Porque é que não há mais mulheres Liberais?

Aconselho também o vídeo do TFM referido logo no início, disponível aqui.

Parabéns às poucas Libertárias que frequentam este blog.
A estas deixo 2 perguntas: Já tentaram converter para o Liberalismo alguma congénere feminina? Como correu?

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17 thoughts on “Porque é que não há mais mulheres Liberais?

  1. Porque as mulheres, de um ponto de vista evolutivo e dada a sua condição biológica não estão “programadas” para serem dissidentes nem terem “fringe beliefs” nem arriscarem a sua condição social, material, etc, estão sim “programadas” para seguirem a ordem vigente, que é a que em principio lhes assegura segurança.

    Se o liberalismo fosse a ordem vigente numa sociedade (lol) podia ter a certeza que grande parte das mulheres seria liberal.

    Sim, existem excepções, mas são isso, excepções – não a regra.

  2. Ou seja, não se devia preocupar muito com isso, se ganhar a “guerra” as mulheres certamente seguirão a sua ideologia, seja ela qual for.

  3. Luís Lavoura

    É sem dúvida uma questão relevante.
    Estou em crer que, se algum dia houver um partido liberal em Portugal, ele terá extrema dificuldade em cumprir as quotas de género nas candidaturas a eleições.
    Recentemente a mesma questão foi colocada a Margreth Vestager (a dinamarquesa na Comissão Europeia, que pertence ao partido liberal dinamarquês), e ela disse que também na Dinamarca há este mesmo problema, falta de mulheres nesse partido liberal.

  4. mg

    Marialva “se o liberalismo fosse a ordem vigente numa sociedade democrática, as mulheres com o poder do voto tornam-no estatista. E os partidos conservadores ou liberais viram à esquerda, que é o que aconteceu. A decadência do ocidente começou com o voto feminino, e o voto feminino trocou a segurança do marido pela segurança do estado.

  5. A origem dos libertários (século XIX) está na esquerda mais radical, que depois contaminou alguns dos calvinistas que desenvolveram o liberalismo económico. O facto de muitas vezes, em questões de valores, ser difícil distinguir O Insurgente (ou João Miguel Tavares) do BE só mostra como libertários e anarco-comunistas têm mais em comum do que se pensa.

    Há poucas mulheres libertárias? Não sabia, mas isso claramente é prova de inteligência feminina.

    Quem só tem um martelo vê todos os problemas como pregos. O jurista vê tudo como um problema de direito. O engenheiro vê tudo como um probema de engenharia. O gestor vê tudo como um problema de gestão. Quem só conhece o liberalismo económico vê todos os problemas (eutanásia, casamento gay, etc.) como um campo para aplicação do quadro mental do liberalismo, ou seja, torna-se libertário sem nunca lhe ocorrer que para tratar problemas de planetas há a física, para tratar problemas de pontes há a engenharia, para tratar de organização económica o liberalismo é bom, para tratar problemas éticos há a ética aritotelico-tomista, e é absurdo tratar problemas de economia com física (Instituto de Santa Fé), problemas de ética com economia, ou problemas de pontes com ética.

  6. Boa publicação Carlos Santos
    //
    gostava de expandir o que escrevi acima:
    Os libertários nunca vão poder contar com o voto da mulher para alcançar o que querem – essa coisa da “liberdade” é uma uma coisa de homens – porque têm parafusos a menos (o que também tem as suas desvantagens, maior violência, maior criminalidade, dissidência, etc), as mulheres por natureza votam por segurança – expansão do Estado – têm parafusos a mais (o que também tem as suas vantagens e desvantagens). Escrevo em termos gerais e não absolutos, claro que não é tudo a preto e branco, e esta questão de natureza não é o único factor mas apenas um deles.
    Portanto não me parece que os libertários vão conseguir convencer o grande bloco votante feminino a votar nas suas ideias, porque estas introduzem incerteza e insegurança (não escrevo isto no sentido negativo, por vezes as palermices até dão bons resultados).

  7. Euro2cent

    > essa coisa da “liberdade” é uma uma coisa de homens

    Essa coisa da liberdade é uma coisa de aristocratas.

    O resto é distribuição estatística dos ingénuos que acreditam nos publicitários que dizem que é para todos.

    Claro que é, os ricos gerem as fortunas, e os pobres escolhem entre Pepsi e Coke.

  8. Enfim, são os liberais ou libertários que temos, queixam-se da liberdade para aqui e para ali, queixam-se que os governos, a google ou o facebook andam a fazer isto ou aquilo – mas depois – quando não gostam – fazem o mesmo, é o liberalismo de café português. E claro que têm todo o direito, segundo os mesmos, de eliminar quem quiserem da sua plataforma – mas depois não se queixem.

  9. Se fossem de facto uma malta porreira, em vez de terem 1001 scripts manhosos a correr na página, adoptavam uma politica mais “open-source” – metiam um ficheiro .txt em que abertamente declaravam que “eliminaram” a pessoa xyz por zyx, em vez de andarem a promover as tretas de conferências e pós graduações na “escola austríaca” talvez quisessem promover as obras disponibilizadas de graça pelo mises institute, etc, mas para variar, o que se passa em portugal, até no liberalismo, é apenas uma cópia chunga do que é feito por outras paragens.

  10. Não caro Ricardo, até agora podia publicar sem aprovação – mas de repente preciso da suposta aprovação para tudo, pergunto porquê?

  11. Não sei. Imagino que tenha publicado disparates em posts de colegas de blog e, como estes foram eliminados, regressou temporariamente ao grupo dos comentadores que precisa de pré-aprovação. Mas não vou investigar o tema e noto apenas que agora já publica directamente outra vez. Bom proveito.

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