Sou liberal desde pequenino, e vou votar no CDS

Desde que tenho consciência política que sou liberal, no sentido clássico, e com o tempo fui desenvolvendo simpatias austríacas, radianas, straussianas e anarquistas-libertárias. As minhas referências são por isso díspares, porque o que sempre me fascinou no pensamento liberal é poder olhá-lo, não como uma prescrição ou imposição de adesão, mas como uma tradição multi-secular, construída em diversos contextos culturais e históricos distintos, uma tradição que me ajuda a compreender o mundo e a formar o meu próprio pensamento, respeitando valores essenciais, tendo à cabeça, a liberdade ao serviço da pessoa e da sua felicidade, o culto da excelência e da virtude, a propriedade, e a tolerância.

Aprendi empiricamente que as democracias liberais mais saudáveis são as que conseguem dirimir as suas desejáveis diferenças no quadro do pluralismo e da tolerância, razão pela qual nunca considerei interessante que os partidos ditos de “poder” – ou seja, os que têm de resolver os problemas concretos das pessoas, do Estado e das empresas – fossem excessivamente dogmáticos e fechados (não obstante ser importante terem referências claras), pois tal significaria que não seriam representativos da sociedade portuguesa, nas suas diversas aspirações e especificidades. Uma força política, ou um conjunto limitado de forças políticas, para agregar 40% do eleitorado, não pode encerrar uma linha dogmática fechada, sob risco de totalitarismo, ou de pelo menos uma certa ditadura da maioria. “Partidos de poder” demasiado homogéneos são um perigo para o pluralismo e para as democracias que genuinamente respeitam a liberdade (e talvez por isso haja tantas tensões quando as esquerdas e as direitas mais radicais ou partidos de vanguarda e as suas ideias, como o PAN, conseguem assumir responsabilidades no sistema político).

Leo Strauss, nos ensaios compilados na obra What Is Political Philosophy?, apresenta a meu ver corretamente o risco que se corre quando se procura enjaular uma filosofia política (como é o caso do liberalismo, mas também da democracia-cristã, do conservadorismo, ou de qualquer outra corrente do pensamento político relevante) nos limites da ação. Para Strauss, uma filosofia política mais não é do que um processo para a tomada de uma consciência genuína dos problemas, ou seja, dos problemas fundamentais e abrangentes. Ora, é impossível pensar nesses problemas sem que nos inclinemos para uma ou mais soluções típicas. No entanto, na busca da sabedoria, a evidência de todas as soluções é necessariamente menor que a evidência dos problemas. Portanto, para Strauss, uma base de pensamento tão ampla como o liberalismo deixa de ser filosofia no momento em que a certeza subjectiva de uma certa solução se torna mais forte do que a consciência do caráter problemático dessa mesma solução: é nesse momento que nasce o sectário. O perigo de sucumbir à atração de soluções é essencial para a filosofia, e é nessa validação com a realidade que se testa a atualidade e força das ideias. Mas é fundamental que uma filosofia política como o liberalismo permaneça afastada das capturas que possam reduzir o seu pensamento aos limites de uma seita, tornando-o sectário, no sentido que lhes é dado por Strauss, de redução das possibilidades. É por isso que, para mim, homo liberali, é muito mais interessante o processo do que as suas prescrições, e seguramente mais apelativo poder estar em diálogo com várias forças políticas, procurando divulgar os valores essenciais da filosofia liberal, do que barricá-lo nas fronteiras de um só partido, de “nicho” ou “vanguarda”. O mais importante para mim tem sido perceber como uma mundividência liberal pode influenciar a procura da soluções para os problemas, por parte dos partidos que exercem o poder, e não tanto fazer do liberalismo, poder, ou uma doutrina ou ideologia orientada para a ação, prescritiva e encarcerada numa lógica partidária necessariamente sectária que lhe limite as possibilidades e ponha em causa o pluralismo. São estas as razões de fundo que me têm levado, desde que me lembro, a ser abertamente contra a existência de um partido liberal, e infelizmente algumas expressões recentes da realidade têm acentuado as minhas reservas.

Durante vários anos, o PSD soube ser um partido interclassista e agregador de diversas mundividências políticas, que incluíam sociais-democratas, católicos, liberais, mas na sua maioria, sobretudo gente que sem grandes preocupações ideológicas acreditava no humanismo e na liberdade, por oposição a uma sociedade liderada pelo Estado. Foi este PSD o partido depositário do meu voto ao longo de 25 anos. Infelizmente, o PSD está a ser vítima de uma luta fratricida entre facções geriáticas rivais que, com claro prejuízo para o país, o empurrou para uma autofagia que o afasta, nas presentes eleições legislativas, do seu papel de liderança e alternativa ao socialismo e à Geringonça. O PSD fechou-se a todos os que não alinhem na linha única dominante. O PSD não é hoje um partido motivado para liderar o país, simplesmente porque prescindiu de ser a força política representativa de diversos grupos essenciais para assegurar o pluralismo e o sentido de representação necessários para ser governo.

A perda de relevância eleitoral do PSD deixou uma boa parte do eleitorado de direita órfão e sem representação, apesar de não faltarem partidos emergentes que disputam esse espaço deixado vago: Aliança, Chega e Democracia 21 não têm mostrado capacidade de afirmação, e ficarei surpreendido se conseguirem eleger algum deputado.

