Maioria das propostas do Chega poderiam ser do PCP e BE

Mais dinheiro para todos sem dizer de onde vem o dinheiro. Dei-me ao trabalho de ir ler as 100 propostas do Chega de alteração ao Orçamento do Estado e a grande maioria delas poderia ser apresentada pelo PCP ou pelo BE. O Chega é no parlamento a nível económico a oposição que a extrema-esquerda gosta. É verdade que os extremos se tocam muito. Vai ser giro até ver como o PCP e o BE irão votar.

A maioria das medidas é descongelar carreiras, revisões e aumentos de salários para todos, mais contratações (professores, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, animadores socioculturais, polícias, etc.), mais programas disto e daquilo, implementação disto e daquilo e… mais contratações novamente. Propostas de almoços grátis, como eu gosto de chamar. Algumas delas sobre os mesmos temas, quase repetidas. Pelo meio, mas muito pouco, lá se elimina uma taxa e se diminui um imposto ou outro, como o ISP e o IVA de alguns gastos relacionados com animais, entre outras coisas.

E medidas que levem a aumentos de receitas ou medidas com cortes para pagar estes aumentos de gastos todos? Praticamente não existem. Vão privatizar ou vender algo para ter receita? Não. Vão fazer grandes cortes estruturais? Não. O que existe de diminuição de despesa é residual, não serve para pagar praticamente coisa alguma do que o Chega propõe aumentar. Como querem pagar as medidas este ano? Não sabem. A menos que o Chega queira que Portugal se volte a endividar à grande e à socialista (sinónimo de francesa, dizem). Hoje, numa notícia que continha respostas dos partidos aos custos e receitas de algumas das propostas feitas observava-se, curiosamente, que o Chega não tinha dado resposta.

Que o Chega vá ter muito sucesso não é de admirar: umas postas de pescada como se manda no café, uma ou outra posição social bastante conservadora, um líder com fortes ligações ao maior clube de futebol do país e com presença regular na CMTV, promessas de almoços grátis para todos sem saber como os pagar e voilà. Está aqui uma boa parte de Portugal. Resta saber como o PCP e o BE vão votar.

Outras coisas divertidas:

Nota 1: Deixo aqui esta proposta do Chega sobre “terapêuticas não convencionais” que normalmente era bandeira do Bloco e do Pan, mas pelos vistos o Chega gosta muito do tema. É de recordar que já há dois meses o Chega tinha colocado uma iniciativa legislativa sobre o mesmo tema, dizendo até “Não se compreende o motivo pelo qual ainda não se concluiu este processo legislativo, bem como porque razão ainda não se inseriram as TNC´s (terapêuticas não convencionais) no sistema nacional de saúde”.

Às pessoas do Chega, não tenho nada contra acreditarem em pseudociências como homeopatia para vocês, agora não vão é usar dinheiro de impostos dos portugueses para colocar homeopatia no SNS. E quererem mudar o nome na legislação de “terapêuticas não convencionais” para “medicina complementar” diz muito da vossa intenção. Não, a ciência não é uma brincadeira e não vamos subsidiar pseudociências. Achava que só era preciso lembrar isto ao BE e ao PAN, mas afinal há mais como eles neste tema.

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Nota 2: uma (das poucas) propostas que não implica aumento de gastos. A proposta só tem Uma frase e mesmo assim conseguem errar. O valor escrito é 2 milhões de milhões. Basicamente quase 10x o PIB de Portugal. Um pequeno erro claro, só que erros deste já são norma no que vem do Chega. Realmente a conversa de café é mais fácil.

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Nota 3: Mais uma proposta muito profissional – ironia claro – do Chega: Dizer ao governo para promover futuras iniciativas para um futuro grupo de trabalho para um futuro estudo sobre uma futura lei. E a seriedade? Também ficou para o futuro certamente. É isto basicamente. É a CMTVização da política portuguesa.

29 pensamentos sobre “Maioria das propostas do Chega poderiam ser do PCP e BE

  1. Gaius Octavius

    E pelos vistos também há algo em comum entre o Chega e o Livre: este último quer devolver a arte africana a África e o primeiro quer devolver a artista que teve essa brilhante ideia.
    Como bónus bem que podiam mandar o Tavares e similares aberrações, que são ainda piores do que ela, no mesmo barco. E para purgarem o Pecado Original de serem brancos eu sugeria que fossem agrilhoados durante a viagem e vigorosamente chicoteados pela Joacine.

  2. Nenhum cheira bem. O Chega até vai contra o próprio programa com que se apresentou ás eleições.
    O IL continua a asneirar, para começar pertence ao ALDE, depois quer socialismo na eutanásia, livros de escola grátis, privilégios fiscais para os média, parece estar com a fome e frio programada dos chamados “ambientalistas” e outros respectivos os custos provocados pelas ideias extremistas dos centristas. É a favor do aborto. Para a IL o outro corpo não conta.

  3. Que canseira esta de estarem sempre a bater no André Ventura e – indirectamente – com isso a defenderem uma pessoa que defende ideias indefensáveis.
    Chega a ser confrangedor e até repugnante este exercício de auto-fustigação nacional.

