Trumpices

Quando um presidente condiciona e sonha proibir a edição de um livro, estamos perante o mais liberal (certificado) dos presidentes ou um destacado crítico literário?

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41 thoughts on “Trumpices

  1. Até parece que não conhecem os liberais.

    Regra geral a “liberdade” que apregoam é só a dos ricos oprimirem os pobres, todas as outras são fogo de vista.

    Pareto, Mises, apoiaram o fascismo.

    Hayek, Friedman apoiaram ditaduras direitistas, das mais sangrentas do mundo.

    Os “liberais” do partido republicano atiram-se contra os direitos civis e das minorias sexuais.

    Qual é a novidade desta notícia ?

    Zangam-se as comadres descobrem-se as verdades.

  2. Trump enviou a guarda nacional para fechar a editora e mandou prender o autor
    Imaginem as revelações bombásticas que este livro deve ter sobre o Putin
    Está tudo acabado para o Trump, isto é o principio do fim!
    #ImWithHer

  3. The author of the explosive new Trump book says he can’t be sure if parts of it are true: http://www.businessinsider.com/michael-wolff-note-says-he-doesnt-know-if-trump-book-is-all-true-2018-1

    “Michael Wolff, the author of “Fire and Fury: Inside the Trump White House,” included a note at the start which casts significant doubt on the reliability of the specifics contained in the rest of its pages.

    A number of his sources, he says, were definitely lying to him, while some offered accounts that flatly contradict those of others.

    But they were nonetheless included in the vivid account of the West Wing’s workings, in a process Wolff describes as “allowing the reader to judge” whether they are true.”

    HAHAHHAHAHHAHAHAHA mais uma vez o caro rui carmo caiu que nem um patinho

  4. isto é uma nota do autor no inicio do próprio livro:

    “Many of the accounts of what has happened in the Trump White House are in conflict with one another; many, in Trumpian fashion, are baldly untrue. These conflicts, and that looseness with the truth, if not with reality itself, are an elemental thread of the book.

    “Sometimes I have let the players offer their versions, in turn allowing the reader to judge them. In other instances I have, through a consistency in the accounts and through sources I have come to trust, settled on a version of events I believe to be true.”

  5. lucklucky

    Certamente que não, mas pena que o Rui Carmo não poste as que Trump faz e que são Liberais.

    “Hayek, Friedman apoiaram ditaduras direitistas, das mais sangrentas do mundo.”
    Quais são essas “mais sangrentas do mundo” que eles apoiaram?

  6. Caro LUCKLUCKY.

    Por exemplo, apoiaram as ditaduras de Videla e de Pinochet, que estão entre as mais sangrentas do século XX.

    Chegou ao ponto dos ministros de Pinochet serem conhecidos como os “chicago boys” por serem formados na escola de Chicago pelo próprio Friedman, que trabalhalhou ele próprio como conselheiro de Pinochet.

    Hayek esteve metido no processo e também visitou o Chile demonstrando o seu apoio à ditadura.

    Considerava a tomada pela força do poder e o terrorismo de estado que exercia massacres sobre a oposição como um processo necessário para alcançar o seu ideal de liberalismo.

    Hayek levou a lata ao ponto de dizer que havia mais liberdade sob a ditadura que nesse momento estava a torturar e assassinar milhares de pessoas do que sob o regime democrático precedente.

    Já Mises e Pareto tinham dito coisas semelhantes sobre o fascismo, tendo Pareto sido até senador no regime de Mussolini.

    Quando vocês falam em “liberdade” o que vocês querem sei eu…

  7. lucklucky

    “as ditaduras de Videla e de Pinochet, que estão entre as mais sangrentas do século XX.”

    Estão?

    URSS
    China Comunista
    Chang Kai Check – “nacionalistas” Chineses
    Vietname do Norte/Sul e Vietname
    Coreia do Norte
    Roménia
    RDA
    Hungria
    Checoslováquia
    Polónia
    Etiópia
    Angola (Rep. Popular)
    Moçambique (Rep.Popular)
    Libéria, etc.

    “Já Mises e Pareto tinham dito coisas semelhantes sobre o fascismo, tendo Pareto sido até senador no regime de Mussolini.”