Seria importante, a meu ver, que o fechamento do PSD não se traduza numa desmobilização do eleitorado que recusa o socialismo e as extremas-esquerdas, ou na sua transferência para o voto excêntrico. Pela minha parte, e à semelhança do que ocorreu nas últimas autárquicas e europeias, irei entregar o meu voto ao CDS-PP.

O CDS, sob liderança de Assunção Cristas, tem feito um grande esforço de abertura, para ser mais abrangente e poder representar diversas formas de viver a direita. O CDS é hoje um partido com lideranças jovens mas preparadas, aberto a conservadores, democratas-cristãos e liberais, um partido sólido e trabalhador, como tem sido visível, quer na boa performance da sua líder nos diversos debates ocorridos até à data, quer no seu programa eleitoral, preparado durante mais de dois anos por uma equipa ampla e plural liderada pelo Adolfo Mesquita Nunes. O CDS preparou-se com seriedade para ir mais além, e ser alternativa para os que, como eu, hoje, à direita, não se identificam com o atual PSD.

Não deixa de ser irónico que a ambição do CDS, de ir mais além na sua capacidade de representar mais gente à direita, seja hoje apontada como uma fragilidade. O CDS tem hoje um discurso e um programa que, não traindo aquilo que é a sua matriz essencial e fundadora, se preocupa – e a meu ver, bem – com as soluções que propõe para os problemas de um eleitorado que quer mais liberdade na educação e na saúde, menos impostos, mais apoios para as famílias e para os idosos, soluções para o interior e para o mundo rural, e uma presença menos asfixiante do Estado nas suas vidas. O programa e as soluções propostas estão alinhadas com o cenário macro-económico vigente, exequíveis caso o CDS venha a integrar um governo, e perfeitamente coerentes com uma visão conservadora, democrata-cristã e liberal da sociedade e da política. Ora, num mundo dominado por redes sociais e bolhas de opinião, onde a conflitualidade separa mais do que agrega, o que vemos, afinal, são grupos de afinidade a demarcar-se, por entenderem que o CDS não é hoje suficientemente democrata-cristão, ou suficientemente conservador, ou suficientemente liberal, ou porque se “rendeu ao pragmatismo”, ou porque por algum detalhe transcendente frequentemente associado a infeções do umbigo, o partido e a sua líder não lhes serve. Existem hoje setores da sociedade portuguesa para quem trabalhar denominadores comuns não os motiva, preferindo uma balcanização ruidosa e de trincheira, ou até uma importação forçada de formas de ver o mundo que nada têm a ver com os nossos problemas e a nossa forma de estar e viver em Portugal, como trumpismos, bolsonarismos, voxismossalvinismos e orbanismos, entre outros ismos, com resultados que estão a ser catastróficos para a direita.

Como liberal, votarei neste CDS, pois considero que este é o partido que melhor se preparou para propor soluções eficazes que defendem a liberdade e a propriedade ao serviço da pessoa e da sua felicidade, num contexto de abertura e tolerância, acomodando soluções que deveriam servir bem a conservadores, democratas-cristãos, e liberais, e até sociais-democratas descontentes e todos os que não se revêem na Geringonça e no socialismo que quer ser homogéneo no país, pondo em causa o pluralismo e a liberdade. A (alguns d)os meus amigos liberais que, barricados ou mordidos por alguma vespa asiática, não deixam de me apontar o desconforto por haver que não adira em deriva coletiva ou osmose à sua mais recente paixão pela vanguarda partidária, desejo-lhes as maiores felicidades e sucessos, recordando que as ideias não têm donos, e as sábias palavras de Strauss, que verbalizam melhor do que eu, aquilo que penso:

The danger of succumbing to the attraction of solutions is essential to philosophy which, without incurring this danger, would degenerate into playing with the problems. But the philosopher does not necessarily succumb to this danger, as is shown by Socrates, who never belonged to a sect and never founded one. And even if the philosophic friends are compelled to be members of a sect or to found one, they are not necessarily members of one and the same sect: Amicus Plato.

37 pensamentos sobre “Sou liberal desde pequenino, e vou votar no CDS

  1. Sou Liberal desde que comecei a ver o que custa a vida (desde que comecei a trabalhar) mas só à 10 anos é que descubrí que havia uma ideologia política que defendia os meus pensamentos.
    Sou Liberal e nas próximas eleições ei de rir muito com a derrota do CDS. A derrota do Partido que em coligação com o PSD também foi responsável pelo maior aumento de impostos da sempre.

  2. Assalto ao Poder

    Está em andamento um processo que levará a que um grupo que representará cerca de 20% do eleitorado capture, pelo menos durante 4 anos, os votos – e o poder por eles investido – de mais de 50% dos votantes em Portugal.

    É um grupo único, com a mesma agenda e base ideológica que se divide entre o PS e o Bloco.

    Separa-se numa hipotética clivagem, na prática inexistente, no ponto denominado por Cristas como esquerdas encostadas. É que não estão encostadas porque nem se separam. Têm exatamente as mesmas bases e agendas ideológicas. De esquerda caviar. Mas, pela primeira vez, estão prestes a tomar o poder absoluto em Portugal, para a execução da referida agenda. Que estatizará o país e colocará em polvorosa a sua economia, nomeadamente a privada.

    A geringonça é uma brincadeira de crianças, pois foi ainda controlada por parte do PS moderado. Juntamente com o tal grupo de esquerda dura, que trata e tem tratado do entendimento com o Bloco.

