Portugal é o 4o país da OCDE com o limite de taxação mais elevado

Notícia do JN

“Portugal é o quarto país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com os mais elevados níveis de impostos para os rendimentos de topo.

Em Portugal, 72% do rendimento dos que mais ganham vai para impostos, segundo o estudo do European Policy Information Center, publicado esta semana. Qual é o risco decorrente dessa política fiscal? Fuga de talentos para outras geografias mais favoráveis aos salários altos e perda potencial de investimentos por multinacionais.”

12 pensamentos sobre “Portugal é o 4o país da OCDE com o limite de taxação mais elevado

  1. André Miguel

    E ainda há quem se admire por sairem do país cerca de 100 mil emigrantes por ano… mais uma década ao mesmo ritmo e Portugal é um imenso albergue a céu aberto. Isto não vai acabar bem.

  2. Filipe Bastos

    Duas fantasias:

    1) A fantasia de que “os que mais ganham” pagam impostos, sejam elevados ou não… quando Portugal é o 2º país da UE com mais riqueza em offshores. E a haver algum ranking de trafulhice, devemos andar também pelo topo.

    2) A fantasia de que os “talentos” fogem devido aos impostos, como se o resto – salários, oportunidades, serviços públicos, praticamente tudo – fosse comparável. Muitos emigrantes vão ganhar quatro ou cinco vezes mais. E não se importam de pagar mais impostos, porque recebem muito mais em troca.

    Além da sua ruinosa canalha pulhítica, Portugal é um país pequeno, com uma economia pequena, sem petróleo nem gás. Precisamos de muito melhor gestão. Mas estes posts parecem suspirar por algo mais.

    A solução mágica, na típica mente direitista, é baixar impostos e abrir as pernas. Abrir ainda mais as pernas aos grandes trafulhas e mamões. Correr ainda mais depressa para o fundo.

  3. André Miguel

    Oh Filipe tenha paciência!! Sabe o que é o esforço fiscal? Acaso é o mesmo pagar 30% de 1000 euros do que 40% de 5000?! E ainda por cima ter um custo de vida mais baixo? Acaso desconhece que a habitação em Lisboa é mais cara que grandes capitais europeis?! Que a alimentação, energia e vestuario idem?!
    É por isto que os jovens emigramos, nada mais e nada menos! O que diz é atirar areia para os olhos.

  4. Eu acho, e sinto-me particularmente à vontade para o achar pois sou um badameco que nunca se aproximará de tais valores, que um Estado sacar mais de metade dos rendimentos a um contribuinte, qualquer que seja o patamar desses rendimentos, é um desrespeito: isto não é mais do que a nacionalização do indivíduo.

  5. Filipe Bastos

    Sim, André, foi o que eu disse: a diferença salarial é muito mais importante do que os impostos. E acrescentei que os emigrantes – como toda a gente, excepto direitistas fanáticos e mamões gananciosos – não se importam de pagar mais impostos em troca de melhores serviços, uma sociedade mais justa e equilibrada.

    O post, no entanto, dá a entender que os “talentos” fogem – apenas – porque querem pagar menos impostos. Deve ser por isso que ninguém quer ir trabalhar para a Suécia, Bélgica ou Finlândia, todos acima ou ao lado de Portugal.

    Quanto às casas e rendas, mais uma vez, não olhe para os impostos: olhe para a ganância de muitos donos de casas que querem ganhar milhares ou milhões sem nada produzir, só à conta da bolha, das rendas e do Airbnb, e muitos fundos – todos bem capitalistas – que cá vieram especular e mamar à grande.

  6. André Miguel

    Filipe, continua a não perceber nada. Mas não sou eu que lhe vou explicar que emigrei porque não estou para ser esmifrado em impostos. Eu e toda a gente. Continue lá a pensar que é por causa do retorno que o Estado nos dá… Mas digo-lhe que estou num país do 3° mundo, ora veja lá o retorno!

  7. – não se importam de pagar mais impostos em troca de melhores serviços –

    Então para que é que precisas de violência Filipe Bastos?

    Como é que o socialismo é uma coisa tão boa se tem de ser feito com violência?

    Incluindo obrigar os que não são socialistas a serem-no.

    Na base do socialismo está o ódio aqueles que se destacam.

  8. Filipe Bastos

    LUCKY, qualquer sociedade define limites. Estes aplicam-se a todos por igual, e quem os transgredir sujeita-se a violência. Por ex. os limites de velocidade: se v. for apanhado a 200 na autoestrada, fica sem carta. Se for bêbado vai preso. E se resistir, mais cedo ou mais tarde leva pancada.

    Na base do socialismo está o desejo de uma sociedade menos desigual, mais justa e equilibrada, que beneficie todos e não apenas uma pequena minoria. Sendo socialista ou não, esse objectivo central parece-me bom. Isso implica impor alguns limites.

    Eu até sou um condutor seguro; mas tenho de aceitar os limites de velocidade. Se com eles já tantos tugas se espetam a 200 à hora, deve ser pior sem eles. Pois bem, antes limitar a riqueza do que ter uma desigualdade tão extrema; e antes ser ‘socialista’ do lamber o rabo aos mamões Donos Disto Tudo. Que se destaquem à vontade. Mas não podem mamar tanto.

  9. Filipe Bastos

    Francisco, como escrevi há dias a um amigo:

    A esquerda tem um ideal, a igualdade. Já a direita não quer igualdade, pelo contrário: é suposto poucos terem muito, muitíssimo mais que os outros. A sociedade dividida entre winners e losers, entre haves e have nots. O lucro como fim sagrado, a acumulação de riqueza como propósito da existência. Oito tipos têm tanto como meia Humanidade.

    Pode-se dizer tudo de mau da esquerda; mas aspira a algo bom. A direita nem sequer acha que isso seja bom; nem sequer promete uma coisa e depois faz outra. Promete desigualdade e faz isso mesmo. É iníqua by design.

  10. «A esquerda tem um ideal, a igualdade.»

    Fidel Castro: 750 milhões de dólares
    Hugo Chávez: quatro mil milhões de dólares
    José Sócrates: máquina fotocopiadora.

    A igualdade da esquerda é um bocadinho enviesada.

    ANEDOTA CUBANA, contada por cubano em espanhol:

    P: Quais são os três maiores sucessos de Cuba?
    R: A medicina, a ciência e o desporto.

    P: E os três maiores fracassos de Cuba?
    R: O pequeno-almoço, o almoço e o jantar.

  11. Filipe Bastos

    Vá lá, Francisco, não é difícil de entender: a esquerda cria desigualdade quando corre mal; a direita cria desigualdade quando corre bem.

    Ou melhor: quando corre normalmente. Para a direita ser desigual é normal. Ao contrário da esquerda, nem precisa de ditadores e apparatchiks. O fim natural do capitalismo é o oligopólio ou o monopólio. A concentração da riqueza não decorre de um abuso do sistema; é todo o propósito do sistema.

    Isto torna curiosa a mentalidade direitista – supondo que quem a defende não é patologicamente egoísta ou um sociopata, como se pode ter tal ideal? Será todo o direitista um temporarily embarrassed millionaire, como diz o aforismo, daí defender mamões, pois espera tornar-se um deles?

    Acima usou a foto da ZiL como uma crítica: olha para os sacanas a andar de limo. Depois colocou as fortunas de líderes esquerdistas (e a do Trafulha). Ou seja, conclui-se, a desigualdade extrema é má. Mas já é boa se for no capitalismo? Aí já é ‘merecida’? Aí já é aceitável uns poucos terem tudo, a maioria ter pouco, muitos terem nada?

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