Grémio Literário: 26 de Janeiro, 19.30

Há séculos que andamos com a dívida às costas; uma dádiva para alguns, que para nós pesa um bocado.

Dia 26 de Janeiro, às 19.30, no Grémio Literário, Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos falam-nos dos efeitos avassaladores da dívida pública ao longo dos séculos, na economia, na política e, acima de tudo, na vida das pessoas.

A não perder.

[ilustração: Helder Ferreira]

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22 thoughts on “Grémio Literário: 26 de Janeiro, 19.30

  1. Caro Miguel.

    Informe-se primeiro sobre o assunto.

    Tanto pode ser uma forma de reforçar o estado social como de o destruir, substituindo todo o estado social por uma prestação que… se pode reduzir.

    O vosso querido Milton Friedman era a favor.

  2. André Miguel

    E desde quando um liberal tem de concordar com tudo de Milton Freidman ou qualquer outro autor liberal?!

    Ao contrário de vocês, marxistas, nós ainda pensamos pela própria cabeça.

  3. Mario Figueiredo

    Caro André, a razão porque o porco acima disse que o RMG poderia destruir o estado social não é a mesma que a nossa. Para nós, o RMG não passa de um vencimento mínimo para preguiçosos, meliantes e eternas donas de casa. Já para o porco acima o grande problema dele com o RMG (e o que Friedman defendia) é que elimina por completao as 1001 prestações sociais, ajudas de estado, organismos de apoio a isto e aquilo, despede funcionários públicos… e elimina também de uma vez por todas o salário mínimo nacional. Ou seja, de repente o porcos deixam de ter toda a infraestrutura de xuxaria que usam para conseguir votos nas urnas e justificar o seu “estado social”.

  4. Mario Figueiredo

    Por outras palavras, lá na quinta dos animais os porcos são todos pelo estado social que é este eterno mecanismo de fingir que se dá alguma coisa às pessoas (assim como quem celebra um aumento de 20 euros no salário como sendo o fim da austeridade). Qual é o marxista que alguma vez poderia sobreviver num país onde as pessoas vivessem bem? Isso os porcos nem querem ouvir falar.

  5. «O vosso querido Milton Friedman era a favor.»

    Pode-me citar? É que por acaso li o livro Liberdade para Escolher e falava em créditos fiscais, não em RSI ou RMG ou qualquer alarvidade siglada em três letras.

    Além disso talvez venha à colação ele ter dito que se trataria de uma solução temporária, para reabituar as pessoas a sustentar-se por si mesmas. Está no livro.

    Orc, clartamente o Orc é uma pessoa inteligente, escreve como uma pessoa inteligente, e por isso aconselho-lhe vivamente a consultar fontes primárias. Porque nem toda a gente que as cita é inteligente ou honesta.

  6. Caro francisco.

    Fontes primárias ?

    E se fosse o próprio Milton Friedman a dizer-lhe pessoalmente ?

    youtube
    Milton Friedman negative income tax

    Ele define claramente a coisa como um subsídio dado às pessoas e não um desconto nos impostos.

    Quanto a ser temporário.

    Desmantelar o sistema actual, montar o novo sistema, mais o período de adaptação… Tudo com o objetivo de criar novos hábitos, o que só se consegue no tempo longo.

    Acha que se faz isso tudo em meia dúzia de anos ?

    Estamos a falar de um temporário de décadas, provavelmente muitas.

    Entretanto, no mundo real, o que costuma acontecer nas soluções utópicas é que as estruturas intermédias montadas com vista a alcançar a utopia costumam eternizar-se visto que a utopia em si costuma mostrar-se irrealizável.

    Vimos isso com a construção do “homem novo” socialista e provavelmente era o que aconteceria com o “homem novo” neoliberal.

  7. Caro André.

    A melhor prova que vocês não pensam pela própria cabeça é continuaram a usar o gasto chavão de chamar marxista a toda a gente que critique a vossa visão extremista.

    Fizeram-vos completamente a cabeça.

  8. Caro Mário.

    O facto de você nem sequer conseguir perceber que não está a falar com um marxista mostra o vosso grau de alienação.

    Acredito que você seja sincero em achar que num país sem salário mínimo nem apoios sociais, nem sindicatos e onde os 1% mais ricos tivessem carta branca em tudo e lhes fosse concedido o poder para imporem todos os seus interesses em todos os assuntos sem qualquer tipo de limitação legal, social ou moral a maioria das pessoas vivesse muito bem.

    A vossa alienação chega mesmo a isso.

  9. «Acredito que você seja sincero em achar que num país sem salário mínimo nem apoios sociais, nem sindicatos e onde os 1% mais ricos tivessem carta branca em tudo e lhes fosse concedido o poder para imporem todos os seus interesses em todos os assuntos sem qualquer tipo de limitação legal, social ou moral a maioria das pessoas vivesse muito bem.»

    Isso é socialismo almeidasanteiro do tipo: Para os amigos tudo, para os inimigos nada. O resto que cumpra a lei..

