Más escolhas dos brasileiros

Amanhã, na primeira volta/turno das eleições presidenciais, brasileiros estarão preocupados com o país se tornar (outra vez) numa ditadura. E com razão. O poder político terá sempre tendências para tentar controlar pessoas livres.

Mas Bolsonaro só tem grandes hipóteses de ganhar pelas acções da esquerda de Lula da Silva. Claro que para alguns ainda há ditaduras-chic…

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45 thoughts on “Más escolhas dos brasileiros

  1. Proca Indirecta

    Ficava ali bem – a propósito de ditaduras chic – o retratinho da apresentação do livro do quarenta e quatro que teve honras de prefácio do metalúrgico …

  2. Proca Indirecta

    ( retratar o Bolsonaro perto de ladrões – mesmo que para evidenciar diferenças – é injusto )

  3. Preocupação pelas consequências (passadas, presentes vê futuras) das acções políticas é mais que justo. A troca de quem se senta na cadeira de governante não resolve o real problema: todos políticos querem usar o Estado para nos subjugar à sua vontade. Querer liberdade é dizer Não! Não à esquerda. Não à direita. Não a todos.

  4. Alexandre Tavares

    A teoria que as acções do Lula da Silva são responsáveis pela ascensão de Bolsonaro faz tanto sentido como dizer que as acções de Fernando Henrique Cardoso ou Itamar Franco originaram o Lulismo.

    Não sei o que provocou o fenómeno de Bolsonaro ( acho que provavelmente terá algo a ver com a crise económica e o Zeitgeist actual) mas sei que não é a rejeição de Lula ou o esquerdismo dele. Afinal todas as sondagens diziam que o único candidato que ficava à frente de Bolsonaro era o próprio Lula…

  5. mg

    “Querer liberdade é dizer Não! Não à esquerda. Não à direita. Não a todos.”

    Tem razão. Nas favelas brasileiras não entra lá nem esquerda nem a direita, lá só lidera o voluntarismo da milicias libertárias da cocaína, que dizem não à subjugação do Estado… Viva as favelas

  6. mg, nas favelas mandam as milícias da cocaína porque há sempre políticos que desejam controlar o que cada um decide por no seu corpo.

  7. BZ,

    Dava jeito que lesse o track record de votações em duas décadas de serviço de Jair Bolsonaro. E destas, separasse as que levariam a uma ditadura se implantadas.

    Verá um número bastante redondo.

    Vou-lhe dar um segredo: ignorância não é burrice, mas persistir na ignorância é uma verdadeira asneira.

  8. BZ,
    «mg, nas favelas mandam as milícias da cocaína porque há sempre políticos que desejam controlar o que cada um decide por no seu corpo.»
    Andamos esquerdistas? O optimismo antropológico é a base do marchismo.
    Eu cá sou pelo pessimismo antropológico.
    É que as substâncias que um qualquer bolobo põe no seu corpo acaba por arrastar um cordão de crimes contra a propriedade e contra a vida. Os vícios são tramados. As vítimas não se cingem ao viciado.
    A lei tem de estar fora das escolhas individuais, EXCEPTO quando estas escolhas acabam por prejudicar inocentes, ou a história conhece essa decorrência.
    Sentir-se-ia bem a guiar numa estrada onde soubesse que dez por cento dos carros são conduzidos por condutores ébrios? Eles puseram no seu próprio corpo aquelas substâncias, afinal, e a lei não os deveria proibir de guiar — que é uma coisa totalmente distinta e que também é uma escolha individual.


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.js

  9. BZ,

    «mg, nas favelas mandam as milícias da cocaína porque há sempre políticos que desejam controlar o que cada um decide por no seu corpo.»

    Andamos esquerdistas? O optimismo antropológico é a base do marchismo.

    Eu cá sou pelo pessimismo antropológico.

    As substâncias que um qualquer bolobo põe no seu corpo, segundo a sua própria liberdade, acabam por arrastar um cordão de crimes contra a propriedade e contra a vida, coartando a liberdade dos outros. Os vícios são tramados. As vítimas não se cingem ao viciado.

    A lei tem de estar fora das escolhas individuais, EXCEPTO quando estas escolhas acabam por prejudicar inocentes, ou a história conhece essa decorrência.

