Um País Parado, de Mão Estendida, à Espera do Estado

O orçamento de estado para 2020 é bastante desolador e deprimente. É um orçamento sem ambição e sem qualquer ideia nova, sem qualquer reforma estrutural, e sem qualquer visão estratégica para o país. Um orçamento que se limita a arrastar o status quo para agradar aos parceiros da ex-geringonça e para manter as clientelas de que o partido socialista tanto depende. Um orçamento que aumenta a carga fiscal e o peso do estado, o que diminui tanto a iniciativa privada como a iniciativa individual e empresarial. Trata-se de um orçamento que coloca Portugal cada vez menos atrativo, menos competitivo e mais na cauda da Europa.

Na discussão do orçamento de estado, destaco as duas excelentes intervenções do deputado João Cotrim Figueiredo, presidente da Iniciativa Liberal, que partilho aqui.

Portugal precisa urgentemente e desesperadamente de menos socialismo e de mais liberalismo.

31 pensamentos sobre “Um País Parado, de Mão Estendida, à Espera do Estado

  1. JMS

    Sem dúvida João Cortês, explicar a um país estupidificado, imbecilizado e, o pior de tudo, infantilizado que andamos a ser “governados” por cerca de 18% dos votantes “activos” do país, é extremamente difícil.

    Portugal, com esta atitude, nunca será um país minimamente decente. As pessoas não votam e ficam em casa à espera do milagre da Nossa Senhora de Fátima.
    E do euromilhoes.

    Enquanto forem caindo os € 5 de aumento mensais está tudo bem.

    Às vezes envergolho-me de ser português.

  2. STALENIN

    Penso que queria dizer “Portugal precisa urgentemente e desesperadamente de mais socialismo e de nenhum liberalismo”.

    STALENIN

  3. ATAV

    O título do post está quase certo.

    Não é “Um País Parado, de Mão Estendida, à Espera do Estado”.

    Deverá ser “Empresários Parados, de Mão Estendida, à Espera do Estado”.

    Afinal, cada vez que eu vejo um empresário abrir a boca é para pedir algo: um subsídio, um incentivo, protecionismo para a empresa dele… E é uma liberalização do mercado do trabalho para aqui, uma desregulamentação para acolá, mais estradas, mais formação, mais ferrovia… Nunca tem fim.

    Excepto quando é para pagar impostos. Aí já querem liberdade do “sufoco do estado”.

    E a IL está lá, a papaguear os desejos dos empresários e a trabalhar incansavelmente para lhes encher os bolsos através da intervenção estatal.

  4. JMS

    Stalenin,

    Você é um doido e ainda vive no séc XIX.

    Os comentários ridículos que escreve demonstram que anda a ser mal pago pela “geringonça”

    Talvez pedir aos seus donos um upgrade para, no mínimo, o início do séc XX. Não aparenta ter capacidade para mais.

    Nem a AI lhe pode pode valer.

    Deve ter um sucesso enorme no Aventar, Ladrões de Bicicletas e coisas do género.

    “Upgrade-se!” 😁

  5. Carlos Guerreiro

    No primeiro orçamento do Semtino, este afirmou que só pagavam mais impostos os mais ricos. Alguém lhe perguntou se uma pessoa com 1.000,00€ mensais poderia ser considerado rico, ao que respondeu que não, mas que para efeitos fiscais era rico.
    Sabendo isto e a necessidades crescentes dos socialistas em ir buscar dinheiro onde ele está, falta pouco para o conceito de riqueza fiscal estar no salário mínimo (o aumento do mesmo só irá abreviar o tempo para a ocorrência do facto) e nesse momento terminará a aventura socialista.

  6. Nós percebemos, pela intervenção da Dra. Mela Ferreira Leite no televisão que se fosse o PSD faria um orçamento com muito menos impostos (para as empresas) e muito mais investimento privado (das empresas).
    Só não explicou qual seria a contrapartida para equilibrar o orçamento, porque essa contrapartida já toda a gente sabe qual seria… ir ao bolso dos pensionistas, funcionários púbicos e diminuir drasticamente as prestações sociais…
    Toda a gente sabe um saber de experiência feito…

  7. ATAV

    JMS

    E defendo a social-democracia. Desconheço o que o Stalenin defende mas pelo nome que escolheu presumo que seja uma variante do comunismo ou socialismo.

    E você? Continua a querer que traidores cheguem ao poder, subvertam a nossa democracia e coloquem o nosso país sobre controlo estrangeiro?

