Portugal Na Elite Mundial Das Constituições

Portugal pode ser um país atrasado em muita coisa, mas regogizemo-nos com  a nossa constituição que se encontra na linha da frente a nível mundial!

Existem hoje no mundo apenas oito (sim – 8!) países com referências ao socialismo na sua constituição como se pode observar na tabela abaixo retirada daqui.

Muito nos honra a companhia destes países altamente desenvolvidos e prósperos: a Guiana, o Sri Lanka, o Nepal, a Coreia Noirte, o Bangladesh, a Índia e a Tanzânia.

Regogizemo-nos mais ainda por tudo indicar que Cuba irá substituir o comunismo pelo socialismo na sua constituição (fonte) o que irá contribuir ainda mais para o elitismo mundial da nossa constiutição.

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9 thoughts on “Portugal Na Elite Mundial Das Constituições

  1. Francisco João

    Bela posta de pescada, caro João Cortez. Infelizmente trata-se de uma posta já velha, pois chega com cerca de 30 anos de atraso.

    Na versão original de 1976, o texto da CRP incluía onze vezes os termos “socialismo” ou “socialista”. Com a primeira revisão constitucional, de 1982, as ocorrências desses termos reduziram-se a duas e, desde a segunda revisão, de 1989, a CRP contém apenas uma: a referência à “decisão do povo português (…) de abrir caminho para uma sociedade socialista”, no preâmbulo. Ora, o preâmbulo mantém-se inalterado desde a publicação original de 76, período em que efetivamente havia uma orientação socialista na constituição, conforme atestam as outras dez ocorrências do termo e uma leitura dessa versão da CRP permite confirmar. Podemos andar aqui a discutir porque é que, revisão após revisão, se optou por manter o preâmbulo inalterado, se está bem ou se está mal, mas na prática essa discussão é perfeitamente inútil. Não me parece que alguém dispute que a força do preâmbulo é nula e que não tem qualquer impacto real. O que conta na CRP é todo o articulado que se segue e esse, como se viu, para desgosto de uns e deleite de outros, desde há quase três décadas que não tem qualquer referência a socialismo.

    De resto, convém salientar que toda esta discussão é bastante ridícula. Não cabe na cabeça de ninguém com juízo andar a abanar o espantalho do vocabulário da constituição para tentar demonstrar a sua suposta orientação terrivelmente socialista, como me parece que era a sua intenção velada e que é uma das conhecidas diatribes recorrentes aqui do insurgente.

    Por fim, se vai usar palavras que não domina bem, sugiro que confirme se existem antes de publicar. É que o verbo que queria empregar é “regozijar-se”, e não “regogizar-se”. A repetição do erro faz-me suspeitar que não se tratou de mera falha tipográfica…

    Passe bem e para a próxima escolha um tema mais pertinente para escrever.

  2. André Miguel

    Nem sairemos dessa lista tão depressa enquanto os nativos pensarem que o dinheiro nasce nas árvores ou que os direitos são “adquiridos” e não conquistados. Das elites à plebe o país é socialista até ao tutano, sobram algumas ilhas de resistência, mas temo que preguemos aos peixes…

  3. Em compensação países mais socialistas que Portugal, com estado social muito mais forte, não têm a palavra socialista na constituição – como os países nórdicos.

  4. @Ork: ter um estado social forte são é sinónimo de socialismo! Reduzida interferência do estado na economia, e livre iniciativa privada (como acontece nos países nórdicos) é precisamente o OPOSTO de socialismo!

  5. A. R

    Se há países com pouca interferência do estado são precisamente os países nórdicos.

    A Suécia (depois de falido o modelo de Olof Palm) é um dos mais radicais neste aspecto: o número de verdadeiros funcionários públicos, em relação ao modelo português, é muitíssimo reduzido.

    Mas a ignorância e os sofismas pegam como as carraças: só caem quase mortas.

  6. Caro c3

    Conforme o próprio nome indica, o estado social é uma criação e o principal objectivo do socialismo democrático.

    A iniciativa privada o socialismo democrático sempre a aceitou.

    Quanto a intervenção do estado na economia, a própria existência de um estado social muito mais forte nos países nórdicos é a prova de que o estado intervém muito mais, garantindo um nível de redistribuição muito superior ao de países mais influenciados pelo liberalismo, como Portugal.

    Nos países nórdicos encontra mais funcionários públicos e empresas estatais que em Portugal.

  7. Pingback: Portugal Na Elite Mundial Das Constituições (2) – O Insurgente

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