O Estado E Outros Ensaios de Frédéric Bastiat

Encontra-se já disponível aqui o livro “O Estado E Outros Ensaios” de Frédéric Bastiat que além de uma introdução de Henry Hazlitt contém também uma introdução do André Azevedo Alves ao ensaio “A Lei” – que continua tão actual hoje como quando foi escrito em 1850. Este pequeno livro é uma obra fundamental para qualquer liberal e libertário, e ainda mais essencial para qualquer socialista – sobretudo o ensaio “O que se vê e o que não se vê“. Este livro, organizado pelo Pedro Almeida Jorge, será com certeza uma óptima prenda de Natal.

A lei pervertida! A lei – e com ela todas as forças colectivas da nação – a lei, dizia eu, desviada não somente do seu objectivo mas utilizada para perseguir um objectivo totalmente contrário! A lei tornada no instrumento de toda a cobiça em vez de constituir o seu travão! A lei consumando a iniquidade que ela própria tem por missão castigar! Tudo isto, a existir, constitui, sem dúvida alguma, um facto grave sobre o qual me deve ser permitido chamar a atenção dos meus concidadãos.

12 pensamentos sobre “O Estado E Outros Ensaios de Frédéric Bastiat

  1. Filipe Bastos

    Uma boa sugestão. Eis outra, não tão boa, mas mais breve – do Stiglitz:

    The standard measure of economic performance is gross domestic product (GDP), which was rising year after year, until the 2008 global financial crisis hit. This crisis was the ultimate illustration of the deficiencies in commonly used metrics.

    Apart from high unemployment numbers, standard metrics do not fully reflect the adverse impacts of the austerity measures, either the magnitude of people’s suffering or the impacts on long-term standards of living.

    So what if GDP goes up, if most citizens are worse off? In the first three years of the so-called recovery from the financial crisis, about 91% of the gains went to the top 1%.

    Artigo completo:
    https://theguardian.com/commentisfree/2019/nov/24/metrics-gdp-economic-performance-social-progress

  2. Filipe Bastos

    Outra do velho Stiglitz:

    The simultaneous waning of confidence in neoliberalism and in democracy is no coincidence or mere correlation. Neoliberalism has undermined democracy for 40 years.

    The effects of capital-market liberalisation were particularly odious: if a presidential candidate lost favour with Wall Street, the banks would pull their money out of the country. Voters then faced a stark choice: give in to Wall Street or face a severe financial crisis … Wall Street had more political power than the country’s citizens.

    The reality is that, despite its name, the era of neoliberalism was far from liberal. It imposed an intellectual orthodoxy whose guardians were utterly intolerant of dissent. Economists with heterodox views were treated as heretics to be shunned.

    Artigo completo:
    https://theguardian.com/business/2019/nov/05/decades-of-free-market-orthodoxy-have-taken-a-toll-on-democracy

  3. haha,

    Stiglitz uma dos responsáveis pelo capitalismo estatista e ataques à liberdade.
    Pergunta-lhe quando é que na história um pobre poderia ter hoje uma tecnologia que um bilionário não conseguia ter 20 ou 30 anos antes.
    Vê lá se isso está no GDP.

    E intelectualmente desonesto como tu : criticam a austeridade e choram pelos tempos anteriores do crédito fácil e barato que criou a austeridade, que nos dizem foram causados pelos malvados mercados não regulados.
    Oops em que ficamos então? os malvados mercados não regulados proporcionaram os tempos a que querem regressar…?

  4. Carlos Guerreiro

    Filipe, também acho que não devemos seguir os índices burgueses de avaliação da riqueza. Propunha uma comissão (observatório, unidade de missão) presidida pela Catarina Martins encarregada da criação do índice de felicidade das populações, como existia na saudosa URSS (e ainda deve existir na Venezuela, Cuba e Coreia do Norte).
    Por falar de indicadores de democracias avançadas, o Filipe sabe do que é feito da taxa de desemprego real do Boaventura SS, aquela que no tempo do Passos andava nos 20% por contabilizar os desempregados, os que não procuravam emprego e os que tinha emigrado (mesmo aqueles empregados nos países para onde foram e a ganhar mais do que alguma vez ganharam em Portugal…). E claro comparavam essa taxa com o desemprego do tempo do saudoso “ingenheiro” da bancarrota, calculada pelo método do INE.