    Sentir-se-ia bem a guiar numa estrada onde soubesse que dez por cento dos carros são conduzidos por condutores ébrios? Eles puseram no seu próprio corpo aquelas substâncias, afinal, e a lei não os deveria proibir de guiar — que é uma coisa totalmente distinta e que também é uma escolha individual.

  10. mg

    Eu estou de acordo consigo BZ, acho que os politicos não deviam poder controlar o que cada um põe no seu corpo, nem proibir aqueles que desejam fornecer. Eu ainda tenho de esperança, que quando o dia que a verdadeira Liberdade chegar, possa abrir uma barraca franchising mesmo ao lado da entrada da escola onde estudam os seus filhos ou netos, e puder lhes disponibilizar varias formas de entretenimento aluninatórios em pó ou em chupachupas, em vários sabores. E em que eles e eu, possamos em livre e voluntária vontade, seguir os preceitos da livre oferta e procura, sem interferência nem subjugação do Estado opressor, em controlar o meu livre negócio, nem a liberdade que os seus filhos desejem meter nos seus corpos .

    Enquanto isso não acontece, faço aqui o meu convite para que o BZ possa integrar um nosso outro movimento, pela liberdade de condução na estrada sem a subjugação do Estado, em me obrigar a cumprir o código da estrada.
    Os nossos lemas são : “sou livre e ando pelo lado que me apetecer”, “abaixo a luz vermelha do semáforo comunista, eu só paro se quiser”, e ” Abaixo o Autoritarismo do sinal STOP, Viva ao sinal GO FREE”.

    saudações libertárias

  11. mg, teria a liberdade para abrir a barraca e a responsabilidade de responder pelas consequências do seu produto.

  12. BZ,

    Sem andar a dizer que os problema se resolvem na fonte, e que existe um equilíbrio entre a liberdade individual e a segurança da sociedade, é isto mesmo que eu acho que se deve dizer.

    O problema de os seus filhos e netos estarem agarrados a uma substância e ter a sua vida destruída por causa de o Mg hipoteticamente abrir um negócio de estupefacientes — note a raiz da palavra — não é resolvido por ele ser castidado *após* ter destruído a vida de outros.

    É porque a droga estraga vidas que a proibimos. É por o álcool incapacitar uma pessoa para a condução em segurança que proibimos que alguém conduza embriagado. As vítimas raramente se cingem ao etilizado. Em boa verdade, a pessoa que ele atropelar sofre fisicamente apenas por estar na hora errada, no lugar errado, e por um idiota ter decidido beber e guiar, julgando ter competência para o fazer.

    É óbvio que não se pode levar esta regra ao extremo. Um escarralhado é claramente imbecil e pode fazer tantas ou mais vítimas quando conduz a economia do que todos os ébrios na estrada ou todos os drogados do Mundo. Mas mesmo assim, ainda não criminalizamos a imbecilidade e a Catarina Martins agradece e faz bom uso dessa omissão de lei.

    Não se esqueça que a lei não deve regular o indivíduo, mas as relações entre eles. É por isso que a homossexualidade é um crime privado, em que o Estado não se deve meter, e a violação é um crime, pois existe uma vítima inocente e real. Acreditar em Deus é entre o homem e Deus. A lei não se deve meter, logo não deve existir qualquer religião de Estado ou crime de blasfémia. O assassinato pressupõe uma vítima, normalmente inocente.

    Não é necessário eu citar grandes estudos para que o BZ perceba que a droga pesada destrói uma vida e é uma porta de entrada para a incapacidade do indivíduo e para o crime. As consequências transcendem o indivíduo. São também vítimas as pessoas que ele furta ou rouba, as pessoas que lhe pagam os tratamentos — quando não são os contribuintes — e as pessoas que não disfrutarão da sua produtividade no trabalho (torna-se um peso para a sua própria família em vez de um colaborador).

    Por estas razões, sou socialmente conservador, embora um libertário na esfera económica. A lei existe para regular as relações entre indivíduos, quando essas relações não são consensuais e razoáveis. Não ter leis contra a droga é falhar para com quem não se droga e é roubado.

    Se o MG, no seu hipotético quiosque de droga, oferecesse a um dos meus filhos, a mulher dele poderia contar permanentemente com menos um lugar à mesa. Tenho a certeza de que o MG não tomará isto a mal, visto que se trata de estender a sua argumentação, que foi bastante pertinente.

  13. mg

    “mg, teria a liberdade para abrir a barraca e a responsabilidade de responder pelas consequências do seu produto.”