    Disseram? Itália Monarquista-Fascista que era o país a seguir à URSS com mais empresas controladas pelo Estado?
    E só não foram todas porque existia a Monarquia a travar os delírios Socialistas do Fascismo..
    Tu ainda dizes coisas mais elogiosas sobre o Fascismo…

  8. lucklucky

    No que é que se assemelha e se diferencia o Chile de Pinochet e a URSS?

    Semelhanças entre Comunistas e Pinochet: violência sobre os opositores do regime, ataque à de liberdade de expressão e associação.

    Diferenças entre Comunistas e Pinochet : a URSS tem mais pretextos para fazer violência uma vez que a economia também estava toda controlada pelo regime.

  9. Caro LUCKLUCKY

    Curioso.

    Reparei que na sua lista “desapareceram” todas as dezenas de ditaduras de direita do Séc.XX.

    Onde estão os Papa doc, Baby doc, o Suartho, o Stroessner, a dinastia Somoza e tantos outros ?

    Só por aí se vê ao que vocês andam…

    E sim, claro que Pinochet e Videla estão entre os ditadores mais sangrentos do Séc. XX, por mais que os “liberais” como você os queiram encobrir.

    E não tenho culpa que o Mises e o Pareto tenham elogiado o fascismo, eles é que elogiaram, não fui eu.

    Aliás, se for a ver bem, tanto Hitler como Mussolini não nacionalizaram nada.

    Mantiveram um sector público, mas não nacionalizaram, antes pelo contrário, aplicaram um programa de privatizações bastante abrangente.

    Até os sectores mais delicados, como as fábricas das armas secretas ou as fábricas de extermínio nazis eram na maior parte operadas por empresas privadas que participaram alegremente nos objectivos de guerra e extermínio do Reich.

    Eram as grandes empresas privadas que produziam as armas secretas e operavam fábricas nos campos de extermínio.

    Era uma empresa privada que fornecia até o gás Ziklon B, para exterminar civis, quiçá com desconto pela quantidade, que devia ser grande…

    Os vossos queridos empresários não perderam nada com o fascismo, antes pelo contrário, enriqueceram com o fascismo.

  10. joaquim

    Pinochet- esteve 10 ou 12 anos como ditador do Chile, ao fim dos quais saiu pelo seu pé depois de ter feito um referendo à população. Deixou uma democracia pluripartidária e um país viável economicamente com uma economia mercado ao estilo ocidental. Em suma deixou um país democrático, livre e decente aos seus compatriotas. Nunca na vida haverá um ditador comunista que se possa orgulhar do mesmo. Abençoado Pinochet e abençoados chilenos que vivem hoje num país democrático e desenvolvido ao contrário dos cubanos, venezuelanos, norte coreanos e demais escumalha.
    .

  11. Bem, o Gorbachev fez exatamente a mesma coisa que o seu amado Pinochet.

    E embora me custe manchar tão romântica visão do seu querido ditador direitista, que assassinou 40 mil chilenos, prendeu e torturou centenas de milhar e roubou dezenas de milhões de dólares, devo acrescentar que tanto um como outro, como é óbvio, foram forçados a sair pelas circunstâncias.

    Aliás, a ternura com vocês falam de alguns dos mais sangrentos ditadores da história é mais que suficiente para provar o que eu digo.

    O que vocês “liberais” querem sei eu…

  12. lucklucky

    “Aliás, se for a ver bem, tanto Hitler como Mussolini não nacionalizaram nada.”

    Isto deve ser o resultado os programas culturais da RTP2

    Tente lá descobrir o que foi o IRI. em Itália

    Ou o que aconteceu à Junkers por exemplo.

    E depois descubra qual era a intenção do Fascismo assim que se viu livre do conservadorismo Monárquico: https://it.wikipedia.org/wiki/Socializzazione_dell'economia

    Sabe que assassinado com Mussolini foi também um amigo de Lenine?

  13. André Miguel

    O Ragnaroc (que nik do caneco!) é cómico não fosse perigoso. Agarra-se a dois ditadores, que juntos, não estiveram mais de 20 anos no poder, para destilar ódio aos liberais, enquanto a sua ideologia anda há um século a matar milhões. E ainda mistura fascismo com liberalismo e mais o diabo a quatro… Sem mais comentários.

