Podem Começar Com o Benfica

Quando temos políticos sem a mínima noção de realidade; que nunca criaram um emprego que seja (a não ser no estado, e para familiares); e que não fazem a mínima ideia do que é gerir uma empresa; surgem ideias destas sob o desígnio da “igualdade” como se o trabalho e os trabalhadores fossem todo iguais.

Sugiro que comecem com o Benfica e que comparem o salário dos roupeiros com o salário dos jogadores.

Caros socialistas, pode ser uma novidade para vocês: mas a União Soviética já acabou!

A notícia acima foi retirada daqui.

 

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28 pensamentos sobre “Podem Começar Com o Benfica

  1. Anonimus

    Esses pagamentos por via da desigualdade vão para os 20% “explorados”, certo, para diminuir a desigualdade. Ou… ah, para o Estado.

  2. Ricardo

    O -nosso- problema é que os marretas do partido capitalista português, do blococó de esterco e também sectores do ps querem recuperar a urss, e trazê-la para cá

  3. ATAV

    A desigualdade abala a paz social. Acho que os economistas chamam a isso uma externalidade negativa. Tendo isso em conta não vejo qual é o problema de pôr os acionistas a pagarem pelo custo que impõem aos outros.

    Além disso se as pessoas que ganham os salários mais elevados são assim tão produtivas, as empresas não se importam de assumir esse custo. Continua a compensar.

    Claro que se as pessoas dos grandes salários forem uns rentistas (não os merecem o que ganham) então aí já a porca torce o rabo. E ficamos com uma ideia melhor do porquê da gritaria toda sempre que alguém fala disto!

  4. ATAV

    Tinha-me esquecido de referir que, para além de abalar a paz social, a desigualdade também põe a democracia em causa. A concentração de riqueza geralmente precede a concentração do poder político nas mãos de uns poucos. Isto não é simplesmente uma questão económica!

  5. ATAV

    Além disso utilizar o uma equipa de futebol é um mau exemplo a todos os níveis. Uma equipa de futebol compete com equipas estrangeiras, tem um plantel com jogadores e treinadores de diferentes nacionalidades e as pessoas conseguem facilmente ver quando a equipa está a jogar bem ou a ganhar.

    Compare-se isto com os conselhos de administração das nossas empresas: todos das mesmas famílias ou ex-politicos ou filhos do acionista principal e são quase todos homens e portugueses.

    E estamos a falar de gente que diz que é preciso competir no mercado internacional e usa isso como justificação para baixar os salários dos funcionários. Mas para o recrutamento de gestores o mercado internacional já não serve…Os amigalhaços chegam e sobram!

  6. ATAV

    E as pessoas também conseguem ver qual é o jogador que está a render maior… E também ficam a espumar quando um jogador custa uma pipa de massa e ganham balúrdios sem fazer um corno. Não costumo seguir os assuntos da bola mas tenho ideia que o Caniggia do Benfica foi um desses casos.

  7. JP-A

    A cambalhota dos políticos deste calibre:

    A reunião do Conselho Europeu em Bruxelas terminou em desacordo sobre distribuição dos cargos nas instituições, mas António Costa preferiu destacar o momento “mais gostoso”, aquele que apelidou ainda de “estrategicamente mais importante”. “O momento estrategicamente mais importante, mais gostoso deste conselho, foi ter havido um acolhimento muito favorável ao conjunto do trabalho desenvolvido pelo Eurogrupo para concluir a reforma do mecanismo europeu de estabilidade”, disse o primeiro-ministro à saída da reunião.”

    A seguir, a facada (ou nós ou paralisa-se isto tudo):

    “há “relativa tranquilidade” em relação a isso, uma vez que “todos trabalhamos bem com a atual Comissão e todos nos reconhecemos no excelente trabalho de Juncker”.”

    Não lhes chegando Portugal, é preciso inquinar o resto da Europa e entreter a malta que vota com o teatro de marionetas.