    Hei hei hei, como assim responder pelas consequências do meu produto. Eu colocaria um sinal bem grande na barraca com todas a informações dos possiveis efeitos, como um qualquer boletim médico de uma caixa de aspirinas, e avisos como nos máços de tabaco. E com fotos bem apetitosas dos chupas e rebuçados, como vemos nos mcdonalds e outros serviços de venda de produtos de alto colesterol e sal.
    Portanto a troca comercial seria estritamente voluntária de ambas as partes e informada. Há e devo dizer que sinto uma certa opressão também ao que a roupa em faz ao corpo. E vejo isso do Estado me exigir andar vestido no meio da rua uma subjugação. Por isso o negócio da minha startup seria para ser feito em pelota, e já agora como uma gajas ukranianas em linjerie e latex sadomaso de salto alto para atrair mais a clientela juvenil. Tudo dentro do livre voluntarismo .
    Portanto, não sei o que quer dizer com: “responder pelas consequências do meu produto”. Responder a quem ao Estado ? Ou de algum pai irritado por não conseguir controlar o seu filho e querer subjugá-lo sobre o que ele pode ou não meter no seu corpo, hum ?
    Olhe, e então o principio sagrado da não agressão o PNA, não é para cumprir nesse novo ambiente de Liberdade ? É que se alguém me quiser agredir eu terei o direito de me defender a mim e ao meu negócio. E por isso terei comigo proteção acordada com elementos da mafia com ak47 para garantirem-me a estrita legitima defesa.

  14. Proca Indirecta

    A grande incognita é , por enquanto , saber se o meltdown da Dilma e da Globo vai ser ainda melhor do que o da Hillária e da CNN em 2016 …

  15. Para mim há muito tempo, há três meses, que é clara a vitória de Bolsonaro. Nas últimas semanas confirmou-se a ideia. Só falta saber se haverá segundo turno. Tudo indica que Bolsonaro ganha amanhã por maioria absoluta. É uma personagem detestável, mas não menos detestável do que Ciro ou Lula, são igualmente boçais, primários, com a diferença que Lua é analfabeto, Bolso um militar ignorante e Ciro um jurista calejado por muitas décadas de política à brasileira. Porque vai ganhar Bolsonaro? Porque apesar da sua idiossincrasia tem razão na maiorai das ideias que defende. Só por isso ganha com maioria já na primiera volta? Não, esse mérito tem que ser creditado à campanha mais estúpida que já vi fazer, a campanha do #elenao. É preciso ser muito burro para pôr todo o mundo, todos os liliputianos contra Bolsonaro, como se ele fosse um gigante. A esquerda tem ideias maradas, mas a esquerda brasileira vive tão desligada da realidade que inventou com a preciosa ajuda do feminismo e lgbetismo a campanha mais absurda que se podia imaginar: não discutir políticas, discutir a maneira de ser de um candidato que em boçalidade é igualzinho aos outros. Parabéns aos totós do psol e do pt. Que cambada. Ao nível do pior do nosso bloque.

  16. E sim, muitas das frases que atribuem a Bolsonaro estão mesmo manipuladas ou descontextualizadas. É só ver no youtube. O caso mais flagrante é o da troca de mimos com a Maria do Rosário. Ele defendeu um estuprador e assassino e chamou estuprador a Bolsonaro. Este chamou-lhe vagabunda e disse-lhe que não merecia ser estuprada. Na propaganda da esquerda brasileira e de todos os nossos jornais só se vê a reacção do bolso, a vergonha actuação da Maria do Rosário nunca é referida. Isto faz mossa. Como faz mossa o péssimo governo do pt.

  17. MG,depois, os meninos e meninas que consumiam chupa-chupas de cocaina entravam em paranóia e vc (ou alguém) chamava o 112 para serem assistidos no SNS…
    Pagávamos todos, belo negócio, o seu negócio…

    Liberalismo: gato escondido com rabo de fora!

  18. André Miguel

    “O direito de alguém fazer o que quer tem de acabar no que irrazoavelmente prejudica a vida de outrem.”

    Se uma pessoa quiser fumar ou injectar seja o que for, no recanto da sua casa sem incomodar alguem, que direito tem o Francisco de interferir nessa escolha?

  19. mg

    André Miguel, esse direito à escolha de se injetar também inclui, o direito a injeção de pentobarbital, ou ai já não convém, porque estraga o negócio do continuo vício toxicodependente, e significa ceder território aos progressistas, com alusões a potenciais consequências, e de custos aos contribuintes, hum ?

