#Comprido

Este novo governo é o maior de sempre em Portugal, que totaliza 70 pessoas e que custará aos contribuintes mais 7 milhões de euros por ano, todos os anos.

Por comparação, vejamos o tamanho de outros governos de outros países Europeus – Portugal infelizmente, está sempre do lado errado dos rankings:

Este governo é tão longo e complexo, que na realidade parece que o governo está a repovoar o território e não a geri-lo, como bem sugere a Iniciativa Liberal:

Também via Iniciativa Liberal, são precisos três cartazes para se poder descrever todos os elementos do governo:

Creio que Freud terá uma boa explicação para o tamanho deste governo de António Costa.

23 pensamentos sobre “#Comprido

  1. Não havendo reparos de maior a fazer ao programa deste governo, ataca-se o seu tamanho… esperava um pouco mais…
    Por mim, que sou reformado com pensão nominal de 2.000/mês, desejo longa vida a este governo, que repôs os direitos que me foram usurpados pela troica.
    A minha opinião é partilhada por 2 dos meus filhos, que ganham pouco mais que o salário mínimo e têm em 4 filhos. Se não fosse eu a pagar-lhes o empréstimo hipotecário da casa e o infantário, e o carrinho de bebé, seriam mais duas famílias pobres a computar no país…

  2. JP-A

    Os psiquiatras historiadores devem ter alguma coisa a dizer sobre os tipos que de repente começam a fazer sistematicamente discursos com a mãozinha colocada sobre o coracão.

  3. Filipe Bastos

    Manuel, quanto aos “direitos usurpados pela troica” talvez queira uma palavrinha com o Sr. Pinto de Sousa, vulgo 44, ex-Grande Líder do PS e mentor do actual PM. Foi ele que enterrou o país em calotes criminosos; e foi também ele que chamou a tal troica.

    É irónico, e quem diz irónico diz nojento, que o mesmo gangue mafioso que enterrou o país tenha voltado ao poleiro 4 anos depois, como se nada fosse, e passe agora por salvador e paladino dos “direitos”. Mas é a partidocracia que temos; e é a carneirada votante que temos.

    Quanto à questão familiar, não leve a mal, lembra o choradinho do Sr. Paulo Campos quando foi explicar as PPP, sem explicar nada. Talvez queira também uma palavrinha com o Sr. Campos: os seus ‘contratos blindados’ ajudaram a chamar a troica. E esta já se foi, mas a mama das PPP está longe de terminar.

  4. “Por mim, que sou reformado com pensão nominal de 2.000/mês, desejo longa vida a este governo, que repôs os direitos que me foram usurpados pela troica.”

    direitos sobre os outros?

  5. Sr. Luck, a reforma é o valor a que as pessoas têm direito quando contraem um seguro de reforma, garantido pelo Estado. (Segurança Social)
    Esse valor é estabelecido à partida em função dos anos de descontos e dos valores descontados, pelo que o Estado, tendo recebido os prémios de seguro acordados, tem o dever de pagar a pensão de reforma ao contratante, nos termos e nos valores estabelecidos pelo contrato.
    Não sei o que é isso de “direito sobre os outros”.
    Sobre “os outros”, o que acontece é aparecerem uns “espertos” que se esquivaram a assinar o contrato de seguro e a fazer os respetivos descontos, durante os 30 ou 40 anos, para auferirem um salário líquido superior aos “outros”, e que depois vêm choramingar porque a pensão a que têm direito é uma pensão de miséria. Esquecem-se que se tivessem feito os descontos que “os outros” fizeram também eles teriam agora uma boa pensão.
    Exemplo: profissões liberais, pequenos empresários, trabalhadores informais, traficantes, prostitutos, etc.

  6. Carlos Guerreiro

    Não existe nenhum contrato, como bem sabe. As entregas à segurança social são usadas para pagar os pensionistas no momento. O “contacto” desde que teabalho foi sendo unilateralmente modificado pelo estado com o objectivo de me reduzir a pensão quando me reformar e aumentar os anos que tenho que trabalhar para obter a pensão, e ao mesmo tempo dou coagido para entregar uma parte do que ganho para pagar a sua pensão que não foi dujeita às condições que agora me impõem.
    De qualquer maneira folgo em que tenha aderido ao liberalismo mais radical considerando que cada um deve fazer um contrato com entregas de parte do seu tendimento que lhe garanta a sua reforma (e não estar a pagar as pensões dos outros).