  4. O que ainda tenho alguma dificuldade em perceber é mesmo a parte das medicinas alternativas – à partida nem parece, em termos de “culture war”, ter muito a ver com o que se imagina ser o eleitorado natural do CHEGA (mais o do BE/PAN/LIVRE), mas se calhar já começa a haver uma assimilação entre o eleitorado “populista” tradicional e o pessoal dos sites de conspiração na internet e dos chemtrails (e esse é capaz de ter muitos fâs das medicinas alternativas).

  5. Eduardo Menezes

    Tudo muito bem explicado…
    … mas entre a demagogia dos socialistas centenistas e os exageros do CHEGA a diferença é muito pouca.
    A ver vamos o que é que rende mais votos se o dos xuxuas se os do CHEGA ao que isto já chegou

  6. Já que o Bernardo Blanco nos faz o favor de vir aqui expôr e criticar as propostas do Chega, poderia também fazer o favor de expôr as propostas da IL, que contribuiu para elaborar.
    Poderia, na mesma ocasião, dissertar sobre como propõe (se é que propõe) a IL compensá-las em termos orçamentais, porque isso de descer o IVA da eletricidade para 13%, como (segundo julgo saber) a IL propõe, não deve ficar nada barato para os bolsos dos contribuintes.
    (Antecipadamente agradecido ao Bernado Blanco.)

  7. O IL […] quer […] livros de escola grátis, privilégios fiscais para os média

    Já tinha ouvido sobre os livros de escola gratuitos nas escolas privadas. E não concordo. Pois se determinados pais resolvem colocar-se à parte da gratuitidade de ensino oferecida pelo Estado, por que raio há de o Estado ir agora oferecer-lhes manuais escolares gratuitos? Que sentido faz oferecer livros escolares gratuitos a quem já recusou algo de muito mais substancial, a escola gratuita? Para que raio hão de os contribuintes ir penar mais para oferecer dinheiro a pais tão mal agradecidos?

    Sobre os privilégios fiscais para os média alegadamente propostos pela IL ainda não ouvi falar. Mas torço o nariz, por princípio, a quaisquer privilégios fiscais. Acho a estabilidade orçamental, a muito custo alcançada pelo Centeno, muito mais importante do que os média.

  8. ATAV

    Miguel Madeira

    “O que ainda tenho alguma dificuldade em perceber é mesmo a parte das medicinas alternativas – à partida nem parece, em termos de “culture war”, ter muito a ver com o que se imagina ser o eleitorado natural do CHEGA (mais o do BE/PAN/LIVRE), mas se calhar já começa a haver uma assimilação entre o eleitorado “populista” tradicional e o pessoal dos sites de conspiração na internet e dos chemtrails (e esse é capaz de ter muitos fâs das medicinas alternativas).”

    A migração do pessoal das medicinas alternativas para o CHEGA é explicada pela rejeição da ciência que é cada vez mais notório na direita. Especialmente no extremo.

    Nos anos 80, quando o mercado livre de Friedman e Hayek estava na moda e a ganhar Nobeis e a questão climática tinha muito menos suporte de evidências, as pessoas de direita não tinham muitos problemas em dizer “Bem, é isto que os estudos dizem”.

    Agora que há consenso científico na questão do clima e que se descobriu que o “mercado livre” não é uma panaceia, o pessoal de direita, para se manter fiel à ideologia teve de descartar a ciência.

    A hostilidade da direita à academia também é parcialmente explicada por isto. É nas faculdades que se respeita mais a ciência…

    E com isso migraram para a direita todos os maluquinhos que querem impingir algo sem ter provas: as teorias de conspiração, os anti-vacinas (antes eram os hippies que defendiam isto), “flat earthers” e agora a homeopatia e quejandos. Só fica a faltar o pessoal dos OGM…

  9. a rejeição da ciência que é cada vez mais notória na direita

    É bom lembrar que o nazismo foi em larga medida um movimento irracionalista, ou seja, inimigo declarado da racionalidade e do pensamento.
    Já vem de longe, pois, a inimizade da direita em relação à ciência, ao pensamento e à razão.

  10. Eu defendo que sempre que alguém na AR propõe alguma coisa deveria obrigatoriamente apresentar o deve e o haver dessa medida, i.e: quanto custa e de onde vem o dinheiro (apresentado os respectivos €€). Posteriormente, e após entrada em vigor, a medida voltaria a discussão ou cancelamento se se verificasse que as contas estavam erradas.

  11. ATAV : “Agora que há consenso científico na questão do clima e que se descobriu que o “mercado livre” não é uma panaceia, o pessoal de direita, para se manter fiel à ideologia teve de descartar a ciência.”

