A importância do discernimento face ao descalabro moral e humano

Uma das passagens da Exortação Apostólica Amoris laetitia, do Papa Francisco, citada pelo Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente na sua Nota para a receção do capítulo VIII da exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’, cuja leitura atenta e integral vivamente aconselho:

«Como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimónio, para não contradizer a sensibilidade atual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano; estaríamos a privar o mundo dos valores que podemos e devemos oferecer» (AL, 35).

Anúncios

8 thoughts on “A importância do discernimento face ao descalabro moral e humano

  1. Aónio Lourenço

    Concordando com a citação, sendo eu um homem casado de longa data, não posso deixar de achar asquerosa e abjecta a idolatria que os autores deste blogue, denotam pela Igreja, uma autêntica entidade para-estado, que até decreta a posição com que devemos ter relações sexuais. Isto vindo de “liberais” é uma abominável contradição político-filosófica!

  2. Começam os dedinhos para baixo.

    Que clubismo !

    Está bem pronto, caros liberais, sigam então os mandamentos da burocracia da igreja que regulam à risca e ao pormenor a nossa vida sexual.

    Mas então sejam coerentes e cumpram também as orientações da doutrina social da igreja.

    Ups,

    Isso já não interessa nada pois não ?

    Da igreja só vos interessam as partes úteis para criar robot, sem liberdade individual potencialmente mais obedientes aos fuherers das burocracias empresariais.

  3. Aónio Lourenço

    Portugal (o mundo civilizado?) é uma anedota político-filosófica nestas matérias. Temos a esquerda, tipo BE, altamente liberais nos costumes (aborto, prostituição, drogas, eutanásia, venha tudo, se for preciso até bestialidade), e todavia mais padres que os padres mais radicais, no domínio económico, onde o trabalhador já nem pode sequer decidir como quer receber o salário (se em 12 meses ou 14, porque a Igreja, perdão, o comitê central é quem decide).

    Depois temos os liberais-padrecos, tipo César das Neves, e toda aquela seita da Universidade Católica (“católica” à la tuga pois nunca leram Êxodo 22:25), que acham que uma entidade para-estado como a Igreja pode ditar com quem devemos dormir, em que posição sexual, o que devemos comer e quando, mas indignam-se profundamente se o estado aplicar uma qualquer taxa na gasolina, porque “lhes invade a liberdade”. Ademais demonstram um total desprezo por toda a literatura sociológica e cristã, de que a solidariedade dos estados modernos mais não é que a continuação da caridade cristã.

    Mas isto não é só em Portugal, então nos eua é uma aberração, os partidos são autênticos sacos ideológicos. Aqui na Holanda há partidos verdadeiramente liberais, nem esquerdalhada comunista, nem padrecos moralistas. Cada um segue a sua vida, caso queira na comunidade que quiser, e sem desrespeitar o outro. O único partido em Portugal que é neste ponto ideologicamente coerente é o PAN. Tem uma ideologia, gostemos ou não, e respeita-a. Vede por exemplo que recentemente o PAN votou com o CDS a criminalização do abandono de idosos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.