  7. Manuel Vicente Galvão mas você não está receber nada de algum contrato. Nem sequer o seu dinheiro que foi obrigado a descontar que foi para outros.
    Não há nada assinado e o Estado na sua prepotência não diz sequer que existe um contrato.

    O Carlos Guerreiro já lhe respondeu o resto que há a dizer muito melhor do que eu faria.

  8. A. R

    “que repôs os direitos que me foram usurpados pela troica” Oh, homem foi o mesmo Costa que te tirou tudo ao ponto de a troica vir para evitar que perdesses o resto e nem reforma tivesses muitos meses.

    “por 2 dos meus filhos, que ganham pouco mais que o salário mínimo e têm em 4 filhos. Se não fosse eu a pagar-lhes o empréstimo hipotecário da casa e o infantário” Podes agradecer aos socialistas pois apos o 25 de Abril governaram 2 em cada 3 anos.

  9. Luky e Carlos; existe contrato sim senhor.
    Quando um cidadão se inscreve na Segurança Social (hoje isso acontece assim que é registada a sua nascença) fica sujeito às leis da República que regem o seguro de reforma e de desemprego. Estas leis estão escritas nos Diários da República. Quem não quiser estar sujeito a elas não se engaja como trabalhador por conta de outrem. É assim que aparece o “trabalho subterrâneo” que é feito por pessoas e entidades patronais vinculados por contratos de trabalho verbais, não declarados, e relativamente as quais não são feitos descontos.
    O “trabalho subterrâneo” é ilegal, mas é muito praticado, assumindo por vezes formas simplificadas, como os casos de pessoas que criam pequenas empresas, inscrevem-se como trabalhadoras dessas empresas ganhando o salário mínimo, (que declaram) mas que na realidade usufruem de todo o cash-flow que a empresa gera, fazendo aquisições em proveito próprio com o dinheiro da empresa (já que são os patrões deles próprios). Ganham, portanto, muito mais do que o que declaram e não se sujeitam à totalidade das obrigações da SS.
    Também é verdade que o Estado altera o contrato da Segurança Social a seu belo prazer e de acordo com suas conveniências, mas até isso está escrito e é legitimado quando a Assembleia da República aprova as leis que a isso conduziram. São os representantes dos cidadãos que aprovam.
    Essas alterações também não são nada demais comparadas com outros contratos. Por exemplo nos seguros, quando nos mandam uma cartinha a dizer que “a partir da data tal mudam as disposições contratuais ,,,”.
    Se o contratante não estiver de acordo muda de companhia de seguros ou passa para o regime de “trabalho subterrâneo”. Qualquer destas duas reações está largamente divulgada…

  10. Francisco; o contrato é compulsório pela mesma razão que o licenciamento da actividade bancária implica cumprir um contrato com o Banco de Portugal em que o a entidade bancária se compromete a cumprir as regras de regulação.
    Porque se não cumprirem o Estado é chamado mais tarde a intervir, gastando milhões, como se viu no BPN, no BES e outros.
    Se a Segurança Social não existisse, o Estado tinha que intervir, apoiando milhões de cidadão idosos, famintos e doentes. Não seriam as empresas privadas a suportar estes custos, nem a Igreja, se não recebesse do Estado quantias avultadas.

  11. Carlos Guerreiro, qualquer sistema de gerir uma república é bom quando a maioria dos cidadão é honesta. Mas isso anão existe, pelo menos até hoje.
    A privatização de todos as atividades económicos que é defendida pelos liberais, pode funcionar bem se os empresários forem honestos, porque senão acontece como na Eletrica norte americana Enron que faliu devido a má gestão dolosa dos próprios acionistas, deixando sem pensões de reforma 20.000 pessoas. O mesmo aconteceu com a companhia de seguros AIG, essa não faliu porque o Estado a salvou, com milhares de milhões de dólares dos contribuintes.
    E os espoliados do BES ? não foram vítimas dos donos do BES ?

  12. O Sr. Manuel Vicente Galvão está muito correto nas suas observações. entende que terá de ser o estado “protetor” e “controlador” a tomar conta das poupanças do trabalhador. não discordo, é um facto que na generalidade somos irresponsáveis e preferimos delegar numa entidade superior a gestão dos nossos recursos, mas será que todos o querem? O “trabalho subterrâneo” não pode, conscientemente, gerir os seus rendimentos abdicando do “upgrade” na prometida reforma?

  13. André Miguel

    O Manuel é tão egoista que não percebe que os filhos ganham pouco mais que o salário mínimo precisamente para que ele receba a sua reforma de 2000 mil euros.
    É por essas e por outras que um gajo quando emigra pensa: vão-se f@der que a mim não f@dem mais!