    Mas, isso está a acabar. O tal meio-grupo, que se situa – por interesse – na esquerda do PS é quem realmente lá manda e, estrategicamente, colocou-se á margem nesta fase pré-eleitoral. Costa, nessa estratégia, virou-se contra o Bloco, ignorando o PSD. A ideia é dar a sugerir que há briga com o Bloco e que o PS é moderado. E, assim, conquista votos à direita, à custa do PSD. Mesmo que isso custe alguns votos à esquerda, para o Bloco.
    Ora, para o grupo do PS à esquerda, isso é pacífico e até interessante. E não desejam sequer maioria absoluta pois isso passaria o poder para o PS moderado que agrupa muito mais gente.

    Não. Ao contrário do que pensa Rui Rio, o PS que manda mesmo, é o da esquerda, e este não quer a maioria absoluta: Dá-se muito bem com o Bloco, até quer que este cresça, mesmo à custa do PS, desde que tal perda se compense à direita, esmagando o PSD.

    Assim, sem maioria absoluta, o PS precisará do Bloco que imporá a sua agenda que … é a mesma do tal grupo forte do PS radical de esquerda. Aí, sem maioria absoluta, mas bastando o BE para tal, voltará a mandar, baseado na relação com esse partido e “aceitando” (com agrado) as medidas radicais de esquerda que se imporão na negociação pós-eleitoral entre o PS e o Bloco. Passando para a realidade a agenda do Bloco (que também é a deles, sub-repticiamente).

    E assim, os votos do PS moderado e até aqueles que serão conquistados à direita, no eleitorado confundido, que seria normalmente votante do PSD, serão capturados por essa minoria radical de esquerda para impor tal agenda.

    Um processo de Assalto ao Poder que – aparentemente – poderá ter sucesso.
    Uma situação em que 50% dos votos serão usados por 20% para impor uma agenda oposta aos interesses à esmagadora maioria dos portugueses. Que verão a sua sociedade estatizada e toda uma economia livre e privada ser esmagada em quatro anos.

    Como se chegou a isto? A uma possível venezuelização do País?
    Um PSD distraído, um PS – que é moderado – que se vendeu à sua margem de radicais de esquerda a troco do “estar no Poder”.

    Centeno não vai prosseguir porque não se sujeitará ao descalabro que aí vem. De que ele será também responsável. Pois não é possível adiar mais o investimento público, a economia está em queda, a balança económica entrou em défice, a dívida não reduziu um milímetro, não se fizeram reformas, o turismo não vai crescer sempre, o contexto externo está em início de recessão e … vem mesmo aí o diabo.

    Ora, gerir a vinda do diabo com os radicais de esquerda a gerir o País…
    Temos o caldo entornado…

  3. Muito curioso como o RAF neste post omite mencionar a Iniciativa Liberal, apesar de mencionar o partido Democracia 21 que nem sequer existe…

    E sabido que o RAF, antes de ser um liberal, e (desde pequenino) um catolico. E como tal recusa-se a votar num partido perigosamente agnostico como a IL.

  4. Antonio Marques Mendes

    Provavelmente é mais conservador do que Liberal.
    O liberalismo clássico é transversal a vários partidos do centro direita e centro esquerda, embora em Portugal se pense que é de direita radical.

    O CDS é o menos liberal dos partidos de direita. Por isso está equivocado.

    A não ser que seja adepto do chamado voto útil. Isto é, se no seu distrito o último a ser eleito for disputado entre o CDS e um partido de esquerda então é lógico que vote no CDS.

  5. Este CDS não é liberal. É socialista moderado. Confunde-se com o PS pré-Sócrates. Parece mais liberal (ou à direita se quiserem) pois o nosso centro político desviou-se (brutalmente) para a esquerda. Eu, sendo conservador nos costumes e liberal na economia, não consigo ver no CDS o meu partido, quando deveria caber como uma luva. Prefiro a “utopia” liberal da IL, este abanão das ideias faz falta. O encolher dos ombros do CDS é curto para o choque que o País precisa.

  6. ATAV

    João Marau

    “Parece mais liberal (ou à direita se quiserem) pois o nosso centro político desviou-se (brutalmente) para a esquerda.”

    Claro, claro… O Bloco a proclamar-se social democrata e a assinar juntamente com o PCP orçamentos que cumprem as regras europeias é um claro sinal de radicalismo.

    Mas é claro que o PSD e o CDS a fecharem os olhos ao que o Orban andava a fazer na Hungria durante meia década ou a aplicarem medidas de austeridade cruéis e estúpidas (como cortar os subsídios de desemprego e apoios sociais durante o pico da crise) já é um sinal de moderação e de centrismo. Tal como o Nuno Melo (CDS) a dizer que o Vox é um partido moderado ou mesmo o Abel Matos Santos (CDS) a apelidar o Salazar de grandioso. Então e o CHEGA! com a sua perseguição aos ciganos ou a Iniciativa Liberal que gosta de replicar a propaganda do Bolsonaro? E nem vou falar do PNR… É tudo gente moderada…

    “Eu, sendo conservador nos costumes e liberal na economia, não consigo ver no CDS o meu partido, quando deveria caber como uma luva.”

    Eu explico: você é tão extremista que o CDS que é o partido mais à direita e conservador do arco governativo não chega para si.

