O problema do banco público

“O universo de pessoas sujeitas a escrutínio não se resume aos gestores do banco, deve ser alargado aos políticos”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a lista de grandes devedores da CGD tornada pública esta semana.

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7 pensamentos sobre “O problema do banco público

  1. Relativamente ao parágrafo ” (…) a investigação forense deve seguir para as autoridades judiciais, seguindo o caminho normal de um processo em julgamento.Não está em causa a desresponsabilização de eventuais ilícitos porque, se existiram ilícitos, eles têm de ser punidos e os responsáveis têm de ser identificados. Mas isso não significa fazê-lo com linchamento público, nem arrastando para a lama toda e qualquer pessoa.”

    Em abstrato, concordo a 100%. Aplicado a Portugal, não concordo nada: a investigação e eventual julgamento são sempre deficientes, ou por a lei dificulta a obenção de prova, ou porque o sistema corrompe os agentes judiciais, ou porque os juízes são mal formados, ou porque a lei é permissiva em excesso. Assim sendo, não havendo justiça institucional minimamente eficaz e credível, resta o julgamento popular. Mas, o linchamento público e o arrastar para a lama não são acções literais, são metáforas que não beliscam nem substituem a falta da justiça como castigo merecido aos prevaricadores.

    Como disse, em Portugal resta-nos a praça pública – mas mesmo essa, não é literal, mesmo porque a “praça pública” é frouxa, com fraca memória e com consciência moral duvidosa.

  2. JP-A

    Para mim falta um investigação pelo MP, que deveria envolver os silêncios diversos sobre o abafamento ocorrido na AR, incluindo a presidência da AR e da República, e partidos. Este caso é muito mais do que muito esquisito. São fotografias, silêncios e ausências a mais.

  3. Não concordo com Ricardo Arroja quando escreve que a lista de devedores não devia ser publicada. A CGD é pública e público foi o dinheiro para tapar os buracos da má gestão. O accionista Estado somos todos nós, e temos o direito de saber, enquanto accionistas, mesmo que forçados, o que fizeram com o nosso dinheiro.
    Fosse um banco privado, capitalizado por accionistas privados, e o caso seria diferente. Já no caso Novo Banco, e dado que é altamente improvável que o contribuinte alguma vez veja retorno do dinheiro lá colocado pelo Estado, também devia ser público quem e como levou o BES abaixo. É que só nestes dois bancos já lá vão quase 10 mil milhões de euros, que nos saem do bolso e que fazem falta em escolas, hospitais, estradas, bombeiros, etc.

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