  20. mg

    O André não sabe que as drogas têm efeitos alucinogénicos e cognitivos, que uma vez tomadas a garantia de que quem as toma vai ficar “no recanto da sua casa sem incomodar alguem” é praticamente nula ?

    É isto que o André quer que as pessoas e os seus filhos tenham o direito a injectar nos seus corpos, para lhes garantir a o direito a serem “LIVRES” ?

  21. Ó MG, já vi bêbados com comportamentos semelhantes.
    Quer proibir o álcool? Da ultima vez que o fizeram a coisa correu muito mal.

  22. mg

    Eu já disse lá em cima que estou ansioso por abrir o meu negócio de chupas e rebuçados de arco-iris alucinogénicos ao pé das escolas dos vossos filhos. Tenho a certeza quando o EMS vier ajustar contas comigo, eu terei todo o prazer de lhe devolver de volta a sua pergunta patética.

  23. André Miguel,

    «Se uma pessoa quiser fumar ou injectar seja o que for, no recanto da sua casa sem incomodar alguem, que direito tem o Francisco de interferir nessa escolha?»

    Tenho, se for esperado e historicamente correlacionado o consumo dessas substâncias a dependência económica e crime.

    As vítimas não se vingam. Evitam-se.

    Drogas leves não são tão correlacionadas com essas maleitas que devam ser proibidas, na minha opinião. Já drogas pesadas nas veias de um qualquer idiota podem tornar-se inadvertidamente problema meu ou seu. E normalmente tornam-se. Não é difícil relacionar os locais supermercado de droga com as zonas de crime contra pessoas, já que normalmente coincidem.

    Como disse atrás, a minha liberdade de esbracejar acaba a alguns milímetros do seu nariz.

  24. EMS,

    Por que razão é que se proíbe que uma pessoa alcoolizada ande na estrada? Porque é que aparecer alcoolizado no trabalho é razão para despedimento por justa causa?

    Eu não bebo. Sou completamente abstémio. Mas não creio que haja uma correlação entre tavernas e zonas de alto crime ou alguma overdose de uvas podres a matar à fartazana.

  25. Colaço, porque isso estraga completamente o desempenho. E no caso da condução pode aleijar alguem.
    Também não é nada sensato um atleta profissional embocar um cozido á portuguesa antes de uma prova . Que eu saiba o cozido não é ilegal nem sequer socialmente reprovavel.
    Quanto a isso de não haver correlação entre consumo de alcool e criminalidade não era essa a opinião que há coisa de 100 anos tinham os defensores da lei seca.

  26. MG, abra á vontade a tal loja de chupa-chupas ao lado da universidade dos nossos filhos.
    São crescidinhos, até já podem votar. Têm obrigação de saber tomar as suas decisões e de saber lidar com as consequências.

  27. EMS,

    «E no caso da condução pode aleijar alguem.»

    Muito bem. E a droga não aleija ninguém, para além do próprio? Nem o jogo? O crime não se aumenta em zonas de droga ou de jogo?

    Se o EMS acha que tem liberdade absoluta de esbracejar, incluindo no espaço do meu nariz, não tenho eu liberdade para emitir uma previdência cautelar que impeça o EMS de partir a cana do dito e muito meu nariz? Ou de emitir uma lei que obrigue a que o Esbracejador Implacável se aplaque e não esbraceje?

    A alternativa é cortar os braços ao EMS para resolver o problema pela raiz. Mas aí estaríamos na lei da selva e não num estado de direito.

  28. “Não é difícil relacionar os locais supermercado de droga com as zonas de crime contra pessoas, já que normalmente coincidem.”

    Porque são proibidas não é? E qual seria o preço de gramas de um produto caso não fosse proibido?
    Quantos assaltos e violência contra pessoas e bens deixariam de existir?
    Quanto milhares de milhões deixariam de fundar negócios do crime?

    Claro que se deixarem de ser existem outros problemas.

  29. Quanto ao cozido à portuguesa, nunca vi um estudo em que se correlacione a ingestão por atletas de cozidos à portuguesa com o crime contra pessoas e a violência organizada.

    Quando muito, o dano interpessoal restringe-se a algumas emissões de CH4. Fedido, não f*dido.

