Terminator goes full woke

“Get Woke, Go Broke”, diz o ditado na América.
Ou seja, quem vá pelo caminho completamente PC (politicamente correcto), sofrerá a repercussão financeira natural de quem afasta os fãs e atrai um público que, na verdade, não gera receitas.

Depois de “Ghostbusters” e do “Ocean’s 8” falharem, eis que é agora a vez da série “Terminator” tentar o sucesso financeiro com um cartaz apenas com mulheres. Insano. E para cereja no topo do bolo, 2 das 3 mulheres (as “brancas”) são apresentadas o mais assexuadas possível. E avózinhas, o que é estranho num filme de ação. Bem, mais um filme para não ver e para contribuir para a crise de Hollywood.

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11 thoughts on “Terminator goes full woke

  1. Quer dizer que as feministas e afins têm razão quando falam em privilégio masculino e coisas do tipo? Afinal, filmes cujos actores principais sejam todos homens não parecem ter problemas de bilheteira com isso.

  2. Por outro lado, seria interessante ver como a minha série policial favorita de quando tinha 7 anos se encaixa nessa teoria (é verdade que as protagonistas não eram avozinhas nem assexuadas, mas também não o são as “Oito da Oceano”)

  3. Miguel Madeira,

    «Quer dizer que as feministas e afins têm razão quando falam em privilégio masculino e coisas do tipo? Afinal, filmes cujos actores principais sejam todos homens não parecem ter problemas de bilheteira com isso.»

    Para poder fazer um argumento válido e aceitável para as modernaças do costume, tem de adicionar na suas frases aleatoriamente as palavras homofobia, misoginia, heteropatriarcado e normatividade.

  4. André Miguel

    Não Miguel, pois se no mundo real não vemos mulheres na indústria petrolífera ou mineira, porque diabo, mesmo sendo ficção, as veremos a combater terminators ou fantasmas?
    Mesmo qualquer ficção convém ter algo de coerência.

  5. O problema é os filmes serem maus. Nem as mulheres os foram ver. Não adianta tentar impôr propaganda como entretenimento, nem com mestria – Birth Of A Nation e o KKK, ou Triumph Of The Will e o nazismo.
    Querem um bom filme só com mulheres? Vejam o Annihilation. É deste ano, é extremamente original, está superiormente dirigido e interpretado. Se poucos o viram foi porque a Paramount ficou tão baralhada que o entregou directamente à Netflix quase sem passar pelos cinemas.

  6. Anonimus

    Ha bons filmes (teoricamente protagonizados por homens) só com mulheres. The Descent é 5*. Ripley é heroína, tal como a Lara Croft. Mas essas são personagens pensadas à partida. Estes remakes são apenas feitos para agradar a X, tal como sitcoms baseadas num modelo, mas com personagens de certa etnia.

  7. Miguel Madeira,
    Na minha opinião essa conversa do patriarcado é estúpida e infundada.

    Agora, convém ter em consideração as audiências:
    – A Cosmopolitan tem de ter artigos e um estilo que agrade às mulheres
    – Revistas como Visão e Sábado devem ter em consideração os 2 públicos
    – A Playboy tem de ter um estilo que agrade aos homens

    No cinema as mesmas regras se aplicam:
    – Comédias românticas devem ter mais atenção ao público feminino
    – Acção e aventura devem ter mais em atenção o público masculino

    Assim sendo, será um perversão:
    – Comédias românticas com música metaleira e explosões e tiros non-stop
    – Acção e aventura doces, sem heróis e com avózinhas em papeis principais
    Filmes com estas “violações” básicas serão sempre excentricidades de nicho.

    Terminator de gajas é como uma comédia romântica com Stalone e Jean-Claude Van Damme. Contudo, neste mundo moderno, o 2º é impensável por ser misógino, o 1º é elogiado e forçado. O que é um erro.

    Custa-me ter de explicar algo tão natural, que esperava que percebesse sem eu ter de explicar.

  8. O Terminator inicial era 50% de gajas (entre os heróis) e ninguém reclamou (e alguém se lembra quem era o homem que fazia de herói? Eu não – lembro-me da mulher que fazia de heroina e do homem que fazia de vilão), E, passando por exemplo para a família Ocean, nem estou certo que o público masculino prefira mesmo ver o George Clooney a representar do que a Sandra Bullock.

    E, voltando aos meus 7 anos, não me parece que alguém se tenha importado com a Jaclyn Smith, a Kate Jackson e a Farrah Fawcett a fazer de “action women”.

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