  14. Carlos Guerreiro

    Manuel volto a dizer, não existe contrato nenhum (coloque a lei, decreto-lei em como existe um contracto). O que existe é a “solidariedade intergeracional”, inventada depois da segunda guerra mundial para permitir que as pessoas que nunca tinham feito descontos pudessem receber uma reforma, para a qual nunca tinham descontado, e que era paga pelos descontos dos que estavam a trabalhar (ou seja não estavam a descontar própria reforma). Funcionou bem enquanto o número de pessoas a descontar era muito superior aos que estavam reformadas, com o aumento da longevidade e queda da natalidade o esquema tem tudo para não funcionar (um esquema de Ponzi obrigatório).
    Um seguro anual renovável pode alterar as condições no final de cada ano, um seguro de reforma não pode. O mesmo se aplica aos seguros de capitalização já subscritos há alguns anos, que tinham rentabilidades mínimas pequenas mas que agora com a queda das taxas de juro têm agora rentabilidades bastante boas, e não me parece que as companhias consigam alterar as condições.
    É verdade que as empresas a quem é entregue o dinheiro da reforma o podem gerir mal, mas o estado não é conhecido por gerir de forma eficaz o dinheiro dos contribuintes. Dois exemplos aceitou os fundos de pensões dos bancos e outras grande empresas, que contabilizou como receita para baixar o deficit desse ano, esquecendo que esse fundos estavam subcapitalizados, constituindo pesados encargos para o futuro para op sistema de pensões. O segundo exemplo é do Costa, que quer que o fundo de recapitalização da segurança social invista em no imobiliário para aumentar a oferta de casas para arrendamento com rendas acessíveis (tendo em conta os pagamentos em falta que se verificam nos bairros sociais, vê-se mesmo que é um bom investimento). E convém não falar nos montantes investidos em títulos de tesouro que se houver uma restruturação da divida como a esquerdalha quer vão abrir um grande buraco na segurança social.

  15. ATAV

    André Miguel

    Você não tem vergonha na cara? A tentar atirar jovens contra velhos? É isso mesmo que precisamos neste país, mais um apologista da “peste grisalha”…

  16. Carlos, a “solidariedade intergeracional” entrou em Portugal pela mão de Mário Soares, logo a seguir ao 25/04, quando foram integrados nos ficheiros da Segurança Social os trabalhadores rurais e outros que nunca tinham descontado. Quanto a mim essa medida prova por si só que o PS de Mário Soares não é um partido socialista. Se o fosse não tinha prejudicado de uma maneira tão radical os cofres da SS. De resto, toda a gente sabe que a Internacional Socialista, de M.Soares, Olof Palme, Mitterand, etc. é uma organização que foi criada pelos grandes banqueiros americanos, para divulgar ideias de “Socialismo em Liberdade” ideias essas que criaram a ilusão que era possível implementar um socialismo dentro do regime capitalista, para combater ideologicamente as ideias do bloco soviético (aqui tão perto). M.Soares e os outros acima referidos foram influentes membros da CIA. Lembra-se de Frank Carlucci ? e seus partidos foram acreditados para gastarem o dinheiro do Plano Marshall no pressuposto de lutarem contra a ideologia bolchevique.
    O aumento da longevidade e queda da natalidade (saldo fisiológico negativo) não foram a causa principal da destruição das contas da SS. A principal causa foi a admissão de muitos trabalhadores idosos que nunca tinham descontado e, ainda no tempo de Salazar e Marcelo Caetano, os empréstimos que a SS fez ao Estado, nunca reembolsados, para fazer face às despesas militares.
    Outro motivo de relevo foi a alteração do cálculo das pensões quando o país atravessou uns anos com grandes taxas de inflação. Quando se atingia a idade da reforma a pensão era calculada em função das remunerações e descontos auferidas nos melhores 5 dos últimos 10 anos. Isso permitiu toda a espécie de trafulhices sobretudo feitas por trabalhadores que pouco descontaram durante toda a vida e que desataram a descontar quantias elevadas nos 5 anos que antecederam a idade da reforma. Essa forma de calcular as pensões devia ter sido alterada assim que entrámos no Euro, pois a inflação baixou abruptamente, fazendo com que as referidas trafulhices pudessem ser feitas por pessoas com descontos médios durante antes do euro que, na prática vieram a receber reformas muito superiores às que tinham de facto direito.
    Portanto a reforma que recebo todos os meses é, de facto, dinheiro que foi descontado nesse mesmo mês por pessoas no ativo. Isso não tem mal nenhum, pois quanto mando ao bate-chapas o carro o seguro paga a reparação também com o dinheiro dos prémios que recebeu nesse mês.