  14. lucklucky

    Você fez uma afirmação que diz “das ditaduras mais sanguinárias” e eu contestei com exemplos e só escolhi de Esquerda – aliás também está o Chang-Kai-Check – e nem todas por exemplo não disse Cuba e Fidel Castro para demonstrar que não é infelizmente muito esforço para existirem Ditaduras muito mais sanguinárias que Pinochet.

    Até agora você não conseguiu defender a sua afirmação.

  15. A. R

    “E sim, claro que Pinochet e Videla estão entre os ditadores mais sangrentos do Séc. XX, por mais que os “liberais” como você os queiram encobrir. ”

    És pouco esperto: a “ditadura” de Pinochet é uma democracia de qualidade se comparada com a de Castro e Maduro/Chavez. As tais ditaduras que liga à Direita somadas foram bastante menos letais que a de Castro.

    Castro e Maduros deixam miséria e fome… tanta fome que morrem crianças por desnutrição: o caminho do Chile por Allende marioneta de Castro e URSS!

    Já a ditadura venezuelana, pela desleixo da lei e da ordem, já causou mais mortos por assassinatos que todas as mostes no Iraque.

    Vai estudar e abre os olhos: um pouco de cultura fazia-te bem.

  16. A. R

    Quanto a Pinochet eterna gratidão: evitou a miséria que a Venezuela atravessa. Evitou ainda um massacre com as armas que Allende já tinha distribuído pelas suas milícias. Allende foi esperto! Matou-se pois sabia os crimes que tinha cometido. Evitou um fim como o génio dos Cárpatos cuja polícia política liquidou 400 00 almas e quase matou de fome a população.

  17. Caro LUCKLUCKY.

    O IRI foi apenas uma tentativa de salvar empresas da falência, não foi uma nacionalização.

    O estado injectou dinheiro, não expropriou nada.

    Se em algumas situações ficou como sócio majoritário foi porque os privados estavam a falir e era a única forma de salvar a empresa. Mussolini foi obrigado a intervir.

    Aí o que falhou foi o liberalismo, que levou à crise de 29, que levou milhões de empresas à falência no mundo inteiro.

    Vocês faliram a economia mundial.

    Entretanto Mussolini baixou os impostos às empresas e iniciou um programa de privatizações em que privatizou tudo o que pôde, desde o sector dos seguros, telefonia, siderúrgicas etc.

    Quanto à Junkers, pelo amor de deus…

    Hugo Junkers era socialista e pacifista e chegou ao ponto de nomear um administrador comunista para a gerir a fábrica.

    Queria que os nazis fizessem o quê ?

    Como é óbvio o que se passou com a junkers foi a repressão de um inimigo político e não um programa económico.

    Os nazis prendiam e expropriavam esquerdistas e judeus.

    Mas no essencial o seu programa económico estava assente em privatizações. Até a maior parte dos bens expropriados aos seus inimigos políticos eram depois privatizados.

    O filme a lista de Schindler dá uma boa ideia de como as coisas funcionavam por cima ou baixo do pano. Essencialmente empresários privados substituíam outros empresários privados.

  18. lucklucky

    “O estado injectou dinheiro, não expropriou nada. ”

    Se o IRI foi para salvar porque ficou permanente?
    Quem controlava as empresas?
    O Estado ficou a controlar a maior parte da Industria de Armamento – da Ansaldo que vendeu navios à União Soviética incluíndo à NKVD; à Terni(ligada anteriormente à Vickers), energia electrica e telefones, a maior parte dos estaleiros, maiores Bancos.
    A única grande que escapou foi a Fiat, que sempre teve a protecção dos Saboias.

    “Entretanto Mussolini baixou os impostos às empresas e iniciou um programa de privatizações em que privatizou tudo o que pôde, desde o sector dos seguros, telefonia, siderúrgicas etc.”

    Privatizou tudo o que pode?! A lista dessas grandes e extensas privatizações?
    Em 1939 a Itália era o segundo país após a União Soviética a controlar a economia.

    “Os nazis prendiam e expropriavam esquerdistas e judeus. ”

    Nazis expropriavam quem se lhes opunha às suas ideias económicas/políticas.
    Tinham de trabalhar para o “povo” ou eram atacados.
    Thiessen foi outro.
    Ou seja a negação do Liberalismo.
    A regulação Nazi definia preços, produção, normas em vastos sectores muito mais que no tempo da Rep. de Weimar.
    Os empresários perderam grande parte da sua Liberdade.

