Enciclopédia da União Europeia

Foi finalmente lançada a Enciclopédia da União Europeia, um compêndio de textos jurídicos e económicos sobre a génese, desenvolvimento e até sobre as crises a que a União Europeia, com todas as suas imperfeições, tem estado sujeita. Sem desprimor para os restantes, gostaria de destacar a coordenação do Prof. Francisco Pereira Coutinho, que me convidou a escrever duas entradas, uma sobre o Euro e outra sobre os Critérios de convergência.

Com todas as suas imperfeições, a União Europeia continua a ser um projecto altamente positivo para a paz e prosperidade dos seus povos.

O livro está à venda na editora Petrony.

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9 thoughts on “Enciclopédia da União Europeia

  1. Luís Lavoura

    Com todas as suas imperfeições, a União Europeia continua a ser um projecto altamente positivo para a paz e prosperidade dos seus povos.

    Uau, um elogio à UE neste blogue!

  2. UE
    Não. É um projeto que será rejeitado a médio prazo.
    A politica, por norma seriam 3 ou 4 lições, postulados, axiomas e mais nada. Mas curiosamente os políticos recusam-se a apreender qualquer delas.
    A UE é feita de normativos. A UE é feita de leis e prescrições de receitas.
    Nenhuma sociedade é mantida por normativos e prescrições. É mantida sim porque descritivamente (em oposição a normativos) existe aceitação de convenções:” É assim porque é”. “Porque sim”, “nós achamos que ….” . É aquilo que blind and bind um conjunto de pessoas. É aquilo que cria capital social.
    Significa que sempre que assina uma lei, sempre que impõe um normativo, está a declarar o seu falhanço…. Que faz a UE, além de normas?

  3. Para esclarecer, nada tendo contra migração (imigração ou emigração), temos que ver que a emigração deve beneficiar todas as partes: a pessoa, a comunidade receptora e a família dos emigrantes. A imigração desta refugitralha não beneficia em nada as comunidades receptoras. Na verdade, prejudica-as de sobremaneira e é um barril de pólvora com pavio aceso.

    Tal como em Lisboa dos anos 80 e 90, estamos a criar os guettos que nos darão problemas amanhã. Numa escala inaudita.

  4. Francisco,
    Acho que já escrevi isto aqui.

    a. A primeira coisa que morre no multiculturalismo, que é a hoje em dia considerado um valor fundamental, é o sentido de comunidade. Basta ler Robert putman para perceber que a partir de 5% de multiculturalismo numa comunidade as portas começam a fechar (e a quantidade de horas de televisão aumentam), o nivel de colaboraçao entre pessoas cai a pique, o interresse pelo comum, desaparece.

    b. Sem sentido de comunidade (princípios que bind and blind) o que acontece ao próximo é irrelevante para mim, e quanto mais depressa colocar para trás das costas, mais rápido o desconforto passa.

    c. A europa comete suicídio sensivelmente de 1500 em 1500 anos. Não temos registo do que se passou em 1200 BC, mas sabemos o que aconteceu com a queda de Roma. E foi algo parecido com o que agora se passa. Roma caiu porque ninguém estava disposto a lutar por Roma. Voltar a ter o output comercial de Roma só com a revolução industrial, a probabilidade de sobrevivência de um soldado romano ferido só voltou a ser igualada na primeira grande guerra, etc, etc.

    Se calhar é isso que ai bem… Benvindo à próxima idade das trevas. Na pole position para nos definir o modo de vida está a civilização muçulmana. Enjoy!

  5. mg

    Cada vez me apercebo mais que, o “liberal” é aquele individuo dotado de tais principios. Que perante a constatação da porta da casa arrombada, da mulher e filha estupradas, e do filho sodomizado por gangsters, conclui que dado todas as “imperfeições” da máfia, está tudo bem, em “paz e em prosperidade ” , porque a dispensa a esvaziar-se ainda vai a meio, e o bmw novo com que projecta o seu status de “sucesso”, a pagar em 20 anos de empréstimo à máfia, não sofreu riscos na pintura.

  6. Luís Lavoura

    Francisco Miguel Colaço, mas você tem alguma proposta concreta sobre como evitar a imigração e os refugiados?
    Tendo em conta que a imensa maior parte dos imigrantes e refugiados chega por mar, que propõe? Afundar os barcos deles? Vê-los a afogarem-se sem fazer nada? Recambiá-los para África (não é nada barato) um a um? Recebê-los mas deixá-los aprisionados (também não é barato)?

  7. Luis Lavoura,
    A razão pela qual eles não tentam vir de avião, é porque os estados lavaram as mãos do problema da emigração e passaram para as companhias aéreas que os travam nos aeroportos sob ameaça de multas altíssimas . Assim os “migrantes” arriscam a vida e ainda pagam 2000 a 5000 euros a contrabandistas em vez de 200€ por um bilhete. Basta os estados levantaram essas restrições às companhias aéreas, e eles não corriam perigo de vida, as companhias aéreas felizes por ganhar dinheiro e dinamizavam a economia, pagavam impostos….

    Aos que já cá estão, se os colocar num avião e manda-los de volta aos países de origem consegue a um custo unitário em voos charter a rondar os 100€. Nos casos não voluntários de autoidentificação se tiver que fazer um teste genético para saber a sua origem (na maioria dos casos consegue) custa mais 100€ (no 23andme é esse o preço…. Nos laboratórios dos estados bem mais barato deve ser). Deixe claro que ou dizem de onde vêm ou a sua melhor inferência é no pais X (garanto que se não for nesse ele diz logo qual é).

    Está a ver, com no máximo 200 euros por refugiado (mas provavelmente 100€), consegue por no país de origem em segurança, com respeito pela sua condição e integridade física. Pode juntar um cartão da sua embaixada no país e ajuda-los enquanto espera a preencher documentação para se candidatar a entrar legalmente no país desejado, como aliás outras pessoas dos países deles estão a fazer e já agora explicando que até para essas pessoas seria injusto deixa-los ficar. Que tal? Não é preciso muito esforço, pois não?

    Assim que fosse claro que seriam todos recambiados à chegada, eles deixariam de gastar entre 2000 a 5000 euros a bandidos que os colocam em perigo de vida em travessias arriscadas.

    Com isto resolver 80% dos imigrantes que não são refugiados de coisa nenhuma, mas sim emigrantes à procura de melhores condições de vida. Para esses, que é legitimo, os estados tem emigração LEGAL!

  8. lucklucky

    Para parar uma invasão tudo o que for necessário Luís Lavoura.

    “Com todas as suas imperfeições, a União Europeia continua a ser um projecto altamente positivo para a paz e prosperidade dos seus povos.”

    Haha. A União e os Unionistas só estão a criar a próxima grande guerra.

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