António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Na entrevista que António Costa deu à SIC no dia 4 de Setembro, o primeiro-ministro afirmou que “Os portugueses estão a pagar menos mil milhões de euros de impostos do que em 2015“. Obviamente, esta declaração tem que ser falsa, não só porque a carga fiscal atingiu um valor recorde em 2018 (ver aqui), como dado o crescimento económico, mesmo que a carga fiscal se tivesse mantido, o valor arrecadado em impostos seria forçosamente maior. Uma mentira, repetida milhares de vezes, continua a ser uma mentira. Esta mentira é confirmada pelo Polígrafo aqui e pode ser verificada também no portal Pordata.

Também com ajuda do polígrafo, analisemos a grande viragem da página da austeridade com que António Costa brindou os portugueses:

2017

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (na altura chamada de “actualização”) – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 3,2%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou entre 0,8% e 8,8%.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova taxa de 0,7% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário entre 600 mil e um milhão de euros.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova sobretaxa de 1% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário superior a um milhão de euros.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou entre 5 e 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto sobre a cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 3%.
    Novo imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas gerou aumento de 15 a 30 cêntimos por cada garrafa.
  • Aumento do imposto de selo sobre o crédito ao consumo em 50%
  • Aumento do imposto sobre o alojamento local de 15% para 35%

2018

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos – fonte
  • Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) aumentou taxa da derrama estadual de 7% para 9% para empresas com lucros anuais acima de 35 milhões de euros.
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou entre 0,94% e 1,4%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,4% em média.
  • Imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou entre 1,4% e 1,5%.
  • Imposto sobre cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 1,5%.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,07% para 0,08% e de 0,09% para 1% consoante o prazo do crédito.

2019

  • Aumento da taxa de carbono sobre combustíveis – fonte
  • Sacos de plástico ficam 50% mais caros – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou cerca de 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,08% para 0,128% e de 1% para 1,6% consoante o prazo do crédito.

O António Costa toma os portugueses por parvos?

Anúncios

34 pensamentos sobre “António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

  1. Rão Arques

    Portugal a arder, ficam pelo caminho motores dos comboios, explodem motores de aviões, caem meios aéreos no combate a incêndios, o governo em permanente e favorecida campanha, e nada queima o cu de Costa, Cabrita & associados.
    E Marcelo feito pau

  2. JP-A

    Andam a ratar em catanadas de 15%, precisamente aos mais pequenos, com muito poucas despesas, mas esquecem-se de publicitar:

    “Contudo, desde 2019, com as alterações ao regime simplificado, apenas 10% dos 25% são assumidos automaticamente como despesas com a atividade, estando os restantes 15% condicionados à apresentação de faturas com NIF de despesas e encargos efetivamente suportados com a atividade e constantes na plataforma e-fatura.”

    Sai de uns potes para entrar noutros e baralhar, que é o que fazem os especialistas em simulação.

  3. É por isso que Passos Coelho, Paulo Núncio , Assunção Cristas e Paulo Portas foram uns valentes socialistas, dado quanto aumentaram os impostos.

    Se podiam ter cortado nos lugares da vidinha das secretarias de Estado, delegações regionais e prateleiras douradas da câmaras municipais e seus empresas municipais? Podiam, mas não era a mesma coisa.

  4. Na lista dos impostos aumentados, falta a revisão dos escalões de IRS, que é uma forma encapotada de aumentar, e muito, os impostos.

    Claro que António Costa toma os portugueses por lorpas. Mas a hipocrisia do post está em sugerir implicitamente que isso é exclusivo do Partido Socialista.

  5. J Manuel Cordeiro , não é hipocrisia mostrar a hipocrisia de outros. E este comportamento, a hipocrisia nestas quantidades, só não é exclusivo do PS, porque é imitado pelo BE.

  6. Miguel Santos

    Eu deixei de ler o Polígrafo quando classificam como falsas afirmações do tipo:
    o amigo do político X recebeu 100 mil euros por ajuste direto. Mas o Polígrafo diz que afinal foram só 80 mil, e por isso é falso. O foco de uma notícia destas é haver indícios de corrupção, logo a notícia deveria ser classificada como “Verdadeiro, mas” ou “Imprecisa”.

