Da inutilidade

Segundo o SAPO24, «Informação de mais de 63 mil pessoas em Portugal pode ter sido usada pela Cambridge Analytica». Fica a dúvida: “Usada” como?

A notícia terá sido avançada pelo Expresso, que também afirma:

A [Cambridge Analytica] terá acedido, através da aplicação “thisisyousdigitallife”, a dados de utilizadores que foram usados ao serviço da campanha presidencial de Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas.

Apesar do voluntarismo e fascínio com as eleições americanas, os jornalistas portugueses, sejam do SAPO24, do Expresso ou do Público, tal como os portugueses em geral, incluindo os que usam o Facebook, não votam nelas.

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16 thoughts on “Da inutilidade

  1. “Pessoas em Portugal”

    Pode significar americanos a residir em Portugal, familiares residentes em Portugal de imigrantes portugueses na América ou outras formas de utilização indevida dos dados.

    Mas que esperar de liberais senão o desculpar de todos os abusos e até crimes empresariais ?

  2. Acho que se o KFC fosse apanhado a deitar polónio radioactivo nas pernas de galinha panadas, milhares de blogues como o insurgente saíam logo em defesa da “liberdade” empresarial de temperar o frango à vontade do patrão.

  3. Por outro lado, até pode ter sido uma inutilidade para as eleições americanas.

    A utilidade da notícia é o ABUSO de que também foram vítimas dezenas milhares de crédulos utilizadores portugueses.

  4. O Facebrocas vivia do ar, está-se mesmo a ver.

    Esta ainda subsiste nos termos de serviço de 2018:

    Relativamente a conteúdo abrangido por direitos de propriedade intelectual, como fotos e vídeos (conteúdo de PI), concedes-nos especificamente a seguinte autorização, sujeita às tuas definições de privacidade e de apps: concedes-nos uma licença mundial, não exclusiva, transmissível, passível de sublicenciamento e isenta de direitos de autor para utilizarmos qualquer conteúdo de PI que publiques no ou relacionado com o Facebook (Licença de PI). Esta Licença de PI termina quando eliminas o teu conteúdo de PI ou a tua conta, exceto se o conteúdo tiver sido partilhado com terceiros e estes não o tiverem eliminado.

    Paciência. Tudo o que puseram lá é deles. Fotos do gato ou em bikini.

    Agora leiam a cláusula 9 e chorem.

    Já lá não está a outra cláusula, que dizia que tudo podia ser partilhado com os anunciantes ou os clientes do Livro das Fuças.

    Não leram. Assinaram de cruz. Agora queixam-se?

  5. > 63 mil “americanos a residir em Portugal”

    Meh, mentalmente, mentalmente até são muitos mais. Então na imprensa é mato, conhecem melhor Los Angeles do que a Baixa da Banheira.

    Mas não me surpreenderia que houvesse largos milhares de pessoas com BI português e passaporte americano. Mais uns milhares de estudantes, diplomatas, militares, etc. a residir por cá …

  6. Não violaram. Quem tem conta no Facebook deu-lhes permissão para vender os dados.

    Não houve má fé por parte do Facebook, mas asinice blatante daqueles que assinaram de cruz. Indignem-se, indignem-se, mas da própria imbecilidade.

  7. A. R

    Quando o Obama usou as redes sociais para ser eleito era a campanha perfeita, o progresso, a estratégia, a inteligência, a excelência.

    Agora o mesmo mas agora é o fim do mundo.

  8. Não fui inquirido
    O face deve estar agora muito moralista.
    Em menos de 2 minutos censurou-me na hora um comentário politico, e uma imagem anterior de um mundo cu.

  9. Caro Colaço.

    “Em 2011, a Facebook comprometeu-se a solicitar o consentimento dos seus utilizadores antes de fazer determinadas alterações nas preferências de privacidade daqueles, como parte de um acordo com o Estado, que então a acusava de abusar dos consumidores, ao partilhar com terceiros informação não autorizada.

    Por este motivo, a suspeita de que a rede social pode ter facilitado esta informação à Cambridge Analytica pressuporia que a Facebook violou o acordo, do que poderia resultar uma multa diária de 40 mil dólares (33 mil euros) diários por cada violação, como informou neste dia a Bloomberg.”

    O Observador
    21/3/2018

    Os tribunais de vários países têm fortes indícios de que violou.

    O que se passa é que tratando-se de grandes empresários, os liberais até os deixavam violar a família toda.

    Foram formatados precisamente para isso.

  10. Luís Lavoura

    Independentemente da forma concreta como a informação possa (não) ter sido usada neste caso concreto, é preocupante que se tenha podido aceder a ela.
    Mesmo que a informação a que se acedeu possa neste caso não ter servido para nada, noutros casos poderia ter servido.

  11. Se não querem que as vossas mulheres sejam vistas nuas, que elas não figurem na Playboy.

    O Facebook não obriga ninguém a lá publicar. Quem o faz ou concorda com a devassa ou então vai-se embora. O Facebook vive da colheita de dados e da sua venda a outras empresas, pelo menos parcialmente.

    A indignação e rasgar de vestes não se justifica de.modo algum. Nem a intervenção das cu-missões de borrifação de dados, visto que se trata de cidadãos livres a negociar com uma plataforma voluntária. Problema deles. Os desgovernos não têm de andar a meter o bedelho — mas podem aconselhar os cidadãos, mostrando a consequência jurídica da decisão de permanecer no Livro das Fuças. Quem quer, escolhe.

    Sempre aprendi que até à escolha mando eu. E que a partir da escolha manda o que foi escolhido. Ninguém de deve coartar uma escolha livre.

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