    Esta pequena frase consegue reunir 3 falsidades de uma assentada …

    Não é verdade que haja um “consenso cientifico” na questão do clima. Há milhares de cientistas que não concordam com a tese dominante do aquecimento global e muitos mais que pura e simplesmente não têm uma opinião “cientifica” sobre a matéria (não se pronunciam na qualidade de cientistas). O mito do « consenso cientifico » foi criado e alimentado a partir de um artigo de um conhecido climatoalarmista chamado Jonh Cook, dono da plataforma « Skepticalscience », que diz ter examinado 11.944 resumos de artigos sobre o clima versando o tema da « alteração climática » e do « aquecimento global » entre 1991 e 2011 e constatado que 66,4% não tomavam posição, 32,6% aderiam à tese do « aquecimento global », 0,7% rejeitavam esta tese e 0,3% exprimiam dúvidas sobre as causas. Cook concluiu que 97,1% dos resumos com uma posição sobre o tema aderiam à posição que ele próprio apresentava já como sendo a do « consenso ». Vamos passar por cima das condições desta amostragem, feita sem qualquer possibilidade de verificação e escrutinio e cobrindo um periodo limitado no tempo. Vamos dar de barato que o próprio Cook admite no artigo que a « adesão » à tese dominante do « aquecimento global » pelos 32,6% não é sempre … « linear » (o que supõe uma interpretação). O que é já espantoso é que Cook conclua que os dados mostram um « consenso » da « comunidade cientifica ». E o que é ainda mais espantoso é que a partir daqui se tenha propagandeado e propagado a ideia de que 97% dos cientistas aderem à tese do « aquecimento global ». Mesmo que se tratasse de uma maioria dos « cientistas » credenciados (essencialmente académicos  e investigadores em instituições públicas ou para-públicas) não seria correcto falar num hipotético « consenso ». Além de que a história das ciências está repleta de exemplos de teses inicialmente minoritárias ou mesmo ultra-minoritárias e que em determinado momento acabaram por ser reconhecidas como sendo entretanto as mais « cientificas ».

    Não é verdade que se « descobriu  que o « mercado livre » não é uma panaceia ». Primeiro porque o mundo está ainda muito longe de ser um verdadeiro « mercado livre » para se « descobrir » algo do género. O que já se sabe é que a falta de mercado é altamente nefasta para o bem-estar (incluindo o ambiental) e a liberdade das pessoas. Depois porque entre os economistas, nas Universidades e fora delas, ainda são muitos aqueles que defendem uma maior liberdade de mercado. Também aqui não há, felizmente, qualquer « consenso » iliberal.

    Não é verdade que « o pessoal de direita, para se manter fiel à ideologia teve de descartar a ciência. » Ninguém « descartou » a ciência. Não faltam cientistas que não aderem ou que contestam a tese dominante do « aquecimento global ».O que acontece é que mesmo no campo da chamada ciência podem coexistir e confrontar-se diferentes teses e interpretações. O que é contrário ao espirito cientifico é proclamar « verdades » oficiais, pensamentos únicos, e a partir dai procurar descredibilizar, censurar e marginalizar todos aqueles que divergem e contestam o « mainstream » do momento. Efectivamente, quando se vêm « debates » sobre o tema do clima nos mass média pode ficar-se com a ilusão de que há um « consenso » pela simples razão de que tanto os moderadores como os convidados são todos … climatoalarmistas (sem excepção ; práticamente já não se convidam pessoas, opinionistas e cientistas, que discutam ou contestem a tese dominante e cada vez mais « oficial ») !…
    A arrogância e o reflexo totalitário do « pessoal » de esquerda tem destas coisas !!

  12. LUIS LAVOURA : “É bom lembrar que o nazismo foi em larga medida um movimento irracionalista, ou seja, inimigo declarado da racionalidade e do pensamento.
    Já vem de longe, pois, a inimizade da direita em relação à ciência, ao pensamento e à razão.”

    As direitas de hoje (incluindo as ditas “populistas”) tem muito menos a ver com o nazismo e o irracionalismo do que as esquerdas actuais (incluindo as ditas “socialistas”) têm a vêr com o comunismo e o relativismo desconstrutivista !…
    Não esquecer que o “nacional-socialismo” foi iliberal, estatalista, nacionalista e totalitário !

  13. «E com isso migraram para a direita todos os maluquinhos que querem impingir algo sem ter provas: as teorias de conspiração, os anti-vacinas (antes eram os hippies que defendiam isto), “flat earthers” e agora a homeopatia e quejandos.»

    Na verdade, praticamente todos os «maluquinhos» indicados «migraram» para a (ou já estavam na) esquerda. Os «anti-vacinas» – e isso nota-se em especial nos EUA e na Califórnia – são invariavelmente «liberais», democratas. E até mesmo (alguns d)os crentes na «Terra plana» aceitam a tese do «aquecimento global» – o que se compreende, pois os vigaristas tendem a apoiar-se uns aos outros.

  14. Gaius Octavius

    O Luís Lavoura esqueceu-se de mencionar que os “racionais” marxistas, que se declaram defensores da ciência e do método científico, foram os inventores do Lysenkoismo e outras “ciências proletárias” do género. E hoje é também a esquerda que combate a teoria da evolução quando esta é usada para explicar diferenças evolucionárias entre humanos…
    Não faz falta ser inimigo declarado da racionalidade, como os nazis e fascistas, para rejeitá-la. Os marxistas/esquerdistas não o assumem mas rejeitam-na também, provavelmente até sem se aperceberem.

  15. Filipe Bastos

    É sempre refrescante verificar que as competições de pureza ideológica não estão confinadas à esquerda: o Chega, afinal, não chega para a direita do Sr. Blanco.

    Só chega quem privatizar tudo, quem acabar com o Estado. Não todo o Estado, claro: é preciso polícia e tribunais para defender a propriedade, a riqueza e os mamões que a acumulam. O resto pode ir.

    E dá gosto ver esquerdistas e direitistas, ambos parciais na ciência como no resto, a disputar quem é mais parcial. O Lavoura até usou o seu joker Godwin do dia, sujeitando-se a ouvir – como ouviu – que ao nazismo não faltava traços em comum com a esquerda.