  8. Filipe Bastos

    “Sabendo isto e a necessidades crescentes dos socialistas em ir buscar dinheiro onde ele está”… mas é isso, Carlos: o PS nunca foi ou irá buscar o dinheiro onde ele está. Nenhum governo lá vai.

    Vê alguém questionar a mama da Banca? A chulice dos sacrossantos ‘mercados’? O dinheiro que inventam do ar? O saque do país pelas empresas do regime, as EDPs e Golpes e Mota-Engis e afins? As fortunas obscenas dos DDT? Vê o Mamão Salgado a viver debaixo da ponte? O Oliveira e Costa a dormir na rua? As casinhas da Quinta da Marinha e do Lago, ou as bombas alemãs e italianas que circulam por aí, a serem devidamente taxadas ou investigadas?

    Não vê nem verá nada disto. E é por isso que quem paga são sempre os mesmos. A classe média e média-baixa, quem trabalha, quem ainda paga impostos.

  9. JMS

    ATAV,

    Não me compete fazer julgamentos de carácter, de ideologias, de nada.

    Não sou de esquerda, como tal, tenho uma mente aberta à livre discussão de qualquer assunto.

    Apenas reajo àquilo que vejo escrito.

    Como o “conheço” pela sua escrita e vc se afirma como o único social democrata vivo, às vezes fico algo pensativo.

    Vc tem alguma razão, pontualmente, mas, é a minha perspectiva, descamba, sem querer, acredito, em populismos desnecessários.

    Em minha opinião, continuo a achar que deveríamos ter tido a troica, não 3 mas 10 ou 15 anos, para podermos começar a viver melhor, uma vez que, como mais uma vez se prova, não nos sabemos governar. Ou tem alguma dúvida, ATAV?

    É sempre saudável a troca de opiniões entre diferentes sensibilidades .

  10. JMS

    Filipe Bastos,

    Viva sem banca, se conseguir.

    O facto de ainda haver Ricardos Salgados e afins em liberdade, só se pode queixar do socialismo vigente há 40 anos e do seu maior mentor: Mário Soares e o actual PS. O partido sem qualquer vergonha na cara que goza connosco. O partido dono do país. Votem diferente ou saiam de casa para votar.

    Não se queixem. Votaram naquele lixo, agora aguentem…

    Vão-se queixar ao espelho…

  11. Filipe Bastos

    “Não se queixem. Votaram naquele lixo, agora aguentem…”

    Fale por si, JMS. O meu voto é o mesmo desde sempre, o único voto realmente útil: voto nulo.

    A abstenção passa por apatia, indiferença, até contentamento. O voto em branco pode ser adulterado, e não permite deixar uma mensagem adequada aos nossos pulhíticos, acompanhada de uma linda pilinha no boletim.

    Qualquer outro voto – repito, qualquer outro voto é validar esta partidocracia, legitimar a bandalheira, consentir na podridão. Pela sua conversa, v. deve votar no PSD, no CDS, hoje talvez na IL. V. é parte do problema.

    Não há cá socialismo algum. Isso é conversa de direitalha sem noção do ridículo. Socialismo é distribuição da riqueza e a gestão da sociedade e dos meios de produção pela comunidade. Só há xuxalismo. O país e o mundo são governados pelo capital, por uma clique de mamões e pelos seus capachos políticos. É por isso que não vive sem Banca.

  12. Rão Arques

    Vamos ser realistas. Quem passa mais uma vez é o Dr. António Costa, que depois do poucochinho com Seguro, e após ter perdido umas eleições foi ao compêndio do desenrasca e arrebanhou tralha para o sustentar no palanque.

  13. Portugal é um país de subempreiteiros das economias do Norte (Renault, VW, IKEA, etc.) até as grandes empresas agrícolas são subempreiteiros dos espanhóis e holandeses. Se esses não precisam de esticar a mão, porque será que os empresários portugueses precisam? – porque estão na Assembleia da Republica e torna-se mais fácil para eles mamar que trabalhar.
    É uma realidade que interessa a todos, aos estrangeiros porque vêm beneficiar de sol e de mão-de-obra barata, aos portugueses porque beneficiam do RSI para empresários, mas conhecido por PPPs.

  14. ATAV

    JMS

    “Não me compete fazer julgamentos de carácter, de ideologias, de nada.
    Não sou de esquerda, como tal, tenho uma mente aberta à livre discussão de qualquer assunto.”