  7. Eu replico: você é tão extremista que tudo o que não seja comunista ou socialista só pode ser radical…de direita…ou fascista…ou racista. Está enganado e esse comportamento só irá fazer com que os moderados para serem ouvidos tenham de radicalizar as suas posições.

    Os acordos foram assinados por conveniência. Um partido que estava em queda conseguiu com essa “aproximação” crescer muito.

    O que fez e faz Orban tem paralelo em muito País socialista, a diferença é que para esses os seus olhos estão fechados.

    Avé esquerda salvadora e omnipresente!
    Mais um passo rumo à Venezuelização de Portugal.
    Pelo menos os Luso descendentes que fugiram desse paraíso vão matar saudades.

  8. João Marau,

    A sua opinião e posicionamento são os meus.

    A Iniciativa Liberal consegue fazer com que concorde com mais ou menos metade do que diz. O CDS é uma tenda onde há quem me faça concordar com tudo o que diz e quem me faça acreditar que a tenda tem buracos no pano e que se anda a ver estrelas.

    O CDS da Cristas faz tanta falta num governo como o PS — e faz o mesmo no governo que o PS. O CDS de Mesquita Nunes faz falta em Portugal como pão para a boca — e a sua reforma no turismo anda a dar pão para a boca de muita gente.

    Entre os teóricos da Iniciativa e os descobertos do CDS prefiro um banho de teoria.

  9. ATAV

    João Marau

    Foi só apontar as falhas no seu raciocínio e o seu extremismo politico facilmente detectável para você ficar apoplético e começar a debitar diatribes. Lá foi a sua falsa moderação para o maneta, não é?

    Vamos por partes:

    “Eu replico: você é tão extremista que tudo o que não seja comunista ou socialista só pode ser radical…de direita…ou fascista…ou racista.”

    Eu costumo votar no PSD, CDS, e PS e nunca votei no Bloco e no PCP nem pretendo vir a fazê-lo. E como não quero que o PS tenha a maioria absoluta, provavelmente irei votar no PSD. Ora bem, segundo a sua opinião, isto faz de mim um comuna e/ou socialista. Quem diria?!!?

    “Está enganado e esse comportamento só irá fazer com que os moderados para serem ouvidos tenham de radicalizar as suas posições.”

    Apontar extremistas em blogs manhosos faz com que os eleitores do centrão comecem a gostar de suásticas ou de foices e martelos. Mais uma novidade para todos nós… Deixe-me adivinhar, você é daqueles que acha que o politicamente correcto é uma praga que assola Portugal e o resto do mundo Ocidental…

    “Os acordos foram assinados por conveniência. Um partido que estava em queda conseguiu com essa “aproximação” crescer muito”

    Chama-se a isto politica. E faz-se através de aproximações e recuos das posições dos partidos entre si para tentar cativar eleitores. Ainda sou da altura em que o CDS chamava-se PP e definia-se como eurocéptico…

    “O que fez e faz Orban tem paralelo em muito País socialista, a diferença é que para esses os seus olhos estão fechados.”

    O que não falta por aqui são comentários meus a denunciar os crimes cometidos por governos de esquerda. Sabe, nem todas as pessoas são tão sectárias como você…

    “Avé esquerda salvadora e omnipresente!
    Mais um passo rumo à Venezuelização de Portugal.
    Pelo menos os Luso descendentes que fugiram desse paraíso vão matar saudades.”

    Ahhhh! E aqui está a referência obrigatória à Venezuela. Tinha de ser! Faz parte do “modus operandi”. Primeiro rotular todos os que discordam de si de comunistas e depois dizer que politicas sociais-democratas vão transformar Portugal numa Venezuela (um petroestado corrupto até o tutano diga-se de passagem). Enfim, é apenas mais um prego no caixão da sua moderação de pacotilha…

    Também me lembro quando davam a Grécia como exemplo de país socialista desgraçado. Qual será o próximo? Eu aposto na Bolívia.

  10. ATAV

    lucklucky

    “Não vejo nenhum a querer limitar o poder da política.”

    Se você não existisse, tinha que ser inventado…

  11. ATAV

    Simplificando.

    Se vota PSD, CDS ou PS é, de facto, Socialista.
    Sim o politicamente correcto é uma praga no Mundo, não só em Portugal. Acusar de extremismo faz, de facto, com que as pessoas acabem por se afeiçoarem a ideias extremistas, pois limita a capacidade de discussão.
    O BE não está a alterar a sua essência, adaptou, e bem, o seu discurso ao que o “povo” queria ouvir. Quando tiver poder regressa à matriz.
    As críticas não serão a governos de “esquerda liberal”? Também os há! Liberais nos costumes, e centralistas na economia.
    A Venezuela é um óptimo exemplo do que o Socialismo faz aos estados. Não foi sempre um petroestado corrupto.

    A Grécia é um pais socialista desgraçado, pela corrupção, pelos políticos incapazes e pela deriva social-moderna (tipo BE) que para já está em “espera”.

    É bem possível que a Bolívia seja o próximo exemplo. E quem sabe a Suécia?

    Cumprimentos,

  12. Francisco Miguel Colaço

    Veremos no futuro se o CDS optar pelo “socialismo” de Cristas em vez do “liberalismo” de Mesquita Nunes foi o canto do cisne deste histórico partido.

    A ala “conservadora católica” do CDS conseguiu ganhar o partido, veremos se com isso não o condenou “à morte”.

    Eu tenho também o seu problema, tão depressa concordo 100% com o CDS como de seguida há qualquer coisa que me afasta.

