Extorsão Fiscal (I)

Portugal, como sempre, encontra-se do lado errado dos rankings.

Considerando a taxa de imposto marginal máxima sobre o rendimento individual (dados detalhados retirados daqui e imagem daqui) – que inclui imposto sobre o rendimento (IRS), contribuições para a segurança social e IVA, Portugal tem a quarta taxa mais elevada da União Europeia no valor de 71,8% ! ! ! Um Steve Jobs que estivesse em Portugal e que num ano ganhasse um milhão de euros, iria pagar nesse ano 718.000 euros ao estado! E os políticos portugueses ainda se admiram como é que os recursos humanos mais talentosos emigram do páis.

Em relação aos impostos sobre as empresas (dados detalhados retirados daqui), a situação não é muito diferente. Portugal continua a ocupar um infame quarto lugar na lista da taxa efectiva sobre as empresas com uma taxa de 27,5%.

23 pensamentos sobre “Extorsão Fiscal (I)

  1. Filipe Bastos

    Não desfazendo no post, e já que o João Montez gosta de rankings, aqui está um fresquinho: PORTUGAL É O TERCEIRO PAÍS DA UE COM MAIS RIQUEZA EM OFFSHORES.

    Está no Jornal de Negócios de hoje.

    Como vê, João, a carga fiscal só é pesada para alguns… os trafulhas e os mamões estão a salvo.

  2. António Colaço

    E honestamente podemos criticar quem põe a salvo o que lhe pertence? Que se investigue a sua origem apenas!
    Pessoalmente tenho a minha familia inteira lentamentente tirando tudo de cá, não se prevê nada de bom para este Venezuela Europeia.

  3. Não me parece correto misturar impostos com contribuições para a Segurança Social.
    As contribuições para a Segurança Social, embora geridas pelo Estado, destinam-se a fins próprios, que podem ser maiores ou menores consoante os países, mas que são distintos dos impostos.

  4. Andre Miguel

    Filipe, não são trafulhas nem mamões, são inteligentes que fogem dos trafulhas e mamões.
    Isto só é uma economia de mercado no papel, na prática é um regime soviético onde o Estado é indirectamente proprietario e accionista de tudo o que mexe.

  5. Filipe Bastos

    Andre, os trafulhas e os mamões raramente são parvos, mas continuam a ser trafulhas e mamões. Os offshores existem, sempre existiram, para trafulhas e mamões. E chamar regime soviético a Portugal é absurdo, como lhe dirá quem realmente viveu num.
    Em Portugal, o Estado é chulo e prepotente porque quem o administra é chulo e prepotente. O exemplo, como sempre, vem de cima: da canalha pulhítica. E nem sequer dos comunas, mas do centrão podre.

  6. André Miguel

    Pronto, exagerei um bocado, em Portugal ainda podemos votar. Mas sabe que a diferença entre comunismo e socialismo é que o primeiro se impõe pela força e outro pela compra do voto, certo? E temos isso clarinho na CRP…

  7. André Miguel

    Lucky, isso é pregar aos peixes. A malta não atinge que se Portugal fosse um “offshore” essa riqueza estava lá. É preciso ser muito limitado ou retardado mental para não perceber isto. Ou até percebem, mas a puta da inveja lusitana é mais forte, daí o ódio à riqueza.

  8. Filipe Bastos

    O mal, LUCKLUCKY, é que são largos milhares de milhões que saem de Portugal, da economia de Portugal, muitos deles sem sequer cá pagarem impostos, e que muita falta cá fazem.

    Queixamo-nos dos desperdícios do Estado, das Câmaras, dos funcionários públicos e afins, mas muito desse dinheiro acaba por ser gasto na economia nacional. Já este dinheiro desaparece de vez, sem beneficiar ninguém, excepto quem o mamou e escondeu em offshores.

    Sim, mamou: é de trafulhas e de mamões que falamos. O cidadão comum não tem massa para esconder em offshores. E o cidadão honesto, mesmo que o tenha, não o esconde.

  9. Filipe Bastos,

    O problema da escarralhada vermilhóide é que nunca entende que o zero +e o elemento absorvente da multiplicação.

    Porque é que a sede europeia da Google não está em Portugal? Por causa disso mesmo. É histórico e a história é conhecida, mesmo se não propalada. 5% vezes alguma coisa é melhor do que 28% vezes zero.

  10. Filipe Bastos

    Francisco,

    Porquê parar nos 5%? Também 3% é melhor que zero. Ou 1%. Ou 0.01%. Acha que assim a Google vinha para cá? E a Amazon? E os cartéis mexicanos, os oligarcas russos, essa malta toda, como poderemos ir buscá-los ao HSBC, à Ilha de Man, às Caimão, etc.?

    Como acha, Francisco, que conseguimos acelerar mais que os outros para o fundo?

  11. «Porquê parar nos 5%?»

    Porque a história é real. Aconteceu.

    Graças aos brochistas de esterco, não temos a Google a pagar 5% de impostos aqui. Temos a pagar 0%.

    Dinheiro que não entra na economia.

    Não é fantasia. O socialismo esbarra sempre com a realidade. E apenas apoia a pobreza porque cria muitos pobres.

  12. Filipe Bastos

    Sim, Francisco, o socialismo, o terrível socialismo que controla o país e o mundo. Já conhecemos a história. Mas não respondeu; ora pense bem. Porquê parar nos 5%? E quando alguém oferecer 4%? Ou 3%? Ou 1%?

    V. entende o conceito de ‘corrida para o fundo’, Francisco?

  13. «V. entende o conceito de ‘corrida para o fundo’, Francisco?»

    Sim, estamos nele, graças à Mortégua School of In-no-comics.

    Cinco vezes qualquer coisa continua a ser melhor que vinte e oito vezes miragem.

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