    Por falar em Socialistas, quem estava à frente do IRI?
    https://it.wikipedia.org/wiki/Alberto_Beneduce

  19. André Miguel

    A Lista de Schindler como exemplo??!

    Loooool

    Oh pá… leia As Origens do Totalitarismo, de Arendt. Pode ser que aprenda alguma coisa.

  20. LUCKLUCKY

    – Não ficou permanente porque o fascismo entretanto perdeu a guerra e não sabemos o que iria fazer se a ganhasse.

    E havia uma razão para se ir mantendo a intervenção do estado, porque vocês liberais darem cabo da economia em 29 (como fizeram em 2007) e a economia mundial não recuperou até depois da II GM.

    A maior parte dos governos burgueses fizeram o mesmo, interviram ou foram mais longe, nacionalizando efectivamente muitas empresas que vocês levaram á falência. Mussolini apenas foi mais longe na quantidade de empresas intervencionadas, não na qualidade da intervenção, porque não expropriou nada.

    E conhecendo a política privatizadora do fascismo pré-crise só temos indicações que seria um arranjo temporário.

    O fascismo não expropriou nada, só injectou dinheiro nas empresas para as salvar da falência, porque vocês criaram uma crise mundial monstruosa que estava a levar toda a economia privada à falência.

    Era isso ou ter metade da população desempregada a morrer à fome nas ruas – graças a vocês.

    – O liberalismo também persegue os opositores, como vocês provam ao gabar assassinos de massas como o Pinochet.

    Hitler fez apenas isso. Thiessen opôs-se à guerra e foi perseguido tal como o vosso querido Pinochet perseguiu “quem se lhes opunha às suas ideias económicas/políticas”.

    Entretanto a política nazi normal era privatizar.

    Os empresários perderam campo de manobra em certas coisas, mas ganharam em outras.

    Por exemplo Hitler liquidou os comunistas, os sociais-democratas e os seus sindicatos.
    Proibiu a greve e instituiu o “Fuhererprinzip” nas empresas, em que o patrões e administradores eram considerados superiores “militares” em relação aos trabalhadores que lhes deviam obediência de tipo militar – o que deu ao patronato campo de manobra de sobra.

    Para além disso privatizou grande parte da economia que tinha sido nacionalizada por Weimar para evitar as falências em massa provocadas por vocês.

    Privatizou os caminhos de ferros, bancos como o Deutsch Bank, minas, rotas marítimas, estaleiros e siderurgias – assim como grande parte dos bens confiscados aos judeus e opositores políticos.

    E depois ainda arranjou contratos bilionários para o rearmamento – coisa que poderia ter feito com empresas estatais – mas preferiu enriquecer os privados.

    Aliás, por alguma razão a maior parte dos capitalistas alemães financiaram o nazismo.

    Até trabalho escravo e matérias roubadas aos países invadidos lhe proporcionou.

    Sujeitaram-se a regulação, o que aliás é postulado por certas correntes do liberalismo, como o ordoiberalimo, mas enriqueceram com o nazismo.

    Foi uma festa para os empresários.

    Isto é, até os “ineficientes” comunistas lhes darem na boca e os fazerem perder a guerra.

  21. Caro André Miguel.

    Em parte alguma da obra de Arendt vejo uma negação do apoio da maior parte dos grandes empresários ao nazi-fascismo.

    Thyssen e Junker foram excepções, não a regra.

    A regra empresarial era disputar contratos dos nazis para exploração de mão de obra escrava…

  22. LUCKLUCKY

    Você não contestou nada.

    O facto de ter havido outras ditaduras tanto ou mais sangrentas, não implica que as ditaduras de direita não estejam entre as mais sangrentas.

  23. Caro André Miguel.

    Essa sua teoria que uma ditadura não faz mal se for só por uns dez anos é muito gira.

    Então o Hitler esteve muito bem, porque também só lá esteve à volta de dez anos…

    E não sou EU que misturo liberalismo com ditaduras.