    Assim sendo, até admira o Polígrafo não ter classificado esta afirmação de AC como “Imprecisa”. Afinal é uma frase com muitas palavras em que só algumas letras de uma das palavras estão incorretas. Para a frase ser verdadeira basta na palavra “menos” substituir o “eno” por “ai”, e assim a frase já fica: “Os portugueses estão a pagar mAIs mil milhões de euros de impostos do que em 2015”, o que deve estar muito mais próximo da verdade.

  7. ATAV

    A desonestidade deste post é chocante! Até parece que são cobrados mais impostos para depois queimar-se o dinheiro numa fogueira.

    Não é. Esse dinheiro é aplicado no Estado Social e no funcionamento geral do estado. Chama-se a isso redistribuição e é responsável por levantar milhões da pobreza e pela criação da classe média.

  8. Respondendo à pergunta “O António Costa toma os portugueses por parvos?”:
    Sim, porque apesar disto tudo vai conseguir ou vai estar perto da maioria absoluta. O povo é manso e tem os líderes que merece

  9. ATAV

    Nuno

    Não gosta de redistribuição? Prefere então os estados falhados como a Síria ou o Sudão onde o estado social não existe? Ou então os países da América Latina ou Africa subsariana onde há uma desigualdade chocante e a maior parte da população vive na pobreza.

    E fique a saber que nos países mais ricos da Europa há mais redistribuição e/ou funcionários públicos que em Portugal.

  10. Mister lógico

    ATAV

    Não prefere os estados bem sucedidos como a Irlanda ou a Holanda onde o estado social é eficaz e há uma igualdade chocante e a maior parte da população vive na riqueza?

  11. Mister lógico

    ATAV

    Não prefere os estados bem sucedidos como a Irlanda ou a Holanda onde o estado social é eficaz e há uma igualdade chocante e a maior parte da população vive na riqueza?

  12. Anonimus

    Não gostas do Costa.
    Preferias então o Mugabe.
    Queixas-te da falta de comboios.
    Então como serão os transportes no yemen?
    Grandes argumentos.

  13. ATAV

    ANONIMUS

    Ninguém falou em comboios ou políticos. Não seja desonesto!

    O utilizador Nuno é que demonstrou não gostar do estado social comparando Portugal com outros países. E eu avancei exemplos de lugares onde o Estado social não existe ou é incipiente para demonstrar o tipo de sociedade que o utilizador Nuno e muitos outros que por aqui andam defendem. Não gostam quando os outros apontam os resultados das políticas que defendem? É simples… Passem a defender outras políticas…

    Ah! E tendo em conta a sua intervenção, conto consigo para pôr na linha a próxima pessoa que disser por aqui que o António Costa está a transformar Portugal numa nova Venezuela ou Cuba.

  14. Nuno,

    «É curioso que com tanta redistribuição de riqueza, Portugal continue a ser dos países mais pobres da Europa.»

    Antes de haver redistribuição de riqueza, há que a criar. É mesmo nesse ponto que o PeiÉsse maximiza a sua acção perniciosa.

  15. ATAV,

    «Chama-se a isso redistribuição e é responsável por levantar milhões da pobreza e pela criação da classe média.»

    Espero que não seja in-co-munista. Os incomunistas são uma espécie que apenas percebe de incomunia, não de economia. Temos muitos desses em Portugal.

    A classe média foi criada muito antes da instituição do Estado Social pelo Bismarck. Foi-o pelo progresso económico. A prova disso está no Brasil: muito estado e em mau estado — talvez melhore agora, e está a dar provas disso. Bolsa família, cesta básica, educação gratuita, saúde gratuita. E não criou classe média substancial. Por isso é que tem meio milhão de brasileiros, quase, em Portugal e várias vezes mais do que isso pelo Mundo fora.

  16. Veja o vídeo “Stossel: Lessons From Africa” no Youtube.

    A maioria dos países na África Subsaariana está no lado do estado a mais, das regras de minúcia e na perseguição dos empresários.

    Logo, do seu lado ideológico.

    E os resultados do seu lado ideológico, convenhamos, nunca foram em lado algum, em tempo algum e em circunstâncias algumas, algo que se considerasse estelar, brilhante ou benéfico.

    Agradeço pelos argumentos que vêm do seu lado ideológico por sua mão para reforçar a nossa razão.

  17. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    O meu lado ideológico é a social-democracia. Prefiro a Nórdica mas também podia ser a da Europa Ocidental, Canadá, Austrália, Nova Zelândia ou Japão.

    “Antes de haver redistribuição de riqueza, há que a criar.”

