Vai haver um recorde de greves com António Costa?

Segundo noticia o Observador há poucas horas os Polícias iniciam greve de fome por tempo indeterminado: “É um protesto inédito para esta força de segurança: PSP inicia nesta terça-feira uma greve de fome sine die à frente da residência oficial do PR. Sindicato diz que vai até às últimas consequências”. Já é a segunda greve de fome, depois da do enfermeiro, num curto espaço de tempo.

Mas a Geringonça não trazia Paz Social? Não ia virar a página da austeridade? Pois, ao que parece não aconteceu. O país continua estagnado economicamente e António Costa começa a ver os sindicatos (vários do PCP/BE) em acção.

Segunda esta notícia da Sábado de 15/02: “Desde 1 de janeiro deste ano já foram entregues 112 pré-avisos de greve só na Função Pública. (…) Em 2016, o primeiro ano de António Costa como primeiro-ministro, o número de greves até desceu face ao ano anterior – 85 greves no último ano de Passos Coelho contra 71 greves no primeiro ano de Costa – mas, nos dois anos seguintes, este número foi duplicando – para 123 greves em 2017 e 248 greves no ano passado”. Só na Função Pública.

A 29/01, o Público noticiava: “No ano passado (2018) entraram 733 pré-avisos de greve no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, mais 120 do que em 2017 e mais 245 do que em 2016.”

É possível que este seja o ano com mais greves desde os anos 90.

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3 pensamentos sobre “Vai haver um recorde de greves com António Costa?

  1. JMS

    Estas greves são uma treta.

    Todos os que andam em greve, nesta legislatura, vão ser exactamente os mesmos que irão dar a vitoria a este lixo que nos (des)governa desde 2015.

    É o que temos e mais não merecemos…

  2. os Polícias iniciam greve de fome por tempo indeterminado

    Estávamos lixados se os polícias estivessem em greve da fome.

    Quem está em greve da fome é um só polícia, aliás um sindicalista da polícia.

  3. Volto a dizer aquilo que já disse no passado: estas greves “para inglês ver” são quase sempre muito sectoriais, muito limitadas nas consequências, e uma porção significativa delas nem chega a sair da virtualidade de “pré-greve” – ou seja, são greves para aparentar actividade dos sindicatos afectos aos parceiros da geringonça e para dar títulos de jornais. Onde estão as várias greves gerais, ou as caravanas de autocarros com professores a caminho de manifestações em Lisboa, ou as sucessivas greves do Metro, Transtejo e Carris que havia no tempo de Passos Coelho? Tirando uma ocasional pausa na Transtejo para plenários (dos quais, invariavelmente, não sai nada), não me recordo de nenhuma. Está tudo muito satisfeitinho na sua paz de funcionário público – apesar de metros que esperam cinco minutos fechados nas estações por haver algures um problema com uma porta (aconteceu-me ontem), de metros que têm que ser evacuados “para segurança dos passageiros” (aconteceu-me há algumas semanas), de catamarãs com janelas que já não abrem e portões que já não existem (acontece-me todos os dias) e se alternam entre travessias por causa das avarias nos companheiros…

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