Um Pesadelo Socialista

Leitura muitíssimo recomendada do artigo de opinião de Jose Manuel Fernandes n’O Observador: “Se isto não é um pesadelo, o que será um pesadelo?

[…] Mas não é este o país com que o PS sonha, porque neste país ele só vê defeitos. E por isso passa a vida a criar novos regulamentos, a tratar de ter bem controladas as entidades reguladoras e a procurar que tudo passe pelo gabinete de um ministro ou de um secretário de Estado.

Há décadas que os socialistas acham que é assim – criando mais regras, mais organismos, mais secretarias de Estado, por fim mais ministérios – que se consegue criar os instrumentos do crescimento. Orientar o crescimento. E prescientemente dizer aos investidores onde devem investir – ou então complicar-lhes a vida se acharem que querem investir onde não devem.

Há décadas que este modelo não funciona. Se funcionasse Portugal não estaria a perder posições no ranking da riqueza dos países europeus – hoje só temos oito países da Europa mais pobres do que nós, se mantivermos o actual diferencial de crescimento para os nossos parceiros em 2025 só teremos quatro países atrás de nós (a Bulgária, a Croácia, a Roménia e eventualmente a Grécia).

No entanto insistimos no mesmo modelo. Porquê, se insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar conseguir resultados diferentes? […]

13 pensamentos sobre “Um Pesadelo Socialista

  1. Porquê que ele fala só do PS?
    porque não fala do PSD e CDS que quando estiveram no Governo aumentaram impostos, aumentaram o poder do estado incluindo “autoridades” em vez de sequer travarem essa invenção americana.

    Este é problema da suposta “direita” não olha sequer para o que faz quanto mais para o que não faz. Como raio o PS pode ser um partido diferente quando o PSD e CDS são ferozmente socialistas. A única discussão é para onde vai os euros do cada vez maior socialismo.

  2. Filipe Bastos

    Continua a confundir xuxalismo com socialismo. Compreende-se, dá-lhe jeito. Mas o Partido Sucateiro é tão socialista como o CDS é extrema-direita, ou o PCP é democrático.

    Do Mário Chulares ao Costa, passando pelo pântano do Guterres e pelo esgoto do 44, a única coisa que o PS redistribuiu foi mama e tacho. A burocracia é apenas outro meio de gerar tachos e ‘fotocópias’.

    O PS privatizou tanto ou mais que o PSD, e encheu os mesmos mamões; basta recordar o DDT. O que tem isto a ver com socialismo? Se calhar, é a gestão do país e dos meios de produção pelos trabalhadores… toda a gente sabe que é esse o forte do PS.

  3. Perigoso Neoliberal

    A maioria dos votantes escolheu isto ou variações disto ou pior. Com o BCE a impedir que as ações tenham consequências, estranho seria se o PS não aproveitasse para dar largas à sua natureza. E enquanto o BCE conseguir segurar as pontas, a festa continua. Os países de leste ficaram vacinados por décadas debaixo da cortina. A nós, 3 quasi-bancarrotas não chegaram sequer para fazer mossa. Talvez da próxima, mas não aposto dinheiro nisso porque, parafraseando um tipo famoso, é difícil fazer alguém entender uma coisa quando a sua subsistência depende de não a entender. Quantos é que são mesmo os dependentes do Estado no retângulo?

    De vez em quando aparece por estas bandas gente que continua a ver o mundo com os olhinhos de um puto de 7 anos que leu uma definição num dicionário e não sai daquilo… Se não há coletivização dos meios de produção, não é socialismo… enfim… se a esta altura do campeonato não levanta os olhinhos do dicionário e não entende a noção de espectro, não sou eu que vou perder tempo a explicar.

  4. Sérgio Gonçalves

    Francisco, haverá uma de duas respostas:
    – não houve qualquer exemplo de verdadeira socialismo ;
    – os países nórdicos com Noruega e Suécia à cabeça

  5. Filipe Bastos

    Francisco, o Sérgio já deu o mote: verdadeiro socialismo, como na piada do ‘No true scotsman’, até ver não existiu. O socialismo tem servido apenas como pretexto para impor ditaduras opressivas, e um sistema económico a que se poderá chamar capitalismo de estado.

