A Geringonça Deixou Portugal Melhor ou Pior Preparado Para Enfrentar Uma Crise?

Certamente os leitores estarão familiarizados com a história das vacas gordas e das vacas magras. Essencialmente, a ideia é usar os anos de abundância para criar as condições para melhor sobreviver a anos de escassez.

Em alturas de crise, é melhor estar num país rico e com baixa dívida pública do que num país pobre com uma grande dívida pública. Veja-se por exemplo o caso da Irlanda e do Reino Unido, países que irão assumir o pagamento de 75% e 80% dos trabalhadores afectados pelo Coronavirus (fonte e fonte). Em Portugal há uma série de medidas de apoio mas que passam essencialmente por linhas de crédito e adiamento do pagamento de empréstimos e impostos (ler aqui).

A geringonça optou durante um período de “vacas gordas” por uma estratégia de “vacas voadoras” – desperdiçando uma conjuntura historicamente favorável, optando por satisfazer a sua clientela política e para comprar votos em vez de fazer uma reforma estrutural que fosse. Em 2017 escrevi um post onde analisava de forma mais exaustiva as medidas da geringonça, mas deixo aqui um pequeno sumário.

Começando pela conjuntura. Quando a geringonça chegou ao poder em Novembro de 2015, já não havia um programa de ajustamento a cumprir e o registavam-se quatro factores extremamente favoráveis:

  1. O crescimento generalizado das economias europeias, americanas e asiáticas (algo que por si só favorece as exportações e o investimento estrangeiro).
  2. Taxas de juro extraordinariamente baixas, devido essencialmente ao programa de quantiative easing do Banco Central Europeu.
  3. O crescimento do turismo, não só pelo aumento da quantidade e qualidade da oferta (para que muito contribuiram as companhias aéreas low cost), mas também pelo aumento da procura resultante do facto de outros destinos tradicionais se terem tornado muito pouco atractivos por motivos de segurança.
  4. A queda do preço do barril de petróleo que reduz o défice da balança comercial e liberta recursos financeiros para serem aplicados em outras actividades económicas.

Recuperemos as algumas das medidas mais emblemáticas da geringonça, e analisemos se tornaram o país melhor ou pior preparado para enfrentar uma crise:

  • Redução do horário dos funcionários públicos de 40 horas para 35 – não só se traduziu num aumento da despesa (em pagamento de horas extraordinárias, e na contratação adicional de pessoal para compensar as horas perdidas) como também numa degradação generalizada dos serviços públicos. Esta medida teve um impacto particularmente grande no sector da sáude pública.
  • Aumento do número de funcionários públicos – foram mais de 26.000 entre 2017 e 2019 (fonte); e mais 15.000 em 2019 (fonte) o que representa mais despesa fixa numa altura em que com a digitalização e automação o estado deveria ser mais eficiente.
  • Aumento insustentável de pensões e prestações sociais – aumento da abrangência do Rendimento Social de Inserção; aumentos extraordinários das pensões; alargamentos dos subsídios de desemprego; aumento dos abonos de família; mais facilidades no acesso antecipado às reformas.
  • Recorde de cativações orçamentais – o que se traduz numa degração dos serviços públicos assim como num investimento público em níveis abaixo do governo de de Passos Coelho (fonte).
  • Aumento da carga fiscal para níveis recorde, sobretudo através dos impostos indirectos, como o imposto sobre os combustíveis  – essencial para pagar o aumento da despesa; mas que reduz o rendimento disponível dos cidadãos e das empresas que é essencial para a poupança e para o investimento. Para 2020, estava previsto mais um aumento na carga fiscal (fonte).
  • Várias medidas de desincentivo ao investimento e de encorajamento à emigração dos quadros mais qualificados – a não redução do IRC sendo Portugal o quarto país da OCDE com a taxa efectiva de imposto sobre as empresas mais alta no valor de 27,5% (fonte); aumento da progressividade do IRS sendo Portugal o quarto país da OCDE com a maior taxa marginal de IRS de 72% (fonte). De referir ainda que muito recentemente, o PS criou obstáculos e dificuldades ao alojamento local (fonte e fonte), acabou com os vistos gold em Lisboa e no Porto (fonte); aprovou uma contribuição adicional sobre as empresas com mais rotatividade (fonte); e ameaçou os investidores com a obrigatoriedade do englobamento dos rendimentos (fonte).