  8. Sérgio Gonçalves

    Atav,

    O seu contorcionismo é notável. Da última vez que vi o Benfica joga a maioria dos seus jogos em Portugal e contra equipas portuguesas. Que bom seria ver o Benfica (e os 2 cabeçudos) a pagar o mesmo que a média dos restantes 15 clubes da 1a Liga.

  9. ATAV

    Sérgio Gonçalves

    O Benfica joga principalmente contra equipas portuguesas mas vai buscar jogadores ao mercado internacional, tal como os outros clubes portugueses. E também compete internacionalmente com outras equipas.

    Por outro lado os gestores das nossas empresas vêm todos do mesmo clube de amigos e são quase todos iguais. Vêm todos da mesma fonte.

    Como são duas realidades completamente diferentes a comparação que o autor do post tentou fazer não faz sentido nenhum. É esse o ponto de vista que eu estava a tentar fazer.

    Por falar em contorcionismo, o que acha de os “liberais” tentarem usar o futebol como exemplo a seguir? Afinal é um sector fortemente intervencionado pelo estado e por regulamentos: Os clubes recebem uma catrefada de ajudas de Estado como subsídios e doação de terrenos camarários para construir os estádios e isenções fiscais a dar com um pau. Sem contar que Federação Portuguesa de Futebol recebe imensas ajudas públicas para a organização de eventos. E não podemos esquecer a promiscuidade entre o público e o privado com os políticos a aparecerem aos abraços com dirigentes corruptos e a fecharem os olhos ao comportamento das claques que são autenticas associações criminosas utilizadas pelos presidentes dos clubes como guardas pretorianas.

    Aparentemente não há contorcionismo algum aqui! Já me tinha esquecido que como há meia dúzia de pessoas a ganharem balúrdios enquanto a vasta maioria ganha pouco então os “liberais” já acham muito bem!

    E sim, acho que deveria haver mais igualdade de rendimentos entre os clubes europeus. Assim não eram sempre os mesmos a ganhar!

    Há contudo uma lição que podemos tirar do futebol: as liberalizações sem mecanismos de compensação promovem a concentração de riqueza. Antes da lei Bosman e quando havia um limite de estrangeiros mais restritivo ainda havia algumas equipas pequenas a ganhar títulos internacionais de forma recorrente. Quando equipas como o Dínamo de Kiev ou o Ajax tinham uma boa geração conseguiam mantê-la durante uns tempos e dominar esse período. Agora essas equipas são logo depauperadas pelos tubarões após fazerem um brilharete! Se fosse hoje em dia o Benfica dos anos 60 seria logo desmembrado!

  10. Sérgio Gonçalves

    Atav,

    O seu contorcionismo mantém – se. Em primeiro lugar avança argumentos que não foram utilizados pelo autor, nomeadamente, o apoiao estatal a Clubes de futebol. Tenho a certeza que todos os liberais serão contra este tipo de apoios.

    Em segundo lugar apresenta-se como um desconhecedor de futebol mas sabe da lei Bosman e de grandes clubes como o Kiev ou Ajax, foi pena não ter mencionado o Steaua de Bucareste porque é o exemplo perfeito do que defende. Eu, enquanto entendido de futebol, tenho uma visão diferente da sua sobre muitas coisas. A lei Bosman, por exemplo, permitiu que Clubes de menor dimensão tivessem acesso a jogadores de qualidade mas de outras nacionalidades e isso ajudou – os a subir o nível, pois os seus melhores jogadores saem para os melhores clubes pois sao estes que lhes ofereciam melhores condições. Não fosse esta lei e dificilmente o Boavista tinha sido campeão e o Braga não estaria tão perto dos grandes como está hoje. Desta forma, posso contactar que o sr. defende liberalismo interno para Clubes (empresas) esclerosadas só para manter o seu status quo. Esse saudoso Benfica dos anos 60 foi formado a partir de uma selecção muito rigorosa de jogadores em que muitos deles não nasceram em Lisboa (base natural do clube em questão) ou jogavam em outros clubes de menores dimensões. O Benfica, muito bem diga-se, fez uma selecao criteriosa e formou uma equipa espantosa.

