O Bloco de Esquerda e Angola

Angola

Há  mais de 40 anos, em 27 de Maio de 1977, iniciou-se em Angola uma purga dentro do MPLA que terá resultado em mais de 30.000 vítimas mortais. A cisão no partido então presidido por Agostinho Neto teve repercussões na esquerda portuguesa. A linha mais ortodoxa dentro do PCP lançou um manto de silêncio sobre a barbárie. Outra corrente, hoje sobretudo representada no Bloco de Esquerda, tinha evidente afinidade com muitas das vítimas do massacre: Sita Valles, Nito Alves, José Van Dunem ou Rui Coelho para só citar alguns. É à luz destes factos históricos que deve ser lida a posição de total distanciamento do regime encabeçado por José Eduardo dos Santos que o Bloco de Esquerda manteve. Mas é então errado que o Bloco adopte uma posição de condenação radical do poder corrupto e manchado de sangue de Luanda? Obviamente que não e é justo reconhecer que foi uma vez dissonante num espetro político marcado pelo total alinhamento, no caso do PCP, ou pela hipocrisia, no caso dos restantes partidos. Mas vale o que vale. Não encontramos no Bloco a mesma coerência quando se trata de avaliar outros regimes totalitários e violentos de esquerda (sobre os de direita o Bloco tem naturalmente uma posição explícita e faz muito bem). No caso de Cuba, por exemplo, onde se esperava indignação, tivemos cumplicidade com o regime torcionário. A posição do Bloco sobre Angola não resulta portanto de um imperativo ético enquanto tal, transponível para qualquer outra geografia ou momento onde exista violação das mais elementares liberdades e direitos, mas da reação a uma ferida histórica que continua aberta.

25 pensamentos sobre “O Bloco de Esquerda e Angola

  1. O Rui Rocha está a ver mal a situação.
    O Bloco de Esquerda (ou outros quaisquer partidos portugueses) não tem que se posicionar sobre os regimes políticos de Cuba, do Vietname, do Zimbabwe, ou de quaisquer outros países (de facto, a imensa maioria deles) com os quais Portugal tenha pouca relação.
    Já Angola é um país com o qual Portugal tem uma relação estreita, e portanto faz todo o sentido que os partidos políticos portugueses tomem uma especial atenção à sua política interna.
    Não faz qualquer sentido comparar Angola com Cuba, como o Rui Rocha faz neste post, uma vez que Cuba é um país com o qual Portugal tem muito escassas relações económicas, e que portanto interessa relativamente pouco a Portugal.

  2. Está confundido – Sita Valles, Nito Alves, José Van Dunem, etc. eram muito próximos do PCP português (pelo menos a Sita Valles era da UEC, e o argumento dado para a expulsão da facção Nitista do MPLA foi exatamente o muitos deles serem ou terem sido militantes do PCP); se quer uma facção que poderia ser considerada próxima dos antepassados do Bloco seria a Organização Comunista de Angola e os Comités Amílcar Cabral (que, ironia do destino, foram perseguidos por Nito Alves antes de ele próprio ter sido o perseguido), que tinham ligações às pessoas que em Portugal estavam na UDP/PC(R)..

    “No caso de Cuba, por exemplo, onde se esperava indignação, tivemos cumplicidade com o regime torcionário. ”

    O BE tem apresentado moções contra a repressão em Cuba, como esta:

    https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/Detalhe-Votos.aspx?BID=87918&ACT_TP=VOT

    E também tem votado a favor de algumas moções desse tipo apresentadas por outros partidos (é verdade que outras vezes abtêm-se; o critério parece ser mais qual o outro partido que apresenta a moção do que outra coisa)

  3. Filipe Bastos

    Como diz o Lavoura, por que há-de um partido português, sobretudo com poucas a nenhumas pespectivas de chegar ao poleiro, declarar uma ‘posição’ sobre Cuba, a Coreia, o Chile, ou o Burkina Faso?

    Que raio importa ao país em questão ou ao mundo? O que é que isso muda, qual a diferença, a mais-valia que traz a alguém, com excepção dos egos dos dirigentes do partido e respectiva carneirada?

    Até se entende o post: ilustra a falta de ética do Berloque, a hipocrisia, etc. Mas na prática, a sua ‘posição’ interessa tanto como saber se a Mortágua é do Benfica ou do Olhanense.