Resumindo, a geringonça durante o tempo das “vacas gordas” deixou um estado mais pesado, menos eficiente e com uma despesa fixa grande ao mesmo tempo que deixou o país menos competitivo e menos preparado para enfrentar uma crise. Portugal nos últimos vinte anos tem sido sistematicamente ultrapassado por outros países que começaram de um ponto partida mais baixo –  Eslovénia em 2002; República Checa em 2007; Malta em 2010; Eslováquia em 2012; Estónia em 2014; Lituância em 2017; e Polónia em 2020 (fonte  e fonte). A verdade é que as vacas não voam.

Termino este post como terminei o post de 2017: Deixo então a questão aos leitores: está Portugal melhor preparado para enfrentar os desafios e os choques do futuro hoje do que estava antes do governo de António Costa tomar posse no final de 2015?

19 pensamentos sobre “A Geringonça Deixou Portugal Melhor ou Pior Preparado Para Enfrentar Uma Crise?

  1. A Geringonça criou a crise. Vejam a Suécia, por amor da santa! A economia não se findou.

    O Costabosta e o Marselfie, o Bucha e o Estica, sacrificam os portugueses no altar da sua popularidade.

    Por causa de uma constipação acabaram com o sustento de muitas famílias, generalizaram a miséria. A constipação foi o pretexto de o Costa Catástrofe e do Palhaço-Mor se arvorarem em capitães do Titanic. Dois narcisistas patológicos.

    Agora, emigrem.

    Por fim, vou apenas vaticinar que, mesmo quando perceberem que isto era apenas uma constipação — cujo vírus é também um coronavírus, ficam a saber —, as liberdades não nos serão todas restauradas no fim do estado de emergência. Um povo que troca a liberdade por vislumbre de segurança nenhuma delas terá.

  2. Filipe Bastos

    Francisco,

    Quem o leia ainda pensa que Portugal é caso único e os outros países se marimbaram na “constipação”. Boa parte do mundo parou; não é mera fantasia da Gerimbosta.

    E pelo visto, como se não bastasse a sua própria incompetência, a Gerimbosta é presa por ter cão e por não ter: para a maioria fez pouco demasiado tarde; para outros como o Francisco fez de mais.

  3. Filipe Bastos

    Sobre o post do inefável Cortez: diz várias verdades, ninguém pode negar a xuxixe e a propaganda descarada deste governo sucateiro.

    Um governo da Laranja Podre não seria muito melhor; quando muito teria enchido menos funcionários públicos e mais mamões. Mas creio que a influência dos comunas é mínima. Isto é 95% PS.

    Pena, realmente, acabar o post com a ladainha direitalha do costume: impostos, vistos gold, “investidores”… abrir as pernas e dar mais mama a mamões. Têm de mamar sempre, sempre mais.

  4. Cacim Bado

    ELES SÃO A CRISE
    Perdido o pé, temos um presidente a erguer-se esforçado para figurante do andor armado por Costa.
    Que à custa de muito treino de ginásio faz o pleno da pantomina esbracejando artisticamente.

  5. Filipe Bastos,

    Desde o início que se sabia que este vírus ERA UMA CONSTIPAÇÃO, apenas com a particularidade de ter um muito conveniente período assintomático muito grande, permitindo aumentar o valor de _k_, de taxa de transmissão. Uma merdice chinesa que acabou como uma boa parte dos produtos chineses: a fazer mais mal que bem.

    Sei que os tipos em Wuhan que tratavam do lixo do laboratório militar se lixaram. As apostas estão entre a proverbial bala na nuca ou o Arquipélago Sem Nome.

    Alguém tem de dizer à União Europeida que a sociedade chinesa não é exemplo para ninguém, a propósito. O povo chinês sabe bem o mal que por lá grassa, pela mão dos comunistas.

    Mas já levantam a crista. O PCC está em modo de contenção de danos, e em guerra de sucessão dos quadros médios.

  6. Olympus Mons

    A geringonça foi uma jogada dos portugueses, sim, sim, dos Portugueses, de custo benefício.
    Política 101: o povo é burro. O povo (todos os povos) designa suas elites porque é burro. As elites tem a obrigação de nomear/controlar os políticos.