    O Pinochet aplicou o primeiro programa neoliberal do mundo numa das ditaduras mais sangrentas do mundo – apoiado e assessorado por Milton Friedman e Hayek, programa neoliberal que foi um modelo para Tatcher e Reagan.

    NESTE mesmo post tem vários dos seus kamaradas neoliberais a gabar Pinochet que consideram um grande herói.

    E depois tem a lata de dizer que sou EU que misturo liberalismo com ditadura ?

    Que falta de vergonha…

  24. joaquim

    Rui, não confundir processo judicial por difamação ou injúria, por um lado, com proibição de publicação de um livro.

  25. “In the 1930s, Nazi Germany transferred many companies and services from state ownership into the private sector, while other Western capitalist countries were moving in the opposite direction and strove for increased state ownership of industry.[104] In most cases, this was a return to the private sector of firms which had been taken into state ownership by the democratic government of the Weimar Republic as a result of the Great Depression.[105] The firms returned to private ownership by the Nazi government “belonged to a wide range of sectors: steel, mining, banking, local public utilities, shipyards, ship-lines, railways, etc.”[106] and in addition some public services began to be provided by semi-private entities that were connected to the Nazi Party rather than the German state”

  26. Caro LUCKLUCKY

    Aqui vai uma amostra das privatizações do nazismo que pediu.

    Para a Lista completa, porque faltam muitos serviços mas é muito longa para por tudo aqui, é melhor consultar o estudo que cito.

    http://www.ub.edu/graap/nazi.pdf

    Against the mainstream: Nazi privatization in 1930s Germany

    Selling public ownership.
    In an article published in the Der Deutsche Volkswirt in February 1934, Heinz Marschner proposed “The reprivatization of urban transportation, which after the period of inflation came under public control, especially in the hands of local governments.” (Marschner 1934, p. 587, author’s translation). This proposal was related to the Nazi government’s support for returning the ownership of urban transportation back to the private sector. Several months later, in an article discussing banking policy in Germany, Hans Baumgarten (1934, p. 1645) analyzed the conditions required for the reprivatization in the German banking sector. Discussion of privatization was increasingly common soon after the Nazi government took office early in 1933, and privatizations soon followed.
    Railways: In the 1930s The Deutsche Reichsbahn (German Railways) was the largest single public enterprise in the world (Macmahon and Dittmar 1939, p. 484), bringing together most of the railways services operating within Germany. The German Budget for fiscal year 1934/35, the last one published (Pollock, 1938, p. 121), established that Railway preference shares4 worth Reichsmark (Rm.) 224 million were to be sold.5

    Steel and mining: In 1932, the German government bought more than 120 million marks of shares in Gelsenkirchen Bergbau (Gelsenkirchen Mining Company), the strongest firm inside the Vereinigte Stahlwerke A.G. (United Steelworks).6 At that time, the United Steel Trust was the second largest joint-stock company in Germany (the largest was Farben Industrie A.G.). The state took over the shares at 364 percent of their market value (Wengenroth, 2000, p. 115). A range of reasons has been given for the nationalization: a) to have effective control over the United Steel Trust (The Economist, July 8, 1933, 117 (4689), p. 73), b) to socialize costs derived from the effects of the Great Depression (Neumann, 1944, p. 297): and c) to prevent foreign capital taking over the firm (Wengenroth, 2000, p. 115).
    Soon after the Nazi party came to power, United Steel was reorganized so that the government majority stake of 52 per cent was converted into a stake of less than 25 per cent, no longer sufficient in German law to give the government any privileges in company control.7 Fritz Thyssen, who held the leading position in the Trust, had been one of only two big industrialists to give support to the Nazi Party before it won political dominance (Barkai, 1990, p. 10). In 1936, the Government sold its block of shares, amounting to about Rm. 100 million, to the United Steel Association.8
    The company Vereinigte Oberschlesische Hüttenwerke AG had control of all metal production in the Upper Silesian coal and steel industry. The Seehandlung (Prussian state bank) owned 45 per cent of this firm. The remaining shares were owned by Castellengo-Abwehr, one of the major Upper Silesian coal mines. Castellengo’s capital was owned by Ballestrem. In mid 1937, the state’s Rm. 6.75 million of shares were sold to Castellengo.9
    Banking: Before the crash of 1929, publicly owned commercial banks accounted for at least 40 per cent of the total assets of all banks (Stolper 1940, p. 207), and one of the five big commercial banks, the Reichs-Kredit-Gesellschaft, was publicly owned. The state was involved