    É o problema da nossa política: nunca é sobre o que interessa. É só pose e pulhítica.

  4. Luís Lavoura,

    Diz-me quem apoias, dir-te-ei quem és.

    O que diz o Bloco de Esterco e aquilo que com tergiversações se escusa de dizer é demasiado eloquente para se ignorar.

    Não me venham depois com falinhas mansas, que sabemos que por eles estaria eu e os que não concordam com eles ou em campos de reeducação ou mortos.

    Veja este vídeo sobre os ditos Antifa, que eles tanto tentam promover por cá. O Project Veritas apanhou um a admitir que o objectivo deles é abrir campos de reeducação ou matar quem se lhes oponha.

  5. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Project Veritas?!??? AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH.

    “Diz-me as fontes que citas e dir-te-ei quem és…”

  6. Ontem há noite pus um comentário adicional (ainda sobre o OCA, os CAC e os Nitistas), que não aparece, mas quando o tento voltar a colocar, o anti-spam diz “comentário duplicado; parece que já disse isso”

  7. Vou voltar a tentar meter o comentário que está preso no filtro (alterando ligeiramente a conversa pode ser que passe):

    «Ainda a respeito do meu comentário – o Rui Rocha poderia dizer que não altera os dados da questão, e que as críticas ao regime angolano têm a ver com a ferida da repressão contra os CAC e a OCA (em vez de contra os nitistas), mas penso que não é equivalente: ao contrário da repressão contra os nitistas, que deixou dezenas de milhares de mortos e continua a ser falada e objeto de livros hoje em dia, já ninguém se lembra da repressão contra a OCA/CAC, um grupo relativamente pequeno e que praticamente só teve presos e torturados, e poucos ou talvez mesmo nenhuns fuzilados (pelo que duvido que alguém na direção do BE sequer pense nisso na altura de tomar posição acerca de algo que envolva Angola).

    Provavelmente as criticas do BE ao regime angolano e aos seus negócios em Portugal não tem a ver com nenhuns acontecimento remotos da história angolana, mas simplesmente por ser uma oportunidade para atacar os negócios dos “capitalistas” com o bónus de por ao mesmo tempo em xeque os “estalinistas” e o PCP (ouro sobre azul, para um partido com as raízes na esquerda radical anti-URSS).»

  8. FRA

    Eu não apoio o Bloco de Esquerda.

    Somente afirmo que a crítica deste post ao Bloco de Esquerda não faz sentido.

    O Bloco de Esquerda pode ser criticado por múltiplas razões, mas não por não andar a criticar todos os muitos regimes cleptocráticos que há por esse mundo fora, que é coisa que não lhe compete (nem a ele, nem a nenhum partido político português).

  9. “Francisco Miguel Colaço

    Project Veritas?!??? AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH.

    “Diz-me as fontes que citas e dir-te-ei quem és…”

    O ATAV preocupado porque se ficou a saber que apoiantes de Bernie disseram favoráveis aos gulag e campos de reeducação.

  10. Filipe Bastos

    O tal Jurek da campanha do Sanders disse mesmo aquilo. Não que faça diferença ao ATAV: a fonte parece ser mais importante do que qualquer facto.

    Muitos aqui, como o Francisco Colaço, fazem o mesmo. É o habitual maniqueísmo esquerda/direita. Cada lado entrincheira-se no seu dogma e tudo que venha do outro lado, quer digam as horas ou bom dia, é imediatamente rejeitado.

    O Jurek vai além da reeducação: fala em matar, queimar, etc. É um barbaças de boca suja e óbvios problemas mentais; um estereótipo andante dos libtards exprobrados pela direita americana.

    Ainda assim, há um lado positivo. Os mamões têm isto tão controlado, que só mesmo malucos os poderão assustar.

  11. ATAV

    Filipe Bastos

    Falo da fonte porque o project veritas tem a tendência de descontextualizar e armar ciladas a instituições e pessoas com inclinações politicas diferentes das dos “jornalistas”. Basicamente actuam uma central de desinformação da extrema-direita. Eu não ligo a órgãos de propaganda. E também costumo ignorar o que vem no Avante.