    Política 102: O povo é burro mas não parvo – Quando sofre, muda as elites e por isso as elites tem medo do povo. Doideira é deixar que os políticos lidarem diretamente com o povo sem o controlo das elites (que são controladas pelo povo).

    Política 103: Portugal tem um problema de elites. A imprensa não presta, os portugueses aclamados são os que falam de futebol, os bem sucedidos são destruídos pela esquerdalhada que sabe que uma elite decente os desmarcara.

    Os portugueses escolheram a vidinha fácil com a geringonça porque as elites não existem para nos galvanizar para o futuro e os políticos, unchecked, têm que apaziguar o povo. Resultado: Chegada as vacas magras não tem economia com tração nenhuma.

    Vejam pelo lado positivo – Vai dar para o tuga praticar a sua emoção preferida , a indignação. Depois, acabando como os mais pobres da união europeia, vai ter crescimentos bons, horas infindáveis na tv de como Portugal cresce, etc, etc. Ao final do dia …. Vai acabar tudo bem.

  7. Ricardo

    @Filipe Bastos,

    Não discordo inteiramente dos seus posts acima. Até tenho poucas dúvidas de que uma eventual governação social democrata resultasse numa gestão tal que nos permitisse olhar esta crise com algum sossego.

    Discordo frontalmente quando diz que isto pouco tem a ver com os comunistas, e que é 95% PS.
    Não estou aqui a fazer nenhum elogio ao PS, porque são uma grande nódoa em praticamente tudo. Salvam-se por terem sido o travão que nos impediu de cair no comunismo puro e duro no pós 25/4, mas nada mais.
    Todavia, o PS do Costa não é o PS do Seguro, nem do Sócrates (novamente não querendo fazer elogios). O Costa usou a definição comunista para definição uma boa sociedade, conforme post neste blog; O PS do Costa tem, ao contrário de outras versões anteriores, uma visceral aversão a privatizações, característica do comunismo. O Costa foi o “desprivatizador” mor; O Costa é filho de pai e mãe comunistas. O pai até foi enterrado com a bandeira do partido, e isso com certeza teve um peso enorme na formação da mentalidade do homem; e por fim, para não me alongar mais, temos a sabedoria popular: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Tão afáveis relações com a extrema esquerda…

  8. A Geringonça, o Passos, o PCP, o PS, O Bloco de Esquerda, o PSD o CDS.

    É muito mais que a Geringonça é o regime Socialista que está em causa. É cultura criada pelo Regime, sendo que o jornalismo foi quem mais contribuiu para essa cultura.

    Não se enganem agora temos o Fim do Ocidente, Isto marca muito antes do que eu pensava(*) o fim do Ocidente como algo para que os outros povos olham.

    (*) quando o “aquecimento global” ficasse desmascarado.
    Poderíamos ainda falar dos recursos desviados pelo jornalismo Marxista para o “aquecimento global”.

  9. A. R

    É nestas altura que me lembro do saudoso Pinheiro de Azevedo que afrontava um vírus também, também comunista, com o portador Cunhal a fazer caminho e carreiro entre Lisboa e Moscovo para abraçar e beijar Brejnev. Cá os transmissores faziam obedientemente o seu trabalho.

    “Não gosto de ser sequestrado” disse o militar depois da rapinagem comunista o sequestrar duas vezes.

  10. ATAV

    E pronto. Tinha que ser! Lá está o sociopata do João Cortez a preparar a narrativa que os países do sul merecem toda a austeridade do mundo e mais alguma que uns estupores como o ministro das finanças holandês querem espetar porque nós não fizemos “reformas estruturais”. Resumindo, os programas de austeridade não aconteceram e os países não saíram dos programas de ajustamento e dos procedimentos de défices excessivos com custos sociais brutais.

    E mais estranho é que para o fazer recorre a algumas medidas que o PS fez e que os próprios liberais aplaudem como por exemplo a substituição de impostos directos por indiretos e medidas de austeridade (as famosas cativações) para colocar o país em superavit.

    Mas nada disso interessa. O que interessa é que os portugueses merecem toda a dor e sofrimento que alguns nos quiserem impingir. Mesmo que isso implique que a família, amigos, vizinhos e compatriotas do João Cortez sofram brutalmente.

