? 1,3% paga quase 20% do IRS e quer redistribuir mais?

    Dos restantes, os que ganham entre 50 mil e 100 mil euros, são 7% e pagam 30% do IRS! – É a estes que quer gamar?

    Nesse mundo patológico as pessoas ganham o que ganham porque sai na tombola tipo euromilhoes. Que psicologia gatuna.

    Mais pateta que Patetas que nem percebem que não tem a quem roubar não há…!

  27. ATAV

    Olympus Mons

    “Dos outros que pagam, mais de 18% dessa receita é paga por pessoas que ganham mais de 100 mil euros que são 1.3% dos contribuintes – Idiota vai roubar quem? 1,3% paga quase 20% do IRS e quer redistribuir mais?”

    Sim. Dá para redistribuir mais. Os nórdicos fazem-no há anos sem problemas. França também. E não só através dos impostos sobre o rendimento. Também através do IRC, impostos sobre as mais valias, propriedade e riqueza. Pela via fiscal há imensas maneiras.

    Mas também por outras vias, nomeadamente no salário mínimo, contratação colectiva e limites aos leques salariais das empresas. Desta maneira os trabalhadores ganhavam mais logo à cabeça. Também pode-se aumentar a redistribuição através do reforço do SNS e do sistema de educação de forma a reduzir os tempos de espera e melhorar as condições das escolas.

    O que não falta são maneiras de fazer redistribuição. E o que se pede em troca é que pessoas que ganham mais de 100 000 euros por ano fiquem com uma casa de férias mais pequena e não ofereçam um mercedes à filhota quando ela fizer 18 anos. Recebe um Honda… E em troca recebem uma sociedade mais justa e menos propensa a revoluções e sublevações devido à falta de coesão. E isso é bom para os negócios…

    “Dos restantes, os que ganham entre 50 mil e 100 mil euros, são 7% e pagam 30% do IRS! – É a estes que quer gamar?”

    Fazem menos viagens e ganham um serviço de saúde melhor e podem por os filhos em escolas decentes. E ainda poupam nos seguros de saúde.

    “Nesse mundo patológico as pessoas ganham o que ganham porque sai na tombola tipo euromilhoes. Que psicologia gatuna.”

    No seu mundo a meritocracia define-se pela conta bancária. Está cheia? Mereceu todos os cêntimos. Não tem nada? Não passa de um imprestável… Dá para ver pela maneira estupida como repete aquele mantra demente: “Imposto é roubo”, “imposto é roubo”, “Imposto é roubo”.

    No meu mundo o sucesso é uma combinação de talento, esforço e sorte. E as condições sociais contam imenso. Não é por acaso que o que não falta por ai são empresários de sucesso que admitem terem tido imensa sorte. Esforço não faltou mas a sorte também esteve presente. Porque nasceram numa família com posses que os apoiou, porque entraram no mercado na altura certa, porque escolheram bem o curso superior e o primeiro emprego. A sorte conta.

  28. Olympus Mons

    ATAV,
    Uma última tentativa.
    Não interessa o se tem! Nem interessa as pessoas que o têm! – A vida não é medida pelo que o outro têm!

    Eu sou um profissional muito bem pago. Mas tenho uma carreira numa indústria que procura soluções e aqui há 2 anos foi-me pedido para desenvolver, fora da minha atual atividade porque já tenho um cargo de gestão, um software para o Norte da Europa. Pedi Ajuda a 2 amigos e decidimos fazer. Foi duro. 6 meses. Fins de semana. Após horário laboral muitas vezes até às 3 da manhã com reuniões importantes no outro dia às 9 da manhã…. No fim proposta foi de 142K. Decidi dividir pelos 3 em partes iguais. Dos 47K que me coube fui pagar imposto. (142K/ 3 *.70 * .45 IRS * .21 SS) fiquei com 25K e o estado com 22K.

    O problema não foi o estado ter ficado com quase 50% do fruto do meu trabalho (os donos de escravos ficavam com 80% do fruto do trabalho do escravo…porque os escravos também tinham custos) , não, não foi esse o problema.
    O problema é que eu e os meus amigos não vamos repetir a experiência! Porque os benefícios não justificam o esforço e os riscos, os riscos para a nossa performance profissional, não justifica o esforço adicional para as nossas famílias porque já ganhamos bastante bem.