  13. ATAV

    João Marau

    “Se vota PSD, CDS ou PS é, de facto, Socialista.”

    Está a ver como eu tinha razão? Você não passa de um extremista. E o que vai fazer agora que o acusei de ser um extremista? Vai tatuar uma suástica na testa?

    “Sim o politicamente correcto é uma praga no Mundo, não só em Portugal.”

    O “politicamente correcto” é um argumento que os choninhas e as flores-de-estufa utilizam porque querem insultar pessoas e mandar vir com minorias e não gostam de ouvir as respostas.

    “Acusar de extremismo faz, de facto, com que as pessoas acabem por se afeiçoarem a ideias extremistas, pois limita a capacidade de discussão.”

    Claro, claro… Ouvir alguém dizer barbaridades e anuir com a cabeça ou encolher os ombros é “promover a discussão”. Treta pura! Não passa de normalizar a crueldade e promover o discurso de ódio. Você com esse argumento de tanga está apenas a tentar normalizar o extremismo, nada mais.

    “As críticas não serão a governos de “esquerda liberal”? Também os há! Liberais nos costumes, e centralistas na economia.”

    As criticas abrangem a União soviética, a Coreia do Norte, Venezuela e até o Syriza. Basta ler.

    “A Venezuela é um óptimo exemplo do que o Socialismo faz aos estados. Não foi sempre um petroestado corrupto.”

    Mas é claro que a Venezuela quando era governada pela direita não tinha problemas alguns com a corrupção e as receitas petrolíferas não tinham um peso enorme no Orçamento de estado deles. É evidente!!!!. Era um paraíso na terra até o Chavez ter dado cabo daquilo. A ideologia tolda-lhe a visão…

    “A Grécia é um pais socialista desgraçado, pela corrupção, pelos políticos incapazes e pela deriva social-moderna (tipo BE) que para já está em “espera”.”

    A corrupção e políticos incapazes não são exclusivos da esquerda ou do socialismo. Mais uma demonstração do seu extremismo!

    “É bem possível que a Bolívia seja o próximo exemplo. E quem sabe a Suécia?”

    Então vai admitir que um dos países onde se vive melhor no mundo é “socialista”? Olhe que está a desviar-se do guião… Como o pessoal daqui sabe que se vive bem nos países Nórdicos, então promoveram-nos a “liberais de gema” para efeitos de propaganda. E fizeram isso apesar de esses países terem pouca desigualdade, imensos funcionários públicos, um estado muito interventivo na economia e um estado social muito abrangente…

  14. Vejo que toquei no ponto….

    Um totalitário como você ATAV que precisa de violência agressiva para obrigar os outros a serem Socialistas.
    Diga-me como faria o Socialismo sem armas?

  15. ATAV

    lucklucky

    “Um totalitário como você ATAV que precisa de violência agressiva para obrigar os outros a serem Socialistas.”

    Uma pergunta: já que falou em “violência agressiva” ou que é violência não agressiva?

    “Diga-me como faria o Socialismo sem armas?”

    Depende da sua definição de Socialismo. Se partir do principio que está referir-se à social-democracia que é o que eu passo a vida a defender por aqui então é simples: não é preciso armas. Basta o voto popular, visto que a maioria da população gosta da democracia e da redistribuição da riqueza dos mais abastados para os mais pobres. Os plutocratas, os extremistas e os idiotas úteis que os defendem é que não gostam nada deste sistema.

    “Não vejo nenhum a querer limitar o poder da política.”

    Já agora, isto que disse em cima é uma enorme imbecilidade. Basta viver em sociedade que a politica existe e tem poder. Não me diga que deu em anarco-capitalista?

  16. “Uma pergunta: já que falou em “violência agressiva” ou que é violência não agressiva?”

    Violência defensiva. Um esclavagista a forçar alguém a ser escravo é violência agressiva – de agressão, um escravo a defender-se é violência defensiva.

    “Depende da sua definição de Socialismo. Se partir do principio que está referir-se à social-democracia que é o que eu passo a vida a defender por aqui então é simples: não é preciso armas.”

    Claro que precisa de armas, como é que você me obriga a ser -Social Democrata- , que não sou sem armas?

    “Já agora, isto que disse em cima é uma enorme imbecilidade. Basta viver em sociedade que a politica existe e tem poder.”

    Depende a partir de que grau você considerar anarco-capitalismo, atendendo à sua bitola é bem provável que eu o seja..
    Para si parece não existir limites ao Poder Político. Se assim for isso coloca-o no campo do Totalitarismo.

  17. ATAV

    lucklucky

    “Violência defensiva. Um esclavagista a forçar alguém a ser escravo é violência agressiva – de agressão, um escravo a defender-se é violência defensiva.”

    OK. Então eu vir para aqui emitir opiniões e apontar as ideologias das pessoas que por aqui andam é equivalente a escravizar alguém. Certo. Sabe o que é um snowflake?

    “Claro que precisa de armas, como é que você me obriga a ser -Social Democrata- , que não sou sem armas?”