    O elefante na sala do debate climático é o ataque ao capitalismo, ao consumismo de que ele depende, e a necessidade de mudar o estilo de vida de boa parte do planeta. É isso que realmente incomoda a direita, não é, Octávio dos Santos? A festa não pode acabar.

  16. Que não haja propostas para aumentos de receitas, acho bem. Só posso achar bem. Cortes das despesas, isso sim, falta. Os aumentos das receitas serão consequência da diminuição do Estado…

  17. Luís Lavoura, esta “(…) porque isso de descer o IVA da eletricidade para 13%, como (segundo julgo saber) a IL propõe, não deve ficar nada barato para os bolsos dos contribuintes.” não percebo: o IVA é um imposto e quem paga impostos são chamados contribuintes.

    Se o IVA baixa não está a ir (tanto) ao bolso dos contribuintes.

    (E a resposta sobre como compensar no orçamento é reduzir a despesa. Onde? Para o caso, não interessa. O que interessa é que a resposta não é “arranjar novos ou aumentar velhos impostos” mas sim “reduzir despesa”.

  18. ATAV

    Octávio dos Santos

    “Na verdade, praticamente todos os «maluquinhos» indicados «migraram» para a (ou já estavam na) esquerda. Os «anti-vacinas» – e isso nota-se em especial nos EUA e na Califórnia – são invariavelmente «liberais», democratas. E até mesmo (alguns d)os crentes na «Terra plana» aceitam a tese do «aquecimento global» – o que se compreende, pois os vigaristas tendem a apoiar-se uns aos outros.”

    Você anda desactualizado homem. Antigamente na esquerda havia os OGM, os antivaxers e as medicinas alternativas. Na direita estavam os negacionistas do clima, os criacionistas e os doidos das teorias da conspiração (tipo o governo mete fluor na água para nos tornar gays). Agora anda tudo a dirigir-se para a direita. Eu acho que é o anti-intelectualismo e o extremismo que está a tomar a direita de assalto e a torna-la hostil ao método científico. Provavelmente porque a ciência não valida a ideologia desses extremistas.

  19. ATAV

    Fernando S

    A sério? Você também está a vir com essa do “o nazismo é de esquerda porque tem socialista no nome”? Santo Deus… Será possível passar um dia nesta casa sem alguém sair-se com essa javardice? Sabia que o nome oficial da Coreia do Norte é República Popular Democrática da Coreia? *sigh*

    Quanto ao negacionismo do clima, nem me vou dar ao trabalho… Olhe, entre em contacto com a Cristina Miranda e fale com ela sobre isso enquanto veem vídeos do youtube juntos…

  20. A sério? Você também está a vir com essa do “o nazismo é de esquerda porque tem socialista no nome”? Santo Deus… Será possível passar um dia nesta casa sem alguém sair-se com essa javardice? Sabia que o nome oficial da Coreia do Norte é República Popular Democrática da Coreia? *sigh*

    Diga-me Hitler não era socialista? vários programas nazis nao foram inspirados no Fascismo de Mussolini ? os capitalistas alemaes eram lires de produzirem o que queriam?
    A Uniao Soviética não defendeu o Nazis contra a Europa Ocidental?

    Quanto ao negacionismo do clima, nem me vou dar ao trabalho…

    Quando não se tem argumentos e se segue a cópia social..,Quer me parecer que você seria um Nazi na Alemanha Nazi.
    Quando não se dá significado ao que se aprendeu como o método cientifico mas se prefere seguir a moda do momento…

  21. ATAV

    Lucklucky

    “Diga-me Hitler não era socialista?”

    Ora bem, partindo do principio que você considera “socialismo” tudo o que não gosta e que está a usar essa palavra nesse sentido a minha resposta é essa pergunta é não.

    “vários programas nazis não foram inspirados no Fascismo de Mussolini ?”

    Sim. Havia igualmente uma grande proximidade ideológica entre o nazismo e o fascismo. Com Salazar e Franco também.

    “os capitalistas alemaes eram lires de produzirem o que queriam?”

    Sim. Tinham, no entanto, que produzir algo para o qual houvesse procura, senão iam à falência. Como havia uma guerra gigantesca responsável pela maior parte da procura, eles produziam armas e outras coisas para ajudar ao esforço de guerra ou fornecer outras coisas que os estados pretendessem. E isto inclui os capitalistas dos países aliados e neutros.

    Por exemplo, se a Mammom Appliances Lda estivesse sediada na Alemanha, provavelmente passaria da produção e venda de torradeiras liberais para a construção das camaras de gás e dos fornos de Treblinka e Auschwitz.

    “A Uniao Soviética não defendeu o Nazis contra a Europa Ocidental?”

    A sério? Você não sabe quem ganhou a guerra ou quais eram as principais potências beligerantes e as alianças entre eles? Enfim, adiante…

    “Quando não se tem argumentos e se segue a cópia social..,Quer me parecer que você seria um Nazi na Alemanha Nazi.”

    “accuse the other side of that which you are guilty”

    Sabia que a frase acima está atribuída ao Goebbels?*** Mas é claro que sabia! Dá para ver que leva os ensinamentos desse indivíduo muito a sério… Cada vez que diz que o nazismo/fascismo é de esquerda está a pô-los em prática. O “mestre” teria orgulho em si… Eu pessoalmente já estou saturado de ouvir sempre a mesma treta.

