There’s No Such Thing As A Free Lunch

Sobre os manuais escolares “gratuitos”:

  • Manuais escolares “gratuitos” significa que as editoras vão passar a produzir, imprimir e distribuir os manuais escolares gratuitamente? Não. 
  • Não? Quem paga então os manuais escolares “gratuitos” às editoras? O estado.
  • E como se financia o estado? Através de impostos cobrados coercivamente aos contribuintes.
  • E quanto vão pagar os contribuintes para os manuais escolares “gratuitos” em 2019? 160 milhões de euros.
  • 160 milhões de euros que vão custar aos contribuintes por ano todos os anos? Mas os manuais escolares não eram “gratuitos”?…. 

Também podemos imaginar este diálogo:

  • Porque é que o estado não ajuda só as famílias que realmente precisam – sempre dava para reduzir um bocadinho os impostos a pagar por todos os contribuintes e o estado sempre exerceria a sua função social?
  • Porque o ensino deve ser gratuito e universal e não deve diferenciar as famílias por classe de rendimentos.
  • Como já é feito no IRS?
  • [introduzir um ataque pessoal ou um lirismo qualquer]…
  • E pegando nesse argumento da universalidade, porque é que quem tem os seus filhos no ensino privado que paga impostos como todos os os outros contribuintes não tem acesso aos manuais escolares “gratuitos” e terá que os pagar do seu bolso?
  • [introduzir um ataque pessoal ou um lirismo qualquer]…

A imagem acima foi retirada daqui.

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11 thoughts on “There’s No Such Thing As A Free Lunch

  1. ATAV

    Tenho uma pergunta a fazer ao autor do post. O que ele considera que seja uma “família que realmente precisa”? Passo a vida a ler isso por aqui mas ninguém define o que que é…

  2. A chachada dos “manuais gratuitos” é essencialmente uma renda às editoras.

    Fazem parte da máfia da coltura, com metásteses em tudo quanto é progressista.

    Claro que o livro único barato mandado pelo estado “fássista” era pouca coisa para gente tão fina e esclarecida.

  3. Calhando em conversa, parece que o autor do postal vai ter que nos fazer um desenho para cabal esclarecimento do que possa ser considerada uma “família que realmente precisa”. Está tudo rico, porra!

  4. Isto nao e grande argumento. Claro que alguem tem que pagar pelos manuais, toda a gente precisa de educacao e quanto mais melhor. Quanto aos do privado. passem para o publico.

  5. Porque é que os manuais não podem 1) ser da escola e 2) emprestados ao aluno pelo ano lectivo e 3) reutilizados para o mesmo propósito no ano seguinte.

    Por causa do filho de uma barregã do patrão da Porto Editora, que diz que os meninos têm de ter manuaizinhos novos e que possam chamar seu, senão sofrem de falta de auto-estima?

    Países atrasados como o Congo, a Finlândia, a França e os Estados Unidos, dos que conheço bem, fazem empréstimos de manuais. A regra é simples: se estragas, pagas e o manual é teu.

    Funciona tão bem!

  6. > uma “família que realmente precisa”

    Ah, isso pela lei actual é fácil: é uma família que tenha os estudantes em estabelecimentos do estado. Os outros não precisam, e não têm …

    É o dois em um: paga-se renda às editoras pelos livros da esmagadora maioria dos alunos, e dá-se mais uma cacetada à minoria dos que pagam as propinas e os livros próprios (e os impostos para pagar o “gratuito” da maioria).

    Muito bem bolado. Mas se querem rir-se verdadeiramente, é ir ver os donos de colégios privados que fazem parte dos círculos socialistas …

  7. Rão Arques,

    Concordo consigo e não com o autor do artigo. Uma criança é uma criança, que é um indivíduo. A família que hoje não precisa amanhã poderá precisar.

    A educação deve ser 1) concorrencial, 2) custeada e 3) ubíqua, de forma a que nenhuma criança talentosa tenha de ter o seu futuro tolhido devido às vicissitudes e à aleatoriedade do lugar do seu nascimento. Custa menos de quatro mil milhões de euros em cheques ensino, provendo os privados. Com menos de trezentos milhões de euros para assegurar uma superestrutura de planeamento e de controlo (elaboração de programas e de exames nacionais, por exemplo), custa metade do que custa o ME nestes dias para toda a educação pré-escolar, básica, secundária e profissional.

    Os meus números são baseados em contas, dada a população escolar e o custo médio de um cheque ensino para o ensino privado e cooperativo, e estão por cima.

    Sendo um conservador, na educação divirjo da maioria dos libertários, os quais nunca estiveram em IPSS ou em associações voluntárias e viram o que famílias completamente destruturadas ou apenas vítimas de um azar súbito aos provedores, como doença, podem fazer para estragar o futuro de uma criança — e nem sempre por culpa própria. Sou por educação primária e secundária custeada, universal e, principalmente, provista por escolas em regime privado ou cooperativo em concorrência e com latitude para projectos educativos próprios, para além do programa básico e universal que seja divisado PELAS ASSOCIAÇÕES PATRONAIS.

  8. Euro2Cent,

    «Muito bem bolado. Mas se querem rir-se verdadeiramente, é ir ver os donos de colégios privados que fazem parte dos círculos socialistas …»

    Estando a falar do partido socialista, veremos brevemente que não há conveniente excepção que não venha a ser uma lei.

  9. LLL,

    «Quanto aos do privado. passem para o publico.»

    A invejazinha portuguesa: Se tu andas de cavalo e eu de burro, não é preciso poder trabalhar com afinco, para que eu possa também comprar um cavalo. Basta que tenhas de trocar o teu cavalo por um burro.

    É por isso que proliferam os burros.

  10. Anonimus

    Alguém terá de os pagar.
    Interessante seria saber o porquê do valor. De onde vem, como foi calculado.
    Agora, falemos dos passes sociais…

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