Aberração paritária (2)

No seguimento de
Aberração paritária
O sexo e as quotas

Agora que a Geringonça se prepara para mergulhar o país de cabeça na fossa séptica dos identity politics (“Parlamento quer medidas de acção afirmativa para afrodescendentes), será de esperar que tal abordagem política seja liberalmente reproduzida.

Estas novas causas progressistas, que dividem para reinar, são sim boas para criar circo quando falta pão. A promoção é praticamente gratuita. Basta convencer um punhado de óbvi@s representantes das “minorias” oprimidas que existem sinistras conspirações tácitas – e nebulosas barreiras sistémicas – ao seu progresso social, económico, ou mesmo humano. E logo se criam pequenas milícias de Che Guevaras de gente muito “resolvida”, resolvida a marchar pela revolução social.

Obviamente não há nada de razoável, correcto, sensato, moral ou justo em querer que o Estado imponha discriminações positivas para este ou aquele grupo, à laia de engenharia social de inspiração egalitária. Mas o marxismo cultural vive disso.

No que diz respeito às novas leis das quotas, é confrangedora a falta de princípios liberais dos nossos representantes, e de louvar quem, na política (not you Cristas), não se deixa levar em esganiçadas cantigas.

Agora que muito se fala de novos partidos liberais, e com pena minha que a Iniciativa Liberal pareça estar rendida ao politicamente correcto, é de louvar quem se atreve a dizer que a actual lei é uma aberração sob vários pontos de vista. O mais flagrante é impor uma discriminação positiva em detrimento do mérito profissional, levando ao extremo a condição de Estado paternalista.

Paternalista.

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9 thoughts on “Aberração paritária (2)

  1. Luís Lavoura

    Onde é que AA constata “que a Iniciativa Liberal parece estar rendida ao politicamente correcto”? Qual é o pronunciamento, comunicado, tomada de posição, etc da IL em que se baseia para dizer isso?

  2. JP-A

    A transformação do Lavoura em defensor liberal faz-me lembrar a origem da notícia da TVI sobre o Banif.

  3. JP-A

    Se somarmos a chico-esperteza de Costa (que tenta reproduzir a ilusão do ganho da remuneração com juros altos dos anos 70 enquanto a inflação a comia, distribuindo impostos e taxas como se o resultado fosse alterado e anunciando só a parte que lhe convém), à necessidade de arrebanhamento de potenciais-apoiantes (que têm necessariamente de ser recrutados entre tarados de esquerda e grupos frágeis de numerosos que se orientem por sinais primitivos), temos o retrato desta legislatura-aberração, liderada por um homem talvez ainda mais perigoso que sócrates.

  4. André Miguel

    JP-A, não é talvez, é mesmo mais perigoso. Sócrates mostrava ao que vinha, no seu modo irascível era sincero. Costa Segundo é um manhoso e hábil jogador de bastidores.

  5. lucklucky

    Mais um a prova que o Fascismo – corporativismo sexual é o – descende do Marxismo.

    E o Marxismo está mais uma vez a apostar no Fascismo.

  6. O lar onde a minha esposa foi directora técnica tinha 29 mulheres e um homem empregado — e este a tempo parcial.

    Quando é que vai ao Tortosendo, Covilhã, fazer um piquete de desagrado, Ork? [qualquer um deles]

  7. Caro Colaço.

    Vocês são os campeões da conversa de chácha.

    Então está bem. Vamos fingir as empregadas do seu lar, provavelmente quase todas encarregues de limpar arrastadeiras ou de cozinhar, equilibra a quase ausência de mulheres nos cargos directivos empresariais.

    Santa pachorra…

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