    Quer viver numa sociedade e usufruir dos benefícios dela sem contribuir para o seu funcionamento e despejar a conta em cima dos outros? É um parasita. Acha que os ricos são por definição criadores de riqueza e por causa disso nada mais devem à sociedade que lhes permitiu acumular essa riqueza? É um idiota útil. Não respeita as instituições democráticas e quer dar cabo delas? É um monstro que quer montar uma ditadura. Mas nada disto é ilegal e você pode defender estas posições aviltantes à vontade. Mas eu também posso achincalhá-lo por causa disso. Chama-se a isto liberdade. Convém aprender o significado desta palavra antes de andar a brandi-la como costuma fazê-lo.

    “Para si parece não existir limites ao Poder Político. Se assim for isso coloca-o no campo do Totalitarismo.”

    Vive junto de outros seres humanos? Tem que se entender com eles. Isso chama-se politica e por definição inclui poder. Se quiser evitar esse “totalitarismo” vá viver para o meio do mato. Aí não há politica.

  18. ATAV,

    Entender-se com outros seres humanos não significa necessariamente ser espoliado à ponta d’arma de mais de metade do que ganha, para se manter uma horda, aliás chusma, de pedintes do rendimento mínimo, rendimento médio e rendimento máximo garantido.

    Os segundos são desfuncionários disfuncionais. Os últimos são os maridos de autarcas socialistas com firmas de turismo aventura com sedes em parques de campismo,

  19. “OK. Então eu vir para aqui emitir opiniões e apontar as ideologias das pessoas que por aqui andam é equivalente a escravizar alguém. Certo. Sabe o que é um snowflake?”

    Agora faz-se de vitima .Onde eu critiquei por vir aqui?

    “Quer viver numa sociedade e usufruir dos benefícios dela sem contribuir para o seu funcionamento e despejar a conta em cima dos outros?”

    Mais desviar conversa,
    É você que quer ficar com os benefícios dos outros para o qual contribui nada.
    É você que não aceita que as pessoas optem fora do seu Socialismo.

    Por exemplo não o vejo preocupado com pessoas que trabalham para o estado , ou seja têm sempre a violência política do seu lado para terem emprego enquanto um merceeiro está dependente de outros que têm de ter a vontade de entrar pela porta da sua loja.

    Quanto pagou ao Isaac Newton? É a favor do Serviço Militar Obrigatório?

    “Vive junto de outros seres humanos? Tem que se entender com eles. Isso chama-se politica e por definição inclui poder. Se quiser evitar esse “totalitarismo” vá viver para o meio do mato. Aí não há politica.”

    Quer controlar tudo e a impedir as pessoas de escolherem a geometria da sua relação com a comunidade.. Chama-se Totalitarismo

    Eu não teria problema algum que você faça uma comuna social democrata com outras pessoas que concordem consigo, Por mim socializem as coisas no grau que desejarem.

    Já você quer tornar as pessoas que não concordam consigo infelizes.
    Precisa de obrigá-los a viver com o que não concordam.

    Eu não tenho problema que você viva de acordo com o que acredita, já você tem problema que eu viva de acordo em que eu acredito.

  20. O meu texto é claro. Sou liberal, e não deixo de ver no CDS muitos aspetos importantes em matéria de libertação do indivíduo face ao Estado, no programa de 2019. Nos impostos, na defesa da família, na educação. Não adrogenia, mas tão pouco me deixo levar pelas testosteronas do momento lol. Se leres com atenção, vês que a filosofia liberal sempre conviveu mal com a partidarização do liberalismo.
    Ab.
    RAF

  21. João,
    Este CDS, no seu programa, tem um conjunto de propostas que são do mais liberal que foi apresentado até hoje em Portugal, desde redução de impostos, a liberdade na educação e na saúde. A IL apenas acrescenta as privatizações, ao lado de inúmeras medidas que são inexequíveis. Ao mesmo tempo que não cai sequer na utopia, pois tem lá coisas bizarras, como a defesa do salário mínimo, ou a criação de uma agenda pública para o digital, de meter inveja ao Eng. Sócrates, ou uma “regulação forte do sistema financeiro”. A IL, na sua primeira eleição, e nem sequer foi capaz de apresentar um programa que fosse mais consentâneo com a doutrina liberal, não vejo razões sequer para que ache que há ali um “abanão de ideias”, o que lá está são ideias liberais requentadas, com uma pitada de socialismo. Nem como reflexão liberal disjuntiva vale. Por isso, prefiro votar no que conheço, que me dá algumas garantias, que em algo que nem bem liberal é.
    Dito isto, cada um prefere o que quiser 🙂
    Ab.
    RAF

  22. Só alguém com dificuldades cognitivas como o Luis Lavoura não percebe a minha omissão, a IL não está referida porque, ao contrário dos partidos que cito, acho provável que a IL eleja deputados.

    Já agora, onde foi buscar que eu sou um católico, desde pequenino, e que são essas as razões que me impedem de votar num partido “agnóstico”. Já reparou na deselegância que é, depois de eu ter escrito um texto longo fundamentando o meu voto, o Lavoura vir para aqui tirar conclusões com base em algo que eu, em vários anos de inernet, nunca fundamentei?

  23. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    O que você descreveu é uma cleptocracia. É o que costuma encontrar nos paraísos liberais como a Somália ou o Sudão.

    Nas sociais-democracias os impostos são elevados mas há um grande retorno em serviços prestados como educação, saúde ou segurança social. É por isso que a generalidade da população dos países sociais-democratas apoia este tipo de políticas.

  24. ATAV

    lucklucky

    ““OK. Então eu vir para aqui emitir opiniões e apontar as ideologias das pessoas que por aqui andam é equivalente a escravizar alguém. Certo. Sabe o que é um snowflake?”

