Grande Anna Muzychuk!

 

Grandmaster chess Anna

A partir do Facebook dela:

In a few days I am going to lose two World Champion titles – one by one. Just because I decided not to go to Saudi Arabia. Not to play by someone’s rules, not to wear abaya, not to be accompanied getting outside, and altogether not to feel myself a secondary creature. Exactly one year ago I won these two titles and was about the happiest person in the chess world but this time I feel really bad. I am ready to stand for my principles and skip the event, where in five days I was expected to earn more than I do in a dozen of events combined. All that is annoying, but the most upsetting thing is that almost nobody really cares. That is a really bitter feeling, still not the one to change my opinion and my principles. The same goes for my sister Mariya – and I am really happy that we share this point of view. And yes, for those few who care – we’ll be back!

Ou seja, uma Campeã legítima não só perde o campeonato que não disputa (normal, apesar de isto já de si ser criticável, pois a Arábia Saudita não deveria ter sido feito lá, mas enfim ok), como também perde 2 títulos que tinha ganho anteriormente (!). Ridículo.

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12 thoughts on “Grande Anna Muzychuk!

  1. Ela tem razão: “nobody cares”. Não fosse este post no Insurgente… eu nem sequer teria sabido disto. Media em Portugal que mencionam o tema: zero! Media fora de Portugal que mencionam o tema: muito poucos!

  2. Euro2cent

    > Ridículo.

    Não, deliberado. “Pour encourager les autres”.

    Sem ir ver, por preguiça, deve ter sido posto em vigor para meter na linha o Bobby Fisher. Tenho uma vaga ideia que fez algo do género, mas ao contrário, ir a sítios boicotados.

    Os nossos donos são muito livres, mas querem o gado disciplinado e no sítio.

  3. joaquim

    Lembro que a FIFA que passa a vida a encher a boca com o fair-play e o respect e mensagens anti- racistas ( e muito bem ) permite o boicote feito pelos países muçulmanos a Israel, De cada vez que há apuramento para o campeonato mundo futebol Israel é o único pais do mundo que tem que disputar o mesmo fora da sua zona geográfica ( é incluído na europa ) porque os seus vizinhos se recusam a jogar com Israel. A FIFA muda os regulamentos, aceita o anti-semitismo, o mundo cala e consente e ainda vai disputar o campeonato do mundo em países onde as mulheres não tem direitos, só saem à rua acompanhadas por membros da sua família e cobertas e onde nem conduzir lhes é permitido. Na europa já nem se vêm presépios e arvores de Natal em muitos sítios, com medo de ofender os da religião dos mesmos de sempre. Sempre a dobrar a espinha até ao dia em que descobrimos que estamos marrecos para sempre.

  4. A. R

    É um novo terrorismo de Estado.

    Depois há jornalistas anti-semitas, carregando incitamento a um ódio cego contra os judeus, que se queixam de ser barrados nas fronteiras com Israel. São estes mesmos que olvidam de noticiar estes factos.

  5. Pode-se criticar a FIFA por muita coisa (a começar pela escandalosa atribuição de um Mundial ao Catar), mas Israel “integra” a Europa em todas as modalidades desportivas, não é só no futebol. E não é por decisão da FIFA, mas de Israel (e, no futebol, nem é o único, pois o Cazaquistão não é na Europa e integra a UEFA e a Austrália não é na Ásia e integra a AFC). Quanto à premissa desse raciocínio, parece-me que os países que não querem jogar contra Israel têm tanta razão quanto a xadrezista que não quer jogar na Arábia Saudita (com quem concordo a 100%. Aliás, não percebo como alguma mulher com auto-estima se sujeita a ir lá). Israel acabou por ser, pela enésima vez, condenado por toda a comunidade internacional (excepto por um “moron”, citando o Sr. Rex Tillerson) pela ocupação ilegal, que dura desde 1967, dos territórios palestinianos, e até os analfabetos sabem que não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”. Ou seja, não se pode violar deliberadamente a lei internacional e esperar que os “violados” e os seus amigos queiram jogar connosco à bola.

  6. JPT,

    P: Quem começou a guerra em 48, em 67 e em 73?
    R: — assobiar para o ar —

    A ONU é um exemplo de excrescência, provando que muitos falam pelo orifício errado. Quanto mais depressa se matar o monstro, melhor.

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