    Aqui aparentemente pegaram num dos maluquinhos da extrema-esquerda e deram-lhe palco para insinuar que todos os apoiantes do Sanders são iguais. É desonestidade pura. Fecham os olhos ao supremacista branco que é o actual inquilino da Casa Branca e apenas focam no candidato que parece ser o seu oponente mais provável…

    Então você não gosta de pessoas que falam em queimar e matar os oponentes políticos. Óptimo, eu também não. Mas diga-me lá, o que acha que aconteceria se aquela revolução para acabar com o sistema politico actual que você tanto deseja viesse a acontecer? Acha que seria sem sangue?

    Já agora,não sou fã do Sanders. Demasiado populista, tem pouca cabeça e muita ideologia. Pessoalmente creio que a Warren é a candidata mais competente dos democratas. Tem politicas ousadas mas aparenta ser pragmática o suficiente para conseguir implementá-las. O Biden é um centrista, ou seja é mais do mesmo, o Buttigiegi é um yuppie desconhecido, o Yang acha que o Silicon Valey é representativo da América e o Bloomberg é um Republicano que apresentou a candidatura na sede de partido errada. A Tulsi parece ser uma agente russa. Os outros não conheço.

  12. Filipe Bastos

    O Sanders é o Garcia Pereira lá do sítio. Será uma figura mais simpática e mais bem sucedida (não é difícil), mas cumpre a mesma função: dar a ilusão de pluralidade, legitimar a partidocracia. Quanto mais velho mais caricatura. Os mamões adoram-no: dali estão descansados.

    A Warren é de longe a melhor deles todos, mas ainda assim demasiado americana. Outro Obama, desta vez com outra genitália em vez de melanina. Para fãs de identity politics, como o ATAV, isso é fundamental. Mas ainda que seja melhor que Obama (também não é difícil), não há milagres: o sistema garante que nada irá mudar.

    O resto oscila entre o péssimo e o abaixo de cão, como é habitual, com o lacaio Biden no fundo do barril. O Trampa dorme tranquilo.

  13. ATAV

    Filipe Bastos

    “Para fãs de identity politics, como o ATAV, isso é fundamental.”

    Isto é uma mentira descarada!

    A minha preferência por Warren é devido à aparente competência e pela “worldview” que ela defende, nomeadamente que a sociedade americana tornou-se hostil à classe média e à “working class”. Se fosse pela representatividade, então optaria pela Kamala Harris ou pela Tulsi.

    Nunca reparou que na essência quase toda a politica é identitária? A politica de saúde é para os doentes, a segurança social é para idosos e desempregados, a educação é para menores de idade e as leis anti-discriminação são para os discriminados (geralmente mulheres, minorias étnicas e religiosas). E o que dizer do regionalismo, nacionalismo e até do clubismo? Tudo politicas identitárias.

    Apesar de eu achar que as quotas são uma solução imperfeita para um problema bicudo, prefiro este tipo de “identity politics”, do que a politica identitária da extrema-direita. Falam em “marxismo cultural” quando querem visar minorias, em “ideologia de género” para oprimir mulheres e na “meritocracia” para espezinhar os mais pobres. Há também as questões “culturais” dos migrantes e os ciganos (antigamente falavam de raça, agora depois da Segunda Grande Guerra é “cultura”).

    Um aparte. Lembra-se durante a crise quando os gregos eram gastadores inveterados, os portugueses preguiçosos e os italianos corruptos? Era mais uma questão “cultural”, diziam. De um lado a “ética de trabalho protestante” e do outro a ociosidade e desgovernação dos “latinos”. Lembra-se deste “identity politics”? Eu lembro-me bem dessa altura e também de como o pessoal do insurgente aplaudia quem dizia estas barbaridades para justificar uma politica destrutiva e cruel.

    São estas as politicas identitárias desta “nova” direita.

    Na sua opinião quais é que são mais nocivas para a sociedade no seu todo? As quotas e discriminação positiva ou o “Marxismo cultural” e quejandos?