    Capitalismo baseia-se no estado de direito. E no estado de direito, a lei é igual para todos — o ponto de partida. Não se mudam regras para beneficiar os ditos interesses. Isso é coisa muito frequente no PS, um bocadinho menos no PSD.

  10. O imposto negativo não é igual a um RSI. Tem a ver com uma coisa chamada constante de proporcionalidade.

    De qualquer forma, eu sou pelo levantamento em seis meses. As pessoas teriam seis meses para prescindir dos RSI — pensões de reforma são relações contratuais, logo justas, e o mesmo se pode arguir para o subsídio de desemprego.

    A SS (sigla intencional, porque não poderia prescindir dela, MESMO SE O QUISESSE), deixaria de gastar mil a dois mil milhões de euros anuais. É uma gota no défice estrutural, mas ainda assim mais vale uma gota a menos do que parecer todos os dias estar bem regado, como parece este desgoverno.

  11. Caro Orc,

    Se não é marxista, fala como um. E aquilo que anda como um pato e grasna como um pato não me convence que é um canário. 😉

    Repare que os males do dito liberalismo são sempre muito menores do que em qualquer outro sistema. Não me fale dos países nórdicos, porque eles podem falar por si: já ouviu falar da crise dos anos 90 na Escandinávia? Vai-se repetir, e bem pior do que no passado, já que as premissas de tal crise estão a ser reconstruídas.

  12. Caro Francisco.

    Eu digo que o Marx estava errado, que o comunismo não funciona, que matou mais gente que o fascismo e que não tenho nada contra a existência não só do sector privado como de milionários.

    O facto de vocês considerarem que isto é falar como um marxista é a prova da vossa total alienação.

    Vocês, tal como todas as seitas fundamentalistas vivem num mundo imaginário e não percebem nada da realidade – quem não for da vossa seita para vocês é tudo igual, porque não percebem nada do exterior do vosso pequeno mundinho.

  13. Caro Francisco.

    Isso é a vossa utopia.

    Na realidade o capitalismo sempre foi e sempre será essa bandalheira que você diz que é só a do PS.

    Até parece que o PS manda no mundo inteiro desde a criação do capitalismo…

  14. Orc,

    Eu já percebi que não é marxista. Mas se o alvo se apresenta… 😉

    Na verdade, os seus argumentos são da base da argumentação marxista. E conquanto o Orc seja um, digamos, socialista democrático (antítese em termos, mas concedo alguma coisa), o seu modelo de sociedade resvala sempre para o totalitarismo, passando pelas etapas do crony-capitalismo, do endividadismo, da pedincha ubíqua, do passa-culpas, das milícias populares e da fome generalizada.

  15. Caro Francisco.

    Sim, é melhor ignorar que existem meia dúzia de países nórdicos social-democratas e extremamente eficientes e que até as maiores potências ocidentais eram muito mais eficientes e unidas quando tinham grandes influências da social-democracia.

  16. «Even ‘naturally’ social-democratic Sweden has ‘matured’ into more of a normal capitalist country with austerity and privatisation.»

    In themarxist.org. Para não dizer que vem dos malditos liberais, vem a opinião do outro lado.

    Eu não disputo que o Estado deve defender certos indivíduos, incapazes de se sustentarem por si: crianças, idosos, deficientes físicos e mentais, doentes crónicos e pessoas temporariamente incapazes de se sustentarem. Até pode haver aí lugar a transferências financeiras. Outra coisa é sustentar quem tem corpo e capacidade para trabalhar e não se quer sujeitar a trabalhar. O RSI ou o RBU é a negação do princípio da autossuficiência.

    E a Suécia quase se lixou por isso: a Reuters, que até vai um bocadinho à canhota, escreveu isto: https://www.reuters.com/article/us-lloyd-politics-commentary/commentary-why-social-democrats-have-become-irrelevant-idUSKBN1DH27O

    Vale a pena meter os olhos em cima.

  17. Caro Francisco.

    É verdade que os países nórdicos também sofreram influências do neolioberalismo, mas no essencial mantiveram os seus estados social-democratas.

    Aliás, pelo nível da intervenção estatal e sindical na economia e na sociedade, esses estados até seriam considerados comunistas pelos radicais do neoliberalismo para quem até a UE actual é “socialista”.

    Só não o fazem porque são os estados mais eficientes do mundo o que invalida toda a ideologia liberal acerca da suposta “cientificidade” do liberalismo.

    Assim tentam encaixar à força os países nórdicos no paradigma neoliberal o que dá enorme vontade de rir.

    Países onde 30% das empresas cotadas pertencem maioritariamente ao estado, que têm sindicatos na direção das empresas, onde o estado comprou ações para transferir para os sindicatos para aumentar o seu poder negocial etc…

    Em qualquer país do mundo os liberais urrariam de horror ESTALINISMO.

    Mas não nos países nórdicos.

    Não convém.

    PS

    Na entrada da wiki sobre esses países, o autor da entrada, numa de rescrever a história até alterou a designação do sistema que todos conhecemos como socialismo nórdico para capitalismo nórdico !

    Liberalismo digno de Orwell ou estaline…

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