    “Quando não se dá significado ao que se aprendeu como o método cientifico mas se prefere seguir a moda do momento…”

    Eu não discuto com negacionistas do clima, antivaxxers, criacionistas, terraplanistas, teóricos da conspiração (Chemtrails, 9/11, aterragem na lua, flúor na água, Roswell, etc…), Medicinas alternativas ou OGMs. Tenho mais que faça…

    Creio que para si “método científico” é outra daquelas coisas pode significar tudo e um par de botas.

    ***Ninguém sabe se ele a disse alguma vez, mas como costumava fazer isso frequentemente, as pessoas assumem que ele foi o autor.

  22. ATAV,

    1. Eu não disse que “o nazismo é de esquerda” mas sim que tem menos a ver com a direita actual do que a esquerda actual tem a ver com o comunismo. É verdade que acrescentei que há muitas afinidades programáticas entre o “nacional-socialismo” e o “socialismo” : iliberalismo, anti-capitalismo, estatalismo, nacionalismo, totalitarismo. Um liberal dos 4 costados, Friedrich Von Hayek, escreveu um livro, « O caminho para a servidão. » (1944), onde analiza os fundamentos comuns ao nazismo e ao socialismo. A esquerda actual não tem nenhuma razão e nenhuma autoridade moral para querer associar o nazismo (e os fascismos) à direita actual (incluindo a que é depreciativamente designada como « populista »), fundamentalmente democrática e liberal.

    2. Quanto à questão climática, a esmagadora maioria dos chamados « climato-cépticos » não é negacionista, isto é, não excluem nem contestam que o planeta possa estar numa fase de aquecimento global. O que discutem é a dimensão e o ritmo desse aquecimento, que consideram serem muito exagerados pelos « climato-alarmistas », e as razões desse aquecimento, que consideram depender principalmente de factores naturais (geologia terrestre, erupções solares, etc) e não tanto, como pretendem os « climato-alarmistas », da acção do homem. O que dizem é que o que se sabe hoje sobre o actual aquecimento global não justifica que se tirem conclusões precipitadas sobre a sua evolução presente e futura e, consequentemente, sobre o tipo de medidas que podem e devem ser tomadas (por exemplo : em vez de se promoverem medidas radicais e precipitadas, que não têm o efeito esperado sobre o clima mas que prejudicam a economia e, consequentemente, o bem-estar geral, devem ser antes adoptadas medidas que permitam ajustar as condições de vida e de actividade numa fase de aquecimento global). As questões do clima são demasiado sérias e importantes para serem encaradas de forma definitiva e expeditiva e sem que haja um verdadeiro debate levando em conta todos os pontos de vista sobre o assunto. Infelizmente, o que acontece hoje em dia é exactamente o contrário : os « climato-alarmistas », como não têm nem factos nem argumentos suficientemente sólidos para poderem confrontar-se e discutir com os « climato-cépticos », procuram evitar qualquer debate directo recorrendo a todos os meios para desqualificar, marginalizar e calar estes últimos (inclusivé através da censura pura e simples). Estou convencido que, mais cedo ou mais tarde, as previsões mais catastrofistas dos “climato-alarmistas” serão desmentidas pela realidade e que se voltará a um maior bom senso e equilibrio na abordagem das questões climáticas.

  23. ATAV

    Fernando S

    O objectivo daqueles que negam que o Nazismo é de direita ou que o Mussolini é socialista é fazer exactamente o que descreveu e tentou fazer agora mesmo. Tentar que o eleitorado veja a direita populista de forma diferente do que ela é: fascismo e nazismo vestidos com novas roupas. Chama-se a isso obnubilação. Passam a vida a dizer “Não é fascismo, é populismo” ou então “a alt-right é completamente diferente de nazismo”. Mas vai-se a ver e repara-se que os apoiantes destes movimentos são fãs do Estado Novo, supremacistas raciais, apoiantes do Mussolini, Franco ou Salazar, ostentam bandeiras confederadas, militavam em organizações neonazis, etc… Enfim, só cai nessa propaganda quem quer…

    Só para lhe dar um exemplo: o Jaime Nogueira Pinto passou uma vida toda a escrever densos tratados para tentar separar o Salazar do fascismo. Falhou miseravelmente. Bastou mostrar às pessoas a fotografia do Salazar sentado na sua secretária onde estava uma fotografia do Mussolini. Temos pena…

    Já agora, a direita populista não é “democrática e liberal”. O próprio Orban descreve o seu regime como iliberal. E o que não falta por aí são exemplos de como esta extrema-direita vai degradando as instituições democráticas dos países onde consegue chegar ao poder.

    O consenso científico é que as alterações climáticas são de origem antropogénica. Ao dizer que são naturais, acabou de demonstrar que é um negacionista do clima.

  24. Portanto, o ATAV decreta “a verdade única” e todos aqueles que não a partilham são “nazis”, “fascistas” e “negacionistas do clima”.
    É precisamente o modo de pensar e de estar tipico e comum aos totalitarismos, sejam eles fascistas, nazis, comunistas ou islamistas :diabolizar os opositores para melhor os excluir do debate e do confronto politicos.
    Se eu tivesse o mesmo tipo de reflexo, maniqueista e totalitário, diria que o ATAV é um perigoso comunista polpotiano (“vestido com novas roupas”, claro !).
    Mas não tenho e, por isso, não vou dizer nada do género !