    O Benfica ou o Ajax foram baixando o nível porque o campeonato onde estão inseridos é fraco e gera pouco interesse. Adicionalmente, estes clubes para ganhar internamente não precisavam de grande esforço o que os fez perder o comboio europeu. Face à diminuição de qualidade do campeonato, o público desliga – se, as receitas baixam e os clubes perdem poder de compra e afastam-se ainda mais dos grandes europeus. Isto acontece em contra ciclo de outros campeonatos europeus que em vez de defenderem os grandes (como o sr. (in)conscientemente defende) procuraram aumentar a competitividade interna de forma a que a qualidade global do campeonato aumentasse e assim gerassem mais interesse, mais receitas e sejam agora os campeonatos que mais interessam.

    Eu, enquanto liberal apaixonado por futebol, só acompanho o campeonato português devido ao Braga, do qual sou sócio há mais de 25 anos, porque quando quero ver futebol vejo na Liga Inglesa ou dos Campeões, o resto é extraordinariamente desinteressante. Eu quando vejo futebol não estou interessado nas vitórias dos grandes eu quero é ver futebol de qualidade! Eu e a maioria pelos vistos.

  11. ATAV

    Sergio Gonçalves

    A sua desonestidade intelectual deixa-me estarrecido. Vamos lá ver:

    “Em primeiro lugar avança argumentos que não foram utilizados pelo autor, nomeadamente, o apoiam estatal a Clubes de futebol. Tenho a certeza que todos os liberais serão contra este tipo de apoios.”

    Foi autor que tentou usar o mundo da bola para justificar a ausência de intervenção estatal para mitigar as diferenças gigantescas nos leques salariais das empresas. Até meteu a URSS ao barulho. Mas esqueceu-se muito convenientemente que este sector tem imensos subsídios e ajudas… Limitei-me a chamar atenção a este facto. Liberais só para o que lhes interessa…

    Chama-me ignorante relativamente à lei Bosman e afirma que esta lei ajudou os mais pequenos. Como é que as equipas podem ser campeões se perdem os seus melhores jogadores todas as épocas? Continua sem me explicar isso. Ainda me lembro de ter visto o FC Porto ter o seu plantel vencedor da liga dos campeões desmembrado e de perder o seu treinador! Ah, e a posição do Braga actualmente seria equivalente ao Belenenses e ao Vitória de Setúbal nos anos 60.

    “Desta forma, posso contactar que o sr. defende liberalismo interno para Clubes (empresas) esclerosadas só para manter o seu status quo”

    Por falar em colocar argumentos na boca dos outros. Vou-lhe citar o que defendi acima:

    “E sim, acho que deveria haver mais igualdade de rendimentos entre os clubes europeus. Assim não eram sempre os mesmos a ganhar!”

    O Braga é um clube europeu tal como o Steua de Bucareste, o Estrela Vermelha (outro exemplo de uma equipa campeã desmembrada), o Barcelona e o PSG. Todos estes clubes deveriam ter rendimentos mais aproximados para conseguirem manter as suas gerações douradas. Pessoalmente incomoda-me que hoje em dia para um clube conseguir ficar grande tenha que receber um monte de dinheiro de um oligarca qualquer!

    Gosta da liga Inglesa? Até este ano todos os clubes recebiam o mesmo pelos direitos televisivos. Se calhar isto era factor para conseguir ser tão competitiva…

  12. ATA V

    Sergio Gonçalves

    Os seu argumentos não são convincentes. Vamos lá ver:

    “Em primeiro lugar avança argumentos que não foram utilizados pelo autor, nomeadamente, o apoiam estatal a Clubes de futebol. Tenho a certeza que todos os liberais serão contra este tipo de apoios.”

    Foi autor que tentou usar o mundo da bola para justificar a ausência de intervenção estatal para mitigar as diferenças gigantescas nos leques salariais das empresas. Até meteu a URSS ao barulho. Mas esqueceu-se muito convenientemente que este sector tem imensos subsídios e ajudas… Limitei-me a chamar atenção a este facto. Liberais só para o que lhes interessa…

    Chama-me ignorante relativamente à lei Bosman e afirma que esta lei ajudou os mais pequenos. Como é que as equipas podem ser campeões se perdem os seus melhores jogadores todas as épocas? Continua sem me explicar isso. Ainda me lembro de ter visto o FC Porto ter o seu plantel vencedor da liga dos campeões desmembrado e de perder o seu treinador! Ah, e a posição do Braga actualmente seria equivalente ao Belenenses e ao Vitória de Setúbal nos anos 60.