  30. Lucklucky,

    A Holanda, onde a droga leve é legal e vende-se em lojas. E no entanto:

    https://www.government.nl/topics/drugs/drug-related-crime-and-nuisance

    Nuisance associated with coffee shops

    There is more crime and nuisance in the vicinity of coffee shops than elsewhere. For this reason, stricter rules for the sale of cannabis in coffee shops have been introduced. A coffee shop is an establishment where cannabis may be sold, but no alcoholic drinks may be sold or consumed.

    Como disse, a liberdade deve ser maximizada. Não pode ser absoluta para um indivíduo. A sua liberdade de esbracejar, se absoluta, conduzir-me-á a invocar a liberdade de aplicar golpes de Karate desvairadamente — e olhe que até tenho um cinto.

    A liberdade tem de ser ponderada, de modo a que a liberdade pessoal seja máxima para cada pessoa. Isto não é de modo algum um apelo colectivista ou fascista, mas a admissão de que o direito de propriedade — que começa com a própria vida e a integridade física — é máximo.

    O direito de um idiota qualquer consumir drogas choca ou muito provavelmente chocará com o meu direito de andar seguro na rua.

    Por acaso sei do que falo. Fui um dia, há vinte e tal anos, assaltado por quem consumia drogas. Sem polícia por perto, invoquei a minha liberdade de lhe dar um golpe de Karate — mais para o pugilato, se bem me lembro. Se o homem não consumisse drogas, eu não teria de o ter esmurrado em legítima defesa. Outros não teriam essa hipótese e seriam vítimas reais.

    E isto não pode ser.

  31. mg

    Na universidade EMS ? Não , vou meter é logo à porta da escola básica dos teus filhos, pra que eles fiquem logo agarrados desde novinhos.

    “You’re all a bunch of socialists”… Postado por alguém que de todos os do sitios do planeta onde foi procurar refugio do socialismo, foi logo prá na terra da roda dentada e do martelo. E falam vocês ancaps, do Ipad da Raquel Varela…

  32. Francisco, nos locais onde se vende drogas leves é onde quem vende drogas pesadas ilegais também vai pois é aí que está boa parte do mercado.
    E estamos a falar de locais de gente jovem.
    Jovens como bem sabe fazem a maior parte da violência.
    Você quer fechar bares, cafés e discotecas? pois é aí que existem boa parte de problemas de violência. Depois poderíamos ir às escolas. Eu estive numa escola onde droga era transaccionada todos os dias, inclusive pesada aparecia por vezes. E tive uma quantidade de amigo/as agarrados.

    Não demonstrou se drogas leves fossem proibidas não existisse ainda mais violência na Holanda. E isso incluí assaltos a casas e pessoas, não só nos locais.

    Sem esquecer crime organizado que com os lucros da droga devido à proibição se espalha e contamina boa parte da sociedade dando poder a quem faz violência pois os lucros podem ser enormes.

  33. mg

    Eu só queria saber por parte daqui dos libertários ancaps é se tenho a vossa aprovação enquanto pais para vender chupas de Metanfetamina aos vossos filhos pequenos numa troca de oferta e procura voluntária ? E não vale chamar para aqui a questão da maioria de idade, nem da intervenção da policia, porque isso é tudo deliberações e intervenção do Estado subjugador. E volto a recordar é aos vossos, não aos filhos dos outros.

  34. André Miguel

    “é se tenho a vossa aprovação enquanto pais para vender chupas de Metanfetamina aos vossos filhos pequenos numa troca de oferta e procura voluntária ?”

    Claro que sim. Há anos que se vende álcool perto de escolas e não veio mal nenhum ao mundo por isso.

    Liberdade rima com responsabilidade, pois como já diziam os mais velhos: quem não tem dinheiro, não deve ter vícios.

  35. Lucklucky,

    Pelo que escreveu depreendo que só pode ser pela proibição das drogas pesadas. Somos dois. E pelos mesmos motivos.

    A sua liberdade de matar acaba no meu direito de viver. As minhas escolhas acabam no seu direito de viver com segurança.

