O cisma de Centeno

“Somos todos Centeno? Não, não somos. Vem isto a propósito da tese do ministro das Finanças sobre a carga fiscal e o PIB como base da receita fiscal e contributiva.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o aumento da carga fiscal em Portugal.

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6 thoughts on “O cisma de Centeno

  1. Ricciardi

    Quando a carga fiscal sobe sem que as taxas de imposto tenham subido é bom sinal. É sinal que a economia está a crescer.
    .
    Esta performance na arrecadação fiscal é um bom prenúncio. Só com este tipo de desempenho sera possível baixar taxas de imposto.
    .
    Eu cá, nao fico nada, mas mesmo nada chateado, que a carga fiscal suba de o meu esforço fiscal for igual ou menor.
    .
    Porem, creio que a carga fiscal ainda deve subir mais um bocado a ver se assim se consegue descer mais as taxas sobre impostos diretos, irs e irc.
    .
    Para isso a base tributável deve ser alargada aqueles sectores que ainda não pagam impostos, a saber: o mercado paralelo (sub facturação)e o mercado negro ( jogo, prostituição, droga).
    .
    Rb

  2. JP-A

    Já vimos os membros deste governo a actuar nos fogos, nas comunicações do SIRESP, nos Kamov, na agricultura, na Raríssimas, no Montepio, nos despejos criminosos de poluição no Tejo, nas multas da floresta que eram e não eram e já estão em autos, no ISP que iria baixar logo a seguir, na dívida que antes era excessiva e absoluta e agora é relative ao PIB, nos apoios à “cultura”, nas cativações ocultas, nas taxas bancárias, nas declarações às comissões, e futuramente veremos o caso da saúde, quando os juros subirem e quando chover pouco e puderem subir o preço da água como tanto desejavam há dias, enquanto havia desculpa. Em 2019 o povo português fará aquela que porventura será a mais decisiva escolha de todos os tempos: escolher fazer definitivamente do país um sistema teatral às mãos destas personagens de circo venezuelano ou encarar como gente adulta a realidade do mundo e da encruzilhada tal como ela é.

  3. Gabriel Orfao Goncalves

    Ai Ricciardi, Ricciardi, Ricciardi…

    «Quando a carga fiscal sobe sem que as taxas de imposto tenham subido é bom sinal. É sinal que a economia está a crescer.»

    Não, não é. A economia está a crescer, é verdade, mas a primeira frase não “é sinal” da segunda. Mas haverá alguma área em que se confunda mais a correlação com a causalidade do que a pobre Economia? Quando a carga fiscal (não “receita fiscal”; carga fiscal, que é o ratio receita/PIB) sobe sem que as taxas de imposto tenham subido, de duas uma:
    – ou estamos perante uma mentira, e afinal as taxas de imposto subiram;
    – ou o Estado consegue apanhar quem antes fugia ao fisco.

    «Esta performance na arrecadação fiscal é um bom prenúncio. Só com este tipo de desempenho sera possível baixar taxas de imposto.»

    Só com elevada carga fiscal é possível… diminuir os impostos. Está boa, sim senhor.
    Por acaso não quereria dizer: «Só com este tipo de desempenho sera possível baixar os juros da dívida pública», não? Aí ainda o podia compreender…
    Quando o Passos Coelho (em quem nunca votei) dizia que era preciso impostos elevados agora para não os termos elevadíssimos no futuro dizia-se que a austeridade era insuportável.

    E não é prenúncio. Veja o gráfico em baixo. Uma grande carga fiscal já era timbre dos governos de direita. Mas nessa altura era um horror de austeridade. Agora é refresco…

    «Eu cá, nao fico nada, mas mesmo nada chateado, que a carga fiscal suba de [se?] o meu esforço fiscal for igual ou menor.»

    É só o Ricciardi. E mais 10 milhões de portugueses a querer o mesmo. Infelizmente é uma impossibilidade.

    «Porem, creio que a carga fiscal ainda deve subir mais um bocado a ver se assim se consegue descer mais as taxas sobre impostos diretos, irs e irc.
    Para isso a base tributável deve ser alargada aqueles sectores que ainda não pagam impostos, a saber: o mercado paralelo (sub facturação)e o mercado negro ( jogo, prostituição, droga).»

    Isso, isso, metam-se com o mundo do futebol, metam-se… (esta é mesmo só para rir, ok?)

    https://oinsurgente.org/2017/02/27/deve-ser-isto-o-virar-da-pagina-da-austeridade-3/

    Vejam o gráfico: continua tudo na mesma: uma elevadíssima carga fiscal sem grandes resultados à vista.
    COMO o Estado gasta o nosso dinheiro deveria ser uma preocupação pelo menos tão grande como a preocupação com QUANTO dinheiro o Estado nos leva.