    “Desta forma, posso contactar que o sr. defende liberalismo interno para Clubes (empresas) esclerosadas só para manter o seu status quo”

    Por falar em colocar argumentos na boca dos outros. Vou-lhe citar o que defendi acima:

    “E sim, acho que deveria haver mais igualdade de rendimentos entre os clubes europeus. Assim não eram sempre os mesmos a ganhar!”

    O Braga é um clube europeu tal como o Steua de Bucareste, o Estrela Vermelha (outro exemplo de uma equipa campeã desmembrada), o Barcelona e o PSG. Todos estes clubes deveriam ter rendimentos mais aproximados para conseguirem manter as suas gerações douradas. Pessoalmente incomoda-me que hoje em dia para um clube conseguir ficar grande tenha que receber um monte de dinheiro de um oligarca qualquer!

    Gosta da liga Inglesa? Até este ano todos os clubes recebiam o mesmo pelos direitos televisivos. Se calhar isto era um factor para conseguir ser tão competitiva…

  13. ATAV

    João Cortez

    Você não passa de um cobarde! Afirma-se liberal e assim que alguém põe em causa a sua ideologia apontando as falhas nos argumentos que você utiliza censura-a? Estou a ver que por aqui a liberdade de expressão é só para pessoas como o Milo Yiannopoulos quando vão às universidades defenderem o nazismo e a pedofilia!

  14. André Miguel

    A desigualdade é inevitável, não somos todos iguais. A acumulação de capital idem, não há como contornar o princípio de Pareto, está presente em tudo, até na natureza. Só o desenvolvimento económico permite atenuar as desigualdades, não é à toa que esta é menor nos países mais ricos. E os socialistas sabem disso, mas como não serve a narrativa deles, há que mentir e manipular para atingir o triunfo dos porcos.

  15. John Galt

    Francisco Miguel Colaço

    Daqui fala ATAV. O “liberal” João Cortez mandou os meus comentários para moderação. Que surpresa…

    E quem é que lhe disse que já não montei uma empresa?

    E que raio de argumentação é essa?
    Quer um serviço de saúde? Só pode ter uma opinião quem já montou um hospital às suas custas…
    Acha que a Europa deve acolher refugiados está disposto a pagar mais impostos para isso? Tem que os receber em sua casa…

    Mas é claro que os homens liberais já podem ter opinião no aborto e as empresas podem exigir cada vez mais serviços do estado enquanto pagam cada vez menos impostos. Aí já não é preciso ter “skin in the game”.

  16. Pois devíamos iniciar por isentar de impostos todos os ganhos a partir do milhão de euros — ou colocar uma taxa muito baixa, até de 5%, por exemplo. Quero o dinheiro dos ricos de todo o mundo civilizado em Portugal, onde acabará ou por ser gasto na economia, ou por capitalizar os nossos bancos ou a fazer empresas, que empregarão a maioria dos trabalhadores e elevará os salários.

    A experiência demonstra que é apenas o desenvolvimento tecnológico e a vontade dos empresários que acabam por melhorar substancial e sustentadamente as condições de vidas de todos. Os governos não ajudam. Na verdade, quanto mais calados melhores estiverem, mais as sociedades se engrandecem.

    Os governos devem fazer aquilo que fazem melhor: defesa externa, manutenção da ordem, administração da justiça, diplomacia externa. Opcionalmente, sou a favor de haver um sistema universal de educação custeado — não necessariamente provisto — por dinheiros dos contribuintes, porque a capacidade de se educar não deve estar subjacente às vicissitudes do berço em que não se escolheu para nascer.

