Democracia Em Portugal É Silenciar As Vozes Incómodas

De acordo com a notícia abaixo os partidos da ex-geringonça: PS, BE, PCP e os Verdes (estes com apenas dois deputados e que nunca foram a eleições sozinhos), vão impedir os partidos com um único deputado de intervirem e interpelarem o governo durantes os debates quinzenais. E isto, depois de na legislatura anterior, terem aprovado um regime de excepção para o PAN que na altura só tinha um deputado.

De referir que o Chega, Iniciativa Liberal e o Livre obtiveram cerca de 192.000 votos e 3,7% dos votos (fonte) e que usando um método proporcional teriam obtido 8 a 9 deputados entre os três partidos.

Um partido novo tem que superar obstáculos herculianos para eleger um deputado em Portugal:

  • A falta de cobertura (e enviesiamento) da comunicação social.
  • A diferença de meios para realizar campanhas eleitorais – fundos esses que vêm dos contribuintes, portanto, de todos nós (ler Legislativas dão 64 milhões aos partidos, PS ganha 25).
  • O sistema eleitoral Português, com base em círculos distritais e utilizando o método d’Hondt que beneficia claramente os grandes partidos.

Não tenho dúvidas de que se o único pequeno partido que tivesse eleito um deputado nesta legislatura tivesse sido o Livre, que o regime de excepção da legislatura anterior se fosse manter. Os partidos da geringonça não se importam de dar voz a quem pense como eles ou a quem se preocupe com os animais. As vozes incómodas vêm da Iniciativa Liberal e sobretudo do Chega. Mas o princípio basilar da democracia é precisamente dar voz às minorias e dar voz a ideias diferentes – por mais incómodas que sejam.

Ideias combatem-se com ideias, não amordaçando e silenciando as ideias de que não se gosta.

9 pensamentos sobre “Democracia Em Portugal É Silenciar As Vozes Incómodas

  1. JP-A

    Riam-se agora das alegações sobre a venezuelização de Portugal. Quem votou no Marcelo que vá lá tirar a nulidade toxica. Ou não reparam que há qualquer coisa de errado com os silêncios do homem e como ele noutros casos fala demasiado e demasiadas vezes? O que é que se passa? Passa-se alguma coisa, não passa?

  2. Andre Miguel

    Diz que somos uma democracia… e ainda há quem pense exagerado que caminhamos para a venezuela ou cuba. Um povo que tolera isto merece toda a merda que lhe cair em cima.

  3. Deviam estar cagados de medo das in-ter-ter-venç—ções da Joacine. Ela poderia proferir o nome do Co-Co-Costa.

    Tenho a absoluta e inamovível certeza de que o André Ventura do Chega e o Cotrim da Iniciativa Liberal não pesaram em nada nessa decisão.

  4. Filipe Bastos

    “Confunde república constitucional com democracia. A democracia é, na sua génese, a ditadura dos caudilhos da maioria votante.”

    Francisco, de acordo quanto à confusão, mas qual a alternativa à democracia? Chamar-lhe a ‘ditadura da maioria’ não ajuda: seria melhor uma ditadura da minoria? Ou uma ditadura de um só?

    Para mim, todas as decisões relevantes devem ser tomadas por todos os interessados. Há muito que a tecnologia o permite; só a vontade pulhítica não. Mas mesmo assim, quando houver escolhas diferentes, alguma terá de prevalecer. Só faz sentido ser a da maioria.

    Pode-se até questionar se todos os votos devem valer o mesmo; até atribuir, mediante critérios bem definidos, mais peso a alguns (por ex. nas eleições dos clubes a antiguidade confere mais votos); mas a conta final deve ser sempre a mesma: quem tem mais votos. Como não?

  5. Gaius Octavius

    “Não tenho dúvidas de que se o único pequeno partido que tivesse eleito um deputado nesta legislatura tivesse sido o Livre, que o regime de excepção da legislatura anterior se fosse manter.”

    Sim. A única coisa gira disto tudo é que a esquerda teve de sacrificar a sacrossanta patriota guineense nacionalista negra feminista gaga para impedir a IL e o Chega de falarem. E não me admirava nada que o próprio Rui Tavares, lá bem no fundo, até aceita que a sua deputada não fale só para que a IL e o Chega não o possam fazer também.

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