    Ah! Estou a ver que não sabe. Eu explico: um snowflake é alguém que ao ouvir um opinião perfeitamente banal ou mesmo irritante, age como se tivesse sido cometido um enorme crime contra a sua pessoa. Como por exemplo alguém dizer num blog manhoso que um dos comentadores é de extrema-direita e você achar que é equivalente a um crime conta a humanidade.

    “Agora faz-se de vitima .Onde eu critiquei por vir aqui?”

    Citações directas suas seguem abaixo para sua referência.

    “Um totalitário como você ATAV que precisa de violência agressiva para obrigar os outros a serem Socialistas.”

    “Um esclavagista a forçar alguém a ser escravo é violência agressiva”

    Se isto não são criticas vindas de um Snowflake não sei o que será.

    “É você que quer ficar com os benefícios dos outros para o qual contribui nada.”

    Pagar impostos é o preço para se viver numa sociedade civilizada onde os mais desfavorecidos não morrem de fome na rua ou as pessoas recebem cuidados de saúde mesmo se não os puderem pagar. Eu aceito pagar a minha parte.

    Nunca vi um caso de projecção tão evidente como o seu. Passa a vida a dizer que não quer pagar impostos e quando alguém lhe diz que querer viver numa sociedade civilizada sem contribuir para isso é parasitismo você acusa a outra pessoa disso mesmo. Tem assim tanta falta de noção?

    “É você que não aceita que as pessoas optem fora do seu Socialismo.”

    Quer viver fora do “Socialismo”? Vá para o meio da mata. Força nisso, que eu saiba os lobos não têm cobradores de impostos.

    “Por exemplo não o vejo preocupado com pessoas que trabalham para o estado , ou seja têm sempre a violência política do seu lado para terem emprego enquanto um merceeiro está dependente de outros que têm de ter a vontade de entrar pela porta da sua loja.”

    O merceeiro pode entrar na carreira do estado se quiser. Tem é de concorrer e conseguir entrar. Está escrito na constituição que todos os cidadãos podem concorrer a cargos na administração pública. Além disso o Estado paga garantido mas nunca se vai ganhar muito por aí além. O merceeiro pode tornar-se no próximo Belmiro se tiver capacidade e sorte para isso. Trabalhar por contra própria tem muitos mais riscos mas o retorno é muito maior. Vá carpir as suas falsas magoas pela classe trabalhadora para outro lado. Comigo isso não cola.

    “Quanto pagou ao Isaac Newton?”

    Enlouqueceu?

    “É a favor do Serviço Militar Obrigatório?”

    Depende. Agora não. Se o mundo ficar mais perigoso e a NATO for dissolvida, então sim. E a única coisa que concordo com o Trump é que Portugal tem de contribuir mais para a NATO.

    “Quer controlar tudo e a impedir as pessoas de escolherem a geometria da sua relação com a comunidade.. Chama-se Totalitarismo”

    Viver em comunidade tem regras, deveres e direitos. Chamar a isso totalitarismo é estúpido.

    “Eu não tenho problema que você viva de acordo com o que acredita, já você tem problema que eu viva de acordo em que eu acredito.”

    De modo algum. Então o menino não quer estado nem impostos? Sugiro uma bilhete de ida para o Sudão. Como é um estado falhado não terá de se preocupar com burocratas, impostos ou estatismo. Ou prefere ficar Portugal? Seja. As Ilhas Desertas também são uma possibilidade. Nada de Estado (excepto uma visita ocasional do Presidente da República), no entanto terá que se entender com as tarântulas.

  25. ATAV,

    Já alguma vez esteve na Somália, pisou na Somália ou exportou da Somália? Ou no Sudão? Sabe que TODA a terra é considerada propriedade do Estado? E também quaisquer meios de produção até há alguns anos?

    Esse liberalismo está mais consonante com o liberalismo da Coreia do Norte e de Cuba. E da extinta URSS.

    Já vi que o ATAV gosta mais do socialismo dos nórdicos. Deve saber mais do que os nórdicos, já que eles recusam ser chamados socialistas.

    https://www.thelocal.dk/20151101/danish-pm-in-us-denmark-is-not-socialist

    “I know that some people in the US associate the Nordic model with some sort of socialism. Therefore I would like to make one thing clear. Denmark is far from a socialist planned economy. Denmark is a market economy,” Rasmussen said.

    “The Nordic model is an expanded welfare state which provides a high level of security for its citizens, but it is also a successful market economy with much freedom to pursue your dreams and live your life as you wish,” he added.

  26. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    “Já alguma vez esteve na Somália, pisou na Somália ou exportou da Somália? Ou no Sudão? Sabe que TODA a terra é considerada propriedade do Estado? E também quaisquer meios de produção até há alguns anos?”

    E então? Nesses países até pode haver um papel qualquer a dizer que a propriedade é estatal mas na prática é de quem lá estiver. A definição de estado falhado é essa. É um estado que não consegue manter o controlo sobre o seu território nem cobrar impostos.

    E também não há educação, saúde, ou segurança social universais. E não há lei laboral, ambiental que consiga ser cumprida. Ou seja, são como se não existissem. Autênticos paraísos liberais.

    Já agora, sabia que em Singapura, que vocês consideram liberal, as terras e habitações são quase todas propriedade do estado? E o estado é, através de fundos, um grande acionista de muitas empresas?