  25. ATAV

    Fernando S

    *Sigh* Isto por aqui é sempre a mesma coisa…Todos os dias é a mesma coisa. Sempre a esgrimirem os mesmos argumentos estafados dia sim, dia sim, independentemente da realidade observada. Sempre a martelarem à espera de uma fenda. E hoje é Groundhog Day. Que apropriado…

    “Portanto, o ATAV decreta “a verdade única” e todos aqueles que não a partilham são “nazis”, “fascistas” e “negacionistas do clima”.”

    Ora muito bem. Aqui está a acusação que quem defende que as alterações climáticas antropogénicas é o consenso cientifico é um fanático religioso agrilhoado a um dogma.

    “Se eu tivesse o mesmo tipo de reflexo, maniqueista e totalitário, diria que o ATAV é um perigoso comunista polpotiano (“vestido com novas roupas”, claro !).”

    E aqui está a acusação que eu sou um comunista. *sigh*…

    Quer saber a diferença entre nós? Eu não tenho problemas em admitir que o duo Maduro/Chavez são ditadores miseráveis que destruíram um pais, que o Evo Morales, ao tentar agarrar-se ao poder, atentou contra a democracia do seu pais ou que o Lula é culpado dos crimes que foi condenado.

    Você diz que o Orban, PiS polaco, Salvini, Le Pen, Trump, Bolsonaro e afins são democratas liberais. Pois, nota-se…

  26. ATAV

    Fernando S

    Há algum tempo atrás eu fiz uma compilação da argumentação que costuma ser utlizada nesta casa. Alterei um pouco e deixo-a aqui. Tente ver quantos deste argumentos você debitou aqui mesmo. Eu contei três.

    – O Nazismo é de esquerda porque tem socialista no nome;
    – O fascismo é de esquerda porque o Mussolini passou a juventude num partido socialista;
    – Todas as politicas que dão bons resultados são liberai;
    – Todas as politicas que dão maus resultados são socialistas;
    – Todo o imposto é roubo excepto aqueles que incidem desproporcionalmente sobre os mais pobres e são usados para financiar a protecção da propriedade dos mais abastados; (NOVO)
    – Corrupção e socialismo são mesma coisa, mesmo que a corrupção tenha origem no sector privado; (NOVO)
    – Toda a redistribuição é socialista, logo é má, a não ser que produza bons resultados, aí passa a ser liberalismo.
    – Toda a forma de redistribuição que funcione deve ser revogada de forma sub-reptícia ou sabotada. Quando as pessoas começarem a queixar-se, deve-se culpar o socialismo;
    – Os países nórdicos são liberais apesar de estarem cheios de funcionários públicos, terem imensas empresas públicas e impostos muito pesados
    – O PS é socialista apesar de ter passado os últimos 25 anos a privatizar, liberalizar o mercado de trabalho, desregulamentar e a montar PPPs;
    – Todos os problemas de Portugal são da responsabilidade da governação PS (para ignorar a maior parte da governação da direita só devemos contabilizar os últimos 25 anos);
    – O mercado resolve tudo e o sector privado é só virtudes, excepto quando dá asneira. Aí a culpa é do socialismo.
    – A esquerda, quando propõe quotas está a entrar no mundo perigoso das politicas identitárias, mas quando a extrema-direita vilipendia e persegue gays, mulheres, migrantes e minorias étnicas está a fazer politica não-identitária.
    – Quando alguém apoia a tomada de medidas para as alterações climáticas que são consenso científico estamos na presença de fanatismo religioso que deve ser denunciado imediatamente. No entanto os padres a meterem-se na vida pessoal das pessoas e políticos a quererem acabar com a separação entre a igreja e o estado são gente moderada que deve ser deixada em paz.
    – Qualquer pessoa que não concorde com os pontos supracitados é um comunista e/ou socialista (NOVO)

    Divirta-se a repetir estes argumentos “ad nauseam”. Feliz Groundhog day!