    in the reorganization of the sector after the bank crash in 1931 with an investment of about Rm. 500 million (Ellis, 1940, p. 22), and most of the big banks came under state control. Estimates made before the Banking Inquiry Committee in 1934 by Hjalmar Schacht, president of the Reichsbank and Minister of Economy, stated that around 70 per cent of all German corporate banks were controlled by the Reich (Sweezy, 1941, p. 31). Through the Reich or the Golddiskontbank, the government owned significant stakes in the largest banks:10 38.5 per cent of Deutsche Bank und Disconto-Gesellschaft (Deutsche Bank henceforth), 71 per cent of the Commerz– und Privatbank (Commerz-Bank henceforth) and 97 per cent of the capital of Dresdner-Bank. 11
    The Commerz-Bank was reprivatized through several share sales in 1936-37. These shares amounted to Rm. 57 million, and the largest single transaction was a sale of Rm. 22 million in October 1936.12 Deutsche Bank was reprivatized in several operations effectively implemented in 1935-37. The largest was the repurchase in March 1937 of shares still held by the Golddiskontbank. These shares amounted to Rm. 35 million and Deutsche Bank placed them among its clients. In total, the reprivatization of Deutsche Bank shares amounted to Rm. 50 million.13 Finally, the Dresdner Bank was also reprivatized in several shares sale in 1936-37. These shares amounted to Rm. 141 million, and the largest single sale was of Rm. 120 million in September 1937.14

    Ship building. In March 1936, a group of Bremen merchants purchased a block of shares in the Deutsche Schiff-und Machinenbau AG Bremen “Deschimag” (German Shipbuilding and Engineering Co.). The sale amounted to Rm. 3.6 million.15
    Shipping lines. In September 1936 publicly owned shares of the Hamburg-SüdAmerika shipping company were sold to a Hamburg syndicate.16 The sale of shares amounted to Rm. 8.2 million.17 In mid 1937, the publicly owned Norddeutscher Lloyd (North German Lloyd), part of the VIAG public holding,18 sold its remaining shares in the steamship company Hansa Dampf to a consortium made up of the Deutsche Bank & Berliner Handels-Gesellschaft. The sale of shares amounted to Rm. 5 million.19
    Local public utilities. The Nazi government imposed several types of limitations and obstacles on municipally owned enterprises. Since 1935 the municipal firms were subject to taxation (Sweezy, 1941, p. 32). Administrative and financial requirements were made more restrictive (Marx, 1937, p. 142; Pollock, 1938, p. 145). Privatization of local public utilities was important from 1935 onwards (Sweezy 1940, 394). Data presented in Sweezy (1941, p. 33) on income from enterprises owned by municipalities show that in 1934 the revenue was Rm. 494 million, up from Rm. 481 million in 1933. In 1935 the revenue decreased to Rm. 456 million, and the decline continued in 1936 to Rm. 360 million. The decrease in revenues in 1935 and 1936 occurred while the economy grew. Therefore, it must have been the result of a reduction in the number and business of local public utilities as a consequence of privatization (Sweezy, 1941, p. 33).

  27. Ork Rag…,

    «O Pinochet aplicou o primeiro programa neoliberal do mundo numa das ditaduras mais sangrentas do mundo»

    Três mil vítimas, no máximo considerado, é um número muito maior do que cem milhões na China, quinze milhões na URSS ou cem mil em Cuba.

    Então as sessenta e quatro vítimas (Fernando Rosas diz 48, mas enfim!) do campo do Tarrafal é muito maior do que milhão, cento e cinquenta mil nas colónias da GULAG — números do SOVSTAT.

    O problema dos escarralhados é falta de potássio. Ou a doença de falar pelo orifício errado.

  28. lucklucky

    “– Não ficou permanente porque o fascismo entretanto perdeu a guerra e não sabemos o que iria fazer se a ganhasse.”

    Você mente. O IRI foi constituído como ente permamente em 1937 e pior , continuou depois da II Guerra . Aliás em parte ainda continua vivo na Itália de hoje.