    Portanto você não julga caracteres e ideologias, mas na frase imediatamente abaixo diz que as pessoas de esquerda não têm a mente aberta? OK.

    “Como o “conheço” pela sua escrita e vc se afirma como o único social democrata vivo, às vezes fico algo pensativo.”

    Não sou o único social-democrata vivo. O PS e o PSD estão cheios deles. Aliás estes dois partidos genericamente defendem a social-democracia. E como são os partidos mais votados, isso significa que há muitos outros portugueses que concordam com este modelo. Se acha que eu sou o único social-democrata vivo, isso diz mais acerca dos sítios que frequenta e das pessoas com quem se dá do que de mim.

    “Em minha opinião, continuo a achar que deveríamos ter tido a troica, não 3 mas 10 ou 15 anos, para podermos começar a viver melhor, uma vez que, como mais uma vez se prova, não nos sabemos governar. Ou tem alguma dúvida, ATAV?”

    Não tenho dúvida nenhuma. Você acha que os políticos portugueses deviam colocar a nossa soberania em mãos estrangeiras (isto é, cometer traição à pátria) para aplicar durante décadas um programa politico e económico que a maioria dos portugueses não quer (e isto é atentado ao estado de direito). E o pior é que as próprias instituições da troika também já não acreditam nesse programa de liberalizações, privatizações e redução do peso do estado. O Junker quando era presidente da Comissão Europeia pediu desculpas pelo que a Comissão fez aos países resgatados e o FMI já admite que muitas das medidas fizeram mais mal que bem.

    Já pensou em mudar o seu nick aqui no insurgente para “MVJ” (Miguel de Vasconcelos Júnior)? Apenas uma sugestão.

    “É sempre saudável a troca de opiniões entre diferentes sensibilidades.”

    Todos os grandes crimes começam com palavras. E um povo continuar a ser dono do seu destino não é uma “sensibilidade”. É liberdade! Mas essa palavra por aqui significa apenas baixar a factura fiscal dos ricos e permitir que os poderosos se esquivem das suas responsabilidades para com os outros

  15. Louvável mas pura perda de tempo, infelizmente.
    Qualquer discurso que defenda ideias liberais em contraponto ao cãomunismo-socialismo que sufoca este infeliz país pouca a pouco mas cada vez mais desde o 25/4/74 (mais justa e adequadamente reconhecido como a “Roubolução dos Cravas”) está condenado ou ao fracasso e rápido esquecimento (na melhor e mais benigna das hipóteses), ou ao seu autor ser vituperado dos chavões habituais, que em lugar de serem um motivo de orgulho e acérrima defesa são em Portugal um anátema e um ferrete indelével: “neo-ultra-liberal”, “capitalista”, etc.
    Uma tristeza de povo que elege uma tristeza de governantes, tudo sob o beneplácito de uma comunicação social e uma academia eticamente corruptas.
    Mas, como é óbvio, só temos o que pedimos, procuramos e merecemos.

  16. ATAV

    “Qualquer discurso que defenda ideias liberais em contraponto ao cãomunismo-socialismo que sufoca este infeliz país pouca a pouco mas cada vez mais desde o 25/4/74 (mais justa e adequadamente reconhecido como a “Roubolução dos Cravas”) está condenado ou ao fracasso e rápido esquecimento (na melhor e mais benigna das hipóteses), ou ao seu autor ser vituperado dos chavões habituais, que em lugar de serem um motivo de orgulho e acérrima defesa são em Portugal um anátema e um ferrete indelével: “neo-ultra-liberal”, “capitalista”, etc.”

    Obrigado por demonstrar de forma tão cabal que uma parte considerável dos liberais que aqui andam são apenas salazaristas que não gostam de ser chamados de salazaristas.

    Também dá para perceber que o mercado livre que se impinge nesta casa é para a ralé. Para os amigos, apaniguados e apparatchiks são subsídios, incentivos, prebendas, isenções fiscais e sinecuras na máquina do estado e em empresas amigas. Tal como no tempo do Salazar e da oligarquia que mandava nisto (Mellos, Champalimaud, Espirito Santo, etc…). É por isso que tantos liberais manifestam um enorme desconforto com o 25 de Abril.

    Resumindo:
    “Socialism for me, but not for thee”

  17. Filipe Bastos

    “…os chavões habituais, que em lugar de serem um motivo de orgulho e acérrima defesa são em Portugal um anátema e um ferrete indelével: “neo-ultra-liberal”, “capitalista”, etc.”