    – Quem perdeu? O estado português porque se não fosse ladrão nós teríamos continuado a nossa atividade nessas oportunidades e o estado teria ganho mais. O resultado do roubo é que a seguir recusamos a continuação em nova proposta. Porque não tenho pinta de escravo.

  29. ATAV

    Olympus Mons

    Você é um cretino que teve a sorte de ter aterrado numa profissão bem remunerada. Nada mais. Mas para além de se extremamente egoísta é profundamente ignorante.

    Primeiro: Os descontos de SS não é dinheiro para o “estado”, esse
    poço sem fundo. Esse valor vai ser utilizado para os cálculos da sua pensão. Portanto quanto mais descontar mais vai receber. E não só. Se por acaso morrer, os seus filhos menores ou o seu cônjuge irá receber uma pensão de sobrevivência proporcional aos seus descontos. Portanto até pode vir a receber mais do que descontou.

    Segundo: A taxa de IRS que pagou só atinge os valores de 45% no primeiro euro entre 37 000 e 80 000. Se pagou esses valores quer dizer que já estava nesse escalão. A taxa média (o que efectivamente paga) para esse escalão é 37%. É essa a diferença entre taxa nominal e efectiva. Alguém com a sua “capacidade intelectual” deveria saber isso. Bom, não interessa. Adiante.

    Quanto ao seu “gancho” de fim-de-semana e a curva de Laffer – leia-se alegar que não trabalha mais porque o estado tira. Não seja um choninhas nem culpe os outros de você ser um fraco e um preguiçoso. Tanta conversa de meritocracia para acabarmos nisto. Nem se apercebe que escolheu não trabalhar ao fim-de-semana porque pode fazê-lo. O que não falta por aí são pessoas que têm empregos e biscates só para conseguirem pagar as contas. E o que dizer daquelas mulheres que têm dois empregos e ainda fazem o trabalho doméstico todo? Essas não podem “escolher” não trabalhar aos fim-de-semana ou pela noite fora. Fazem-no ou a família passa fome. E fazem-no a vida toda, não é só por 6 meses. Esta gente depende do serviço de saúde e de educação para que os filhos tenham uma vida melhor. Mas você não quer saber disso.”Que se lixem” pensa você.

    Você é mais um daqueles que tem um cargo bem pago porque está numa industria rentista (tipo o sistema financeiro) ou em que há falta de profissionais. Portanto acha-se o melhor do mundo e que é tudo mérito. Basicamente não sabe o que é a vida e o seu mundo termina no seu umbigo. E vem com conversas de “alfa males” para se tentar justificar.

    Não quer pagar IRS? Tem solução para isso. O McDonald’s da esquina está a contratar gente pelo salario mínimo. Força nisso e deixe-se de choramingar por aqui. Já farta!

    Já agora. Você recebeu 25 000 limpos por 6 meses de trabalho. O ordenado médio em Portugal são cerca de 1150 euros por mês. Dá 16 000 euros brutos por ano. Mas você é que é um “escravo”…

  30. Olympus Mons

    @ATAV,
    tal como eu calculava.
    Desisto.
    Encontramo-nos nas trincheiras. Estou desejoso. cada um de mim vai limpar 100 de si!

  31. ATAV

    Olympus Mons

    Que topete! Ganha 25 000 limpos por um part-time de 6 meses enquanto a população portuguesa ganha metade disso em full-time e ainda começa a chorar que é injusto. Diz que não chega! Quer ainda tirar a segurança social, educação e a saúde de empregadas de limpeza, enfermeiros, policias e empregados de mesa. Mandar milhares para a pobreza só para que a conta bancária dele fique um pouco mais recheada.

    Mas lembre-se, os outros é que são ladrões e invejosos.

    “Encontramo-nos nas trincheiras. Estou desejoso. cada um de mim vai limpar 100 de si!”

    Hã?? Não deveria dizer que cada 20 de si darão cabo de 80 de mim? Então e o Principio de Pareto que regula o universo pá? Seja como for lamento informá-lo que não sou um cão, portanto é possível que não consiga resolver a questão aos pontapés.

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