    Quando será que vão começar as referências às formigas e cigarras?

  11. Olympus Mons

    E aqui se vê a quantidade de gente em Portugal que acha mesmo que o melhor é o chorar que mamas.

    Ninguém topa o Tuga como o PS. Não é coincidência que tenha sido o Mário Soares o político que melhor nos topou – O direito à indignação é aquilo que nos define.
    Por isso estando na massa do sangue o António Costa não resistiu a usar para benefício próprio com a tanga da indignação ás supostas declarações do ministro Holandês… e o estádio tugalhada levanta-se em ovação generalizada.

  12. Filipe Bastos

    “Ninguém topa o Tuga como o PS. Não é coincidência que tenha sido o Mário Soares o político que melhor nos topou – O direito à indignação é aquilo que nos define.”

    O Olympus, coisa rara, tem certa razão. Mas creio que há algo mais.

    Portugal, como todos aqui sabem e lamentam, é um país de esquerda; um país que tende para a esquerda. Só que detesta comunas. Não quer comunismo. No fundo, nem quer socialismo. Nunca o quis.

    Mais acima, o Ricardo fez o velho elogio da direita: o PS foi «o travão que nos impediu de cair no comunismo puro e duro no pós 25/4». Discordo disto. A bem ou a mal, Cunhal perderia sempre. Vejam as eleições de 75 até hoje: os comunas nunca tiveram a menor hipótese.

    Foi isto que Chulares topou: o PS não é, nunca foi socialista. É xuxalista. Chulares correu com Cunhal, um fanático, porque queria xuxar e mamar à vontade. Conseguiu, porque era o que o país também queria. E conseguiu mamar novamente em 86, desta vez na CEE.

    O tuga típico vê o PCP tal como qualquer Insurgente vê o PCP: como uma espécie de anticristo. E está-se nas tintas para uma sociedade mais justa e equitativa, como pretende o socialismo.

    O tuga quer um meio-termo confortável. Dá valor a quem trabalha, chama “inveja” a qualquer tentativa de equidade, mas também não quer o vale-tudo dos ‘neoliberais’ cá do sítio. Quer emprego estável, quer subsídios e férias. E de preferência, um paizinho-Salazar – ou Cavaco, ou 44, ou outro ‘líder carismático’ – que o guie e decida tudo por si.

    O PS compreende e satisfaz estas aspirações como ninguém. O PSD é um saco de gatos, o CDS é um clube de betinhos, os comunas são comunas. Daí a supremacia do PS. É o gangue certo no país certo.

  13. Olympus Mons

    Filipe Soares.
    trabalhei com uma empresa de IT (duma das maiores empresas em Portugal) com mais de 300 colaboradores externalizados (hoje em dia). Nunca vi tamanho antro de comunistas. O ratio seria algo como 60% dos recursos.

    Houve uma altura há alguns anos em que a empresa para nao perder, naquela altura , os recursos que estavam a ser aliciados por uma multinacional (dos arredores de londres) teve que fazer um spin-off criando uma terceira empresa para onde transitaram vários dos comunas a ganhar 5 e 6 vezes mais que os seus colegas.

    Quantos se recusaram a ir e a ganhar 6 vezes mais que os colegas? – Zero.

    Quantos deixaram de ser comunistas? – Zero.

    Quantos nao arranjaram desculpas , tipo RAP, para o facto de ganharem 6 vezes mais que os seus colegas? – Zero

    Durante anos fartava-me de rir sempre que lá ia, bem longe dos seus outros colegas, numa das torres de lisboa. — Lindo, Lindo.

    Esquerdoide é doença mental.

  14. Filipe Bastos

    Olympus,

    V. parece cristalizado numa espécie de epifania permanente: as pessoas não são perfeitas! São egoístas e hipócritas! Quem diria!

    Pois, quem diria. Mas nem assim percebe o porquê da esquerda.

    A direita incentiva o egoísmo e a ganância. Pelos exemplos que dá, acha que precisam de incentivo? Acha que estamos mal servidos?

    Uma novidade para si: se as pessoas puderem fazer tudo o que lhes apetece, mesmo tudo, isto acaba muito mal. É por isso que temos leis, normas e limites. Para que as coisas funcionem; para que as pessoas se portem melhor; para aquilo a que chamamos civilização.