    Eu ajudo-o a perceber o anátema, André Silva.

    Nada há de mal em ser-se liberal; em valorizar a liberdade e a escolha do indivíduo. Isso nem é incompatível com um mundo mais justo e igualitário. Já o neoliberal rejeita a igualdade; defende e fomenta a concentração da riqueza e a hegemonia dos mamões. É uma racionalização da ganância e do egoísmo.

    Ora, compreensivelmente, ganância e egoísmo não são vistos como grandes virtudes. E a vasta maioria das pessoas, caso não tenha ainda reparado, não são capitalistas: são pobres ou remediadas. Trabalham para sobreviver e para pagar as contas; não acumulam nem ganham milhões simplesmente por ‘investir’.

    Isto não é assim apenas em Portugal. É assim em todo o lado. Mesmo nos países ricos, os capitalistas são uma ínfima minoria. Mas o capitalismo mantém a ilusão viva, os pobres ‘merecedores’ hão-de lá chegar, e por isso há direitistas convictos como o André Silva. Embora seja uma ilusão forte, nem todos partilham dela.

    E é por isto que, para todos os outros, “neo-ultra-liberal” e “capitalista” não são motivo de orgulho e de acérrima defesa. São parte de um sistema ganancioso, egoísta, desigual, iníquo, primitivo. Entende, André?

  18. “Socialismo é distribuição da riqueza e a gestão da sociedade e dos meios de produção pela comunidade.”

    Ou seja viva a coerção, a anti liberdade, anti criação.

    Precisamente o que temos hoje. E 20-30% da população decide o que acontece.

    50% por cento da riqueza passa pelas mãos do Estado.Socialista.

  19. É claro que a Iniciativa Liberal desempenha o papel que escolheu para si, de ser uma oposição sistemática ao governo socialista.
    Questiono porém se não valeria a pena a IL tentar uma outra estratégia, a de promover partes do seu programa através de um acordo parcial, à semelhança daquilo que o PAN fez na legislatura anterior (em que também tinha somente um deputado).
    A IL poderia escolher, digamos, um imposto a diminuir (portanto, menos carga fiscal), e uma intervenção do Estado a diminuir (portanto, menos despesa do Estado), e propôr ao PS a sua abstenção em troca dessas cedências.

  20. ATAV

    André Silva

    Oi? Ataques ad hominem? Enfim, era expectável…

    Ninguém gosta que lhe descubram a careca, portanto é normal que esteja mais sensível.

    E também sei que rotular alguém de salazarista nesta casa é tabu, mas com tanta gente aqui a amaldiçoar o politicamente correcto, achei que podia tomar essa pequena liberdade.

    Olhe, já pensou em declarar um panegírico ao 25 de Novembro enquanto bate com a mão no peito? Talvez se sinta melhor… E como bonus talvez engane uns incautos quaisquer que ainda não tenham a noção que a extrema-direita está a tentar apropriar-se dessa data.

  21. ATAV

    André Silva

    Mmm? Sabe, você tem uma maneira caricata de escrever “Viva Salazar!”. É um bocado esfíngico, mas não se preocupe. Eu compreendo-o…

  22. Carlos Guerreiro

    Humm… É impressão minha ou andam por aqui mais trolls do largo dos ratos do que comentadores? O Filipe Bastos é o Justino que andava pelo observador (agora tem outro perfil).
    Será que o Costa e os seus focus group identificaram o discurso da Iniciativa Liberal como o perigo a combater?

  23. Filipe Bastos

    Carlos Guerreiro: não sei quem seja o “Justino” do Observador. Creio que nunca lá comentei. Encontra-me é no blog https://irritado.blogs.sapo.pt – que recomendo a todos os direitistas e não só.

    Tem razão numa coisa: aqui no Insurgente parece já haver mais críticos do que fiéis. A continuar assim perco o interesse.

  24. Carlos Guerreiro

    Filipe/Justino
    Não se irrite. Na saúde recomenda-se que cantem a internacional, espantam os males e acalmam a temida chefe.

  25. Carlos Guerreiro

    Filipe
    Não se irrite. Na saúde, à falta de melhor, recomenda-se que cantem a internacional, espanta os males e acalma a temida chefe.

  26. Ricardo Miguel Sebastião

    Caríssimos, uma dúvida: o salário dos dirigentes sindicais a tempo total (exº Ana Avoila) é pago pelo sindicato ou pelo Estado (neste caso ela mantém vínculo à função pública uma vez que era funcionária da segurança social)

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