  27. ATAV,
    1. É espantoso !… Se não me engano, você é um dos comentadores mais frequentes e prolixos neste forum e, mesmo assim, tem a desfaçatez de vir acusar outros de estarem « aqui », « todos os dias », « dia sim, dia sim », «  a esgrimirem os mesmo argumentos estafados », « sempre a martelarem à espera de uma fenda » … Logo depois de ter acusado outros de serem repetitivos, o próprio ATAV acaba por assumir e dar um bom exemplo através do último comentário que deixa aqui em cima, uma repetição quase letra por letra de um comentário anterior seu !… Olhe, por mim, até é normal e legitimo que o ATAV retome e defenda as mesmas ideias relativamente aos mesmos assuntos e temáticas. O que não é normal e razoável (para além de ser deselegante e diversivo) é esperar que quem não tenha as suas ideias fique calado de cada vez que os ditos assuntos são aqui abordados e discutidos … por si !…
    2. «ATAV : « Aqui está a acusação que quem defende que as alterações climáticas antropogénicas é o consenso cientifico é um fanático religioso agrilhoado a um dogma. »
    Eu não o acusei de ser « um fanático religioso agrilhoado a um dogma ». Se há alguém que aqui tem feito esse tipo de acusações extremas e sectárias, com estas ou outras palavras do génro, é precisamente o … ATAV !… De resto, o ATAV é que tem dito e repetido que não discute com quem não está de acordo com aquilo que apresenta como um « consenso » cientifico. Não existe nenhum « consenso ». Quando muito haveria hoje uma maioria que na comunidade cientifica defende uma visão radical e alarmista sobre o aquecimento global e que exclui ou ignora qualquer outra causa que não seja a acção do homem. Mas há muitos outros cientistas e especialistas das questões climáticas que contestam esta visão e que, no fim de contas, têm uma perspectiva mais realista, ponderada, equilibrada sobre as alterações climáticas e sobre o tipo de medidas mais adequadas para fazer face às suas consequências negativas.
    3. Eu não disse nem acusei o ATAV de ser um comunista. Antes pelo contrário, até disse que não o fazia… Desde logo porque eu não sei exactamente o que o ATAV é ou deixa de ser, mesmo constatando que muitas das posições e ideias que tem defendido não diferem ou estão muito próximas das que são igualmente defendidas por comunistas de diferentes costados. Depois porque, ao contrário do ATAV, prefiro discutir argumentos em vez de estar, sem razão evidente, a acusar os meus interlocutores de serem perigosos extremistas, sejam eles de direita, de esquerda ou outros.
    4. Folgo em saber que o ATAV admite « que o duo Maduro/Chavez são ditadores miseráveis que destruíram um pais, que o Evo Morales, ao tentar agarrar-se ao poder, atentou contra a democracia do seu pais ou que o Lula é culpado dos crimes que foi condenado. » Neste ponto estamos de acordo no essencial (eu até sou menos contundente nalguns adjectivos ; e, quanto à culpabilidade do Lula, é uma questão de justiça sobre a qual não me pronuncio). Mas, é verdade que discordamos na avaliação sobre os outros governantes que cita e que são normalmente designados como sendo de uma direita « populista ». Eu não disse que são « democratas liberais » mas sim que são « democráticos » e « liberais », no sentido lato destes termos : são democráticos porque não contestam nem atentam contra as regras da democracia politica ; são liberais porque aderem aos principios fundamentais do Estado de Direito e da economia de mercado (mesmo tendo uma visão mais intervencionista e proteccionista do que os « liberais » doutrinais em sentido restrito). Muito do que defendem e praticam quando chegam ao poder é naturalmente discutivel e pode ser criticado. Eu próprio não sou um apoiante incondicional (nem eleitor no caso do Chega em Portugal) destes movimentos e partidos e discordo de muitas das respectivas propostas e iniciativas politicas, sobretudo em matéria económica. Mas nada que se compare com o que acontece em regimes verdadeiramente autoritários, como é, por exemplo, o da Venezuela. Ao contrário do que alguns anunciaram e afirmam, em todos os paises onde os ditos « populistas » chegaram recentemente à governação, a democracia politica e as liberdades fundamentais não foram comprometidas e muito menos abolidas. Os designados « populistas » de direita actuais (são sobretudo « soberanistas ») não têm nada a vêr com o « fascismo » e ainda menos como o « nazismo » (a circunstância de poderem existir em determinados momentos alguns apoiantes que se reclamam ou são acusados de ligações com grupos que são efectivamente de uma extrema direita neo-nazi e/ou supremacista não permite concluir o contrário ; estas ligações são normalmente recusadas ou negadas ; todos os partidos, sem expepção, incluindo os das esquerdas, podem têr pontualmente frequentações e ligações comprometedoras : quantos marxistas, comunistas, trotskistas e outros do género se encontram dentro e nas franjas de partidos de esquerda ?).
    5. Relativamente ao seu último comentário acima, lamento desiludi-lo, mas nenhum dos « argumentos » que compila foram alguma vez por mim « debitados » nos termos e nem sequer com o conteúdo que refere. Nem três nem nenhum. De resto, a sua « compilação » não é mais do que uma caricatura muito grosseira do que podem ser alguns dos verdadeiros argumentos sobre os assuntos mencionados. É pena porque os assuntos são reais e importantes e mereceriam uma abordagem e uma discussão menos caricatural e sectária.

  28. ATAV

    Fernando S

    “Logo depois de ter acusado outros de serem repetitivos, o próprio ATAV acaba por assumir e dar um bom exemplo através do último comentário que deixa aqui em cima, uma repetição quase letra por letra de um comentário anterior seu”

    Já viu a minha sina? Sou um Sísifo moderno a empurrar um monte de propaganda pela montanha acima para que ela possam ser finalmente colocada no balde do lixo da história. Quando finalmente consigo, eis que se forma um novo monte com exactamente as mesma tretas no sopé da montanha. “O Hitler é de esquerda”, “o mercado resolve tudo”, “já não há racismo”, “os populistas não são fascistas”. Carrega ATAV…

    “O que não é normal e razoável (para além de ser deselegante e diversivo) é esperar que quem não tenha as suas ideias fique calado de cada vez que os ditos assuntos são aqui abordados e discutidos … por si !”

    Considero normal e razoável que pessoas não andem a repetir constantemente coisas que não têm qualquer aderência à realidade. É enfastiante. Mas eu sei que o objectivo de tanta repetição é que essas mentiras sejam eventualmente consideradas verdade. E é algo irónico porque a frase “uma mentira repetida vezes suficientes torna-se verdade” é geralmente atribuída ao Lenine. Mas com este tipo de leninismo, os insurgentes já não têm problemas…

    “Eu não o acusei de ser « um fanático religioso agrilhoado a um dogma ».”

    Hum… Vejamos então…

    “Portanto, o ATAV decreta “a verdade única” e todos aqueles que não a partilham são “nazis”, “fascistas” e “negacionistas do clima”.””