  14. ATAV

    Relativamente ao post do Rui Rocha só tenho a dizer o seguinte: é mais um post no insurgente a culpar a esquerda dos desvarios de um regime que na prática é tudo o que os liberais gostam:

    Lei laboral, ambiental e proteção do consumidor não são aplicadas sendo portanto inexistentes na prática, desemprego alto para “moderar” os salários, incapacidade de o estado cobrar impostos de forma eficaz, o estado social é incipiente e não tem recursos. E o poder politico e económico está concentrado em meia dúzia de empresários “empreendedores” que vivem à margem da pobreza toda, tendo a toda a liberdade para “investir” no país. (leia-se os oligarcas fazem o que bem entendem)

    Agora que a liberal Isabel dos Santos vai cair com estrondo, os liberais e seguidores do Passos Coelho apressam-se a atirar as culpas para cima da esquerda. Antes, quando ela estava aí a comprar tudo o que se mexia com o dinheiro dos ovos, não havia línguas liberais suficientes para lamber botas tão grandes…

  15. Eduardo Menezes

    Há gente que não tem moral para falar
    Isabel dos Santos e o marxista do seu progenitor roubaram muito em Angola.
    Fazem parte da mesma família que em Portugal roubou tanto ou mais que aqueles dois, nos tempos do golpe de Abril e cujos roubas continuam até aos dias de hoje
    Melhor figura fazia se estivessem calados

  16. Filipe Bastos

    ATAV,

    “Nunca reparou que na essência quase toda a politica é identitária?”

    A política e tudo o resto, se ‘identidade’ incluir qualquer grupo: homens, mulheres, brancos, pretos, novos, velhos, columbófilos, apreciadores de feijoada, etc.

    Mas a ‘identity politics’ de que falávamos é a da esquerda e dos seus fetiches, sobretudo feminismo, racismo e islamofobia – os 3 grandes do Guardian, o maior paladino do politicamente correcto (a homofobia vem logo atrás).

    O Guardian é um bom jornal, talvez dos melhores; mas no seu afã PC atinge níveis olímpicos de white guilt. É extremamente parcial, condescendente, fanático no policiamento do discurso ‘aceitável’, e não hesita em censurar opiniões dissonantes. Não é preciso atacarem ninguém; basta não cantarem a música exacta que o Guardian quer ouvir.

    Epitomiza o esquerdista caviar, branco e bem de vida, que andou em Oxbridge e vive em Hampstead ou Islington, mas que adora culpar o homem branco – incluindo a working class branca e pobre – de tudo e mais umas botas.

    Critica o tratamento dos refugiados, mas vive confortavelmente a milhas de qualquer refugiado. Clama pela igualdade das mulheres, mas fala das jornalistas, CEOs, apresentadoras, actrizes… as que já têm bons empregos ou tachos; o resto logo se vê. Vê em cada negro, cigano ou muçulmano uma pobre vítima.

    Basicamente, tudo que não seja homem e branco é bom. Tudo que o seja é mau. Não contente com o maniqueísmo, vai subdividindo e hierarquizando as vítimas; o oposto do que a esquerda devia ser. Paradoxalmente, estas vão perdendo a identidade: ninguém de uma minoria ‘oprimida’ é apenas uma pessoa normal; tem de ser uma vítima ou uma inspiração.

    A esquerda actual resume-se a isto. E por isso continua em queda livre. Numa conversa recente, pareceu-me que o ATAV pertence a esta esquerda; à que vê no Guardian uma bíblia.

  17. Filipe Bastos: “Mas a ‘identity politics’ de que falávamos é a da esquerda ”

    Tradução – só se chama “identity politics” se for a esquerda a fazé-la.

  18. É a Esquerda que martelas as características físicas e raciais das pessoas no único instrumento que desenvolveram para ganhar o poder : exploradores e explorados.
    Serão aproveitadores racistas ou racistas aproveitadores?

    “O Biden é um centrista, ou seja é mais do mesmo”

    Não tem mesmo a noção de quem é o Biden. É o mais extremista deles todos. Mais que Warren, mais que Sanders.

    Quanto à Warren demonstrando a copiosa capacidade, foi admitida em Harvard fazendo-se passar por minoria membro de tribo indiana.

  19. ATAV

    Filipe Bastos

    “A esquerda actual resume-se a isto. E por isso continua em queda livre. Numa conversa recente, pareceu-me que o ATAV pertence a esta esquerda; à que vê no Guardian uma bíblia.”

    Você lê o que eu escrevo? É que não parece. Ainda não reparou que as minhas criticas neste blog geralmente são relativamente ao modelo económico defendido por aqui? Só puxo pela questão identitária e dos costumes para demonstrar que os liberais que aqui andam são quase todos da extrema-direita que não quer ser chamada de extrema-direita. É esta a grande diferença entre eles e os trauliteiros que pululam no PNR e no CHEGA!. Uns assumem o que são e os outros não… Já vi uma alcunha para eles algures: liberachos.