    “porque vocês criaram uma crise mundial monstruosa que estava a levar toda a economia privada à falência.”

    Criado pelo Liberalismo?! vá ver as leis protecionistas que impediram o comércio mundial antes da crise. Agora diga que foi o Liberalismo.
    E note-se você chama crise mundial monstruosa quando milhões estavam a morrer assassinados na URSS?

    “O liberalismo também persegue os opositores, como vocês provam ao gabar assassinos de massas como o Pinochet. ”

    Mente outra vez.
    Onde eu que eu gabei Pinochet? Só contestei ser dos mais sanguinários apresentando uma lista de mais sanguinários que ele. Que você não contestou.
    A não ser com esta pérola.

    “O facto de ter havido outras ditaduras tanto ou mais sangrentas, não implica que as ditaduras de direita não estejam entre as mais sangrentas.”

    Pelos vistos tem um problema de lógica em entender a linguagem. Não nota nada inconsistente no que escreveu nessa frase?
    É que quase parece as contradições do manifesto Comunista.

    Mas eu posso gabá-lo agora, foi entre os Ditadores um dos que deixou o país em melhores condições. Tem a concorrência forte de Singapura, Coreia do Sul, Taiwan.
    —–
    Pedi-lhe a lista das privatizações Italianas, Fascistas. Não Nazis.

    É ainda significativo que você chame privatizações à entrega de empresas do estado a grupos Nazis. Que depois tinham ou cumpriam facilmente a economia dirigida anti-mercado Nazi.

    Diga-me os Nazis favoreceram ou diminuíram o Mercado Livre na Alemanha?

    “Thiessen opôs-se à guerra e foi perseguido tal como o vosso querido Pinochet perseguiu “quem se lhes opunha às suas ideias económicas/políticas”.”

    Ora bem, o que há de Liberal nisso? Nada.
    É precisamente onde Pinochet, Comunistas, Fascistas, Nazis, Marxistas se intersectam.

    No entanto, você quer o poder que os Nazis, tinham sobre as pessoas. Para as “dirigir”. Só que noutra direcção. isto pensa você.
    Até elogia uma criação “fascista” como a RTP.

    Mais, por exemplo , você julga que aqui se aplaudiu a privatização da ANA pelo Passos Coelho mantendo o monopólio?
    É claro que para si manter o monopólio é melhor.

    Faça uma pesquisa neste blog sobre tal.

  29. Caro Francisco, o número de vítimas do Pinochet vai em 40 000 mortos, cerca de uma centena de milhar de presos e torturados e dezenas de milhões de dólares roubados que foram parar a contas do Pinochet.

    Mas mesmo que o Pinochet tivesse assassinado “apenas” (!!!!!!!) 3000 pessoas o facto de vocês o apoiarem é prova suficiente que toda a conversa neoliberal sobre a “liberdade” é tão treta como a dos comunistas.

  30. LUCKLUCKY

    – O facto de o IRI ter continuado depois da guerra é culpa do fascismo ??????

    E não menti nada, o IRI foi instituído para salvar empresas da falência, depois de vocês terem destruído a economia em 1929.

    – A maior parte do protecionismo começou com a crise que vocês criaram em 29.

    – A partir do momento em que passou da mãos do estado para mão privadas chama-se privatização. Não há volta a dar.

    A primeira grande vaga de privatizações a nível mundial decorreram nos regimes nazi-fascista.

    Chega ao ponto do próprio termo “privatização” ter surgido na Alemanha nazi para definir a política económica nazi.

    Temos pena mas você não pode fazer nada contra os factos.

    – Quanto ao nazi-fascismo ter outros objectivos para além da manutenção do capitalismo não invalida que tenha assegurado essa manutenção, para tal usando técnicas de economia liberal.

    O ordoliberalismo também reconhece um papel interventivo do estado.

    – A perseguição a Thyssen não tem nada de liberal ?

    O liberalismo sempre perseguiu os seus opositores. Inicialmente subiu ao poder através de revoluções armadas contra o antigo regime, perseguindo os apoiantes desses regime, em seguida a sua corrente predominante, o liberalismo económico, exerceu perseguições contra sindicalistas, esquerdistas etc etc.

    Está a confundir liberalismo político ou de costumes, com liberalismo económico, o que não é necessariamente a mesma coisa.