    “Já vi que o ATAV gosta mais do socialismo dos nórdicos. Deve saber mais do que os nórdicos, já que eles recusam ser chamados socialistas.
    https://www.thelocal.dk/20151101/danish-pm-in-us-denmark-is-not-socialist
    “I know that some people in the US associate the Nordic model with some sort of socialism. Therefore I would like to make one thing clear. Denmark is far from a socialist planned economy. Denmark is a market economy,” Rasmussen said.
    “The Nordic model is an expanded welfare state which provides a high level of security for its citizens, but it is also a successful market economy with much freedom to pursue your dreams and live your life as you wish,” he added.”

    Outra vez com isto? Já desmontei esta propaganda nos comentários acima neste mesmo post.

    Ora bem. Vamos lá outra vez:

    Primeiro: Nunca defendi o Socialismo. Pare de me tentar associar a essa corrente politica. É desonesto! Eu defendo a social-democracia que é a democracia com uma economia de mercado, um estado interventivo e um estado social abrangente e generoso.

    Segundo: Os nórdicos também não gostam de ser chamados liberais porque não o são. São sociais-democratas.

    Terceiro: O Rasmussen é um politico liberal que quer reduzir ou mesmo acabar com o sistema nórdico que colocou aqueles países nos topos de rankings da qualidade de vida. Enfim… Há gente para tudo e o que não falta por aí são políticos que querem destruir o que os países têm de melhor.

    Quarto: O que esse politico está a tentar fazer é utilizar a mesma propaganda que vocês utilizam. Como os Países Nórdicos são eficientes os Liberais tentam promove-los a “liberais de gema” para tentar enganar os incautos. Claro que esquecem-se que nesses países os impostos são altos, o estado social é generoso, há muitos funcionários públicos, o estado é muito interventivo na economia e a desigualdade é baixa. Em suma, os nórdicos têm tudo o que os liberais não gostam mas como seria estúpido dizer que esses paises não funcionam bem, vocês tentam estas trafulhices.

  27. Perigoso Neoliberal

    Já todos conhecemos o CDS. Todos vimos o que fez quando esteve no governo, nomeadamente a sua líder. Não é de “hoje” que não é “suficientemente liberal”. É de sempre. Quando o Mesquita Nunes ou alguém parecido for presidente, reconsidero.

    O que é “catastrófico para a direita” é ter tido PSD e CDS como seus representantes durante décadas. Finalmente aparecem outras opções com possibilidade de eleger deputados. Assim o consigam e com isso comecem a difícil tarefa de alargar a janela de Overton.

    P.S.: Temos troll novo por estas bandas? Gente, alguém que dá como exemplos de paraíso liberal a Somália ou o Sudão não é para levar a sério. Estão a jogar xadrez com o pombo 😉

  28. ATAV

    Perigoso Neoliberal

    “Finalmente aparecem outras opções com possibilidade de eleger deputados. Assim o consigam e com isso comecem a difícil tarefa de alargar a janela de Overton.”

    Alargamentos como o ódio racial de Trump, a “democracia iliberal” de Orban, os louvores da ditadura militar brasileira de Bolsonaro ou as teorias de conspiração polacas. Que mundo maravilhoso que você anda a promover…

    “Gente, alguém que dá como exemplos de paraíso liberal a Somália ou o Sudão não é para levar a sério.”

    E porque não? Afinal, esses países não têm um estado social abrangente (nada de saúde, educação ou segurança social), não há estatismos como lei laboral, lei ambiental ou protecção do consumidor que chateiem os empresários e os impostos são baixos. Em suma, paraísos liberais. Então, não gosta dos resultados das politicas que anda a promover? Mude de vida!

    “Estão a jogar xadrez com o pombo”

    O problema é que você faz jogadas tão estúpidas que um pombo consegue ser um desafio.

  29. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Tem razão. A politica de estado falhados africanos não é o meu forte.

    Mas sei que o Governo sudanês foi derrubado por uma junta militar e que o partido comunista sudanês está a actualmente opor-se em protestos contra a junta militar. E quem mandava lá antes (durante 20 anos) era um tal Omar al-Bashir de um partido nacionalista e conservador. Logo, é uma ditadura comunista.

    E depois temos a Somália cujo primeiro ministro é um independente e o Presidente é de um partido liberal. Logo, mais uma ditadura comunista.

  30. Sr. RODRIGO ADÃO DA FONSECA,
    O que determina a classificação política dos político é as suas ações e não as siglas do partido ao qual pertencem.
    O que você vem aqui dizer é que “as políticas socialistas (aumentar impostos) de Passos/Portas não devem ser consideradas socialistas porque nenhum deles é socialista”. Está errado porque aumentar impostos SEMPRE FOI, e sempre será, o acto puramente SOCIALISTA independentemente do partido que o faça.
    Para um liberal como eu é-me completamente indiferente o PS, PSD ou CDS. Todos vão para o mesmo saco.

    Se eu “fosse governante em 2012” teria optado pela opção Liberal para equilibrar as contas: ou seja, CORTAR, CORTAR e CORTAR na Despesa, mas NUNCA se justificaria o brutal aumento de impostos de Passos/Portas.

  31. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Esse individuo fez algumas politicas socialistas no início mas depois converteu o partido dele em nacionalista islâmico. E assim permaneceu até a sua dissolução. Continuo sem perceber de que maneira o Sudão é uma ditadura comunista.

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