    Então já não sou um avençado do PS? Agora passei à esquerda Bloquista? E isso é uma promoção ou despromoção? Nunca reparou nas vezes todas que escrevi aqui que nunca votei no Bloco ou na CDU e que não pretendo vir a fazê-lo no futuro?

    Outra coisa. Eu concordo consigo quando diz que quem assume à priori que um homem branco é um privilegiado e uma minoria é uma vitima está a ser injusto e que isso como politica é nocivo. E não parece ser uma politica bem sucedida.
    É preciso avaliar cada caso individualmente e várias perspetivas. E a condição económica dos pobres deve ser melhorada. É por isso que eu mando vir com o Trickle-down/supply-side economics que se impinge por aqui.

    Mas também tenho a noção que existem muitos brancos pobres que votam contra os seus interesses económicos desde que fiquem acima das minorias. Continuam pobres, sem educação e sem saúde mas isso não importa porque podem continuar a mandar vir com os negros à vontade e os homens podem bater nas mulheres sempre que quiserem. Tem sido essa a estratégia do partido republicano nos últimos anos. E isso explica o sucesso de Trump, que durante as primárias prometeu o racismo e misoginia tal como os outros candidatos republicanos sempre fizeram mas acrescentou um pouco de populismo económico (tarifas para revitalizar a indústria, Obamacare melhorado e infraestruturas). Claro que quando chegou lá o populismo económico ficou na gaveta excepto as tarifas que falharam miseravelmente. Mas uma parte significativa das pessoas que votaram nele não querem saber. Só querem espezinhar os que estão abaixo deles.

    Mais uma coisa, quando eu falo em working class eu geralmente imagino uma mulher que trabalha em serviços como na saúde ou nas limpezas. Aposto que você imagina um homem que trabalha na construção civil ou como operário numa fabrica. Fique a saber que nos Estados Unidos a minha visão está mais próxima da realidade. Elas são a maioria dos trabalhadores e estão nos serviços.

    A direita também tem politicas identitárias e eu perguntei-lhe quais das duas é que considera mais nocivas para a sociedade. Ao focar-se exclusivamente nas politicas identitárias da esquerda, você deu-me a resposta procurava. Obrigado.

  20. ATAV

    lucklucky

    “É a Esquerda que martelas as características físicas e raciais das pessoas no único instrumento que desenvolveram para ganhar o poder : exploradores e explorados.
    Serão aproveitadores racistas ou racistas aproveitadores?”

    Exactamente! Esquerdistas aproveitadores tipo os nazis que escravizaram pessoas com base na sua religião, etnia ou orientação sexual ou então como aquele trotskista Orban que gosta de perseguir migrantes sírios para ganhar eleições. Também pode ser o comunista do Trump que rotulou os mexicanos e sul-americanos como violadores e traficantes de droga e está a dar contratos a empresas amigas para a construção de um muro para impedir a entrada deles nos Estados Unidos.

    “Não tem mesmo a noção de quem é o Biden. É o mais extremista deles todos. Mais que Warren, mais que Sanders.”

    ???… Qual Biden? Aquele que está convencido que consegue “criar pontes de diálogo” com os republicanos e que está sempre a repetir isso? Esse Biden?

    “Quanto à Warren demonstrando a copiosa capacidade, foi admitida em Harvard fazendo-se passar por minoria membro de tribo indiana.”

    Não foi para entrar em Harvard, mas um formulário da Ordem dos Advogados do Texas e ela não tirou nenhuma vantagem daí. Mas tem razão! Que ultraje! Ela deveria ter tido o mérito de entrar em Harvard através de um cheque do pai dela, tal como o Trump.

  21. Gaius Octavius

    Nota-se bem o amor que o BE (e o resto da esquerda, incluindo os jornalistas) tem ao povo angolano que até aqui em Portugal lá conseguiram fazer com que um grupo de justiceiros bem-intencionados vingasse a angolana Cláudia Simões agredindo violentamente o motorista que chamou a polícia.
    Só é pena que não queiram mudar-se todos para Angola, onde poderiam lidar in loco com os problemas daquele povo que tanto os afligem.

  22. Lucklucky,

    «Quanto à Warren demonstrando a copiosa capacidade, foi admitida em Harvard fazendo-se passar por minoria membro de tribo indiana.»

    Agora creio que se chama Pocahontas.

    Com o dobro do despeito e metade dos neurónios.

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