    Ahh! Este velho cliché para tentar justificar o “trickle-down/supply-side economics”. Sabe como dá para ver que é treta? É simples, quem o usa nunca diz qual o valor de riqueza criada a partir do qual já pode ser redistribuída. Ou seja, a redistribuição fica para as calendas gregas …

    “A classe média foi criada muito antes da instituição do Estado Social pelo Bismarck. Foi-o pelo progresso económico. A prova disso está no Brasil: muito estado e em mau estado — talvez melhore agora, e está a dar provas disso. Bolsa família, cesta básica, educação gratuita, saúde gratuita. E não criou classe média substancial. Por isso é que tem meio milhão de brasileiros, quase, em Portugal e várias vezes mais do que isso pelo Mundo fora.”

    Isto é falso. A riqueza criada pelo progresso fica concentrada nas mãos de uns poucos. É por isso que o Bismarck e os outros políticos adoptaram programas de redistribuição. Como tinham medo de revoluções, compraram a paz social desta maneira. E aqueles que não o fizeram, levaram com sublevações populares e revoluções. Como é que acha que os comunistas chegaram ao poder? As populações que não tinham nada foram na canção da sereia deles e entalaram-se ainda mais…

    A taxa de pobreza do Brasil baixou significativamente com a aplicação destes programas e infelizmente tem aumentado desde 2014 com a crise económica no Brasil. E pelo andar da carruagem vai piorar ainda mais, mas só poderemos aferir isso no final do(s) mandato(s) do Bolsonaro.

    Umas notas sobre essa peça. É a opinião de uma pessoa que partilha a ideologia do entrevistador, não é representativo e é por isso que ela foi entrevistada. Ela simplesmente foi para lá debitar a ideologia que convinha ao Stossel.

    Quem é que no seu perfeito juízo acredita que basta ter um emprego para ter acesso a água potável, ar limpo e cuidados de saúde? Uma pessoa qualquer monta uma barraquinha de legumes e pronto, já estão centenas de canos de água colocados debaixo de terra, os hospitais ficam construídos de um dia para outro e as crianças estão todas na escola. Já agora, mesmo que isso fosse assim, então e aqueles que não podem trabalhar? Viveriam do quê?

    E querem-me fazer crer que a China, um estado comunista com um controlo férreo sobre a economia e uma tonelada de empresas públicas tem menos burocracia e leis que um pais Africano que nem consegue ter água potável para a generalidade da população?

    E alguém acha plausível que os países africanos, onde metade da população não sabe ler, esteja repleta de burocratas a ler decretos-lei e a ir às empresas ver se as licenças estão em triplicado, se as etiquetas de preços estão legíveis ou se os pepinos têm o formato correcto?

    E é bastante fácil ver que isso é quase tudo treta. Basta ir aos sites institucionais da ONU ou da Organização Mundial de Saúde e ver os indicadores que mais dependem da ação do estado. Nomeadamente a taxa de alfabetização, acesso a água potável, saúde da população, índices de qualidade de vida, etc, etc, etc… Os países do topo da tabela são sempre aqueles em que o estado é grande e interventivo.

    Mas tenho que admitir que é uma boa peça de propaganda. O Stossel garante sempre qualidade nestas coisas.Toda a boa propaganda tem sempre alguma verdade no meio da treta…. Como por exemplo o impacto nocivo na economia local da empresa que dá os sapatos ou o facto da corrupção ser sistémica devido ao facto de actuar como um mecanismo de compensação da disfunção desses países.

  18. André Miguel

    “E alguém acha plausível que os países africanos, onde metade da população não sabe ler, esteja repleta de burocratas a ler decretos-lei e a ir às empresas ver se as licenças estão em triplicado, se as etiquetas de preços estão legíveis ou se os pepinos têm o formato correcto?”

    Ehehehe!!! Vê-se bem que não conhece África, é que é tal e qual como diz.

    Dou-lhe exemplos: sabia que em Angola para importar vidro necessita autorização do Ministério da Industria e depois uma segunda autorização do Ministério do Comércio? Luanda só tem uma fábrica de vidro…
    Sabia que livros escolares em Angola pagam 60% de impostos?! A analfabetização ronda os 25%…
    Sabia que para exportar para os Camarões, antes de fazer, necessita solicitar uma declaração de exportação à SGS no país e depois um certificado de embarque ao Concelho de Carregadores dos Camarões senão a mercadora ao chegar fica embargada? Ou seja: só faz negócios com os camarões se o Estado autorizar…
    À excepção da Africa do Sul (por enquanto!) aqui não dá um passo sem o aval do Estado, tenho centenas de outros exemplos se quiser saber.