  17. Filipe Bastos

    Portanto a reforma que recebo todos os meses é, de facto, dinheiro que foi descontado nesse mesmo mês por pessoas no ativo. Isso não tem mal nenhum, pois quanto mando ao bate-chapas o carro o seguro paga a reparação também com o dinheiro dos prémios que recebeu nesse mês.

    Uma ligeira diferença, Manuel: a maioria dos tomadores de seguros não recebe, só paga. Por isso os seguros funcionam e as seguradoras enriquecem. E se tiver acidentes sobem-lhe o prémio. Passa a pagar mais.

    Já nas reformas todos, excepto mortes precoces, recebem. As pessoas vivem mais tempo, logo recebem mais tempo. Muitos emigram, deixam de descontar cá. E muitos, demasiados, descontaram pouco para o que recebem. Veja-se a nossa ex-presidente paralamentar, reformada do Tribunal Constitucional com 42 aninhos.

    Ao contrário da seguradora, a despesa aumenta, a receita mantém-se ou decresce, e o Estado não pode cobrar mais. Quem hoje recebe uma boa reforma vê disto; mas finge não ver. Encolhe os ombros. E ninguém os encolhe mais do que a classe pulhítica; a mesma que estourou os nossos descontos sem nos perguntar nada.

  18. Filipe, as seguradoras fazem os seus preço (prémios) em função de complicados cálculos estatísticos. Por isso pagam sempre menos do que recebem. Recebem de muitos e pagam a poucos… Mas o conceito é o mesmo daquele que está subjacente às despesas e receitas da segurança social.
    Para a SS ser tão sustentável como uma C.Seguros normal tinha que aumentar os descontos de empregados e patrões sempre que a esperança de vida aumentasse, ou sempre que uma evolução tecnológica ou uma recessão económica lançasse muitos trabalhadores no desemprego. Mas isso é politicamente insustentável. Alguém aceitava pagar mais TSU ? de um momento para o outro? Então o que os responsáveis estão a sugerir que se faça, e já estão a fazer, é adiar a entrada na reforma, mesmo das pessoas que não estão empregadas. Muitas delas já são velhas demais para serem recrutadas por um empregador.
    Isto prova que o modelo de gestão da SS que foi criado na 2ª metade de século XX está obsoleto. Isso deve-se em grande parte ao facto de já não existirem praticamente empresas de mão-de-obra intensiva. Foram elas que justificaram este modelo, que tem em conta um cofre separado do cofre central do Estado, para gerir a Segurança Social. Para por em evidência que os dinheiros gastos em segurança social vêm só dos rendimentos do trabalho.
    Hoje as empresas são todos de capital intensivo, mesmo as mais pequenas, pois usam máquinas que substituíram muita mão-se-obra, aumentando muito a produtividade dos trabalhadores que ainda lá trabalham.
    Portanto o que é necessário é acabar com os cofres da SSocial, integrar o dinheiro que lá está nos cofres gerais do estado, e alterar profundamente o código dos impostos sobre o rendimento, que ficariam só IRS, IRC e mais-valias. E os trabalhadores passavam a ter reformas proporcionais aos valores que tinham descontado em IRS. Toda a super-estrutura da segurança social em pessoal, edifícios, equipamentos, etc, eram reduzidos em 90%. milhões poupados todos os anos…

  19. CArlos Guerreiro

    Manuel, a SS não tem nada comparável com o seguro do automóvel. A SS é um gigantesco esquema de Ponzi de inscrição obrigatória, os que saem são pagos pelos que entram, quando começaram a sair mais do que os que entravam o esquema começou a falhar. Todas as trafulhices que o estado faz só fizeram agravar a situação.
    Tudo o que escreveu no último comentário são óptimos argumentos para os que defendem que não deve ser o estado a gerir o sistema de pensões.

  20. “ATAV

    André Miguel

    Você não tem vergonha na cara? A tentar atirar jovens contra velhos? É isso mesmo que precisamos neste país, mais um apologista da “peste grisalha”…”

    Você é que não tem vergonha na cara, os filhos e netos pagam hoje os mesmos impostos que os país pagaram?

    O facto de os impostos estarem a nível record quando nos anos 70 estavam a bem menos de 20% do PIB.

    E para piorar a pílula nos anos 70 o valor da Dívida Política era bem menos de 50% do PIB.

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