  5. continua tão actual hoje como quando foi escrito em 1850

    Tenho as mais sérias dúvidas.

    Um dos grandes problemas dos liberais clássicos é, precisamente, não perceberem que a sociedade é atualmente muito diferente do que era em 1850 e que, portanto, o Estado e as suas funções também são necessariamente diferentes.

  6. Carlos Guerreiro

    Eu sou dos que está profundamente agradecido ao Filipe e outros semelhantes que nos alertam para os malefícios do capitalismo.
    Apenas estranho que exista tanta gente que recebe os mesmos alertas e pretende entrar nos EUA e ser explorada. Nem percebo porque o Trump quer construir um muro para impedir a entrada nos EUA, quando devia era fazer um muro para impedir os explorados do capitalismo fugir dos EUA (à imagem da saudosa RDA). Fico mesmo baralhado quando o Evo Morales foge da Bolívia e em vez de procurar refúgio na socialista Venezuela ou Cuba, vai para o México onde se arrisca a ser explorado pelo capitalismo (ou ser atropelado pelas hordas de explorados a fugir dos EUA antes da construção do muro).

  7. Luís Lavoura,

    «a sociedade é atualmente muito diferente do que era em 1850»

    Contudo, a burrice continua a mesma.

    O capitalismo coloca o ónus da burrice em cima do burro. O socialismo coloca a albarda do burro em cima dos que não são burros.

    Qual é o sistema mais justo?

  8. Filipe Bastos

    “Pergunta-lhe quando é que na história um pobre poderia ter hoje…”
    “Criticam a austeridade e choram pelos tempos do crédito fácil…”

    Lucky, é graças à evolução científica e técnica que hoje se vive melhor, seja capitalista ou não: também a URSS foi um progresso, se comparada ao czarismo. Mas uns poucos continuam a ter obscenamente mais do que quase todos. Isso não mudou.

    E não choro por crédito, seja fácil ou não; a Banca nem devia existir. Mas obrigado por participar.

  9. Filipe Bastos

    “O tempo do saudoso “ingenheiro” da bancarrota”…
    “Apenas estranho que exista tanta gente que recebe os mesmos alertas e pretende entrar nos EUA e ser explorada.”

    Carlos, duvido que alguém aqui tenha tanto asco ao Trafulha 44, esse FDP impune, como eu. Duvido mesmo.

    As pessoas vão para os EUA pelo mesmo motivo por que vêm para a Europa: procuram uma vida melhor. Muitos são explorados, sim; outros vêm explorar-nos mais as suas proles e subsídios. Há de tudo.

    Porque é que a vida é melhor deste lado? Por vários motivos. Já leu “Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty”?

    Repito que a malta direitalha é, no essencial, parecida à esquerdalha. Ambos só vêem o seu dogma e rejeitam qualquer meio-termo.

    Em muitos direitalhas, como por ex. o caro Francisco Colaço, esse génio à solta, esse da Vinci do nosso tempo – teríamos de nascer duas vezes para trabalhar tanto como ele – a motivação é óbvia: sentem-se melhores que os outros; justificam assim a desigualdade a que aspiram.

    O seu mundo é dividido entre go-getters e calões; entre heróis capitalistas e vilões socialistas; entre os que tudo merecem (eles) e essa coisa viscosa e comuna chamada sociedade, que lhes quer tirar o que eles – os heróis! – ganharam ‘sozinhos’. São como aqueles meninos que querem ter os berlindes todos. Infelizmente, o mundo pertence a meninos assim.

  10. “Lucky, é graças à evolução científica e técnica que hoje se vive melhor, seja capitalista ou não: também a URSS foi um progresso, se comparada ao czarismo.”

    Dezenas de milhões de mortes de progresso Supremacista Social.
    A URSS não teve progresso independente do Capitalismo e até do Czarismo.

    A URSS foi pior que um deserto a todos os níveis. Por isso é que caiu como caiu. oca, vácuo.

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