  4. Ricciardi

    Gabriel Gabriel, eu compreendo que não compreenda mas, É simples de perceber. Se quiser, claro.
    .
    Se não veja bem. Se a base tributaria se alargar, por via por exemplo da redução do desemprego, temos mais gente a contribuir. Com impostos e com contribuições para a ss.
    .
    As taxas de imposto mantidas nos mesmos valores resulta obviamente num aumento da receita fiscal.

    O efeito multiplicador esta aqui bem presente. A um maior crescimento do pib, se for acompanhado por quedas do desemprego significativas resulta num crescimento da receita fiscal e contributiva maior proporcionalmente do que o crescimento do pib.
    .
    Esse aumentko da carga fiscal não se reflete nas pessoas individualmente consideadas mas sim no conjunto das pessoas. O que quer dizer que o esforço fiscal individual se mantem.
    .
    E sim, se a base tributaria for alargada para sectores que hoje não.pagam impostos temos o efeito semelhante.

    Em jeito de exmplo, Se os traficantes de droga passassem a pagar impostos vc e eu não.iríamos pagar mais impostos. Mas o estado itu arrecadar mais receita.
    .
    Ora, esse acréscimo de receita por via do alargamento da base tributaria deve ser canalizado para dois lados. O primeiro para redução do défice, divida portsnto. O segundo, para diminuição das taxas de impostos. Os directos de preferencia.
    .
    A outra via para reduzir taxas de impostos não deve ser aplicada neste momento. Porque é contraproducente neste momento. A outra via é redução da despesa, claro.
    .
    Reduzir despesa neste momento, princilpalmente com.salários e pensões, É igual a fazer decrescer o crescimento do pib imediatamente, numa altura em que o país precisa de mais uns 5 anos de crescimento regular.
    .
    Rb

  5. Gabriel Orfao Goncalves

    Estou com dificuldade em afixar comentários. De vez em quando o WordPress passa-se…

    Se quero compreender? Então não quero…

    Carlos Zorrinho também não se deu conta desta barbaridade:

    https://oinsurgente.org/2018/04/02/naosomostodoscenteno/#comment-344389

    Isto que Ricciardi escreveu:

    «O efeito multiplicador esta aqui bem presente. A um maior crescimento do pib, se for acompanhado por quedas do desemprego significativas resulta num crescimento da receita fiscal e contributiva maior proporcionalmente do que o crescimento do pib.
    .
    Esse aumentko da carga fiscal não se reflete nas pessoas individualmente consideadas mas sim no conjunto das pessoas. O que quer dizer que o esforço fiscal individual se mantem.»

    merece-me a seguinte resposta: tente ensaiar uma demonstração disso com números. À espera fico.

    Não vou alongar-me com mais porque já se discutiu o bastante sobre a matéria entre uns que percebem o que é a carga fiscal e outros que não. Aqui:

    so l.sa po.p t/artigo/606676/centeno-afasta-aumento-do-esforco-da-carga-fiscal-em-2017

    (retirem os três espaços existentes no link)

  6. Gabriel Orfao Goncalves

    (continuação e fim)

    No último link encontra, nos meus comentários, as razões pelas quais não estou preocupado com este ligeiríssimo aumento da carga fiscal (também há outros comentadores a ajudar, fazendo uma análise fina do problema: está lá quem tenha descoberto quais os impostos responsáveis pela maior carga fiscal), embora esteja muito preocupado com a MANUTENÇÃO desta elevada carga fiscal.

    Teremos o primeiro orçamento superavitário quando a carga fiscal for de 40%? Será? Nem PSD nem PS conseguiram, até agora, com elevadas cargas fiscais, fazer orçamentos superavitários. ’tá difícil… Tanta carga fiscal e o défice orçamental nos 3%? Vamos para o buraco outra vez…

    Sempre fui a favor de uma carga fiscal elevada para que os juros da dívida baixem o mais possível. Como a austeridade provoca, de modo praticamente necessário, desemprego, escrevi a Sócrates, a Álvaro Santos Pereira, a Passos Coelho, a carta que se encontra aqui:

    https://oinsurgente.org/2018/03/29/o-memorando-da-troika-e-o-tribunal-constitucional/

    Faça Control+F e pesquise por “Lisboa, 22 de Fevereiro de 2012” (sem aspas). Ou então leia o tópico todo, se achar por bem. Tem lá uns vídeos jeitosos.

    Aproveitem as trovoadas do fim-de-semana. Ao pé do terramoto que há-de vir não é nada.

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