    A equidade e a justiça fazem parte da civilização. São invenções humanas; não as encontra na natureza. Se bem que já se provou que até macacos têm uma noção básica de justiça. Só direitalhas não.

  15. Olympus Mons

    @Filipe,

    A única epifania que tenho é a seguinte.
    Esta é a terceira vez que aqui chegamos. Primeiro na idade do Bronze (daí o mito de atlântida). A segunda foi com Roma antiga e agora nos nossos dias. Todas acabaram mal e pagámos caro durante 1000 anos. 1000 anos em que recuamos civilizacionalmente de forma estrondosa. – Todas ela foi, em grande parte, devido à estupidez humana. Todas elas trouxeram escuridão, miséria e desespero durante 1000 anos. Roma tinha 2 milhões de habitantes acabou com 30mil.
    O fim da idade do bronze até acabou com a escrita. As pessoas deixaram de saber sequer fazer cerâmica quanto mais frescos e arquitetura.

    E todos estes dias do fim, tanto o fim da idade do Bronze como do império romano envolveram:
    – Emigração (Sea people na idade do bronze e Hunos no caso romano),
    – Envolveram impostos altíssimos que hostilizaram as elites e no oposto demasiado trabalho emigrante (escravos. – para o fim quase só escravos é que faziam fosse o que fosse. Ou escravos ou mercenários. Os romanos tradicionais sem paciência para os políticos e para empregados do estado voltaram para o campo e desistiram da ideia de roma.
    – Crises económico-financeiras (não foi capitalismo, foi ausência dele). Seja por problemas na agricultura seja por ataques externos. Os movimentos de tropas na idade do bronze era um pandemónio.
    – Cosmopolismo generalizado (hititas, babilónia, Egipto, Minoans, Myceneans, etc.) tinham relações como hoje em dia temos.
    – Ambos deixaram de ter uma forte identidade e denegriram autoridade marcial. O fim dos valores tradicionais ( traditional Roman values system) foi o fim dos seus estados.
    – etc. etc.

    Tudo o que reconhecemos dos dias do fim da civilização tem hoje também – Na globalidade todos esses pontos de desgraça são promovidos por esquerdalhada nos dias de hoje. E essa é a minha luta.

  16. “E pronto. Tinha que ser! Lá está o sociopata do João Cortez a preparar a narrativa que os países do sul merecem toda a austeridade do mundo,”

    E o ATAV sem vergonha na cara,a ciência não interessa. Para o ATAV se um tipo desce de 40ºC de febre para 39ºC deixou de ter febre.

    Note-se aliás a desonestidade, se fosse inflação o ATAV já nos diria que não era austeridade.

  17. Filipe Bastos

    Olympus, tente manter a discussão deste lado do Júlio de Matos, sim?

    Roma não foi o primeiro nem o último império a cair, e muita da sua decadência deveu-se ao que vemos no capitalismo: a mama de uns poucos e a escravatura – naquele caso literal – de muitos.

    Mais uma vez, a ver se entra: claro que todos temos um lado egoísta e ganancioso; não é um exclusivo da direita. Mas é a direita que nele centra a sua filosofia; é a direita que o gaba e que o defende; é a direita que nos quer ainda mais egoístas e gananciosos.

    Ninguém devia acumular fortunas obscenas. Ninguém devia ganhar tanto mais que os outros que trabalham. A desigualdade extrema não é civilizada. O culto do egoísmo e da ganância é nocivo. E repulsivo.

  18. ATAV

    Lucklucky

    “E o ATAV sem vergonha na cara,a ciência não interessa.”

    Que ciência? Aquelas que dizem que as alterações climáticas não existem e que a austeridade expansiva funciona?

    “Para o ATAV se um tipo desce de 40ºC de febre para 39ºC deixou de ter febre.”

    Por febre, entenda-se estado social e os impostos para o pagar. Se vivêssemos no meio da selva já não haveria febre.

    “Note-se aliás a desonestidade, se fosse inflação o ATAV já nos diria que não era austeridade.”

    Eu pelo menos sei o que é inflação. Também sei que “estabilidade de preços” implica uma inflação de 2% ao ano e que na última crise os “inflacionistas” andaram a mandar vir e foi o que se viu.

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