    Quando apresentam a Dinamarca como exemplo de socialismo, eu rio-me da ignorância dos idiotas. Os meios de produção na Dinamarca são essencialmente privados, e a Dinamarca protege essa propriedade privada quase como ninguém. Poucos são os americanos na Dinamarca, muitos os dinamarqueses nos Estados Unidos. Perguntem-se porquê.

  17. Ricardo:

    «O -nosso- problema é que os marretas do partido capitalista português, do blococó de esterco e também sectores do ps querem recuperar a urss, e trazê-la para cá»

    Não percebemos colectivamente a mente dos nossos partidos:

    – O PCP quer trazer Moscovo na URSS. A la Lukashenko.

    – O BE quer trazer Caracas, mas contenta-se se lhes derem um Apple Ipad.

    – O PS quer fazer-nos acreditar que seremos todos como a Dinamarca e a Suécia, mas sem a ética de trabalho de um dinamarquês ou de um sueco. Entretanto, vai fazendo a vontade aos esbirros lá de fora que mandam em quem manda no PS.

    – O PAN fica contente se ficarmos todos pobres como na África Subsaariana. Quer-nos mandar todos para Kinshasa, onde por acaso eu já vivi e trabalhei, e sei bem como lá se vive — e o estado pútrido do ambiente por lá.

    Os quatro da Geringonça contentam-se em ser carraças a viver do cão. Nada trazem ao cão, senão fraqueza e doenças. Se forem demais, acabam por matar o cão.

    No fim até será bom que transformem isto numa URSS. A metade que não interessa morre de fome e a que interessa emigra. E serve de exemplo a outras nações.

  18. Sérgio Gonçalves

    Atav,

    Como lhe disse anteriormente, você defende liberalismo para manter as equipas mais fortes enquanto tal e as restantes que se lixem. Provei-lhe isso mesmo e você mesmo corrobora isso dando exemplos atrás de exemplos de equipas que são grandes graças à sua maior capacidade de captação de qualidade. Para si, um jogador sair do Braga para o Porto está bem, sair do Porto para o Bayern é que já não pode ser. Eu sou contra isso, os melhores querem jogar com e contra os melhores por isso é que João Felix ao fim de um ano quer sair porque não vai evoluir mais. É assim que funciona o mundo e é assim que futebol evolui. Imagine-se que o Barcelona, por decreto, não podia juntar os craques que juntou à 10 anos. Era um crime contra a humanidade que aprecia futebol. Imagine que o nosso governo proibia (como se diz que terá feito a Eusébio) o Ronaldo de ir jogar para Inglaterra? Isto faz sentido?

    Repito, novamente, os liberais sao contra os apoios estatais, portanto vir com essa lenga lenga é triste. Pelo que sei, e aqui admito que possa estar errado, desconheço que equipas inglesas recebam apoios do estado britânico. E estamos a falar do melhor campeonato do mundo (com honrasa excepção do Barcelona).

  19. ATAV

    Sérgio Gonçalves

    A maneira como duturpa os meus argumentos é escandalosa! Devia ter vergonha!

    Eu defendo que as equipas devem ter mais ou menos os mesmos rendimentos para que não seja tão fácil desmembrá-las com as diferenças de orçamento. Isto significa que seria impossível o FC Porto desfalcar um Braga e que o PSG não teria um orçamento maior que o campeonato português. Desde quando é que isto é uma proibição por decreto? E como é que isto é defender liberalismo interno?

    E que conversa é essa da equipa do Barcelona? Caso não saiba, no caso das equipas terem rendimento semelhantes, então aqueles que dedicam recursos na formação seriam beneficiados pois os melhores jogadores não seriam rapinados pelos outros.

    Já agora, os direitos televisivos não são subsídios do estado! Eu referi-os apenas para dizer que como todos os clubes ingleses recebiam somas iguais destes direitos os clubes mais pequenos conseguiam ser muito mais competitivos. Mas isso acabou em 2019! Vamos ver agora se o campeonato inglês consegue permanecer competitivo ou se o fosso entre grandes e pequenos vai aumentar. Eu aposto na segunda hipótese!