    O liberalismo económico pode existir e existiu, em regime de ditadura política, social e de costumes.

    – Eu não tenho culpa que o liberalismo, como aliás a maior parte da ideologias, esteja cheio de contradições.

    Uma delas é, precisamente, que um regime economicamente liberal leva á criação de monopólios pela concentração capitalista.

    Outra contradição é que, de facto, o liberalismo REAL acaba sempre por depender do estado. As grandes empresas controlam o estado e usam-no para os seus fins, acabado por depender das benesses que extorquem ao estado. Eventualmente usando até o estado para criar ou manter os seus monopólios. Sempre foi assim.

    Outra contradição é que, precisamente, quando se chega ao ponto de apenas reconhecer ao estado a defesa dos interesses do capital tal situação resulta numa ditadura de facto sobre os 90% da sociedade não detentoras de capital.

  31. Orc,

    40000 mortos depois de terem arranjado uns subsidiozinhos para qualquer que se clamasse vítima da ditadura. Até que a Bachelet andou a brincar às escarralhadas com o dinheiro dos outros o número aceite pelos diversos historiadores era 3500, incluindo mortos e presos políticos.

    Se isso acontecesse em Portugal o número de vítimas do fascismo aproximar-se-ia dos nove milhões — ainda há um milhão de pessoas com brio neste país, e temos de crer nisso.

  32. Orc,

    O que o Orc escreveu era que o Pinochet era uma das ditaduras mais sangrentas. Eu limitei-me a dar-lhe uma pequena perspectiva da sua inumeracia ou das palas que lhe tolhem a visão e o engenho.

  33. Caro Francisco.

    Se não sabe português eu explico.

    Dizer que é uma das ditaduras mais sangrentas não é o mesmo que dizer que é a ditadura mais sangrenta.

    Se ainda não entender desta vez, posso explicar por outras palavras as vezes que precisar.

  34. Caro Francisco.

    As estimativas oficiais, que são as mínimas, apontam mais de 3 000 mortos e dezenas de milhares de presos e torturados.

    Pelo que iliteracia numérica parece ser mais o seu caso.

    Acontece que estas estimativas são mantidas o mais baixo possível pelas autoridades chilenas por duas razões.

    – Precisamente porque são devidas indemnizações aos sobreviventes e familiares das vossas vítimas.

    – Porque os partidos de direita que alinham no actual regime democrático também alinharam com os massacres e convém-lhes fazer tudo para manter a revolta moral em torno do assunto no mais baixo nível possível. Por vontade deles já se tinha esquecido o assunto.

    No entanto, apesar destas fortes razões para abafar o caso, o certo é que a cada revisão as autoridades chilenas são obrigadas a admitir mais uns milhares de vítimas, pelo que os números oficiais não ficarão por aqui. Veremos até onde serão obrigados a admitir.

  35. Caro Francisco.

    Quant à Bachelet, só foi presa, torturada, teve de fugir do país e assassinaram-lhe o pai.

    Vocês liberais estarem gozar com situações destas é a melhor prova do que digo – a vossa “liberdade” liberal vale tanto como a estalinista.

  36. Orc,

    Estou a ver que, por lógica, a penúltima das ditaduras mais sangrentas seria uma das ditaduras mais sangrentas. A última também, bem vistas as coisas.

    O seu erro não está em apontar a ditadura de Pinochet como execrável e sangrenta. Nisso eu acompanho-o com semelhante clamor. Mas nem por sombras é a ditadura chilena uma das mais sangrentas, a não ser que se estique o filtro até bem abaixo da mediana.

    Ou que se faça olho gordo às dita-dachas (se perceber russo saberá porque escrevi assim), escarralhadas e vermilhóides. Em boa verdade, e para descanso de consciência, não parece ser esse o caso consigo, vendo que também parece execrar as ditaduras sanguinolentas vermilhóides.

  37. Aos tontinhos que não sabem que Mises elogiou o fascismo.

    “Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes que visam o estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções e que sua intervenção salvou, por enquanto, a civilização européia. O mérito que o fascismo conquistou por si mesmo viverá eternamente na história.”

    Von Mises
    Liberalism: A Socio-Economic Exposition
    1978: 51).

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