Um choque fiscal nos combustíveis

A grande preocupação na política fiscal sobre os combustíveis não é ambiental, é alimentar o Orçamento do Estado. Mas este abuso elitista e centralista um dia chegará ao fim.

Portugal tem um dos combustíveis mais caros da Europa (a 4º gasolina e o 6º diesel mais caros da Europa). Ao contrário da desinformação que por vezes passa, os combustíveis não são caros devido à falta de concorrência no mercado. De acordo com um relatório da Comissão Europeia, o preço do diesel antes de impostos é exactamente o mesmo em Portugal e Espanha, estando em linha com a média europeia. A grande diferença é que em Portugal os impostos pesam mais 16 cêntimos por litro do que em Espanha. Na gasolina a diferença é ainda maior. Quando aos preços dos combustíveis se adicionam outros custos de utilização do automóvel, Portugal é mesmo o país mais caro da Europa para se andar de automóvel. Se compararmos os custos com os salários médios de cada país, a situação ainda é mais dramática para os portugueses (…).

Carlos Guimarães Pinto no ECO.

Artigo completo aqui.

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19 pensamentos sobre “Um choque fiscal nos combustíveis

  1. AB

    Há muito que os impostos ultrapassaram o patamar do razoável. Todos.
    Eu vivo no interior e não tenho alternativa pública de transporte. O acesso à saúde e educação e cultura também não é o melhor – nada que se assemelhe a Lisboa. É claro que um governo que gasta 110 milhões numa Websummit e deixa esburacar de velhas as estradas onde círculo não me merece respeito.
    Pode ser que, com as prometidas facturas detalhadas das gasolineiras o povo em geral veja bem e com frequência para onde vai o dinheiro da “gasolina”.
    É uma pena que a UE da “livre circulação de pessoas e bens” não o seja. Já pensei, eu e outros, associarmo-nos e importar gasolina de Espanha, mas é “contrabando”. Quem vive perto da fronteira nunca compra um litro de gasolina ou uma garrafa de gás em Portugal. É pena essa benesse não estar ao alcance de todos, que o estado seria obrigado a reformar-se e gastar menos, e sobretudo a calar moralismos de algibeira.

  2. > abuso elitista e centralista

    Esses adjectivos caíram aí um bocado de pára-quedas, não?

    Quer dizer, qualquer dia um mero ladrão que faça assaltos simplesmente por dinheiro é logo automáticamente nachista, hofomóbico e xistógino por acrescento.

    Calculo que seja mais um progresso com que estamos a ser brindados.

  3. 110 milhões sa Websummit a débito. esqueceu-se de referir os créditos que ela proporcionou em sede de IVA e IRC, IRS na atividade turística (e não só).
    Ser rigoroso não interessa para nada, pá!

  4. mg42

    Queixa-se do “abuso elitista e centralista” anunciando que terá um fim, e depois passa a argumentar com base em informações do politburo europeu.

    Oh caro porta voz do presidente do iniciativa liberal, pergunte lá ao seu chefe CGP , se o ALDE que tem como lider o Guy Verhofstadt e que é um apologista das politicas “ambientalistas” como o ultimo acordo de Paris, é que nos vai “livrar” do “abuso e do centralismo elitistas” ?

  5. “> abuso elitista e centralista

    Esses adjectivos caíram aí um bocado de pára-quedas, não?”

    Onde estão localizados os ditos “transportes públicos”?
    As pessoas nas cidades principalmente Lisboa têm metro, autocarros com poucos intervalo de tempo comparativamente. Até algumas podem dispensar a compra de carro.

  6. AB

    Manolo, a Websummit foi em Lisboa. Como quase tudo. E assim o IVA e o turista ficam em Lisboa.
    Lisboa Lisboa Lisboa. O resto é paisagem. Esburacada.
    Pá.

  7. Eu diria mais , que impostos acumulados num bem de 1a necessidade como são os combustiveis fosseis , em mais de 50% do valor do produto , não é somente um abuso dos oligarcas no poder , mas tambem um crime contra a economia e os portugueses .
    Tambem na electricidade os oligarcas abusam com facturas onde cerca de 45% sao taxas e impostos , que vão directamente para os bolsos da oligarquia dominante .

  8. Anonimus

    Esse imposto da gasolina é usado para investir nos transportes públicos e nos meios de transporte com combustíveis não poluentes.

  9. Francisco Miguel Colaço

    Manolo Herédia,

    Ainda estou à espera dos créditos da Expo 98 para tapar o que se lá pôs de débito.

  10. Atenção a um erro comum: quando numa factura de 100€, 60€ são impostos, o imposto não é de 60%. O imposto acresce ou é calculado sobre o valor do bem antes de impostos. Se o bem custa 40€ antes de impostos e 100€ depois, o imposto é de 150%. Não esqueçam isso em tudo o que “metade é imposto” – essa “metade” representa um acréscimo de 100%. E é muita coisa. Gasolina, gás, luz, carros, casas, tabaco, etc.
    É o mesmo quando aumentam o IVA de 17% para 19%. Agora já dizem “2 pontos percentuais” mas houve tempo em que diziam 2% com todo o descaramento. Ora tomando como base 17 é um aumento de 11,76% – a passagem do IVA de 17% para 19% rendeu ao fisco mais 11,76% de receitas. Um aumento de 2% num IVA de 17% poria o IVA a 17,34%, não a 19%.
    Os políticos sabem que esses valores não nos ocorrem imediatamente, por isso nos comem as papas na cabeça a toda a hora. E não só os políticos, quando alguém arredonda de 4€ para 5€ não é só “mais 1 eurito, coisa pouca”, são 25% de aumento. Coisa pouca.

  11. Então e aonde pensam V.Exas. compensar o défice criado com a diminuição de receita dos combustíveis?

    Deve ser à PàF; cortam nas pensões dos velhinhos, e nos ordenados da F.Pública.

    Nem a Merkel aceita isso (por isso foram corridos).

  12. Manolo Herédia,

    A PAF ganhou eleições.

    Todos os outros governos europeus que tiveram bebés nos braços perderam-nas.

    Não se esqueça do fim do Império Soviético: depois de tanta vitória socialista, a pedinchar quatro mil milhões de dólares ao Helmut Köhl e ao George Bush com urgência de uma semana para pagar salários e pensões. Conseguiram grangear dois mil milhões. Em uma semana a URSS estava desagregada.

    Mentirosos prometem o paraíso e desaparecem quando afinal vem o inferno.

  13. Qualquer dia vêm defender no Parlamento que deveria haver mais carros eléctricos em Portugal, para salvar o mundo do aquecimento global e tal, então para incentivar a compra de carros eléctricos os senhores deputados vão sugerir:
    A) Não cobrar impostos a empreendedores que queiram produzir carros eléctricos em Portugal resultando num mercado competitivo e em preços mais baixos para o consumidor e empregar uns quantos milhares de desempregados.
    B) Acabar com os impostos na venda de automóveis eléctricos.
    C) Admitir que o aquecimento global não existe, é apenas uma desculpa para aumentar impostos já que não dá para lucrar com o plástico que polui o oceano.
    Batman) Aumentar impostos nos combustíveis fosseis e nos automóveis que não são eléctrico e decretar que a partir de 2025 todos os veículos não eléctricos (incluindo aviões comerciais e helicópteros hospitalares) vão ser proibidos em Lisboa e no Porto e todos os deputados têm direito a um Tesla topo de gama pago pelo Estado.

    The answer is always BATMAN! Afinal mesmo que a gota esteja a 10€ o litro o estado paga para os deputados já que eles tem direito a ajudas de deslocação.

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