  36. Ricardo

    O comunismo e a defesa de bandeirinhas eleitorais é de facto algo difícil de tirar de mentes que só sabem seguir aquilo que o líder supremo determina.
    Sem qualquer correlação com o tema supra, o luckylucky (será que queria dizer luckyluke- just a thought out loud) teve amigos agarrados. E onde estão esses amigos agarrados hoje, quer partilhar? Atenção! Não vale mentir. Talvez seja mesmo luckylucky de não ter sido um dos agarrados e por isso está aqui a dizer… Perdão, a partilhar o seu ponto de vista. (Desta vez fica só no pensamento)


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  37. Ricardo

    EMS, pelo seu comentário, suspeito que não tenha ainda passado pela experiência da parentalidade… ou no mínimo será um pai irresponsável indigno de ostentar esse título

  38. Ricardo

    Com relação a essa ideia peregrina de dizer não à direita e à esquerda e a todos, no fundo é apelar à anarquia. Liberdade desse estado opressor que faz leis para nos formatar dentro de certos limites…
    Ok, isso já existe! Chama-se lei da selva. Os animais vivem muito felizes nesse sistema.
    Aliás, em muitas espécies o macho forma um harem de fêmeas. São também por norma muito territoriais.
    Vamos lá então aplicar a anarquia à sociedade humana: se a sua mulher for gira, eu posso matá-lo a si e aos seus filhos (há muitos animais que fazem isso), e fico com a sua fêmea… viva a anarquia! Livres do estado opressor que faz leis para nos formatar dentro de certos limites!
    Ah e se a mulher não quiser? Ora, muito simples. Se ela levantar cabelo, leva uma lamparina para se meter no seu lugar! Afinal estamos livres deste estado opressor que faz leis para nos formatar; que faz leis para proteger os mais frágeis; este estado que faz leis que me proíbem de procriar com toda e qualquer fêmea que me apareça pelo caminho quer ela queira quer não. Livres do estado opressor! Viva a anarquia!
    … Não conseguem compreender aquilo que já foi dito aqui, a liberdade não pode ser absoluta. O Estado pode e deve regular as relações entre as pessoas. Pode e deve estabelecer os limites do que é aceitável.
    Definir o que pode ser tolerado e o que não pode.

    Ah e tolerância não é aquilo que os movimentos esquerdistas têm feito muitos crer. Se eu digo que sou contra a adopção de crianças por homossexuais, vêm logo uns iluminados com acusações de intolerância.
    Ora, usando um exemplo concreto e inequívoco, se um benfiquista chegar aqui e disser “o Benfica é o maior”, preciso ser tolerante? Não! Porque sou concordante. Agora se alguém diz “o Porto/Sporting/outro é o maior”, aí sim, tenho que ser tolerante, porque não concordo e não vou concordar, mas não vou deixar de falar com o sujeito por causa disso.
    Ou seja, a discórdia é um elemento fundamental para que seja necessário haver tolerância.

    Ha, porém coisas que são toleráveis e outras que não.
    Claramente, a ideia de abrir uma banca de venda de estupfacientes não é tolerável, por isso o Estado opressor deve legistar e, sim, oprimir quem não cumpra a legislação produzida.

  39. Ricardo,

    O Ricardo confunde anarquia com libertarianismo. O libertarianismo reconhece e evidencia os direitos de propriedade, dos quais os primevos são o direito à existência e o direito ao seu próprio corpo. O assassinato e a violação são portanto condenáveis para qualquer libertário; e assim, apenas a incompreensão derivada ou do desconhecimento ou da má fé pode justificar o que escreveu. Serei bonómico, e pensarei em desconhecimento, o que é compreensível dado o modo como os libertários são retratados pela escarralhada ignara.

    Sou conservador, não libertário. E se num conservador existe algo de libertário, o contrário já não é verdade. Um conservador, ainda mais um aquilino como eu, preocupa-se com a protecção de vítimas das ditas escolhas individuais de outrem. A droga estraga a vida do próprio — o que pode ser a sua própria escolha — e de outros, e muito mais sempre que raramente. Como estraga a vida de outros, inocentes no tocante ao assunto, tem de ser necessariamente reprimida. Um direito de propriedade que até os libertários reconhecem é o direito de se viver seguro e de se andar seguro na rua. A única crítica que lhes faço é que escolhas individuais que ponham em causa esse direito não podem ser permitidas.

    A insegurança numa zona criminal restringe severamente a liberdade individual. É, pois, um acto de maximizar liberdade individual combater a raiz dos problemas que levam a essas zonas.

    O direito de eu andar a exibir uma garrafa de litro e meio de nitroglicerina num dia de sol na rua colide com o de todas as pessoas que se encontrem num raio de trinta e cinco metros à minha volta.

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