  19. ATAV

    André Miguel

    Por onde começar?

    “Sabia que livros escolares em Angola pagam 60% de impostos?! ”

    Isto é irrelevante, quase ninguém paga esse imposto. O que é relevante é o respeito pela propriedade intelectual dos países menos desenvolvidos. Sabe, países em vias de desenvolvimento, não é só a tecnologia que se copia. Os livros técnicos e escolares de autores estrageiros são fotocopiados pela população estudantil com os estados a fecharem os olhos a isso. Foi feito no Japão, na Coreia do Sul e actualmente é feito na China e no Vietname. E ainda me lembrou do tempo em que havia circulação dos livros fotocopiados nas universidades deste país.

  20. ATAV

    André Miguel

    “Ehehehe!!! Vê-se bem que não conhece África, é que é tal e qual como diz.”

    É difícil ser tal e qual o que descrevi, visto que o exemplo do pepino que eu utilizei é um dos mitos acerca da União Europeia que andavam por aí a circular.

    Mas havia legislação europeia acerca do tamanho de frutas e legumes que foi entretanto abandonada. Sabia quem gostava muito desta medida e queria mantê-la intacta? Não eram os burocratas, eram as empresas europeias, visto que esta regulação mantinha a concorrência internacional afastada.

    Adiante… O argumento que o André Miguel está a utilizar é muito enganador e é exactamente o mesmo do Stossel e da empresária africana. Basicamente estão a querer misturar corrupção, politica industrial, regulação necessária e excessos regulatórios para atirar-se contra o estatismo. E o objectivo disto é fazer lobby para transferir poder dos estados para os empresários baixando os impostos destes e amarrando as mãos daqueles.

    Eu explico mais detalhadamente:

    Uma barreira não tarifária (regulamento) ou tarifa (imposto) que são implementados para proteger uma indústria local chama-se protecionismo e geralmente integra uma politica industrial.

    Um politico ou funcionário público que utiliza as regras existentes para extrair “luvas” e subornos chama-se corrupção. E mesmo que esse regulamento não existisse, o politico utilizaria outra regulamento qualquer. E não havendo lei aplicável, o politico exigiria dinheiro para protecção “Belo negócio, seria uma pena se lhe acontecesse algo de mau”.

    Regulação necessária seria por exemplo leis de protecção ambiental ou protecção do consumidor.

    Um excesso regulatório é uma exigência que o estado faz mas que não serve para nada. Como por exemplo um pedido de informação já entregue anteriormente ou um formulário que serve apenas para estar arquivado em qualquer lado.

    E como se distinguem entre eles? É simples, na politica industrial, regulação necessária e nos excessos regulatórios não há nada a fazer. Comer e calar. Na corrupção, tudo se resolve com uns dinheiros por baixo da mesa.

    O Stossel diz que é tudo excesso regulatório portanto há que destruir o estado. É desonestidade pura e dura. E aquilo do emprego dar acesso à água pura é simplesmente estupidez…

    E não me venha com tretas de Africa estar cheia de burocratas. Muitos desses países nem recursos têm para cobrar alguns tipos de impostos como o IVA ou para reduzir a exposição da população à poluição. Mas corruptos a perseguir cidadãos há lá que chegue…

  21. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Umas perguntas para me ajudar a perceber melhor:

    Montou ou geriu alguma empresa lá, tendo passado por isso pessoalmente ou esteve lá como trabalhador por contra de outrem e ouviu as queixas de outras pessoas?

    Como é que se resolviam as coisas? Com dinheiro debaixo da mesa ou tinham que comer e calar?

    Quais foram os países? Eram todos PALOP ou havia países francófonos ou da Commonwealth?

  22. André Miguel

    Atav, baralhou, misturou e voltar a dar… Não conhece nada de África, limitou-se a dizer umas banalidades que nada dizem. Eu dei exemplos.
    Como é que pode dizer que ninguém paga 60% por livros importados em Angola??? Isto é uma alarvidade de todo o tamanho!
    Estamos conversados, pois não discuto com quem não conhece o que estamos a falar.