    Claro que isto não dá jeito nenhum aos mamões privados: todos os capitalistas torcem para que o socialismo corra bem, onde que quer seja, para assim perderem o seu bicho papão e o seu caro TINA. Por isso ‘ajudam’, sempre que podem, países como Cuba ou a Venezuela – não que precisassem de ajuda, com os estafermos que lá governam.

    Os países nórdicos não são socialistas. São um exemplo de capitalismo muito regulado e com um mínimo de decência. Só por comparação – e para chatear direitalhas mais birrentos – se podem dizer socialistas. Claro que por aqui lhes chamam capitalistas de gema, porque dá jeito tê-los na equipa.

    A sua vez, Francisco: dê um exemplo do capitalismo que prega que não tenha enriquecido obscenamente uma pequena minoria e causado extrema desigualdade. Basta um exemplo.

  6. Rão Arques

    É SÓ MAIS UM ÀS COSTAS
    Os jornais como O “DN” recordam o que André Ventura dizia antes para o confrontar.
    Mas da maneira como o conhecido manipulador que nos governa retorce a palavra ninguém se lembra?
    Precisamente o contrário do que mais tarde veio praticar para salvar a própria pele:
    “António Costa em 2009 sobre os governos formados por jogos partidários”
    Ninguém lhe atira com isto cara a cara?
    È só ver o video.

  7. Filipe Bastos,

    A desigualdade para mim não é um mal. O mal está na situação dos mais pobres. O seu socialismo trauliteiro — em Cuba existe socialismo pois os meios de produção foram controlados pelo Estado até que deixaram de o ser por pura necessidade — atira a maioria para a pobreza. O capitalismo tira a maioria da pobreza.

    Compare Haiti com a República Dominicana, as duas Coreias, China dos anos 70 e Taiwan, China moderna com a China dos anos 70, China e Japão, Argentina antes e depois de Perón, Países do Leste Europeu antes da queda do Muro de Berlim e hoje. E diga-me depois que uma dose saudável de liberdade económica não tira pessoas da pobreza.

    E se essa liberdade causa super-ricos? Isso traz menos comida ao meu prato? Impede-me de aspirar à riqueza trabalhando e usando da minha criatividade e do meu engenho? Para mim a desigualdade não é um mal. Para si a pobreza e a miséria são perniciosas? Eu execro-as. Mas em nada me incomoda a desigualdade.

    Deixe de ser seguidor de linguagem de mesquinhos. Preocupe-se com o seu próprio progresso, passe o pleonasmo, viva e deixe viver.

  8. Filipe Bastos

    Francisco, se a comparação é entre:
    a) uma economia de mercado, inserida num mundo capitalista onde predominam economias de mercados e países capitalistas;
    b) uma economia planificada, inserida no mesmo mundo, geralmente implementada por fanáticos e apparatchiks, para mais em países que já eram pobres e atrasados;
    …extraordinário seria se a b) fosse mais bem sucedida, ou não?

    Repare, dou-lhe razão: não é suposto o socialismo funcionar; estragaria a mama a muita gente – incuindo ‘socialistas’ como os do nosso PS, ou esquerdistas cuja vidinha depende da existência de pobres e de ‘microagressões’ permanentes, pois rendem bons tachos.

    Acresce que é inútil defender o socialismo: é uma palavra carregada, que gera discussões fúteis e aliena tanto direitistas como centristas. Não digo que o socialismo seja a solução. Digo que este capitalismo também a não é. E que reduzir a desigualdade não nos torna mesquinhos.

    Ainda que a riqueza excessiva de alguns fosse compatível com a prosperidade de todos, e este mundo prova à saciedade que não é (basta ver os seus caros EUA), continuaria a ser injusto. Seria tolerável, mas injusto. E contraproducente.

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