RTP 2: um caso sintomático

Audiências em 2017 – Panegírico dos grandes líderes da RTP. Por Eduardo Cintra Torres.

O ano termina com uma ligeira perda de audiência dos quatro canais generalistas, RTP 1 e 2, SIC e TVI. Os canais privados estancaram a queda; a diminuição deve-se apenas à RTP 1 e 2. Os canais do Estado confirmaram a tendência de perda dos últimos anos. A RTP 2 perdeu num ano um quarto dos seus espectadores. Embora seja o segundo mais antigo canal nacional, sustentado pelos impostos dos cidadãos, estes viram-lhe a cara e é hoje, incrivelmente, em audiência, o 12º canal no país. No cabo, estão à sua frente canais de informação, de filmes e séries e até dois canais infantis, quando a própria RTP 2 dedica muitas horas a esse público. É este o remate de quatro anos dos mandatos do Conselho Geral Independente (CGI) e da actual Administração da empresa, anos que reiteram em glória as promessas estratégicas e os amanhãs cantados pelos administradores à imprensa e ao parlamento. O meu conselho ao CGI: renovem-lhes já o mandato, sem abrir concurso.

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6 thoughts on “RTP 2: um caso sintomático

  1. A ditadura da maioria… relembro que Hitler foi eleito democraticamente. Não tem nada a ver? tem tudo a ver. Somos dirigidos por idiotas que produzem conteúdos para idiotas continuarem a sê-lo alegremente. Existe uma ilha incómoda neste oceano de idiotice onde navega quem escreve este artigo. Acabe-se com a ilha, não vá alguém descobrir que é idiota e quiser deixar de o ser. LOL

  2. A RTP é daqueles casos que mostram como o dinheiro dos “taxpayers” é desperdiçado por causa de princípios que já não se verificam. Imaginem se fôssemos todos obrigados a manter um serviço de telégrafos, mesmo apesar do facto de já ninguém enviar telegramas. É isto o que está a acontecer com a RTP. O chamado “serviço público” (que nunca ninguém conseguiu bem definir) já é, há muitos anos, prestado por privados em dezenas de canais por cabo. Não se percebe por que motivo devemos continuar a ter uma RTP se esta caminha cada vez mais para a irrelevância.

  3. Isso tem mais a ver com os conteúdos do canal 2, mais virados para a cultura.

    Ponham o João Baião aos saltinhos a dizer inanidades o dia todo que o canal sobe logo.

    A questão é que o serviço público é isso mesmo. Não obedece a uma lógica contabilistica mas de… serviço público.

    É preferível haver ao menos um canal público virado para a cultura, mesmo com pouca saída, do que só haver 500 canais com o João Baião aos saltinhos sem nenhuma alternativa.

    Claro que explicar isto a um direitista, que só vê dinheiro, é difícil.

  4. lucklucky

    É preciso lata.

    O Ork Ragnaroc é que só vê o dinheiro daqueles que não querem ver a RTP2.
    Pela violência claro e não voluntario.

    Como toda a esquerda o discurso do Ork Ragnaroc é o do comprador que desvaloriza e envergonha o produto -dinheiro- para mais facilmente aliviar quem o tem para o seu proveito.

  5. Não falo por mim, mas por quem não tenha outro modo de aceder a programas culturais.

    Os privados não têm a obrigação de tentar elevar a cultura geral da população, o estado tem.

    Se as pessoas não querem aproveitar a oportunidade é um direito que lhes assiste, mas o estado tem de oferecer essa oportunidade.

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