    “Verdade única”. Sabia que isso é a definição de um dogma? E quem costuma andar por aí a “decretar” dogmas? Fanáticos ou moderados? Enfim, avancemos…

    De resto, o ATAV é que tem dito e repetido que não discute com quem não está de acordo com aquilo que apresenta como um « consenso » cientifico.”

    E não falo. É estúpido! Quem acha diferente que apresente as suas provas à comunidade científica. Se as provas forem convincentes o consenso irá ser alterado. Foi assim com a evolução, o heliocentrismo, a forma da terra, a idade da terra, os dinossauros e muitos outros. Ah! E convém aprender o significado de “Consenso Científico” antes de usar esse tipo de expressões. Ao negar a sua existência apenas se envergonha a si mesmo.

    “Quando muito haveria hoje uma maioria que na comunidade cientifica defende uma visão radical e alarmista sobre o aquecimento global e que exclui ou ignora qualquer outra causa que não seja a acção do homem. Mas há muitos outros cientistas e especialistas das questões climáticas que contestam esta visão e que, no fim de contas, têm uma perspectiva mais realista, ponderada, equilibrada sobre as alterações climáticas e sobre o tipo de medidas mais adequadas para fazer face às suas consequências negativas.”

    Mais negacionismo do clima… *Sigh*

    “Eu não disse nem acusei o ATAV de ser um comunista. Antes pelo contrário, até disse que não o fazia…”

    Se não me quisesse acusar de ser um comuna não teria dito nada. Desta maneira fê-lo de forma a poder dizer que não o tinha feito. Uma chico-espertice. Tipo os nazis que atiram a suas ideias abjectas para o ar e depois dizem que é “ironia” ou uma “piada”. Mas o objectivo é mesmo esse. Dizer as coisas sem o dizer e depois podem acusar os outros de serem uns histéricos. E imediatamente abaixo acusa-me de ser um comunista mais uma vez… Olhe lá:

    “Desde logo porque eu não sei exactamente o que o ATAV é ou deixa de ser, mesmo constatando que muitas das posições e ideias que tem defendido não diferem ou estão muito próximas das que são igualmente defendidas por comunistas de diferentes costados.”

    E é objectivamente falso visto que eu não defendo a nacionalização dos meios de produção, que é o que define o comunismo. Aliás, passo a vida a dizer que nunca votei no Bloco ou na CDU.

    Defendo contudo o Estado Social e os Direitos Humanos (e eu sei que você não aprecia nenhuma delas). Defendo o fim do trabalho infantil, a educação gratuita universal e um sistema fiscal progressivo. E também sou um fã do SNS que foi criado com os votos a favor pelo PCP, UDP e PS. O CDS e o PSD votaram contra. É isto a que se refere quando diz que as minhas “posições e ideias que tem defendido não diferem ou estão muito próximas das que são igualmente defendidas por comunistas de diferentes costados.”? Olhe, que isto são tudo coisas que os sociais-democratas defendem.

    “Mas, é verdade que discordamos na avaliação sobre os outros governantes que cita e que são normalmente designados como sendo de uma direita « populista ». Eu não disse que são « democratas liberais » mas sim que são « democráticos » e « liberais », no sentido lato destes termos : são democráticos porque não contestam nem atentam contra as regras da democracia politica ; são liberais porque aderem aos principios fundamentais do Estado de Direito e da economia de mercado (mesmo tendo uma visão mais intervencionista e proteccionista do que os « liberais » doutrinais em sentido restrito). ”

    Claro. O Trump não atentou contra a democracia e a segurança nacional ao extorquir o presidente de outro pais para que este inventasse podres acerca do seu oponente politico. O Governo Polaco está a respeitar o estado de direito ao deturpar o sistema judicial da Polónia e o Orban respeitou a democracia ao torcer as leis eleitorais e acabar com os meios de comunicação que o criticavam. Tudo gente séria e respeitadora da democracia. Sem contar que o próprio Orban considera-se iliberal…

    “Os designados « populistas » de direita actuais (são sobretudo « soberanistas ») não têm nada a vêr com o « fascismo » e ainda menos como o « nazismo » (a circunstância de poderem existir em determinados momentos alguns apoiantes que se reclamam ou são acusados de ligações com grupos que são efectivamente de uma extrema direita neo-nazi e/ou supremacista não permite concluir o contrário ; estas ligações são normalmente recusadas ou negadas ; ”

    O nazismo e o fascismo não são trunfos eleitorais, portanto tentam esconder isso dos eleitores. Como o racismo vende, esse já não é escondido. Os simpatizantes inventam termos como “soberanistas” ou “populistas” ou “eurocépticos”. Depois é só bandeiras confederadas nos comícios e fotografias do Salazar na secretária.

    “todos os partidos, sem expepção, incluindo os das esquerdas, podem têr pontualmente frequentações e ligações comprometedoras : quantos marxistas, comunistas, trotskistas e outros do género se encontram dentro e nas franjas de partidos de esquerda ?).”

    “Fine people on both sides”… Ainda me lembro desta… Pois, falsa equivalência. Tente outra… Os regimes comunistas estão todos acantonados (Coreia do Norte), a apodrecer (Cuba) ou a converter-se noutra coisa qualquer (China). O fascismo está em ascensão. Logo é muito mais perigoso.

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