  23. ATAV

    André Miguel

    Você é que é ignorante! Eu disse que quase ninguém pagava essas tarifas dos livros escolares e técnicos estrangeiros. Basta encomendar meia dúzia de exemplares e fotocopiar para os outros. Como é que acha que se aprende engenharia ou economia com livros que custam acima de 200 dólares em países onde se ganham misérias? Foi assim que foi feito em alguns paises do Oriente e será assim em África. E esses estados, como querem instruir a população e sabem que quase ninguém consegue pagar esses preços, fecham os olhos a esta situação. Porquê que acha que os países desenvolvidos embirram tanto com a protecção da propriedade intelectual? É porque os países subdesenvolvidos não a respeitam.

    Sem contar que nem tem noção dos exemplos que você próprio forneceu. A questão da importação do vidro tanto pode ser proteccionismo ou então corrupção para assegurar um monopólio. Mas não, para si não há diferença alguma, é tudo estatismo e é preciso acabar logo com isso.

    Não saber que os países desenvolvidos enriqueceram recorrendo ao proteccionismo, abrindo paulatinamente os seus mercados à medida que se vão desenvolvendo é mais uma prova da sua ignorância.

    Talvez seja melhor você encomendar uns livros de história. Mesmo que pague 60% de impostos…

  24. André Miguel

    Atav, eu ando por Africa há 13 anos, aceito lições de quem está há mais tempo e fez mais do que eu, não de quem pensa que julga que sabe mais e nunca aqui meteu os pés. Repito: só diz disparates, típicos que quem fala do que não conhece.

  25. ATAV

    André Miguel

    Essas suas peneiras são aviltantes. A única coisa que o vi fazer até agora foi debitar de forma sobranceira algumas curiosidades de forma a tentar confirmar a ideologia que defende.

    E quanto mais fala, mais se enterra. Então você anda por esse continente há 13 anos e ainda não sabe a diferença entre um corrupto e um burocrata?

    E aparentemente também não se apercebeu das diferenças de recursos entre países com graus de desenvolvimento diferentes. Ou seja que países Europeus ou mesmo uma África do Sul ou um Botswana como têm uma população com mais qualificações que uma Libéria ou uma Serra Leoa conseguem ter uma burocracia estatal mais competente e um estado mais eficaz.

    Mas nada disto interessa. O que interessa é que os países africanos são pobres por causa daquele grande mal chamado estatismo onde há um burocrata debaixo de cada pedra. Claro que, em muitos casos, mal se pague uns dinheiros por debaixo da mesa, o problema desaparece. Mas lembre-se que isso não é corrupção, é estatismo. Maldito estatismo!! Grrrrr!!!!

    Já agora responda-me a isto: se África é esse pesadelo de papelada, porquê que ainda está ai após tanto tempo? Porque não trabalhar em países liberais como Estónia, Chile, Estados Unidos, Singapura ou Irlanda?

  26. Andre Miguel

    “e ainda não sabe a diferença entre um corrupto e um burocrata?”

    Criar dificuldades para vender facilidades. Quanto menos burocracia menos convites à corrupção. Simples.

    “se África é esse pesadelo de papelada, porquê que ainda está ai após tanto tempo? Porque não trabalhar em países liberais como Estónia, Chile, Estados Unidos, Singapura ou Irlanda?”

    Essa é a pergunta do milhão, não é? Mas V. Exa. sabe a resposta…

  27. ATAV

    André Miguel

    “Criar dificuldades para vender facilidades. Quanto menos burocracia menos convites à corrupção. Simples.”

    Burocracia não é igual a corrupção. Portanto não é simples. É simplista e com o objetivo de coartar o poder dos estados em beneficio dos empresários. Sem impostos, regulamentos e leis os estados perdem capacidade interventiva na economia. Nada de politica industrial, nada de estado social, nada de protecção ao consumidor, proteção ambiental ou higiene e segurança no trabalho. Em suma, os empresários fazem o que lhe dá na gana. E é isso que o Stossel, a empresária africana e você querem. Voltamos sempre ao mesmo não é?

    “Essa é a pergunta do milhão, não é? Mas V. Exa. sabe a resposta…”

    Existem muitas razões diferentes para investir num determinado local, portanto não tenho a certeza. Mas arrisco um palpite: lucro avultado.

    Entre um local sem corrupção ou burocracias com um lucro de 5% ao ano e outro onde seja necessário pedir 50 licenças, cumprir 10 regulamentos e subornar 3 funcionários mas com uma margem de lucro anual de 20% o empresário vai escolher o local mais rentável.

    Mais uma razão para eu afirmar que aquilo que vocês dizem da burocracia é tudo treta…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.