  20. Sérgio Gonçalves

    Atav, eu não tenho de ter vergonha por você não saber ler e/ou ter dificuldades de interpretação. Diga-me só como é que faria para “… que as equipas devem ter mais ou menos os mesmos rendimentos para que não seja tão fácil desmembrá-las com as diferenças de orçamento. Isto significa que seria impossível o FC Porto desfalcar um Braga e que o PSG não teria um orçamento maior que o campeonato português. ”

    Diga-me isto e depois continuamos.

  21. ATAV

    Sérgio Gonçalves

    Acho engraçado que o Sérgio me tenha acusado de não o ter compreendido apesar de ter claramente sido você que não me compreendeu. Vou-lhe citar o argumento que utilizei sempre:

    “E sim, acho que deveria haver mais igualdade de rendimentos entre os clubes europeus. Assim não eram sempre os mesmos a ganhar!”

    “O Braga é um clube europeu tal como o Steua de Bucareste, o Estrela Vermelha (outro exemplo de uma equipa campeã desmembrada), o Barcelona e o PSG. Todos estes clubes deveriam ter rendimentos mais aproximados para conseguirem manter as suas gerações douradas.”

    “Eu defendo que as equipas devem ter mais ou menos os mesmos rendimentos para que não seja tão fácil desmembrá-las com as diferenças de orçamento.”

    Está a ver? Repeti a mesma coisa várias vezes e nenhuma delas era uma defesa de “liberalismo interno”. Deixe-se de falácias do espantalho!

    Quanto a formas de aproximar os rendimentos das equipas há várias maneiras algumas das quais já ditas anteriormente: Limites máximo nos orçamentos da equipas e proibição de injecções de capital significativas e empréstimos sem juros dos donos nas equipas (para a questão dos oligarcas), obrigatoriedade de o plantel ter um número significativo de jogadores da formação e de residentes do país onde a equipa é originária, divisão equitativa dos direitos de transmissão por todos os participantes da competição, um sistema de ajudas públicas que limita ou extingue as benesses dos clubes mais poderosos e ricos (isto inclui as isenções fiscais ou os estádios de borla), um sistema de draft semelhante à NBA para a entrada de jovens nas equipas principais (não creio que isto seja exequível mas vale a pena estudar o caso)… Enfim, haverá com certeza outras medidas mas de momento não me lembro de mais nenhuma.

    Ah! E combater eficazmente a corrupção e a promiscuidade com a politica visto que isso ajuda os clubes com mais adeptos…

  22. Sérgio Gonçalves

    Atav,

    Apresentou um conjunto de medidas mas como é que as implementa a nivel mundial ou europeu, pelo menos? Já percebi que o sr. é adepto da regulementacao.

  23. Sérgio Gonçalves

    Atav, acho que desconhece o objectivo do ffp. De qualquer das formas está em vigor há 8 anos e parece-me que não tem impedido nada do que indica acima. Aliás, os valores das transferências tem subido vertiginosamente e creio que até tem contribuido para uma maior assimetria no futebol interno e internacional (admito que possa ser cedo para tirar esta conclusão).

    Uma das medidas que elenca acima – obrigatoriedade de ter numero minimo de jogadores formados localmente – só irá transferir assimetrias para a formação (como já se verifica há mais 15 anos em Portugal).

  24. ATAV

    Sergio Gonçalves

    Eu sei qual é o objectivo do “Fair play” financeiro. É em parte corrigir estas assimetrias verificadas ao nível de clubes. O facto de até agora aparentar não ser eficaz significa que requer revisão e provavelmente outras medidas adicionais.

    Eu pessoalmente prefiro que a formação seja o factor preponderante em vez do dinheiro. E desconfio que a maioria das pessoas também prefeririam as coisas desta maneira. Há muito mais mérito em transformar uma data de miúdos em campeões que simplesmente andar a comprar equipas com petrodólares…

    E mesmo assim, mesmo que a formação fosse o principal diferenciador, acho que continuaria sempre a existir um efeito de concentração de poder e riqueza em alguns clubes. Só que não numa escala tão grande como agora.

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